"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

NOS CAMPOS DE FLANDRES - O POEMA QUE LEMBRA O ARMISTÍCIO

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O poema "In Flanders Fields" (nos campos de Flandres) foi escrito pelo tenente-coronel  canadense John Mcrae, em 3 de maio de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, após ele ter visto a morte de seu amigo no dia anterior, o tenente Alexis Helmer.

O poema foi publicado em 8 de dezembro daquele ano pela revista inglesa semanal Punch, e se tornou o mais famoso do conflito.

Flandres é uma região da atual Bélgica, onde eles se encontravam combatendo, comum pelos extensos campos de papoulas. Devido à notoriedade alcançada pelo poema, as papoulas viraram símbolo do Dia da Lembrança, também chamado de Dia do Armistício ou Dia da Papoula (Poppy Day).

O poema ainda é recitado nas cerimônias do Dia da Lembrança no Canadá, Estados Unidos e Reino Unido.


Nos Campos de Flandres


Nos campos de Flandres

as papoulas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá embaixo.


Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,

ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.


Continuai a lutar contra o nosso inimigo;

nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoulas
nos campos de Flandres.



Versão original em inglês

In Flanders fields


In Flanders fields the poppies blow

Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.


We are the Dead. Short days ago

We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie,
In Flanders fields.


Take up our quarrel with the foe:

To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.


sábado, 10 de novembro de 2018

MACRON DESPERTA IRA POR ELOGIOS A PÉTAIN, HERÓI NA PRIMEIRA GUERRA E COLABORADOR NAZISTA NA SEGUNDA

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Presidente francês diz que líder do regime de Vichy foi 'um grande soldado' durante o primeiro conflito bélico mundial, que completa 100 anos


Uma onda de críticas foi dirigida nesta quarta-feira ao presidente francês, Emmanuel Macron, por elogios ao colaboracionista nazista Philippe Pétain (1856-1951), que comandou o regime autoritário francês de Vichy, mas antes foi, em suas palavras, um "grande soldado" durante a Primeira Guerra Mundial.

O porta-voz do Exército Patrik Steiger anunciou de última hora na terça-feira que, no sábado, será celebrada uma cerimônia em homenagem aos oito marechais que comandaram as forças francesas durante a Primeira Guerra Mundial, incluindo Pétain.

Philippe Pétain, aqui retratado como o "herói de Verdun"

É legítimo que façamos uma homenagem aos marechais que levaram o Exército à vitória — disse Macron na cidade de Charleville-Mézières, no âmbito de uma viagem pelo Norte e Leste da França pelo centenário do término do primeiro conflito mundial. — Durante a Primeira Guerra Mundial, ele foi um grande soldado, isto é um fato — declarou o presidente francês, para pouco depois acrescentar que Pétain tomou "decisões desastrosas" durante a Segunda Guerra Mundial, ao colaborar com o regime nazista.

Durante o regime de Vichy, que durou de 1940 a 1944, Pétain, então um idoso marechal,  atuou como chefe de Estado francês. Após a derrota da França e de seus aliados na Batalha da França, em maio de 1940, Pétain, então primeiro-ministro, ofereceu a rendição de seu Exército. Seu governo transformou a desacreditada República Francesa no Estado Francês, um regime autoritário alinhado com a Alemanha nazista.

Após a guerra, Pétain foi julgado e condenado por traição. Ele foi originalmente sentenciado à morte, mas por causa de sua liderança militar na Primeira Guerra Mundial, particularmente durante a Batalha de Verdun, Pétain era visto como um herói nacional na França e não foi executado, mas teve a sentença convertida em prisão perpétua.

Os comentários do atual presidente provocaram duras críticas por parte de políticos opositores e de líderes judeus, ao abrir um doloroso capítulo da História da França que continua dividindo o país há décadas.

Após a derrota da França, em 1940, Pétain colaborou com os nazistas

Francis Kalifat, do Conselho representativo das instituições judaicas da França (Crif), disse que estava "chocado" com os comentários de Macron e lembrou que Pétain foi julgado por "alta traição".

"Pétain é um traidor e um antissemita", tuitou Jean-Luc Mélenchon, do partido de extrema esquerda França Insubmissa, fazendo eco a várias mensagens furiosas.

Durante muito tempo, Philippe Pétain foi considerado um excelente estrategista, sobretudo por ter detido o avanço alemão em Verdun em 1916. 

Horas depois das declarações polêmicas, Macron tentou colocar panos quentes e afirmou que “não perdoa" os atos de Pétain, mas que também "não apaga nada" da História da França.

O presidente não irá à cerimônia de sábado no Museu dos Inválidos, em Paris, mas enviará seu assessor militar para que o represente.

Nesta quarta-feira, um porta-voz do governo tentou minimizar o que ele chamou de "falsa polêmica", dizendo que inclusive Charles de Gaulle, general que comandou a resistência francesa na Segunda Guerra Mundial, acreditava que a glória de Pétain conquistada em Verdun "não poderia ser questionada".

Pétain morreu na prisão aos 95 anos.

Fonte: France Press


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

MUNDO RELEMBRA FIM DA 1ª GUERRA MUNDIAL, TRAGÉDIA QUE MOLDOU O SÉCULO XX

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No fim do conflito, os povos europeus estavam exaustos e a tentação revolucionária, inspirada pelo exemplo russo, espalhou-se em 1919, especialmente na Alemanha e na Hungria


"A Alemanha pagará". O leitmotiv francês que se refletiu no Tratado de Versalhes resume as ilusões dos vencedores sobre o estado da Europa após a 1ª Guerra, ignorando o colapso político, econômico e moral de um continente que dominou o mundo durante séculos.

No fim do conflito, os povos europeus estavam exaustos e a tentação revolucionária, inspirada pelo exemplo russo, espalhou-se em 1919, especialmente na Alemanha e na Hungria. Essas tentativas duraram muito tempo e foram reprimidas duramente, assim como as greves que eclodiram na França e na Itália.

Ainda no front, soldados britânicos comemoram o armistício e o fim da guerra

A Rússia bolchevique conseguiu estabelecer seu poder depois de uma implacável guerra civil, antes de cair em um totalitarismo implacável sob o comando de Stalin e formar um bloco confrontando os Estados Unidos durante meio século da Guerra Fria, após a 2ª Guerra.


Totalitarismos

Mas, em curto prazo, foi sobretudo o Tratado de Versalhes, assinado em 28 de junho de 1919, que teve graves consequências ao atingir a Alemanha moral e economicamente. A conferência de Londres de 1921 impôs à Alemanha o pagamento de 132 bilhões de marcos de ouro aos Aliados, principalmente a França, como indenizações de guerra. Os alemães ficaram indignados com as exigências dos vencedores e não puderam cumprir suas obrigações.

Para obrigá-los a pagar, as tropas francesas ocuparam em 1923 a região de Ruhr, no oeste, e o país se afundou ainda mais no caos econômico, a hiperinflação e principlamente o rancor.

Um agitador chamado Adolf Hitler encontrou naquele contexto um terreno fértil para alcançar o poder dez anos depois, antes de voltar a levar a Europa para uma guerra devastadora.

O fascista Benito Mussolini alimentou na Itália as mesmas ânsisas de revanche e de grandeza, enquanto, ao contrário, na França e no Reino Unido, a guerra gerou um pacifismo que explica a paralisia das democracias europeias ante Hitler. 

Os tratados de paz não só afetaram a Alemanha, mas também desenharam um novo mapa da Europa e do Oriente Médio, dividindo os impérios vencidos e lançando as bases para futuros conflitos entre novas nações, desde os países bálticos até a Turquia, passando pela Iugoslávia e Checoslováquia.  

O Império Otomano, que estava morrendo desde o século 19, foi dissolvido em benefício dos vencedores, e as contraditórias promessas britânicas feitas aos árabes e judeus foram as sementes do futuro conflito entre Israel e os palestinos.

Em Paris, uma das muitas cerimônias rememorando o centenário do fim da 1ª Guerra Mundial


Domínio americano

Embora o prestígio político dos principais vencedores, França e Reino Unido, parecesse atingir seu auge em 1919, não impediu a ascensão internacional dos Estados Unidos, que se afirmou como a principal potência econômica, militar e política do mundo ocidental nas décadas seguintes.

O conflito também deixou a Europa exaurida demograficamente. Quase 10 milhões de soldados morreram, 20 milhões ficaram feridos e dezenas de milhões de civis morreram vítimas de massacres, fome e doenças, sem contar as conseqüências da gripe espanhola em 1918 e 1919. A guerra também causou milhões de inválidos, viúvas e órfãos.


Emancipação feminina

As mulheres em todos os lugares desempenharam um papel fundamental no esforço de guerra, substituindo nas fábricas e campos os homens que estavam no front. Muitos delas descobriram naquele momento o prazer da emancipação. 

Mulheres trabalhando em uma fábrica de munição. Para elas, a Grande Guerra representou o início de um processo de  emancipação feminina


Embora a maioria retornasse às tarefas domésticas após a desmobilização dos homens, elas obtiveram o direito de votar em vários países como Alemanha, Áustria ou Reino Unido. As francesas estavam entre as poucas que tiveram de esperar até o final do próximo conflito, em 1944, para poder votar.

Os massacres da guerra também deixaram uma marca inesquecível em artistas e intelectuais, atormentados pelas atrocidades que presenciaram. O dadaísmo, nascido durante o conflito, e o surrealismo se espalharam pela poesia, pintura e literatura, em países como França, Bélgica e Alemanha, como um exorcismo contra o horror.

Nas cidades, a juventude expressou sua enorme fome de viver, de rir, de protestar. Foi a época dos "anos loucos" em Paris, enquanto que, em Berlim, os pintores tentavam esquecer seu triste dia a dia em festas noturnas que duravam até o amanhecer. 

Fonte: France Press


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

LANÇAMENTO DO LIVRO BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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Lançamento ocorreu durante o evento "portões abertos" do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial em São José dos Campos-SP

Depois de mais de dois anos de trabalho de pesquisa, escrita e edição,  foi lançado o livro "Bruxas da Noite: as aviadores soviéticas na Segunda Guerra Mundial", de autoria de Carlos e Ana Daróz, em parceria com a Somos Editora.


O lançamento ocorreu durante o evento portões abertos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial e durante o VI Encontro de Cultura Aeroespacial.

Com direito a demonstração da Esquadrilha da fumaça.



Agradecemos a todas as amigas e todos os amigos que prestigiaram o lançamento. Muito obrigado.


Como adquirir seu exemplar?

Para garantir seu exemplar, basta seguir os seguintes passos:

1) Deposite R$ 60,00 (livro R$ 50,00 + frete R$ 10,00) na conta abaixo:
- Banco do Brasil
- Agência: 2496-1
- Conta-Poupança: 18.375-X
- Variação: 96

2) Envie e-mail para o endereço marinaraskova.bruxasdanoite@gmail.com, contendo:
- Comprovante de depósito anexado
- Endereço para remessa do livro (não se esquecer do CEP)
- Informação se deseja ou não dedicatória. Caso positivo, indicar o nome da pessoa a quem será dedicado o livro.


3) Aguarde a chegada do seu livro e boa leitura. A remessa será feita para qualquer local no Brasil, pela modalidade Impresso Registrado e, assim que for postado nos Correios, enviamos um e-mail informando o código de rastreamento.




Ficha Técnica

Autores: Carlos e Ana Daróz
Editora: Somos Editora
ISBN: 978-85-8922-618-6
Gênero: História Militar
Ano: 2018

232 páginas




terça-feira, 23 de outubro de 2018

COMEMORAÇÕES DOS 150 ANOS DA TRAVESSIA DO CHACO

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A mais ousada e criativa manobra


No dia 19 de outubro, o Exército Brasileiro realizou as comemorações alusivas aos 150 anos da Travessia do Chaco, com o objetivo de homenagear todos os militares brasileiros que, heroicamente, construíram a Estrada do Chaco, na Campanha da Tríplice Aliança. O evento ocorreu no 9º Batalhão de Engenharia de Combate, na guarnição de Aquidauana-MS.

A celebração envolveu os seguintes eventos: lançamento da medalha comemorativa; premiação do concurso de pintura e redação, palestra; encenação ao ar livre e almoço de confraternização. O evento foi presidido pelo Chefe do Departamento de Engenharia e Construção e contou com a presença do Comandante Militar do Oeste , comitiva de militares de Brasília, Porto Alegre, Campo Grande e as autoridades dos poderes, executivo, legislativo e judiciário de Aquidauana-MS e Anastácio-MS e de estudantes da rede pública de ensino. 

Flagrante da reencenação

Durante a Guerra da Tríplice Aliança, Caxias precisava atacar, pela retaguarda, o Exército Paraguaio em suas linhas defensivas do Piquissiri, desbordando a posição de Angustura. Nesse contexto, a melhor opção foi a travessia do Chaco.

​Foram quase 11 km de estrada em terreno pantanoso. Missão difícil de executar, mas não impossível para a Engenharia Imperial. Os Paraguaios acreditavam na impossibilidade de deslocamento do Exército pelo Chaco, que se apresentava como um obstáculo natural quase intransponível. O Marquês de Caxias seguiu o conselho de Maquiavel: "É preciso ousar, empreender aquilo que o adversário julga impossível"

Fonte: Comunicação Social do 9° BECmb



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

LANÇAMENTO DE "BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA 2ª GUERRA MUNDIAL"

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Finalmente chegou o grande dia.  

Durante o IV Encontro de Cultura Aeroespacial, realizado no próximo dia 20 no Departamento do Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Carlos e Ana Daróz farão o grande lançamento do mais novo livro de história militar

Bruxas da Noite: as aviadoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial.


Prestigie, garanta já o seu exemplar e conheça a fantástica história das corajosas jovens aviadoras que combateram os nazistas nos céus do Front Oriental durante a Segunda Guerra Mundial.

A guerra aérea, no feminino.

As aviadoras Vera Tikhomirova e Mariya Smirnova







sexta-feira, 5 de outubro de 2018

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – GENERAL WILLIAM HOWE

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* 10/8/1729 – ??, Reino Unido

+ 12/7/1814 - Twickenham, Reino Unido

Nascido em família aristocrática, Howe ingressou no Exército Britânico em 1746, servindo durante a Guerra de Sucessão Austríaca e a Guerra dos Sete Anos. Ficou conhecido por seu papel na conquista de Quebec em 1759, quando liderou uma tropa inglesa em um ataque a Anse-au-Foulon, permitindo que o major-general James Wolfe desembarcasse seu exército e derrotasse os franceses na importante Batalha das Planícies de Abraão. Howe também participou de batalhas em Louisbourg (1758), Belle Île (1761) e Havana (1762).

Howe foi enviado a América do Norte em 1775, chegando em maio, quando uma rebelião nas Treze Colônias britânicas havia começado. Após liderar as tropas inglesas em uma vitória custosa em Bunker Hill, Howe recebeu de Thomas Gage o comando de todo o exército britânico na América do Norte em setembro do mesmo ano.  

Howe lançou uma série de campanhas contra os rebeldes americanos, conquistando as cidades de Nova York, Nova Jersey e Filadélfia. Contudo, o planejamento deficiente nas campanhas realizadas em 1777 contribuiu para o fracasso do general John Burgoyne na batalha de Saratoga, que foi um ponto decisivo da guerra em favor dos rebeldes. Muitos historiadores e acadêmicos contemporâneos discutem o quanto as ações de Howe em 1777, como sua inabilidade de destruir as tropas do general americano George Washington,  contribuíram de fato para a derrota britânica na guerra.

Howe evacuando Boston com suas tropas


William Howe demitiu-se de seu posto de comandante-em-chefe na América do Norte e retornou para a Inglaterra em 1778, vindo a servir sua nação mais uma vez, lutando contra a recém nascida República Francesa.

Deixando o exército em 1803, ele decidiu ingressar na política e serviu no Parlamento. Foi feito cavaleiro por seus sucessos militares em 1776 e herdou, após a morte do seu irmão Richard, o título de Visconde de Howe, em 1799. Foi casado, mas morreu sem filhos, o que levou sua linhagem e a da família Howe a se extinguir após seu falecimento em 1814.

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terça-feira, 2 de outubro de 2018

O LEGADO DAS "BRUXAS DA NOITE" NO REINO UNIDO




Dois caminhos, uma paixão: o insuperável desejo de voar.


Em setembro de 1995, o Defense Journal do Reino Unido eternizou, nesta fotografia, um encontro para lá de histórico.

Na base da RAF de Mansion o encontro de duas aviadoras pioneiras britânicas: Barbara Harmes, primeira mulher a pilotar o lendário Concorde, e Jo Salter, primeira aviadora de ataque da RAF a ser qualificada no caça-bombardeiro Panavia Tornado. Ao fundo estão as máquinas que elas comandavam.

Legado do caminho das jovens soviéticas que voaram na Segunda Guerra Mundial - as BRUXAS DA NOITE.

Vem aí o grande lançamento ! Dia 20 de outubro, no VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação, em São José dos Campos-SP.

Prestigie. Sua presença será uma honra para nós.


"Bruxas da Noite: A guerra aérea, no feminino."



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE O SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO EM CABO VERDE

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Acabei de escrever e enviar o prefácio da obra SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO, de autoria do amigo Estevão Corrêa, Sargento-chefe da Guarda Nacional Caboverdiana.

Estevão vem produzindo, ao longo dos anos, diversos trabalhos sobre a história das Forças Armadas de Cabo Verde. Com essa nova contribuição, faz um acurado estudo acerca da implantação e do funcionamento do serviço militar no país atlântico. Lançamento em breve!

Sargento-chefe estevão Correa, autor de Serviço Militar Obrigatório, uma importante contribuição para a cultura militar caboverdiana.


Capa do livro Serviço Militar Obrigatório, de autoria de Estevão Correia 


Parabéns pela qualidade do trabalho, caro amigo Estevão Correia.



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

EDITOR DO BLOG MINISTRA AULA NA UNITED STATES AIR FORCE ACADEMY

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O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar teve a honra de ministrar para os cadetes da United States Air Force Academy (USAFA), com sede em Colorado Springs, aula sobre a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial.

Também participaram da aula, ministrada por videoconferência, os cadetes da nossa Academia da Força Aérea, localizada em Pirassununga-SP.

Agradeço ao Chefe do Departamento de Línguas Estrangeiras da USAFA, coronel Daniel Uribe, e ao amigo e professor da academia, major Julio Noschang Jr., pelo convite e pela oportunidade.

A aula em andamento, com os cadetes da USAFA e da AFA conectados em videoconferência

Registro também o meu agradecimento aos jovens cadetes norte-americanos e brasileiros pela atenção e interesse. 

Desejo bons voos a todos.

O campus da USAFA em Colorado Springs, Colorado


Os cadetes da USAFA atentos à apresentação

Um F-15 Eagle diante da capela da USAFA 





JORNADA SOBRE A I GUERRA MUNDIAL EM ESTREMOZ

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

NAPOLEÃO É DERROTADO NA BATALHA DAS NAÇÕES - LEIPZIG (1813)

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No dia 19 de outubro de 1813 começava em Leipzig a ofensiva final da Rússia, Prússia, Áustria e Suécia contra a hegemonia de Napoleão na Europa. Era o último dia da famosa Batalha das Nações.

Por Sabine Ochaba

"Casas queimando, fumaça subindo. Em todas as partes há soldados mortos, ou animais, cavalos por exemplo. Há também muitos soldados com fuzis e lanças. Os uniformes são de diversas cores. Num canto, há pessoas mortas e noutro, um canhão."

O cenário, assim descrito num trabalho escolar, refere-se a um fato histórico ocorrido em outubro de 1813 em Leipzig e seus arredores: a famosa Batalha das Nações.

O nome é enganador, pois não houve apenas um grande confronto final, mas sim batalhas dispersas e pequenas escaramuças anteriores. Aproximadamente meio milhão de soldados lutaram em 1813 para determinar o futuro político do continente europeu.

A fim de liquidar a hegemonia de Napoleão, juntaram-se os exércitos da Rússia, da Prússia, da Áustria e da Suécia. Também tchecos, silesianos, italianos e húngaros participaram das lutas, enquanto o rei da Saxônia mantinha seu apoio a Napoleão. As tropas aliadas eram comandadas pelo marechal-de-campo austríaco príncipe Karl-Philipp Schwarzenberg.


Cronologia dos combates

Na manhã de 14 de outubro, Schwarzenberg decidiu iniciar um combate de reconhecimento. As tropas russo-prussianas avançaram. De uma pequena escaramuça, nas proximidades de Markkleeberg, desenvolveu-se logo um grande combate de cavalaria, com sete horas de duração, parte da Batalha das Nações.

No dia 15 de outubro, as tropas continuaram avançando em direção a Leipzig e, na manhã do dia 16, as tropas napoleônicas viram-se diante de quatro colunas dos exércitos de Schwarzenberg. Napoleão acreditava que sairia vencedor e, às 14 horas, mandou tocar os sinos de Leipzig, como sinal do transcurso favorável da batalha.

Mas ele deixou passar, no entanto, o melhor momento para atacar. As tropas aliadas puderam reforçar então os pontos mais fracos da sua linha de ofensiva. Uma trégua foi acertada para o domingo, dia 17 de outubro, e Napoleão tentou em vão negociar.

Em 18 de outubro, Schwarzenberg conseguiu apertar cada vez mais o cerco em torno de Leipzig. As cavalarias da Saxônia e de Württemberg, mais tarde também a infantaria e a artilharia saxônicas, aderiram às tropas aliadas. Para Napoleão, ficou claro então que suas tropas não conseguiriam sobreviver a mais um dia de luta. Por volta das cinco horas da tarde, ele ordenou a retirada em direção ao oeste.



Na manhã de 19 de outubro, começou a ofensiva final dos aliados contra Leipzig. As primeiras tropas invadiram a cidade por volta do meio-dia. Ainda se combatia nas ruas, quando o czar Alexandre, o rei prussiano e o príncipe Schwarzenberg entraram em Leipzig para presenciar a parada da vitória na praça central da cidade.

Os aliados perseguiram o Exército francês de ocupação com pouco entusiasmo e, no início de novembro, as tropas napoleônicas cruzaram o Rio Reno. Com isto, a hegemonia de Napoleão na Europa foi definitivamente destruída.

Quase 100 mil pessoas perderam a vida nos campos de batalha em torno a Leipzig. Mais de meio milhão de soldados lutaram a favor ou contra Napoleão. Ou seja, quase um quinto dos soldados morreu na maior batalha da história da humanidade até então.

Em hospitais militares improvisados, foram tratados inúmeros feridos. Até o ano de 1814, soldados mortos ainda eram sepultados em valas comuns. As lutas devastaram a região de Leipzig. Alguns povoados ficaram em ruínas e, ao arar a terra, os agricultores se deparavam frequentemente com partes de esqueletos de soldados.

O que poderiam pensar foi descrito pelo escritor Erich Loest, natural de Leipzig, no seu romance Monumento da Batalha das Nações: "A uma caveira não se percebe se é de um russo, um sueco, um toscano ou um basco. À exceção de casos raros de tiro na cabeça ou ruptura do crânio, não se pode notar se seu dono foi acertado no peito quando atacava ou nas costas quando fugia. Se estava louco de medo ou de vontade de matar; se morreu de um ferimento inflamado ou de tifo. As caveiras são todas iguais".

Fonte: DW

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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O JUDEU QUE HITLER PROTEGEU DAS LEIS NAZISTAS



O líder da Alemanha Nazista, Adolf Hitler, fez uma intervenção pessoal para proteger Ernst Hess, um judeu que fora seu antigo comandante nas trincheiras de Flandres, durante a Primeira Guerra Mundial.

Em uma carta de 27 de agosto de 1941 para a Gestapo, Heinrich Himmler, principal responsável pelo extermínio industrial de judeus em campos de concentração, instruiu a polícia secreta nazista para permitir que Hess fosse protegido de perseguição e deportação por "desejo pessoal do Führer". Himmler também instruiu a todas as autoridades que o velho companheiro de Hitler  não era "para ser importunado de qualquer forma."  A carta foi descoberta em um arquivo de Gestapo por Susanne Mauss, editora do jornal Jewish Voice From Germany.

Mesmo tendo sido condecorado como herói da Primeira Guerra Mundial, sua vida começou a se complicar em 1936, quando as leis  nazistas  o forçaram a se demitir do cargo de juiz. Também há relatos de que neste mesmo ano Hess foi espancado diante de sua própria casa por uma gangue de nazistas. Os favores do Führer lhe permitiram fugir para a Itália sem ser identificado como judeu, entretanto, a partir de 1942 o cerco da solução final trouxe até mesmo para Hess o perigo da morte. Seus familiares foram todos deportados para campos de concentração, e ele só não teve o mesmo destino por ser casado com uma cristã.

Ursula Hess, sua filha que hoje tem 88 anos, falou que, segundo relatos de seu pai, o contato com Hitler só foi possível através de outro combatente que esteve na companhia em Flandres, Fritz Wiedemann tinha se tornado assessor de Hitler e foi o grande articulador das concessões cedidas ao judeu. Hess tinha poucas lembranças do jovem soldado Adolf Hitler, mas destacava que Adolf não tinha amigos e se mantinha muito isolado.

A seguir, a carta de Himmler:




Fonte: The Telegraph 



segunda-feira, 10 de setembro de 2018