"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sábado, 14 de janeiro de 2017

1919: A "LENDA DA PUNHALADA PELAS COSTAS" FOMENTA O NAZISMO

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Em 18 de novembro de 1919, o marechal Paul von Hindenburg usa a teoria da "punhalada pelas costas" para se eximir da responsabilidade pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.




Por Henrike Scheidsbach




A comissão parlamentar de inquérito investigava a questão das responsabilidades pela Primeira Guerra Mundial, que se encerrara um ano antes. Em seu depoimento em 18 de novembro de 1919, o marechal-de-campo Paul von Hindenburg defendia a teoria de que movimentos revolucionários da Alemanha teriam "apunhalado" o Exército pelas costas.


"Um general inglês disse, com razão: 'O Exército alemão foi apunhalado pelas costas'." Essa foi uma das frases usadas por Von Hindenburg ao tentar se eximir, diante do Parlamento, de qualquer responsabilidade pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra. Nascia ali a chamada "lenda da punhalada pelas costas" (em alemão, Dolchstosslegende), que anos mais tarde ajudaria os nazistas a tomar o poder.


O estopim do primeiro conflito mundial havia sido o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, por um nacionalista sérvio, em 28 de junho de 1914. Um mês depois, a Áustria declarou guerra à Sérvia.


No início de agosto, a Alemanha declarou guerra à Rússia e à França. A invasão da Bélgica pelos alemães, que não tinham outra forma de atingir a França, foi pretexto para a entrada da Grã-Bretanha na guerra, que envolveria ainda muitos outros países.


O plano alemão de cercar rapidamente o Exército francês fracassou. Já em outubro de 1914, a guerra na Europa Ocidental passou a ser tática, com pesadas perdas para todos e praticamente sem alteração nas frentes de batalha até 1918.

Paul von Hindenburg semeou a lenda


O abastecimento piorou a tal ponto na Alemanha que 260 mil civis morreram de fome em 1917. O anúncio alemão de contrabloqueio por submarinos provocou a entrada dos Estados Unidos no conflito.


Em março de 1918, a Alemanha ainda forçou a Rússia a assinar um acordo de paz no Leste Europeu; em agosto, praticamente capitulou diante dos aliados na frente ocidental. Segundo anotações de um comandante da região de Flandres, milhares de soldados alemães e divisões inteiras de tanques estavam virando cinza.



Fome tirou entusiasmo pela guerra


Para antecipar-se a uma vitória das tropas aliadas no ocidente, o comandante geral Erich Ludendorff pediu um cessar-fogo imediato. Na Alemanha, as mortes de civis famintos no inverno de 1917 quebrara o entusiasmo inicial pela guerra. Naquele ano, operários da indústria de armamentos entraram em greve em protesto contra a fome.


Em julho, os partidos democráticos formaram uma comissão interpartidária e exigiram do governo imperial – sem sucesso – uma "paz de entendimento, sem anexação forçada de territórios".


No início de novembro de 1918, em meio às negociações do cessar-fogo, marinheiros em Kiel impediram a partida da frota da Marinha para um combate e, com essa insubmissão, desencadearam uma reação em cadeia na Alemanha.


Na disputa pelo poder, as forças democráticas, comunistas e nacionalistas derrubaram a monarquia. Os democratas saíram vitoriosos e foram legitimados, mais tarde, pela Assembleia Nacional Constituinte. O antigo regime entregou à comissão interpartidária o governo e o pesado fardo de aceitar um acordo de paz desvantajoso, do ponto de vista da Alemanha.


Todos esses acontecimentos internos, que causaram a derrocada do antigo regime e o nascimento da democracia, serviram ao Comando Superior das Forças Armadas para desviar a atenção da própria culpa pela guerra.


O argumento de Von Hindenburg, de que as forças revolucionárias teriam desmoralizado e apunhalado o Exército pelas costas, foi propagado por militares e políticos monarquistas, através de jornais conservadores e de extrema direita, e ganhou um teor explosivo subestimado pelos democratas.


A população, inicialmente castigada pelas reparações de guerra pagas pela Alemanha, sofreu as consequências do desemprego e da inflação, sem ter um esclarecimento amplo dos verdadeiros motivos da guerra. Os nazistas aproveitaram essas circunstâncias para difamar a democracia e chegar ao poder com promessas de salvação.

Fonte: DW

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

MORRE AOS 105 ANOS A JORNALISTA QUE NOTICIOU O INÍCIO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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Clare Hollingworth, a ex-correspondente de guerra britânica que noticiou primeiro o início da Segunda Guerra Mundial, morreu aos 105 anos em Hong Kong.

Nascida em Leicester, a cerca de 150 km de Londres em 1911, Hollingworth foi a primeira a informar a invasão alemã à Polônia em agosto de 1939, episódio que marcou o começo do conflito na Europa. Depois da Segunda Guerra, ela ainda fez reportagens sobre conflitos no Vietnã, na Argélia e no Oriente Médio.

Hollingworth era uma repórter novata no jornal britânico Daily Telegraph quando se viu diante do "furo do século". Ela percebeu a concentração das tropas alemãs na fronteira polonesa quando viajava da Polônia para a Alemanha em 1939.

Em uma entrevista, afirmou: "Eu tenho um interesse apaixonado por guerra, e se alguém é interessado assim pela guerra não pode evitar estar nela. Eu aprecio cada momento".

Em setembro de 1939 Clare Hollingworth foi a primeira jornalista a noticiar a invasão da Polônia pelos alemães: o "furo do século"
 

Refugiados

Mas Hollingworth tinha um segredo que só foi divulgado muitos anos depois da Segunda Guerra: ela ajudou milhares de refugiados a fugir do nazismo. Em seu último aniversário, de 105 anos, ela recebeu um presente especial: uma mensagem de agradecimento de uma das refugiadas que ajudou a salvar.

Margo Stanyer tinha 4 anos de idade quando deixou a Polônia. Ela e sua mãe eram de uma família de comunistas da Hungria. Durante sua tentativa de fuga do nazismo na Europa, as duas foram presas na Polônia. Ambas passaram fome por cinco dias na cadeia até que a mãe de Stanyer a segurou nas barras da cela e pediu que ela chorasse. O choro chamou a atenção de uma integrante da resistência polonesa e as duas acabaram sendo resgatadas e levadas a um apartamento - onde foram entrevistadas por uma britânica.

Margo Stanyer, hoje com 81 anos, conta que guardou os documentos que lhe permitiram entrar na Grã-Bretanha - eles haviam sido autorizados por Hollingworth.
Antes de ser jornalista, ela era uma ativista política que trabalhava para o Comitê Britânico de Refugiados.

Em Katowice, na Polônia, ela selecionava refugiados para enviar à Grã-Bretanha. Acredita-se que ela tenha negociado a emissão de vistos para entre 2 mil e 3 mil pessoas.  Muitos vistos requisitados por Hollingworth acabavam, porém, eram negados pelo governo britânico. Talvez por causa disso - sentindo-se triste pelas pessoas que não conseguiu salvar - ela decidiu não revelar nada sobre essa atividade durante muitos anos. Sua ação com os refugiados foi finalizada de forma abrupta após ela enviar pessoas "não desejáveis" pelo governo britânico.

Logo em seguida, a jornalista iniciou sua atividade como correspondente do Daily Telegraph. 


Hong Kong

No fim de sua vida, Hollingworth costumava frequentar o Clube dos Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong. Tara Joseph, presidente do clube, disse que Hollingworth foi "uma grande inspiração" e "membro precioso" do clube.

Clare vivia há 30 anos em Hong Kong

Uma declaração publicada na página de Hollingworth no Facebook diz: "Com tristeza anunciamos que, após uma carreira ilustre que abrangeu um século de notícias, Clare Hollingworth morreu nesta noite".

Fonte: BBC


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

LIVRO - MORRER NA GUERRA: A SOCIEDADE DIANTE DA MORTE EM COMBATE

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Está disponível o livro MORRER NA GUERRA, da pesquisadora Adriane Piovezan.


Sinopse
 

O campo de estudos sobre a morte e o morrer se encontram em expansão na atualidade. O interesse pelo tema, tornado clássico por alguns historiadores franceses já nas décadas de 1970 e 1980, parece a cada ano aumentar. Mais ainda, cresce o número de historiadores que se debruçam sobre o tema da morte em guerra. Interpretar o sentido e as implicações de eventos e processos como a relação entre a morte e as leis, os métodos e locais de sepultamento, os cemitérios do campo de batalha e toda uma série de procedimentos de ordem prática que indivíduos e instituições exercem em relação aos mortos são reveladores da história cultural, política e institucional das sociedades nas quais se inserem. O livro examina tais questões a partir de uma documentação inédita. 

Com a entrada do Brasil nesse conflito mundial em 1942, e o envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para o teatro de operações na Itália em 1944, ocorreu a consequente criação de um Pelotão de Sepultamento (PS). Essa unidade gerou diversas fontes passíveis de problematizar a preparação individual do soldado para a probabilidade de sua própria morte. Partiu-se da análise de devoções individuais deles, expressas nos objetos religiosos encontrados pelo PS em seus cadáveres. Ao mesmo tempo, procedimentos institucionais destinados ao tratamento dos mortos em guerra, os monumentos fúnebres e o repatriamento dos restos mortais dos soldados caídos no front, permitem interpretar as tentativas de construção de um culto cívico aos mortos no Brasil Contemporâneo.


Autora
 
ADRIANE PIOVEZAN é graduada em História pela UFPR (1997), Mestre em Estudos Literários (UFPR - 2006) e Doutora em História pela UFPR (2014). Se dedica aos estudos da morte no Brasil Contemporâneo. Atualmente é professora de História do Brasil nas Faculdades Integradas Espírita.



Ficha Técnica
 
ISBN:978-85-444-1287-9
Editora: EDITORA CRV
Distrubuidora: EDITORA CRV
Número de páginas: 294
Ano de edição: 2017
Formato do Livro: 16x23 cm

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domingo, 8 de janeiro de 2017

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - GENERAL JOHN BURGOYNE

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* 24/2/1722 - Bedfordshire, Inglaterra

+ 4/8/1792 - Londres, Inglaterra


O general John Burgoyne foi um oficial do exército britânico, político e dramaturgo. Participou da Guerra dos Sete Anos, mas ficou mais conhecido por seu serviço na América.


John Burgoyne nasceu em uma família rica por parte de mãe e com tradição militar por parte de pai. Aos dez anos se matriculou em uma escola militar em Westminster. Mais velho, foi comissionado como oficial e avançou rápido pelas patentes até chegar ao posto de General.


Guerra dos Sete Anos

Um mês depois do início da Guerra dos Sete Anos, Burgoyne recebeu uma comissão no 11º Regumento de Dragões. Em 1758 ascendeu de capitão a tenente-coronel no Regimento de Guardas de Coldstream.

Em 1758 participou de várias expedições feitas contra a costa francesa, incluindo o reide em Cherburgo. Durante este período, ele foi pioneiro na introdução de cavalaria ligeira no Exército Britânico. Os dois regimentos então formados foram comandados por George Eliott (depois Lord Heathfield) e por ele. Burgoyne admirava o pensamento independente entre os soldados comuns e encorajava seus homens a usarem sua própria iniciativa, em contraste com o sistema estabelecido empregado na época pelos britânicos.

Campanha portuguesa

Em 1761, foi eleito para uma cadeira no parlamento pelo condado de Midhurst, e, no ano seguinte, serviu como brigadeiro em Portugal, que tinha acabado de entrar na guerra. Burgoyne distinguiu-se conduzindo sua cavalaria na captura de Valença de Alcántara e de Vila Velha de Ródão, compensando a perda portuguesa de Almeida. As vitórias desempenharam um papel importante para repelir uma grande força espanhola inclinada a invadir Portugal.

Em 1768, elegeu-se para a Câmara dos Comuns pelo condado de Preston, e durante os próximos anos ele ocupou-se principalmente com seus deveres parlamentares, onde se notabilizou por sua franqueza e, em particular, por seus ataques a Lord Clive, que na época era considerado o principal soldado da nação. Ele alcançou proeminência em 1772, exigindo uma investigação da Companhia das Índias Orientais, alegando corrupção generalizada por seus funcionários.


Guerra de Independência dos EUA

Burgoyne teve seu serviço mais distinto na Guerra de Independência dos Estados Unidos. Ele planejou uma grande invasão para encerrar a Revolução Americana e foi apontado para comandar uma tropa que vinha do sul do Canadá para marchar até o norte dos Estados Unidos, especialmente para conquistar o baluarte revolucionário na região da Nova Inglaterra. John seguiu com o plano, movendo-se pela fronteira canadense mas avançou rumo ao sul de forma lenta, permitindo aos americanos se reagrupar e preparar. O plano era unir forças com uma tropa inglesa em Nova Iorque, mas o exército que estava lá preferiu partir mais cedo e ir na direção contrária, rumo a Filadélfia. Esse desencontro isolou Burgoyne e os americanos contra-atacaram na região de Saratoga. 

Preso e cercado, sem chances de ser resgatado, Burgoyne decidiu se render, ao lado dos seus 6 200 homens, a 17 de outubro de 1777. Sua rendição, segundo o historiador Edmund Morgan, "foi o ponto decisivo da guerra, porque a vitória deu animo aos americanos e, acima de tudo, convenceu as potências inimigas da Inglaterra na Europa a apoiar as Treze Colônias".

O General Burgoyne se rendendo em Saratoga

Burgoyne foi libertado em seguida pelos americanos, junto com seus oficiais. Todos os demais permaneceram para atrás como prisioneiros de guerra. Burgoyne foi duramente criticado quando retornou a Londres e nunca mais recebeu um comando.

Após a aposentadoria, ele escreveu algumas peças, como The Maid of the Oaks e The Heiress, mas sua carreira como dramaturgo nunca foi tão proeminente. Ele acabou servindo também como membro da Câmara dos Comuns do Parlamento por muitos anos, representando Midhurst e Preston. 

Faleceu em 1792, em Londres.



domingo, 1 de janeiro de 2017

A MISSÃO MILITAR FRANCESA NO JAPÃO

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É bastante conhecido o papel da Missão Militar Francesa junto ao Exército Brasileiro, entre 1919 e 1940.  O que poucos sabem, contudo, é que a França também enviou uma missão militar para o Japão no final do século XIX, que ansiava por se modernizar nos moldes ocidentais.  


O trabalho dessa missão pode ser visto, ainda que de forma romanceada, no celebrado filme O último samurai, estrelado por Tom Cruise.



A Missão Militar Francesa ao Japão (1867-1868) foi a primeira missão militar ocidental no Japão. Foi criada por iniciativa de Napoleão III, como resultado de um pedido do Shogun Tokugawa Yoshinobu. A Missão treinou o exército por pouco mais de um ano, antes da derrota das forças shogunais perante as forças imperiais na Guerra Boshin. Depois da guerra a Missão foi obrigada a deixar o país por decreto imperial de outubro 1868.


A Missão era composta por dezoito membros, convocados pelo Ministro da Guerra, General Jacques Louis Randon, escolhidos por suas habilidades: seis oficiais (representando a infantaria, a cavalaria, a artilharia e a engenharia), dez sargentos e um soldado.

A Missão Militar Francesa de partida para o Japão, em 1866. Ao centro Charles Chanoine, Jules Brunet é o segundo à partir da direita



Participaram da Missão:


Comandante

Capitão Charles Sulpice Jules Chanoine


Oficiais

Jourdan, capitão, engenheiro do 1º Regimento de Engenharia.

Charles Albert Dubousquet, tenente do 31º Regimento de Linha, instrutor de infantaria.

Édouard Messelot, tenente do 20º Batalhão de Caçadores a Pé, instrutor de infantaria.

Léon Descharmes, tenente do Regimento de Dragões da Guarda da Imperatriz, instrutor de cavalaria.

Jules Brunet, tenente do Regimento de Artilharia Montada da Guarda, instrutor de artilharia.


Sargentos

Jean Marlin, sargento do 8º Batalhão de Caçadores a Pé, instrutor de infantaria.

François Bouffier, sargento do 8º Batalhão de Caçadores a Pé, instrutor de infantaria.

Henry Ygrec, sargento do 31º Regimento de Linha, instrutor de infantaria.

Emile Peyrussel, sargento, sub-mestre da Escola do Estado-Maior, instrutor de cavalaria.

Arthur Fortant, sargento, Regimento de Artilharia Montada da Guarda, instrutor de artilharia.

L. Gutthig, Trompetista do Batalhão de Caçadores da Guarda.

Charles Bonnet, sargento, Chefe-Armeiro de 2ª Classe.

Barthélémy Izard, sargento, Chefe-Artífice do Regimento de Artilharia Montada da Guarda.

Frédéric Valette, sargento, especialista em madeira.

Michel, sargento, Engenheiro do 1º Regimento de Engenharia.

Jean-Félix Mermet, brigadeiro, especialista em aço.


A missão deixou Marselha em 19 de novembro de 1866 e chegou a Yokohama em 13 de janeiro de 1867. Sua chegada foi saudada por Léon Roches e pelo contra-almirante Pierre-Gustave Roze, comandante da Divisão Naval dos Mares da China, que voltava ao Japão depois de liderar uma expedição contra a Coreia (12 de setembro a 12 de novembro de 1866).

Oficiais franceses treinando os soldados do Shogun em Osaka em 1867
 

Mesmo depois do decreto imperial para a retirada da Missão, Jules Brunet e quatro de seus sargentos (Fortant, Marlin, Cazeneuve e Bouffier), preferiram ficar no Japão e continuar a apoiar o Shogun. Eles se demitiram do exército francês, e foram para o norte do Japão com o que restava dos exércitos do shogunato, na esperança de organizar um contra-ataque.


O conflito continuou até a Batalha de Hakodate, em maio de 1869, onde ocorreu a vitória definitiva das forças imperiais.


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FELIZ 2017

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Ao findar o ano de 2016, agradecemos todos os amigos que prestigiaram e visitaram o Blog Carlos Daroz - História Militar.

Desejamos um feliz 2017, pleno de saúde, realizações, conquistas e muita História Militar. 

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