"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

NAPOLEÃO É DERROTADO NA BATALHA DAS NAÇÕES - LEIPZIG (1813)

.

No dia 19 de outubro de 1813 começava em Leipzig a ofensiva final da Rússia, Prússia, Áustria e Suécia contra a hegemonia de Napoleão na Europa. Era o último dia da famosa Batalha das Nações.

Por Sabine Ochaba

"Casas queimando, fumaça subindo. Em todas as partes há soldados mortos, ou animais, cavalos por exemplo. Há também muitos soldados com fuzis e lanças. Os uniformes são de diversas cores. Num canto, há pessoas mortas e noutro, um canhão."

O cenário, assim descrito num trabalho escolar, refere-se a um fato histórico ocorrido em outubro de 1813 em Leipzig e seus arredores: a famosa Batalha das Nações.

O nome é enganador, pois não houve apenas um grande confronto final, mas sim batalhas dispersas e pequenas escaramuças anteriores. Aproximadamente meio milhão de soldados lutaram em 1813 para determinar o futuro político do continente europeu.

A fim de liquidar a hegemonia de Napoleão, juntaram-se os exércitos da Rússia, da Prússia, da Áustria e da Suécia. Também tchecos, silesianos, italianos e húngaros participaram das lutas, enquanto o rei da Saxônia mantinha seu apoio a Napoleão. As tropas aliadas eram comandadas pelo marechal-de-campo austríaco príncipe Karl-Philipp Schwarzenberg.


Cronologia dos combates

Na manhã de 14 de outubro, Schwarzenberg decidiu iniciar um combate de reconhecimento. As tropas russo-prussianas avançaram. De uma pequena escaramuça, nas proximidades de Markkleeberg, desenvolveu-se logo um grande combate de cavalaria, com sete horas de duração, parte da Batalha das Nações.

No dia 15 de outubro, as tropas continuaram avançando em direção a Leipzig e, na manhã do dia 16, as tropas napoleônicas viram-se diante de quatro colunas dos exércitos de Schwarzenberg. Napoleão acreditava que sairia vencedor e, às 14 horas, mandou tocar os sinos de Leipzig, como sinal do transcurso favorável da batalha.

Mas ele deixou passar, no entanto, o melhor momento para atacar. As tropas aliadas puderam reforçar então os pontos mais fracos da sua linha de ofensiva. Uma trégua foi acertada para o domingo, dia 17 de outubro, e Napoleão tentou em vão negociar.

Em 18 de outubro, Schwarzenberg conseguiu apertar cada vez mais o cerco em torno de Leipzig. As cavalarias da Saxônia e de Württemberg, mais tarde também a infantaria e a artilharia saxônicas, aderiram às tropas aliadas. Para Napoleão, ficou claro então que suas tropas não conseguiriam sobreviver a mais um dia de luta. Por volta das cinco horas da tarde, ele ordenou a retirada em direção ao oeste.



Na manhã de 19 de outubro, começou a ofensiva final dos aliados contra Leipzig. As primeiras tropas invadiram a cidade por volta do meio-dia. Ainda se combatia nas ruas, quando o czar Alexandre, o rei prussiano e o príncipe Schwarzenberg entraram em Leipzig para presenciar a parada da vitória na praça central da cidade.

Os aliados perseguiram o Exército francês de ocupação com pouco entusiasmo e, no início de novembro, as tropas napoleônicas cruzaram o Rio Reno. Com isto, a hegemonia de Napoleão na Europa foi definitivamente destruída.

Quase 100 mil pessoas perderam a vida nos campos de batalha em torno a Leipzig. Mais de meio milhão de soldados lutaram a favor ou contra Napoleão. Ou seja, quase um quinto dos soldados morreu na maior batalha da história da humanidade até então.

Em hospitais militares improvisados, foram tratados inúmeros feridos. Até o ano de 1814, soldados mortos ainda eram sepultados em valas comuns. As lutas devastaram a região de Leipzig. Alguns povoados ficaram em ruínas e, ao arar a terra, os agricultores se deparavam frequentemente com partes de esqueletos de soldados.

O que poderiam pensar foi descrito pelo escritor Erich Loest, natural de Leipzig, no seu romance Monumento da Batalha das Nações: "A uma caveira não se percebe se é de um russo, um sueco, um toscano ou um basco. À exceção de casos raros de tiro na cabeça ou ruptura do crânio, não se pode notar se seu dono foi acertado no peito quando atacava ou nas costas quando fugia. Se estava louco de medo ou de vontade de matar; se morreu de um ferimento inflamado ou de tifo. As caveiras são todas iguais".

Fonte: DW

.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O JUDEU QUE HITLER PROTEGEU DAS LEIS NAZISTAS



O líder da Alemanha Nazista, Adolf Hitler, fez uma intervenção pessoal para proteger Ernst Hess, um judeu que fora seu antigo comandante nas trincheiras de Flandres, durante a Primeira Guerra Mundial.

Em uma carta de 27 de agosto de 1941 para a Gestapo, Heinrich Himmler, principal responsável pelo extermínio industrial de judeus em campos de concentração, instruiu a polícia secreta nazista para permitir que Hess fosse protegido de perseguição e deportação por "desejo pessoal do Führer". Himmler também instruiu a todas as autoridades que o velho companheiro de Hitler  não era "para ser importunado de qualquer forma."  A carta foi descoberta em um arquivo de Gestapo por Susanne Mauss, editora do jornal Jewish Voice From Germany.

Mesmo tendo sido condecorado como herói da Primeira Guerra Mundial, sua vida começou a se complicar em 1936, quando as leis  nazistas  o forçaram a se demitir do cargo de juiz. Também há relatos de que neste mesmo ano Hess foi espancado diante de sua própria casa por uma gangue de nazistas. Os favores do Führer lhe permitiram fugir para a Itália sem ser identificado como judeu, entretanto, a partir de 1942 o cerco da solução final trouxe até mesmo para Hess o perigo da morte. Seus familiares foram todos deportados para campos de concentração, e ele só não teve o mesmo destino por ser casado com uma cristã.

Ursula Hess, sua filha que hoje tem 88 anos, falou que, segundo relatos de seu pai, o contato com Hitler só foi possível através de outro combatente que esteve na companhia em Flandres, Fritz Wiedemann tinha se tornado assessor de Hitler e foi o grande articulador das concessões cedidas ao judeu. Hess tinha poucas lembranças do jovem soldado Adolf Hitler, mas destacava que Adolf não tinha amigos e se mantinha muito isolado.

A seguir, a carta de Himmler:




Fonte: The Telegraph 



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

OS FUZILEIROS NAVAIS BRITÂNICOS NA 1ª GUERRA MUNDIAL - A REAL DIVISÃO NAVAL

.
 
Durante a 1ª Guerra Mundial os britânicos organizaram a Real Divisão Naval, grande-unidade de fuzileiros navais que tomou parte da campanha de Galipolli e atuou no Front Ocidental

A Real Divisão Naval foi uma unidade naval que lutou em terra como infantaria. Participou da campanha de Gallipoli e, mais tarde, atuou na França, na Frente Ocidental. Um grupo de neozelandeses serviu na Divisão, incluindo Bernard Freyberg, que ganhou a Victoria Cross.

Sua origem remonta a alguns anos antes da guerra, quando foi desenvolvido o conceito de uma brigada de fuzileiros navais, destinada a realizar a guarda de uma base naval avançada ou proteger qualquer base temporária. Todas as providências necessárias para a organização da nova força foram tomadas, ainda antes de 1914.

Cartaz de recrutamento da Real Divisão Naval

Pouco antes do início da guerra, a Marinha Real esperava moblizar de 20 a 30 mil reservistas. Contudo,  não havia postos para todos nas embarcações da esquadra e, assim, foi decidido que alguns desses homens poderiam ser utilizados para formar mais duas brigadas, para complementar a Real Divisão Naval.

Com a eclosão da guerra, as brigadas de fuzileiros navais foram devidamente formadas e aprestadas para o serviço. Em 16 e 17 de agosto, Winston Churchill, Primeiro-Lorde do Almirantado, emitiu duas minutas dispondo sobre a composição das brigadas. Cada batalhão era composto por um misto de integrantes da Real Reserva da Esquadra (RFR), da Reserva da Marinha Real (RNR) e da Reserva de Voluntários da Marinha Real (RNVR). Mais tarde, os cargos de oficiais e graduados foram detalhados, estipulando suas origens.

Dentro de duas semanas as brigadas navais foram concentrados em Walmer e Betteshanger, contando cada batalhão com a força de 937 homens. Aos batalhões foram dados nomes de personalidades navais, ao invés do sistema de números básicos utilizados pelo Exército:

1ª Brigada Naval
Batalhão Drake
Batalhão Hawke
Batalhão Benbow
Batalhão Colingwood

2ª Brigada Naval
Batalhão Nelson
Batalhão Howe
Batalhão Hood
Batalhão Anson

As brigadas eram, no entanto, apenas a base de uma divisão. Para completá-la, era necessário adicionar outras unidades de apoio, oficiais médicos, engenheiros, pessoal administrativo, comunicações, artilharia e logística. A estruturação desses elementos foi prejudicada pelo fato de a unidade estar subordinada a um comitê do Almirantado e, em 1 de outubro, a responsabilidade pela divisão foi transferida para o Gabinete de Fuzileiros Navais.

Enquanto isso, a situação no continente europeu estava se tornando crítica e, em 26 de agosto, a Brigada de Fuzileiros Navais foi despachada para Östend, para reforçar a guarnição desse porto. Como nenhum ataque foi desencadeado contra a posição, a brigada retornou à Inglaterra em 1 de setembro, onde passou por novo programa de treinamento e os homens mais velhos foram substituídos por novos recrutas.

O recrutamento e o treinamento das brigadas navais continuou com uma complexa variedade de pessoal. Os homens geralmente bem instruídos a partir do pré-guerra da RNVR foram complementadas por um grande número de homens excedentes do Exército, em grande parte mineiros dos condados do norte. Os homens da RNR eram marinheiros experientes e os da RFR, principalmente foguistas, possuíam disciplina e experiência em navios. Embora aparentemente bastante díspares, os forguistas e os mineiros norte do país eram homens duros e formavam a espinha dorsal da divisão. Entre os oficiais que se juntaram nesse momento destacam-se os neozelandeses Bernard Freyberg, mais tarde ganhador da Victoria Cross, e seu irmão Oscar; Arthur Asquith, filho do primeiro-ministro britânico; outro neozelandês, Clyde Evans, e o poeta Rupert Brooke.

Tenente-comandante neozelandês Bernard Freyberg. Mais tarde receberia a Victoria Cross por atos de bravura e, durante a 2ª Guerra Mundial, como general, comandaria a defesa de Creta

Durante o mês de setembro, a ameaça para os portos do Canal era evidente, e com ela a percepção de que a perda desses portos significaria que a Força Expedicionária Britânica, desdobrada na França, não poderia mais ser apoiada.  Ambos os contendores, em seguida, deram início ao que ficou conhecido como "a corrida para a costa".  Como a maior parte do Exército Britânico estava posicionada mais ao sul das Ilhas Britânicas, era necessário formar uma nova força para defender esses portos.  A Brigada de Fuzileiros Navais era uma opção óbvia e Winston Churchill, então, ofereceu as duas novas brigadas navais, embora ainda estivessem no processo de formação.

Os Royal Marines chegaram em Dunquerque em 21 de setembro, acompanhados por uma força de carros blindados do Real Serviço Aeronaval (RNAS). Em poucos dias ficou claro que a ameaça principal pairava sobre o porto de Antuérpia, e este tornou-se o principal foco de atenção.  Nas primeiras horas de 6 de outubro, as duas brigadas navais chegaram à Antuérpia, menos de seis semanas após a sua criação. A operação em Antuérpia era essencialmente uma ação retardadora, que, até 10 de outubro, estava concluída.  No entanto, em razão de dificuldades de comunicação e mal-entendidos nas ordens emitidas, na retirada que se seguiu, o comando da 1ª Brigada e três batalhões (Collingwood, Benbow e Hawke) marcharam através da fronteira com a Holanda, neutra, e tiveram que permanecer internados no país até o final da guerra.

Fuzileiros do Batalhão Howe em Antuérpia

De volta à Inglaterra, a Divisão foi reformada. Um novo aquartelamento começou a ser construído em Blandford e um novo e adequado regime de treinamento instituído. Novos recrutas substituiram os batalhões perdidos e os elementos da divisão desaparecidas foram estabelecidos. Uma dessas unidades foi Parte disso foi o grupamento logístico divisionário emprestado pela Força Expedicionária Neozelandesa, comandado pelo tenente-coronel Edward Chaytor. No final de janeiro 1915 a maior parte do novo quartel estava concluída e, com exceção de três batalhões, ainda em formação inicial, a Divisão foi ali concentrada. No entanto, em 1º de fevereiro dois dos batalhões de fuzileiros embarcaram para um destino desconhecido, sendo seguidos, um mês depois, pelo restante da Divisão, permanecendo na Inglaterra apenas os três batalhões em treinamento.

O destino era Galipolli. Dois dias antes do desembarque Rupert Brooke morreu e foi enterrado por seus colegas oficiais, incluindo Arthur Asquith e Bernard Freyberg, em terra naquela noite. Durante a luta em Galipolli a divisão foi concentrada para ser empregada tão logo chegassem os três batalhões que ficaram para trás, o que ocorreu no final de maio, apenas a tempo para as batalhas de junho.  As perdas em Galipolli foram pesadas e, como consequência, os batalhões Collingwood e Benbow foram dissolvidos e seus sobreviventes enviada para outros batalhões.  Para agravar as perdas em ação, 300 foguistas da RFR foram retirados da divisão para apoiar os desembarques no mar.  Após a conclusão da retirada de Galipolli, a Divisão permaneceu no Mediterrâneo Oriental, enquanto aguardava novas ordens.

Insígnia de gola dos Royal Marines

Em maio de 1916 a Divisão chegou à França, mas havia não homens suficientes para formar os 12 batalhões necessários. Foram requisitados pela Divisão quatro batalhões do Exército, a fim de compor uma brigada. Ao mesmo tempo, a Divisão passou ao controle do Ministério da Guerra e foi renomeada como 63ª Divisão da Marinha Real. As duas brigadas navais passaram a ser numeradas como 188ª (1ª e 2ª de fuzileiros e Batalhões Anson e Howe) e 189ª (Batalhões Hood, Drake, Nelson e Hawke), enquanto os batalhões do Exército formaram a 190ª Brigada. Apoiando a infantaria estavam todos os outros elementos de uma divisão, dos transportes à metralhadoras, da artilharia a engenheiros.

Oficiais da Divisão Naval junto a um carro blindado do Real Serviço Aeronaval

A Divisão lutou com distinção na França, período no qual cinco Victoria Cross foram concedidas a seus integrantes. A reorganização final da Divisão ocorreu em janeiro de 1918, quando a força de brigadas de infantaria foi reduzida para três batalhões. Como resultado, os Batalhões Howe e Nelson foram dissolvidos e um dos batalhões do Exército foi transferido. 

Na noite de 10 de Novembro de 1918, a Divisão se preparava para desencadear um ataque no dia seguinte, com duas brigada, em Givry. Quando o armistício entrou em vigor em 11:00h, as duas brigadas navais já estavam posicionadas lado a lado em linha para o ataque, que acabou não ocorrendo. Pouco tempo depois, mas não tão rapidamente como foi formada, a Real Divisão Naval passou para a história.


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

UNIVERSO E UFPA REALIZAM O I WORKSHOP INTERLABORATORIAL DE HISTÓRIA MILITAR

.

No dia 30 de agosto realizou-se, no campus da Universidade Salgado de Oliveira em Niterói-RJ, o I Workshop Interlaboratorial, com a participação de pesquisadores do Laboratório de História Militar e Fronteiras da UNIVERSO e do Laboratório Militares, Poder e Sociedade na Amazônia da Universidade Federal do Pará.

Na oportunidade, o editor do Blog Carlos Daróz-História Militar apresentou a pesquisa Trincheiras de papel: a guerra civil de 1932 nas páginas dos jornais.

O editor do Blog apresentando sua pesquisa na Mesa 1 - Forças armadas e fronteiras

O evento foi uma oportunidade ímpar para interação e compartilhamento de conhecimentos com os colegas pesquisadores do Norte do país.

O Blog parabeniza os Prof. Dr. Fernando Rodrigues (UNIVERSO) e William Gaia Farias (UFPA) e todos os integrantes dos laboratórios pelo sucesso do evento.

Integrantes dos dois laboratórios: pesquisas acadêmicas no campo da história militar




.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A BATALHA DE LA MOTTA (1513)



Em 1513 as forças espanholas e do Sacro Império Romano-Germânico derrotaram decisivamente o exército veneziano, aplicando um severo golpe na República de Veneza

A Batalha de la Motta, também conhecida como a Batalha de Schio, Batalha de Vicenza ou Batalha de Creazzo, teve lugar em Schio, na região italiana de Vêneto, República de Veneza, em 7 de outubro de 1513, entre o exército da República de Veneza e uma força combinada da Espanha e do sacro Império Romano-Germânico. Foi uma importante batalha da guerra da Liga de Cambrai. Na ocasião, o exército veneziano comandado por Bartolomeo d 'Alviano foi decisivamente derrotado pelo exército espanhol/Imperial, liderado por Ramón de Cardona e Fernando D' Avalos.

O comandante do exército veneziano: Bartolomeo D'Aviano

Fernando D'Avalos, comandante espanhol

Georg von Frundsberg comandou o exército alemão

O Exército Veneziano comandado por Bartolomeo D ' Alviano foi confrontado pelas tropas de Cardona nos arredores de Vicenza, uma cidade no nordeste da Itália, em 7 de outubro de 1513.  A infantaria espanhola e alemã, composta por 7.000 homens, liderados por Fernando D'Avalos e Georg von Frundsberg, bem posicionada e pronta para a batalha, lançou uma vigorosa carga contra o exército veneziano, provocando milhares de mortos e feridos (ao todo mais de 4.500 baixas) em suas fileiras. Este foi um golpe severo, forçando os venezianos a fugir, e espalhando os remanescentes do exército inteiro de Bartolomeo D'Alviano.

Soldado veneziano

As forças de D’Avalos e Frundsberg continuaram a perseguição na região nordeste da Itália, entre Friuli-Venezia-Giulia, no decorrer dos anos de 1513 e 1514, consolidando a vitória final contra os venezianos.



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

EXÉRCITO BRASILEIRO RETOMA PARCERIA COM A UNISUL

.


Uma excelente oportunidade para quem quer cursar a pós-graduação em História Militar, na modalidade EAD


O Exército, através do seu Departamento de Educação e Cultura (DECEx), retomou o convênio que mantinha com a Universidade do Sul de Santa catarina (Unisul) para graduar seus oficiais e dependentes por meio do ensino a distância. A parceria entre o DECEx e a Unisul, já formou mais de 1.500 profissionais em diversas áreas e favoreceu principalmente, os que estão em regiões carentes de estruturas de ensino, como por exemplo, a Amazônia.

Após dois anos, a cooperação foi assinada e agora, segue em um novo modelo para potencializar o acesso ao ensino de qualidade oferecido pela UnisulVirtual no Brasil.


UnisulVirtual e DECEx

A parceria entre a UnisulVirtual e o DECEx faz parte da história do Campus a EaD desde 2006 e ao longo destes anos mais de três mil alunos foram atendidos nas Organizações Militares. Este serviço possibilitou o ingresso ao ensino superior em regiões de difícil acesso no País. Só no DECEx, cerca de 1900 alunos foram graduados na UnisulVirtual.

Para o reitor da Unisul, professor Mauri Luiz Heerdt, a expansão do Campus UnisulVirtual deve-se em grande parte a este convênio. “O Exército num determinado período foi a maior parceria que já efetivamos na UnisulVirtual. É impossível contar a trajetória da UV sem esta parceria. Então a importância do convênio se dá justamente neste momento, pois retomamos esse contato para continuar a escrever esta história juntos. Contudo, numa determinada época essa parceria teve que ser interrompida por conta dessa legislação imposta pelo Ministério da Educação (MEC) e tivemos essa lacuna na nossa história. E agora, seguimos com perspectivas de proporcionar acesso à educação para integrantes do exército e respectivos dependentes legais em todo o território nacional”, pontua.

A diretora do Campus UV, professora Ana Paula Reusing Pacheco, confirma que o Exército é sem dúvidas, a maior parceria construída pela UV nesses quase 20 anos: “a retomada de uma caminhada histórica, portanto, representa o fortalecimento de um posicionamento Institucional, que o de levar a educação a qualquer pessoa não importando sua região geográfica. Nesta relação ganha a UnisulVirtual, por atender a novos alunos e o Exército Brasileiro, por levar uma educação que aplica tecnologias e metodologias adequadas para contribuir com o desenvolvimento da comunidade”.


Como aderir ao benefício com DECEx

O benefício é exclusivo aos militares, servidores civis e dependentes legais. Para ter acesso basta seguir o passo-a-passo:

1. Acessar o portal Unisul e selecionar o curso desejado;
2. Verificar valores e condições de pagamento. Lembrando o desconto será sobre o valor anunciado pelo portal (Investimento – link “Valores”)
3. Após saber mais sobre o curso escolhido e certificar-se sobre o investimento para realizar a inscrição.
4. Preencher todos os dados solicitados, selecionar o convênio com o Exército/DECEx, e aceitar o contrato de prestação de serviços e o edital vigente.
5. Após verificação dos documentos enviados, a inscrição será deferida ou indeferida. Se deferido, o nome constará na lista de homologados e a secretaria realizará a matrícula. Importante: A matrícula é confirmada com o pagamento da primeira parcela, até a data de vencimento.


Cursos da UnisulVirtual

O Campus UV dispõe de um amplo portfólio de cursos de graduação e pós-graduação ofertados pela modalidade a distância da Unisul, reconhecida por sua excelência e qualidade. As aulas são 100% online e o aluno comparece ao polo de apoio presencial em todos os estados e capitais do Brasil para realizar as avaliações e também, conta com a estrutura para os estudos. Mais detalhes e informações no site da Unisul.

Fonte: UnisulHoje


domingo, 19 de agosto de 2018

ÚLTIMOS DIAS PARA VOCÊ APOIAR O PROJETO "BRUXAS DA NOITE"

.


.

HISTÓRIA MILITAR NA FRANÇA - MUNIÇÃO ALEMÃ DA 2ª GUERRA É ENCONTRADA NA ÓPERA DE PARIS

.

Pedreiros que trabalhavam no subsolo da Ópera Garnier, no 9° distrito de Paris, fizeram uma insólita descoberta. Em uma laje do monumento, eles encontraram munição escondida desde a época da Segunda Guerra Mundial. 


O subsolo da célebre Ópera Garnier, em pleno centro da capital francesa, parece ter sido o local escolhido por soldados alemães para esconder munição, na época da ocupação nazista em Paris, entre 1940 e 1944. A descoberta foi registrada no último dia 6. Pedreiros que trabalham no subsolo deste que é um dos principais monumentos parisienses encontraram cerca de 30 cartuchos de munição P181 da marca alemã Mauser e dois carregadores. A empresa é até hoje uma célebre fabricante de armamentos na Alemanha.

Os objetos estavam dissimulados em uma laje interna da Ópera Garnier, debaixo da rua Scribe, região altamente frequentada por turistas em Paris. A munição foi entregue à polícia francesa. 


Bomba de 230 quilos em Rouen

Descobertas como essas não são incomuns na Europa. Frequentemente, bombas e materiais explosivos da Segunda Guerra Mundial são encontrados não detonados. No início deste mês, pedreiros da cidade de Rouen, no norte da França, se depararam com uma bomba de 230 quilos, descoberta durante uma reforma no bairro ecológico de Flaubert. Uma operação para desativar o material foi realizada no dia 12 de agosto. Para isso, 600 moradores tiveram que ser retirados da região e um perímetro de 270 metros em torno do local isolado.

Fonte: RFI

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

POLIKARPOV Po-2, A MÁQUINA VOADA PELAS BRUXAS DA NOITE

.


Participe! Garanta já o seu exemplar e conheça a fantástica história das jovens aviadoras soviéticas que enfrentaram os nazistas na Segunda Guerra Mundial.



Um dos fatores que notabilizaram a atuação das mulheres no 46º Regimento foi a aeronave utilizada para as missões do bombardeio noturno, os frágeis e obsoletos biplanos de baixa velocidade Polikarpov Po-2. Foi concebido por Nikolai Polikarpov em 1926, com a designação de U-2 (devido à sua classificação uchebnyy, ou seja, treinador), para substituir o treinador U-1, uma cópia soviética do Avro 504 britânico. Depois de um protótipo inicial ter sofrido um acidente, o modelo final voou pela primeira vez em 7 de janeiro de 1928, pilotado por M.M. Gromov, e logo demonstrou que teria uma carreira promissora.

Tratava-se de um biplano pequeno, com dois cockpits abertos e um motor radial de cinco cilindros Shvetsov M-11D, que desenvolvia 125 hp. Embora seu design fosse muito parecido com os demais biplanos da época, possuía excelente manobrabilidade, conferida pelas asas de ponta arredondada, leme elevado e hélice de madeira com duas pás e passo fixo. O Po-2 (o modelo teve sua designação alterada de U-2 para Po-2 depois da morte de Polikarpov, em 1944) foi originalmente projetado para voos de acrobacia, instrução e fumigação de plantações com defensivos agrícolas. Em 1940, era o avião produzido em maior quantidade na história da aviação, superando o número de 30.000 exemplares. Alguns autores o classificaram como um “anacronismo voador”, pois na ocasião da invasão alemã já estava obsoleto, mas, como estava disponível em grandes quantidades, a Força Aérea Soviética resolveu utilizá-lo em diversas tarefas, como bombardeiro noturno, ligação, correio, transporte geral, avião ambulância, dentre outras.

Bruxas da Noite diante de um Po-2


Po-2 lançando panfletos de propaganda

O avião era robusto, barato e de fácil manutenção, o que tornava possível sua operação a partir de campos, estradas ou aeródromos sem muita infraestrutura. Tripulado por dois aviadores (piloto e navegador), o Po-2 era fabricado em madeira e lona, podia voar com uma velocidade máxima de 152 km/h, em um teto de serviço de 3.000 metros, e possuía 630 km de autonomia. A versão de bombardeiro noturno utilizada pelo 46º Regimento, Po-2 LNB, não possuía rádio, armamento defensivo ou paraquedas para a tripulação, o que dificultava a orientação noturna, via de regra realizada com bússola e relógio. Somente em 1944 os LNB receberam uma metralhadora ShKAS de 7,62mm para autodefesa e paraquedas, adotados após a perda da piloto Tatyana Makarova e da navegadora Vera Belik, quando seu avião foi abatido por um caça alemão ao retornarem de uma missão e foram impossibilitadas de saltar por não possuírem o equipamento. Os Po-2 não possuíam compartimento de bombas, de modo que as mesmas eram conduzidas em cabides sob a fuselagem. Como os aviões podiam transportar apenas seis pequenas bombas de 110 libras (50 kg), as tripulações precisavam realizar diversas missões a cada noite, normalmente mais de dez.

As características técnicas do Po-2 e o tipo de bombardeio que o 46º Regimento realizava tornavam as missões extremamente perigosas, exigindo das tripulações perícia e uma boa dose de audácia. O avião podia atingir uma velocidade relativamente baixa e era necessário soltar as bombas a baixa altitude para que fosse obtida a precisão necessária. Além disso, a configuração dos cockpits, abertos e protegidos apenas por uma pequena viseira acrílica, deixava as aviadoras expostas às intempéries e ao frio congelante do inverno russo, dificultando ainda mais a pilotagem e a execução das missões. 

Polikarpov Po-2, o símbolo da resistência soviética

Po-2 participando de um ataque noturno

Todos esses fatores somados deixavam o Po-2 bastante vulnerável aos caças da Luftwaffe e ao fogo antiaéreo. Durante a noite os holofotes de busca esquadrinhavam o céu a procura dos bombardeiros e, quando estes eram localizados, as metralhadoras com seus projetis traçantes e a artilharia antiaérea com suas granadas abriam fogo, orientadas pelos feixes de luz. Sem proteção blindada e construído com madeira e painéis de lona, bastava um único projetil traçante ou um estilhaço de granada atingirem o reservatório de combustível do Po-2 que o avião estaria irremediavelmente perdido.

As Bruxas da Noite tinham ou não tinham extrema coragem quando cumpriam suas missões?


.

.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O CERCO AO MOSTEIRO DE JASNA GÓRA

.


No século XVII tropas suecas sitiaram o mosteiro polonês de Jasna Góra. Só não contavam com a resistência dos religiosos e com a "intervenção divina".


A defesa do mosteiro paulino de Jasna Góra contra os suecos, em novembro-dezembro de 1655 é representada em uma gravura que comemora a intervenção milagrosa da Santíssima Virgem Maria para proteger o mosteiro, que abrigava um ícone da Madona Negra, supostamente pintada por São Lucas Evangelista (o ícone data do século XV). 

O fracasso do cerco marcou um ponto de virada na invasão sueca, ajudando a provocar uma enorme revolta nacional e unindo todas as classes sociais contra os invasores. De fato, da força sitiante era comparativamente pequena: apenas cerca de 450 eram suecos. A maioria - cerca de mil homens - consistia de tropas polonesas que haviam desertado nos estágios iniciais da invasão de Carl X Gustav. Isso não fez nada para diminuir a potência da lenda, que ajudou a tornar o mosteiro o local religioso mais famoso na Polônia.

Depois que a Guerra dos Trinta Anos terminou em 1648, as tensões permaneceram elevadas entre católicos e protestantes na Europa Oriental. A Segunda Guerra do Norte de 1655-60 foi um dos principais tremores secundários, colocando a Suécia protestante do Rei Carl X Gustav contra a comunidade Polaco-Lituana, sob o reinado de D. João II Casimiro de Vasa. A Polônia era apoiada pela monarquia dos Habsburgos, e, enquanto o ducado de Brandemburgo-Prússia inicialmente apoiou a Polônia, ela mudou de lado duas vezes durante a guerra. No fim da guerra, a Prússia havia se tornado um estado soberano.

Artilharia sueca sitiando o mosteiro

Em 1655, a comunidade já estava em guerra com a Rússia, na fronteira leste, quando a Suécia invadiu a partir do oeste. A Lituânia quase que imediatamente se separou da Polônia e se aliou à Suécia. As forças mistas mercenárias suecas e alemãs de Carl X então invadiram e ocuparam o que restava da Polônia e forçaram João II ao exílio na Silésia dos Habsburgos. Os poloneses referem-se à invasão e ocupação suecas como "o Dilúvio".

No final de novembro de 1655, o mosteiro de Czçestochowa era a única posição fortificada na Polônia que não havia sido capturada. Carls X Gustav enviou uma força mista de 2.250 suecos e alemães e 10 canhões leves sob o comando do General Burchard Müller von der Lühne para terminar o trabalho. 

Jasna Gora também abrigava uma série de valiosos tesouros eclesiásticos que os monges paulinos relutavam em deixar cair nas mãos dos protestantes. Como medida de precaução, eles substituíram a Dama Negra por uma cópia e transferiram o original para o mosteiro de Glogowek.

Liderados por Augustyn Kordecki, o prior do mosteiro, cerca de 70 monges se prepararam para defender Jasna Gora. Kordecki havia comprado 60 mosquetes e uma quantidade extensa de munição e contratou 160 soldados profissionais. Juntando-se a eles estavam cerca de 80 voluntários, a maioria membros da szlachta, ou nobreza polonesa. Montados nas muralhas defensivas havia cerca de 18 canhões leves e uma dúzia de canhões de 12 libras mais pesados. Assim, no início do cerco, enquanto os atacantes superavam os defensores em 7 para 1, os poloneses superaram significativamente os suecos.

Depois de várias tentativas inúteis de negociar a rendição, Müller começou o cerco em 18 de novembro. A artilharia polonesa superior manteve os atacantes à distância, e no dia 28 uma surtida noturna pelos defensores destruiu duas armas suecas. No final do mês, os suecos receberam reforços de 600 homens e três armas leves. No dia 10 de dezembro, mais reforços chegaram, incluindo outros 200 homens, quatro de 12 libras e dois de 24 libras. Os suecos agora tinham uma artilharia de cerco adequada e uma vantagem de 10 para 1 em homens.

Durante um mês, o mosteiro suportou bombardeios quase constantes. Os poloneses continuamente dispararam, causando altas baixas nos suecos mal entrincheirados. Outras surtidas polonesas mataram mais atacantes e destruíram mais armas, incluindo uma das 24 libras. O outro 24 libras explodiu em sua posição devido a um mau funcionamento. Com pouca munição e rações e cercado por um campo hostil no meio do inverno, Müller finalmente se retirou em 27 de dezembro. 

Planta do mosteiro paulino de Jasna Góra


Os suecos e alemães haviam sofrido várias centenas de baixas, com apenas algumas dúzias de poloneses. Jasna Gora resistiu e o moral polonês disparou. Após seu retorno da Silésia em janeiro de 1656, João II realizou uma cerimônia no dia 1º de abril na catedral de Lwow, confiando a Polônia à proteção da Virgem Maria e proclamando-a a patrona e rainha perpétua da Polônia. Em 1660, os poloneses haviam expulsado os suecos, limpando "o dilúvio".

O mosteiro de Jasna Góra hoje.  O local religioso mais famoso da Polônia.


Um século depois, Jasna Gora foi submetida a outro grande cerco, após uma revolta de 1768 da Confederação de Barzinhos da szlachta contra a coroa polonesa dominada pelos russos. Durante a revolta, um grupo de nobres sob Casimir Pulaski defendeu Jasna Gora contra um cerco de 1770-71 por uma força russa muito maior que acabou prevalecendo. Pulaski conseguiu escapar, mas foi forçado a sair da Polónia. Vários anos depois, ele apareceu em Paris, onde o embaixador dos EUA, Benjamin Franklin, o recrutou para o Exército Continental como general de brigada e primeiro comandante de cavalaria dos Estados Unidos. Pulaski foi morto durante o cerco de 1779 a Savannah.

O Dilúvio, um romance de 1886 do autor polonês vencedor do Prêmio Nobel, Henryk Sienkiewicz, é uma ficção baseada na resistência do mosteiro.


.

UFPA E UNIVERSO REALIZAM WORKSHOP INTERLABORATORIAL DE HISTÓRIA MILITAR

.

No próximo dia 30 de agosto será realizado, em Niterói-RJ, o I Workshop Interlaboratorial de História Militar, promovido pelo Laboratório de História Militar e Fronteiras da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) e pelo Laboratório Militares, Poder e Sociedade na Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O evento acadêmico tem por objetivo divulgar as pesquisar mais recentes acerca da temática e estabelecer redes de pesquisa entre as instituições.

A coordenação é dos Prof. Dr. William Gaia de Farias (UFPA) e Fernando Silva Rodrigues (UNIVERSO).



.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

TATYANA MAKAROVA - HEROÍNA DA UNIÃO SOVIÉTICA

.


Você pode ajudar o nosso projeto a se tornar realidade e conhecer a história das intrépidas aviadoras que lutaram contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial. 

Participe de nossa campanha, garanta já o seu exemplar e conheça a história de uma moça corajosa que sacrificou a vida defendendo seu país: Tatyana Makarova.



A moscovita Tatyana Makarova sonhou com a aviação durante toda sua infância, apesar de essa carreira ser desencorajada por seu pai, um ex-combatente da Primeira Guerra Mundial que, repatriado após ter sido ferido em combate, trabalhou como carteiro. Makarova trabalhou em uma fábrica antes de obter seu brevê de piloto civil aos 19 anos de idade. Em seguida, atuou como instrutora de voo, antes de se alistar nas forças armadas em 1941, para enfrentar a invasão alemã. Após participar do treinamento intensivo em Engels, foi designada para o 588º Regimento, mas somente executou sua primeira saída em missão de combate no ano de 1942.

Tatyana Makarova fotografada com equipamento de voo.

Em uma cerimônia realizada no dia 27 de setembro, Tatyana Makarova e Vera Belik receberam a Ordem da Bandeira Vermelha, por terem conseguido pousar seu Po-2 depois que foi localizado pelos holofotes e atingido por uma barragem antiaérea alemã. Na ocasião, perdeu o controle do avião temporariamente, mas conseguiu distrair a artilharia inimiga ao liberar outra bomba, o que lhe deu tempo suficiente para deixar a área e pousar. Nesse mesmo ano Makarova participou de ataques contra as forças alemãs no norte do Cáucaso, Crimeia, Kuban, Taman, Bielorrússia e Prússia Oriental. Suas colegas a respeitavam como aviadora e pelo fato de nunca retornar à base antes de completar uma missão de combate.

Tatyana Makarova (2ª da direita para a esquerda) participando de um briefing antes de partir em mais uma missão de combate. À sua direita está sua companheira de voo Vera Belik.

Para melhorar a precisão dos ataques, Makarova frequentemente voava em uma altitude inferior a 100-150 metros para lançar suas bombas. Por diversas vezes, ela participou de oito a nove missões em uma única noite, mas nunca pareceu ser afetada pela fadiga. Devido às suas ações meritórias, em 1944 foi premiada com a Ordem da Guerra Patriótica e outra Ordem da Bandeira Vermelha.

Makarova perdeu a vida junto com Vera Belik, na Polônia, quando seu Po-2 foi abatido por um caça alemão ao retornar de mais uma missão. Como voavam sem paraquedas, as duas aviadoras não puderam saltar e morreram queimadas.

Tatyana Makarova e Vera Belik. As duas morreram em 1944 quando seu Po-2 foi abatido sobre a Polônia.

Em sua breve carreira, Tatyana Makarova participou de 628 ataques noturnos, lançou 96 toneladas de bombas e 300 mil folhetos de propaganda sobre o território inimigo. Destruiu balsas, dois canhões antiaéreos, um holofote e dois depósitos de munição. Ela tinha apenas 23 anos de idade e recebeu, postumamente, com o título de Heroína da União Soviética.

Quando morreu em 1944 Tatyana Makarova posuía apenas 23 anos de idade, mas já havia participado de 628 missões de combate.


Conheça essa e outras histórias lendo 

BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.

.