"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



quinta-feira, 3 de junho de 2010

MAR DEVOLVE UM CAÇA P-38 LIGHTNING DA 2ª GUERRA MUNDIAL

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Permaneceu escondido sob as areias e ondas desde que caiu na costa de Gales em 1942. Mas agora os destroços de um raro caça da 2ª Guerra Mundial podem em pouco tempo estar em terra seca.

Descrito como “um dos mais importantes achados militares da história recente”, a localização do Lockheed P-38 Lightning está sendo mantida em segredo para sua segurança.

Lockheed P-38 Lightning da Força Aérea do Exército dos EUA


Apelidado como a “Senhora de Harlech”, o caça da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos caiu na costa de Gwynedd quando participava de treinamentos e seus motores cortaram.

Incrivelmente, o piloto Tenente Robert Elliott saiu andando do local da queda sem nenhum arranhão, mas tragicamente morreu três meses depois em ação durante da Campanha da Tunísia, no Norte da África.

As imagens mostram o antes escondido Lightning que apareceu de repente na costa galesa em 2007. A maré moveu a areia que o escondia há 60 anos e revelou o fantástico achado.

Agora, uma organização anunciou planos de resgatá-lo no ano que vem. O International Group for Historic Aircraft Recovery (IGHAR) está procurando por apoio e um museu inglês que aceite o fascinante caça americano como presente.

A organização é a única sem fins lucrativos de seu tipo no mundo, e trabalha incessantemente para recuperar destroços de importância histórica e doá-los para exibição em museus.

A "Senhora de Harlech" na costa de Gales

Liderada por Ric Gillespie, a equipe está se preparando para ir à Ilha Gardner, no Pacífico, para procurar pistas no avião perdido de Amelia Earhart. Logo depois, irão se dedicar ao P-38. Eles discutem desde 2007 se é realmente seguro retirar a aeronave da água sem que ela se desintegre depois.

As praias, baías e oceanos do mundo são ricos repositórios de aeronaves raras, mas estas permanecem quase intocadas por causa dos efeitos corrosivos da imersão em água salgada. Museus têm içado aeronaves históricas da água salgada em boas condições e a grande custo, somente para vê-las virar farinha nos meses seguintes. Técnicas para conservar e estabilizar metais recuperados de ambientes aquáticos estão sendo desenvolvidas e testadas, mas nunca foram aplicadas a uma aeronave completa”, disse Gillespie.

Um dos processos comprovados envolve o desmonte parcial da aeronave e sua submersão em uma solução especial na qual passa uma pequena corrente elétrica. A desintoxicação pode levar um ano ou mais, mas no fim o resultado é um artefato histórico relativamente estável que do contrário poderia ser perdido”.

“Estamos construindo uma parceria entre grupos de arqueologia aeronáutica ingleses e americanos que irá tornar possível o financiamento, realizar o resgate e começar o processo de conservação antes que a natureza mais uma vez exponha sua força destrutiva sobre a aeronave. Encorajamos todos que compartilham dos nossos objetivos a juntar-se a nós”, concluiu.


Fonte:  Daily Mail, de 7 de maio de 2010

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Um comentário:

  1. Bem os organismos internacionais poderiam criar museus marinhos, não é? Ainda que seja um mega investimento, o retorno seria incalculável ... em Granada, na Espanha, existe um museu marinho muito interessante!

    Muito interessante a postagem!

    Abs,

    Daroz

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