"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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domingo, 14 de fevereiro de 2021

RÚSSIA E FRANÇA ENTERRAM SEUS SOLDADOS 200 ANOS APÓS DERROTA DE NAPOLEÃO

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Os restos dos soldados russos e franceses que morreram durante a retirada da Rússia em 1812 foram enterrados neste sábado (13) perto do campo de batalha de Viazma, em um momento incomum de unidade entre ambos os países no ano do bicentenário da morte de Napoleão.


Sob a neve e a uma temperatura de -15 graus, os 126 restos distribuídos em oito caixões, cobertos com as bandeiras dos dois países, foram enterrados ao som de uma saudação de canhão na presença de cerca de cem figurantes em trajes de época, e dos descendentes de grandes chefes militares russos e franceses da época.


Os corpos foram encontrados em uma fossa comum entre Smolensk e Moscou

Esses 120 soldados, três prováveis mulheres que acompanhavam seus maridos nas campanhas militares e três adolescentes - provavelmente tamborileiros - morreram durante ou por causa da batalha de Viazma em 3 de novembro de 1812, duas semanas após o começo da retirada que foi concluída pouco depois de forma trágica, com múltiplas perdas durante a travessia do rio Berezina.

Os restos mortais dos soldados durante preparação para o funeral

A cerimônia deste sábado em Viazma, cerca de 200 km ao oeste de Moscou, reflete um momento de unidade em meio às relações tensas entre a Rússia e o Ocidente em diversas questões.

"A morte coloca todos em pé de igualdade: todos estão no mesmo túmulo", afirmou Yulia Khitrovo, de 74 anos, tataraneta do general-chefe do czar, Mikhail Kutuzov. "Me emociona muito estar presente nesta cerimônia, símbolo do respeito mútuo das partes", declarou o príncipe Joachim Murat, tataraneto do famoso marechal de Napoleão, presente no enterro.

Pierre Malinowski, presidente da Fundação para o Desenvolvimento de Iniciativas Históricas franco-russas, promotor do evento, agradeceu a presença desses "descendentes diretos dos principais atores do conflito" que juntos homenageiam esses soldados, "dirigidos por seus antepassados".

Os restos foram desenterrados em 2019 por uma equipe de arqueólogos russos e franceses, ao sudoeste de Viazma, uma cidade de 52.000 habitantes. Cerca de dez anos antes, uma escavadeira os encontrou durante algumas obras.

Bateria histórica francesa realizando salva fúnebre durante a cerimônia

Os admiradores da história acreditaram que era uma das muitas fossas comuns da Segunda Guerra Mundial, mas uma análise de especialistas da Academia de Ciências russa concluiu que se tratava de vítimas da campanha de Napoleão, muitas entre 30 e 39 anos, explicou a antropóloga Tatiana Chvedchikova.

A campanha da Rússia deixou centenas de milhares de mortos.

Fonte: AFP 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

NAVIO ALEMÃO DA 1ª GUERRA É LOCALIZADO NO MAR DAS FALKLANDS 105 ANOS DEPOIS DE AFUNDADO

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O naufrágio de um cruzador alemão da 1ª Guerra Mundial foi identificado nas Ilhas Malvinas, onde fora afundado pela Marinha britânica há 105 anos.


O SMS Scharnhorst foi o principal ativo da esquadra alemã na Ásia Oriental, comandada pelo vice-almirante Maximilian Graf von Spee. O navio foi afundado em 8 de dezembro de 1914 com mais de 800 homens a bordo, incluindo o próprio vice-almirante.

O líder da busca pelos destroços, Mensun Bound, disse que o momento da descoberta foi "extraordinário". "Muitas vezes, perseguimos sombras no fundo do mar, mas quando o Scharnhorst apareceu pela primeira vez no fluxo de dados, não havia dúvida de que era um navio alemão", disse Bound.

"De repente, ele saiu da escuridão com grandes armas apontando para todas as direções. Como ilhéu das Malvinas e arqueólogo marinho, uma descoberta com esse significado é um momento inesquecível e comovente na minha vida."


Buscas levaram cinco anos

As buscas pelo SMS Scharnhorst começaram há cinco anos, no 100º aniversário da Batalha das Ilhas Malvinas, mas não obtiveram sucesso de início.

As equipes de busca retomaram suas atividades neste ano usando uma embarcação submarina, o Seabed Constructor, e quatro veículos subaquáticos autônomos. O SMS Scharnhorst foi encontrado no terceiro dia, a uma profundidade de 1.610m.

Os destroços não foram afetados pela operação, e o Falkland Maritime Heritage Trust, instituição sem fins lucrativos voltada para a promoção do valor histórico e social do patrimônio marítimo das Ilhas Malvinas, está tentando manter o local formalmente protegido por lei.  O SMS Scharnhorst fazia parte do esquadrão da Ásia Oriental da Marinha Imperial alemã, que operava principalmente no oceano Pacífico até o início da 1ª Guerra Mundial, em 1914.


Da vitória à derrota em cinco semanas

O cruzador blindado desempenhou um papel fundamental na Batalha de Coronel, travada entre a Marinha Real britânica e a Marinha Imperial alemã, na costa do Chile. Foi a primeira derrota naval britânica na 1ª Guerra Mundial, com resultados devastadores. Os alemães afundaram dois dos quatro navios britânicos, com a perda de mais de 1,6 mil vidas. Nenhum marinheiro alemão morreu.

O Scharnhorst afunda durante a Batalha das Falklands

Os efeitos desta derrota foram sentidos em todo o império britânico e além. Mas sua resposta não demorou a chegar. A Marinha Real despachou navios do Mar do Norte para o Atlântico Sul e confrontou os alemães nas Ilhas Malvinas cinco semanas depois.

O esquadrão britânico perseguiu a esquadra alemã. O HMS Invincible e o HMS Inflexible causaram danos substanciais ao SMS Scharnhorst, fazendo com que ele afundasse com todas as 860 pessoas a bordo. A Marinha Real, em seguida, foi atrás dos navios alemães restantes.


Descoberta 'agridoce'

Os dois filhos do vice-almirante von Spee também morreram nesse confronto. No total, 2,2 mil marinheiros alemães morreram neste segundo embate. Para a família von Spee, a descoberta dos destroços foi "agridoce". "É reconfortante saber qual foi o local de descanso final de tantas pessoas, que agora pode ser preservado, além de lembrar do enorme desperdício de vidas", disse Wilhelm Graf von Spee.

Destroços do Schanhorst localizados no fundo do oceano

"Enquanto família, perdemos um pai e seus dois filhos em um dia. Como as milhares de outras famílias que sofreram perdas inimagináveis ​​durante a 1ª Guerra Mundial, nós nos lembramos deles e devemos garantir que seu sacrifício não foi em vão." O vice-almirante von Spee foi aclamado como um herói na Alemanha por não se render, e, em 1934, um novo cruzador recebeu seu nome.

A Batalha das Ilhas Malvinas teve um efeito duradouro na 1ª Guerra Mundial, porque, como resultado, a esquadra da Ásia Oriental, a única formação naval permanente da Alemanha, deixou de existir.

Fonte: BBC

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

NAUFRÁGIO DO PORTA-AVIÕES JAPONÊS "KAGA", AFUNDADO NA BATALHA DE MIDWAY, É DESCOBERTO 77 ANOS DEPOIS NO FUNDO DO MAR

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Exploradores descobriram os destroços do porta-aviões japonês Kaga, 77 anos depois dele ter sido afundado pelas forças americanas durante a Batalha de Midway, na Segunda Guerra Mundial.


Por James Rogers

Especialistas a bordo do navio de pesquisa RV Petrel anunciaram a descoberta na úlitma sexta-feira, 18. Depois de examinar mais de 500 milhas náuticas quadradas, os tripulantes identificaram os destroços na quarta-feira, a uma profundidade de mais de 17.000 pés no Pacífico. O RV Petrel faz parte da Vulcan Inc., uma organização de pesquisa criada pelo falecido sócio-fundador da Microsoft, Paul Allen.

"[A Batalha de Midway] foi uma grande batalha de porta-a-porta que deixou suas evidências assustadoras espalhadas por milhares de quilômetros através do fundo do oceano", disse Robert Kraft, diretor de operações submarinas da Vulcan, em um comunicado. "Com cada pedaço de entulho e cada navio que descobrimos e identificamos, nossa intenção é honrar a história daqueles que serviram e pagaram o sacrifício final por seus países".

Pesquisadores do RV Petrel analisando uma imagem do Kaga

O Kaga foi um dos quatro porta-aviões japoneses que participaram da Batalha de Midway, entre 4 a 7 de junho de 1942. Todos eles, junto com o cruzador Mikuma, foram afundados na batalha, marcando uma vitória crucial para a Marinha dos EUA.

Após o devastador ataque a Pearl Harbor, em dezembro de 1941, o Japão esperava dar outro grande golpe na frota do Pacífico dos EUA em Midway. No entanto, os decodificadores dos EUA conseguiram obter detalhes do plano japonês e a Marinha preparou sua própria emboscada. "A Batalha de Midway foi um avanço da inteligência americana", disse Frank Thompson, curador do Comando de História e Patrimônio Naval.  “A equipe que decifrou os códigos da frota japonesa permitiu ao comandante da frota do Pacífico, almirante Chester Nimitz, compreender as intenções japonesas e planejar adequadamente. Este foi um verdadeiro ponto de virada na guerra para a Marinha dos EUA.”

A tripulação do RV Petrel espera encontrar e pesquisar os destroços de toda a batalha, um esforço que poderia adicionar novos detalhes sobre Midway aos livros de história. O RV Petrel já realizou diversas descobertas de naufrágios. No início deste ano, por exemplo, especialistas do navio de pesquisa descobriram os destroços do porta-aviões USS Wasp,  no Mar de Coral, mais de 70 anos depois de o navio ter sido afundado durante a campanha de Guadalcanal.

Destroços do Kaga, afundado a mais de 17 mil pés
Também em 2019, o RV Petrel descobriram  um dos primeiros navios de guerra japoneses a serem afundados pelas forças americanas durante a Segunda Guerra Mundial, o couraçado Hiei, posto a pique 14 de novembro de 1942, nas Ilhas Salomão.

Paul Allen  morreu  em outubro de 2018 por complicações do linfoma não-Hodgkin. Sua organização de pesquisa descobriu uma série de naufrágios militares históricos, como os naufrágios do  USS Helena, USS Lexington  e USS Juneau.

A maior descoberta do grupo, no entanto, ocorreu em 2017, quando Allen e sua equipe encontraram os destroços do USS Indianapolis, no mar das Filipinas.

Fonte: Fox News

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sábado, 7 de setembro de 2019

SUBMARINO AMERICANO DA 1ª GUERRA MUNDIAL É LOCALIZADO NO LITORAL DO MÉXICO

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Submarino americano USS H-1 Seawolf foi encontrado no litoral do México por arqueólogos subaquáticos quase um século após seu naufrágio.


A embarcação foi encontrada no fundo do mar, próximo a uma praia da ilha de Santa Margarita no estado mexicano de Baixa Califórnia Sul. Este seria o primeiro submarino histórico encontrado em águas mexicanas.


História e tragédia

O USS H-1 Seawolf foi construído em 1909 em São Francisco, Estados Unidos. A embarcação inicialmente foi chamada de Seawolf, mas em 1911 ela passou a ser chamada de H-1. Durante a Primeira Guerra Mundial, o submarino realizou patrulhas no litoral leste americano. Em seguida, ele foi enviado para a Califórnia.

O submarino USS H-1 Seawolf, aqui fotografado antes de seu desaparecimento

Durante seu trajeto, o navio foi atingido por uma forte tormenta, resultando em seu naufrágio. Tanto o capitão como outros três tripulantes morreram na tentativa de abandonar o submarino. Embora a maior parte da tripulação se tivesse salvado, a localização exata do USS H-1 foi uma incógnita por muitos anos.

Arqueólogos do INAH (Instituto Nacional de Antropologia e História do México) registram um submarino da Primeira Guerra Mundial afundado em águas mexicanas. Trata-se do USS H-1 Seawolf, modelo americano do início do século XX que patrulhou o litoral atlântico americano durante a confrontação bélica.

Imagem tridimensional do Seawolf no fundo do mar

O USS H-1 Seawolf foi encontrado a 15 metros de profundidade e possui um comprimento de 44,3 metros, publicou o INAH. Para encontrar o submarino, mergulhadores utilizaram técnicas de fotogrametria, que consiste em fazer muitas fotos de um sítio e com a ajuda de um computador as agrupar, formando uma ilustração digital tridimensional do objeto.

Fonte: Sputnik


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

LOCALIZADO NAUFRÁGIO DO PRIMEIRO COURAÇADO JAPONÊS AFUNDADO NA 2ª GUERRA MUNDIAL

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Uma equipe de pesquisadores da organização formada pelo bilionário filantropo Paul Allen encontrou o naufrágio do Hiei, primeiro couraçado japonês afundado pela Marinha dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial.


Por Ben Werner

O couraçado da Marinha Imperial Japonesa Hiei foi localizado, virado de cabeça para baixo no fundo do mar, cerca de 2.952 abaixo da superfície, mais de 76 anos depois de afundar nas águas a noroeste da ilha de Savo, na cadeia das Ilhas Salomão.

Durante a batalha de Guadalcanal, na madrugada de 13 para 14 de novembro de 1942, o Hiei fazia parte de uma força-tarefa japonesa que se envolveu em batalhas de curta distância contra navios da Marinha dos EUA, liderados pelo contra-almirante Daniel J. Callaghan a bordo do cruzador pesado USS San Francisco (CA-38), de acordo com o US Naval History and Heritage Command.

Em um momento durante a batalha, que foi travada no meio da noite, o Hiei quase colidiu com o destróier americano USS Laffey (DD-459). Os dois navios dispararam seus canhões quando passaram a seis metros um do outro.  O Laffey afundaria durante a batalha. Acredita-se que o Hiei tenha sido severamente avariado por salvas do San Francisco, que também sofreu danos críticos, incluindo um impacto direto contra a ponte que matou Callaghan, seu estado-maior e o comandante do navio, capitão Cassin Young.

Representação do combate noturno entre o USS Laffey e o Hiei

De madrugada, o Hiei foi avistado 30 milhas a nordeste da Ilha Savo com "as torres de vante em chamas e as torres de ré desmanteladas". Um cruzador ligeiro e quatro contratorpedeiros supostamente acompanharam o Hiei enquanto este tentava se afastar.

Múltiplas surtidas de torpedeiros Grumman TBF Avenger, bombardeiros de mergulho Douglass SBD Dauntless e caças Grumman F4F Wildcat decolaram do porta-aviões USS Enterprise (CV-6) para atacar o couraçado japonês, e mesmo um B-17, voando da ilha de Espiritu Santo, lançou uma bomba de 500 libras sobre o Hiei.

O Hiei teria sido visto pela última vez pelas forças da Marinha dos EUA às 6 da tarde, a cerca de 8 quilômetros a noroeste de Savo, em chamas e transferindo sua tripulação para três destróieres japoneses nas proximidades. O encouraçado afundou em algum momento durante a noite, com 188 tripulantes mortos em ação.

Destroços do Hiei localizados no fundo do mar

Allen, que morreu em outubro, foi co-fundador da Microsoft, dono do time de futebol americano Seattle Seahawks e filantropo de longa data, que, durante anos, financiou esforços de conservação dos oceanos e da vida selvagem e pesquisas sobre naufrágios da Segunda Guerra Mundial. Talvez a descoberta mais notável de sua equipe tenha sido a descoberta dos destroços do USS Indianapolis (CA-35) em 2017, que afundou no Pacífico Sul em 30 de julho de 1945, depois de entregar os componentes da bomba atômica lançada em Hiroshima.

Fonte: USNI News


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

ARQUEÓLOGOS JAPONESES DESENTERRAM NOVAS RESPOSTAS SOBRE A 2ª GUERRA MUNDIAL

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Por Priscila Piltz

KAGOSHIMA (IPC Digital) – Maho Chochi, diz que seus estudos contestam a antiga crença de que granadas de cerâmicas foram produzidas em número limitado durante a Segunda Guerra Mundial para que os soldados pudessem se matar, evitando assim a desgraça de ser capturado.

Minha pesquisa mostrou que (granadas de cerâmica) foram fabricadas em grande número, com o objetivo de usá-las como armas”, disse Chochi, pesquisador do Centro de Arquivos Históricos Reimeikan, na província de Kagoshima.

O relatório do pesquisador fascinou arqueólogos em uma convenção na província de Kagoshima. Para eles, os restos e relíquias relacionados com a guerra são um novo campo de pesquisa.

Chochi, identificou os locais onde as granadas de cerâmica foram fabricadas, quando o Japão estava enfrentando uma grave escassez de metal, perto do final da Segunda Guerra Mundial. Confirmou também que as granadas foram armazenadas para estudos posteriores, para comparar as suas estruturas e materiais cuidadosamente.

Um novo campo da arqueologia estuda informações relacionadas com a Segunda Guerra Mundial, estabelecida há 30 anos no Japão com base na proposta de Shiichi Toma, um arqueólogo da província de Okinawa, que queria lançar novos aspectos da guerra, que eram desconhecidos devido a escassez de documentação.

Embora muitos arqueólogos estivessem relutantes inicialmente em assumir tal tema, uma série de reuniões de estudo e locais de expedição foram organizados no ano passado para coincidir com o 70º aniversário do fim da Segunda Guerra.  Um relatório da província de Okinawa publicado no ano passado, descreve cerca de 1000 sítios relacionados com a guerra, local da Batalha de Okinawa, que durou meses e matou quase um quarto da população da ilha.

Em Kumamoto, o governo de Nishiki começou uma pesquisa no ano passado, de um local usado pela Marinha Imperial Japonesa, para descobrir a imagem completa da base militar pouco conhecida durante a Guerra.

Há muito se sabe que os restos de uma base militar estão na cidade”, disse Tomoharu Teshiba, que encomendou a pesquisa. A base, que abrange 36.000 metros quadrados de terra, abriga instalações subterrâneas em mais de 10 locais.

Essas instalações, incluindo uma sala de operação e uma sala onde torpedos estavam sintonizados, permaneceram intactos desde o fim da Guerra. A sala do torpedo tem paredes de concreto que revelam pilares de madeira. Tal estrutura gigantesca de guerra ainda estar intacta é raridade no Japão, segundo especialistas. Funcionários de Nishiki planejam, eventualmente, abrir as instalações para o público.

Gostaríamos que os visitantes refletissem sobre a guerra após ver os restos daqueles tempos”, disse Teshiba. “Estamos determinados a realizar um estudo aprofundado para esse fim, também”.

Fonte: Jornal Asahi

domingo, 19 de agosto de 2018

HISTÓRIA MILITAR NA FRANÇA - MUNIÇÃO ALEMÃ DA 2ª GUERRA É ENCONTRADA NA ÓPERA DE PARIS

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Pedreiros que trabalhavam no subsolo da Ópera Garnier, no 9° distrito de Paris, fizeram uma insólita descoberta. Em uma laje do monumento, eles encontraram munição escondida desde a época da Segunda Guerra Mundial. 


O subsolo da célebre Ópera Garnier, em pleno centro da capital francesa, parece ter sido o local escolhido por soldados alemães para esconder munição, na época da ocupação nazista em Paris, entre 1940 e 1944. A descoberta foi registrada no último dia 6. Pedreiros que trabalham no subsolo deste que é um dos principais monumentos parisienses encontraram cerca de 30 cartuchos de munição P181 da marca alemã Mauser e dois carregadores. A empresa é até hoje uma célebre fabricante de armamentos na Alemanha.

Os objetos estavam dissimulados em uma laje interna da Ópera Garnier, debaixo da rua Scribe, região altamente frequentada por turistas em Paris. A munição foi entregue à polícia francesa. 


Bomba de 230 quilos em Rouen

Descobertas como essas não são incomuns na Europa. Frequentemente, bombas e materiais explosivos da Segunda Guerra Mundial são encontrados não detonados. No início deste mês, pedreiros da cidade de Rouen, no norte da França, se depararam com uma bomba de 230 quilos, descoberta durante uma reforma no bairro ecológico de Flaubert. Uma operação para desativar o material foi realizada no dia 12 de agosto. Para isso, 600 moradores tiveram que ser retirados da região e um perímetro de 270 metros em torno do local isolado.

Fonte: RFI

segunda-feira, 23 de julho de 2018

NAVIO NAUFRAGADO ENCONTRADO NO LITORAL CATARINENSE PARTICIPOU DA REVOLTA DA ARMADA

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Embarcação foi descoberta em Itajaí em agosto do ano passado. Pesquisa sobre a sua origem foi revelada 

Por Dagmara Spautz

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), no litoral de Santa Catarina, confirmou nesta quarta-feira (11) que a embarcação naufragada descoberta junto à nova área de manobras dos terminais de Itajaí e Navegantes em 15 de agosto de 2017 é o navio Pallas, que participou da Revolta da Armada no fim do século 19. Ele encalhou na foz do Rio Itajaí-Açu em 1893, sob comando dos revoltosos. 

A Marinha ainda definirá de que forma será feita a retirada dos escombros. A medida é para evitar que a estrutura submersa provoque riscos à navegação.

Local do naufrágio do Pallas, na foz do rio Itajaí-Açu: risco à navegação

A descoberta do navio Pallas, que passou mais de um século debaixo d'água, ocorreu depois que a draga que faz o aprofundamento da nova bacia de evolução bateu em uma estrutura no fundo do rio. Os trabalhos foram suspensos no local até uma conclusão definitiva sobre a embarcação e sua importância histórica.

O trabalho de identificação, realizado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) sob responsabilidade do pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico, de  em Balneário Piçarras, utilizou sondas eletrônicas para identificar onde estavam as estruturas submersas. Mergulhadores, então, conseguiram fotografar e medir as estruturas. Foram necessárias 40 horas de mergulho em águas turvas, com pouca visibilidade, para trazer a história à tona.

Os registros de naufrágios no Brasil mostravam que o Pallas havia encalhado exatamente naquele local. Mas medidas entre a proa e a popa (a parte da frente e de trás do navio) não correspondiam ao registro de construção da embarcação. A estrutura submersa aparentava ter 40 metros a mais do que o Pallas, que tinha 68 metros de comprimento.

Os pesquisadores, então, mergulharam em documentos antigos para desvendar o mistério. Chegaram à conclusão de que uma provável tentativa de remover o navio do fundo do rio, possivelmente na época em que foram construídos os molhes, partiu a embarcação ao meio. Proa e popa se separaram, a uma distância de 40 metros uma da outra – era, de fato, o navio Pallas que vinha à tona.

Notícias publicadas pela imprensa à época, junto com informações do processo que envolveu o naufrágio – arquivos que agora foram abertos à pesquisa pela Marinha –, ajudaram a elucidar o papel do navio Pallas na Revolta da Armada. 


A importância do Pallas para o movimento

Setores da Marinha descontentes com o presidente, marechal Floriano Peixoto, deflagraram o movimento. Entre os navios tomados pelos revoltosos estava o Pallas, que era uma embarcação frigorífica e fazia a ligação entre os portos do Rio de Janeiro e Buenos Aires, na Argentina. O navio tinha um sistema de conservação com base em amônia, que mantinha as carnes frescas por mais tempo.

O Pallas acompanhava outros navios para fornecer alimento. Era a segurança dos revoltosos de que teriam comida por mais tempo — diz Soto.

As causas do naufrágio se perderam. O processo instaurado pela Marinha diz que a noite em que ocorreu o incidente, em 25 de outubro de 1893, tinha boas condições de navegação e não houve vítimas. Como os responsáveis acabaram anistiados, a investigação jamais avançou.

Encalhado, o navio foi saqueado e acredita-se que não tenham sobrado peças de valor. Registros encontrados pelos pesquisadores mostram que os saqueadores vinham de Itajaí, Blumenau e Florianópolis, em busca, principalmente, dos metais do navio, como cobre e bronze.

Destroços do Pallas submerso


"Exagero"

Diante das evidências encontradas, a pesquisa encomendada pelo Porto de Itajaí concluiu haver “exagero” em considerar o Pallas um monumento de guerra. No entanto, os pesquisadores recomendaram que, durante a retirada, redobre-se a atenção a objetos que não sejam de ferro ou madeira estrutural. A expectativa é, se possível, resgatar peças como as hélices ou a placa do estaleiro que construiu o navio.

Devido à degradação da embarcação, a pesquisa afasta a necessidade de um trabalho de arqueologia subaquática antes de remover o casco do fundo do Rio Itajaí-Açu. A avaliação é de que a investigação teria um alto custo e poucas possibilidades de sucesso.

Marcelo Salles, superintendente do Porto de Itajaí, disse que a retirada dos escombros do navio Pallas ainda não tem data prevista – mas as operações não vão interferir nas obras da nova bacia de evolução, porque a estrutura está fora do perímetro de dragagem.

A bacia de evolução é a nova área de manobras, que permitirá a entrada de navios maiores e mais carregados aos portos de Itajaí e Navegantes. A primeira fase, que será entregue nos próximos meses, abre espaço para embarcações de até 335 metros de comprimento.

Fonte: Gaúcha-Zero Hora


terça-feira, 10 de julho de 2018

TRÊS SUBMARINOS JAPONESES DA 2ª GUERRA SÃO ENCONTRADOS QUASE INTACTOS NO MAR DO JAPÃO

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Todos os submarinos mantiveram grande parte de sua forma original, o que ajudou a equipe a identificá-los a partir do formato de suas proas.


Três submarinos da Marinha Imperial japonesa, incluindo um U-boat transferido da Alemanha nazista, foram encontrados quase intactos no leito marinho no Mar do Japão ao largo da costa da província de Kyoto, disseram pesquisadores na semana passada (3 de julho).

Os pesquisadores identificaram os nomes dos submarinos, que sobreviveram à 2ª Guerra Mundial, mas foram afundados pelas forças de ocupação lideradas pelos EUA em 1946, durante um execício de tiro.

O I-121 fotografado no final da década de 1930

Os submarinos – o RO-68, construído em 1924, o I-121, de 1927 e o RO-500, um U-boat alemão doado ao Japão em 1943 – estavam no leito marinho a cerca de 90 metros de profundidade na Baía de Wakasa, de acordo com Tamaki Ura, professor no Instituto de Tecnologia de Kyushu e membro de uma equipe de pesquisa. 

A equipe vasculhou a área em junho usando um sonar e um submersível não tripulado. Todos os três submarinos mantiveram grande parte de sua forma original, o que ajudou a equipe a identificá-los a partir do formato de suas proas ou pelo comprimento de suas estruturas, disseram os pesquisadores.

O RO-500 foi um U-boat transferido para a Marinha Imperial em 1943


Ura disse que o U-boat fornecerá pistas importantes para compreender a cooperação tecnológica de tempos de guerra entre o Japão e a Alemanha.

Fonte: NHK

segunda-feira, 21 de maio de 2018

EXPEDIÇÃO RECUPERA CANHÃO NAVAL NO ESTREITO DE KERCHT

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 Arma da Segunda Guerra estava em navio afundado na costa da Crimeia. Esta e outras descobertas serão restauradas e expostas em parque local.

Por Pável Rítsar


Um canhão naval antiaéreo de 76 mm, que estava a bordo da canhoneira soviética BK-73 afundada durante a Segunda Guerra Mundial, foi recuperado do estreito de Kertch, que conecta o mar Negro ao Azov. A operação foi conduzida por membros de um grupo de busca do Ministério da Defesa da Rússia.

As buscas por navios afundados durante a Segunda Guerra no mar Negro e no estreito de Kertch tiveram início no último dia 19 de julho. No decorrer dos trabalhos, a expedição encontrou um canhão naval, fragmentos do revestimento e o suporte ao qual a arma estava anexada”, disse o chefe da missão, Andrêi Taranov. “O canhão em si está em boas condições e será instalado no Patriot Park, em Kertch, após a restauração.

Canhoneiras soviéticas em ação no Mar de Azov

Segundo Aleksandr Iolkin, o supervisor científico principal da expedição e representante da associação pública “Batareia 29 Bis”, garante que a arma pertence à categoria das chamadas “Armas de Lenders” – isto equipamentos concebidos por Franz Lender, um projetista russo de armas de artilharia cuja contribuição para teoria e prática de disparos contra alvos aéreos foi de extrema importância. As armas do padrão 1914/15 [de Lenders] foram as primeiros equipamentos antiaéreos instalados nos navios da Marinha russa”, disse Iolkin, acrescentando que sua aplicação em combate continuou ao longo da Segunda Guerra Mundial.

Os pesquisadores rastrearam outras três canhoneiras que haviam afundado no estreito de Kertch. Em uma delas, um navio de apoio de fogo, a expedição foi capaz de recuperar um lançador de foguetes Katyusha e seus cartuchos.

O canhão de 76mm sendo retirado do mar

Os navios afundaram durante uma grande operação de desembarque em novembro de 1943. O BK-73, que tinha uma tripulação de 12 marinheiros e 42 fuzileiros navais, foi atingido por uma mina a 10 km da costa da Crimeia, que causou a morte de todos a bordo.

Os locais onde os navios afundaram estão oficialmente demarcados e listados pelas autoridades como túmulos militares protegidos pelo Estado.

Fonte: Gazeta Russa


quarta-feira, 21 de março de 2018

LOCALIZADO O CRUZADOR USS JUNEAU, O NAVIO QUE AFUNDOU COM OS IRMÃOS SULLIVAN

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O USS Juneau foi encontrado a 4.200 metros de profundidade, ao largo da costa das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul


Foi um dos episódios mais trágicos da 2ª Guerra Mundial: atingido por torpedos japoneses, o USS Juneau naufragou e levou para a morte 687 homens, incluindo cinco irmãos da mesma família, os Sullivan. Agora, uma expedição encontrou os destroços do navio de guerra

Os destroços foram encontrados em 17 de março, a 4.200 metros de profundidade, ao largo da costa das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, pela expedição Petrel R/V, financiada pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen.

Hélice do USS Juneau, localizado no fundo do mar nesta semana

Afundado por dois torpedos japoneses durante a Batalha de Guadalcanal, em novembro de 1942, no incidente morreram 687 homens, incluindo os cinco irmãos Sullivan. Foi por causa deste incidente, aliás, que a Marinha dos Estados Unidos tomou a decisão de não voltar a permitir que todos os membros de uma única família se alistassem no mesmo navio e a tragédia serviu de inspiração para a longa-metragem O resgate do soldado Ryan (1998), de Steven Spielberg.

Não planejámos encontrar o Juneau no Dia de São Patrício [santo padroeiro da Irlanda). Há muitas variáveis em buscas deste gênero”, disse Robert Kraft, diretor de operações de Paul Allen, em declarações ao site oficial do filantropo norte-americano. “Mas encontrar o USS Juneau no Dia de São Patrício é uma coincidência inesperada para os irmãos Sullivan e para todos os marinheiros desaparecidos há 76 anos”, disse Kraft.

O cruzador USS Juenau (CL-52), na época de seu afundamento em 1942


Como o quinto oficial comandante do USS The Sullivans [um navio que recebeu o nome dos cinco irmãos], fiquei entusiasmado ao saber que Allen e a sua equipe conseguiram localizar o USS Juneau que afundou durante a Batalha de Guadalcanal" disse o vice-almirante Rich Brown, citado no mesmo site.

Visitei [o navio] The Sullivans no início deste mês e posso dizer-lhe que o espírito de luta dos irmãos Sullivan – George, Frank, Joe, Matt e Al – sobrevive através da atual tripulação. A equipe incorpora o lema do navio, ‘We Stick Together'” [permanecemos juntos], disse Brown, acrescentando que “a história da tripulação do USS Juneau e dos irmãos Sullivan simboliza o serviço e o sacrifício da maior geração da nossa nação”.

Durante a fatídica batalha de 13 de novembro de 1942, dois torpedos atingiram o navio onde estavam em serviço os cinco irmãos. Um dos torpedos provocou uma explosão que partiu a embarcação ao meio e matou a maioria dos homens a bordo, incluindo os cinco Sullivan.

Os cinco irmãos Sullivan, a bordo do Juneau

O Juneau afundou em apenas 30 segundos, mas, devido ao risco de novos ataques japoneses, a aviação norte-americana não procurou sobreviventes. Calcula-se que 115 homens tenham sobrevivido à explosão, incluindo dois dos cinco irmãos Sullivan, mas as forças navais não avançaram para o resgate durante vários dias e apenas 10 homens foram retirados da água, uma semana após o naufrágio.

A família Sullivan, do Iowa, perdeu os seus cinco filhos: George, Francis “Frank”, Joseph, Madison “Matt” e Albert, apesar de já existir uma política naval que impedia os irmãos de servirem nas mesmas unidades. No entanto, os Sullivan recusaram-se a combater, a menos que fossem enviados para o mesmo navio.

Cruzador ligeiro USS Juneau (CL-52) no início de 1942

As expedições patrocinadas por Paul Allen também resultaram na descoberta do USS Lexington (março de 2018), USS Indianapolis (agosto de 2017), USS Ward (novembro de 2017), USS Astoria (fevereiro de 2015), o encouraçado japonês Musashi (março de 2015) e o destróier italiano  Artigliere (março de 2017). A equipe de Allen também foi responsável por recuperar o sino do navio do HMS Hood.

Fonte: Poder Naval e Diário de Notícias (Portugal)


terça-feira, 6 de março de 2018

LOCALIZADOS OS DESTROÇOS DO PORTA-AVIÕES USS "LEXINGTON" NO MAR DE CORAL

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O Lexington foi encontrado a uma profundidade de cerca de 3 mil metros e a 800 km da costa oriental da Austrália.

Os destroços do USS Lexington, um porta-aviões americano afundado durante a Segunda Guerra Mundial, foram encontrados no Mar de Coral, no Oceano Pacífico, revelou nesta segunda-feira (5) uma equipe de exploradores liderada pelo cofundador da Microsoft Paul Allen.

O USS Lexington em 1942


O Lexington foi encontrado no domingo (4) pelo navio de pesquisas R/V Petrel, a uma profundidade de cerca de 3 mil metros e a 800 km da costa oriental da Austrália. A equipe tirou fotos e gravou vídeos dos destroços. As imagens mostram o USS Lexington, um dos primeiros porta-aviões americanos, em um surpreendente estado de conservação.

O USS Lexington carregava 35 aviões a bordo quando afundou, e a equipe encontrou 11 aparelhos, incluindo um Douglas TBD-1 Devastator, 3 Douglas SBD Dauntlesses e um Grumman F4F-3 Wildcat.

Uma das aeronaves encontradas junto aos destroços do Lexington. A pintura original e as insígnias estão muito bem preservadas

É possível ver nesses aviões a insígnia da estrela de cinco pontas da Força Aeronaval Americana e até o desenho do Gato Felix e de quatro pequenas bandeiras japonesas na fuselagem de um aparelho, provavelmente mostrando o número de aviões inimigos abatidos.

A equipe de busca publicou ainda fotos e vídeos de partes do navio, incluindo uma placa de identificação e armas antiaéreas.


A Batalha

O USS Lexington e outro porta-aviões, o USS Yorktown, lutaram contra três porta-aviões japoneses entre 4 e 8 de maio de 1942, na chamada Batalha do Mar de Coral. O Lexington, chamado de "Lady Lex", ficou seriamente danificado e foi deliberadamente afundado por outro navio de guerra dos Estados Unidos ao final da batalha. Ao menos 200 tripulantes do Lexington morreram na Batalha do Mar de Coral.

Tripulação do USS Lexington abandonando o navio durante a Batalha do Mar de Coral

O almirante Harry Harris, que dirige o Comando do Pacífico (PACOM) e cujo pai lutou a bordo do Lexington, comemorou o sucesso da exploração.

"Como filho de um sobrevivente do USS Lexington, cumprimento Paul Allen e a equipe do navio de pesquisas Petrel por ter localizado 'Lady Lex', cerca de 76 anos após seu naufrágio na Batalha do Mar de Coral. Honramos o valor e o sacrifício dos marinheiros do 'Lady Lex' e de todos os americanos que lutaram durante a Segunda Guerra Mundial para garantir as liberdades que conquistaram para todos nós".

Um dos canhões do Lexington em impressionante estado de conservação


Fonte: France Press