"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – MARECHAL SOUSA AGUIAR


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* 02/06/1855 – Salvador-BA
+ 10/11/1935 – Rio de Janeiro-RJ
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Francisco Marcelino de Sousa Aguiar foi um militar, engenheiro e político brasileiro, tendo ocupado o cargo de prefeito do Distrito Federal (cidade do Rio de Janeiro) entre 1906 e 1909, nomeado pelo presidente Afonso Pena.

Filho do major do exército e ex-presidente da província do Maranhão Francisco Primo de Sousa Aguiar e de Johanna Maria Freund, austríaca, nasceu na capital da Bahia, e ficou órfão de pai aos treze anos de idade. Em 1869 ingressou na Escola Militar, como cadete. Tornou-se alferes-aluno em 1874 e concluiu o curso de engenharia dois anos mais tarde.
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Sousa Aguiar assumiu, em 1877, o cargo de instrutor-geral da Escola de Tiro de Campo Grande, no qual permaneceu até ser transferido para o Rio Grande do Sul, em 1879, onde demarcou as fronteiras brasileiras como o Uruguai, no período de 1880 a 1888. Assumiu o cargo de secretário do Ministro da Guerra em 1892, até integrar, no mesmo ano, a comissão que representou o Brasil em Chicago. Antes de partir, a pedido do então vice-presidente Floriano Peixoto, em poucos dias projetou o Hospital Central do Exército. Em 1893, assumiu o cargo de diretor-geral dos Telégrafos. Em 1896, tornou-se comandante da Escola Militar do Rio Grande do Sul e, em 1897, comandante do Corpo de Bombeiros, na capital da República, quando projetou o quartel central, cuja construção foi iniciada no ano seguinte. Foi promovido a general-de-brigada em 1904.
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Construção do Palácio Monroe, projeto de Sousa Aguiar

No ano seguinte, foi presidente da Comissão da Exposição do Brasil em Saint Louis; enquanto se encontrava nos EUA, incumbido pelo ministro do Interior, projetou o edifício da Biblioteca Nacional. A pedido do ministro da Fazenda, estudou a fabricação de cédulas para implantação dos serviços da Casa da Moeda e, por solicitação do ministro da Guerra, estudou o sistema estadunidense de fabrico da pólvora sem fumaça. Na Exposição, obteve o Grande Prêmio de Arquitetura com o projeto do Palácio Monroe.
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No retorno ao Brasil, foi encarregado da construção do edifício da Biblioteca Nacional e do Palácio Monroe. Foi prefeito do então Distrito Federal (Rio de Janeiro), de 16 de novembro de 1906 a 23 de julho de 1909. Reformou-se no posto de marechal em 1911.


O Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, corporação que foi comandante, é uma das mais belas obras de Sousa Aguiar


Sousa Aguiar morreu em sua residência, na rua Paissandu nº 222, na cidade do Rio de Janeiro, às 13 horas do dia 10 de novembro de 1935. Deixou viúva Maria Gabriela de Sousa Aguiar e os filhos: Gabriel de Sousa Aguiar, engenheiro-chefe da Diretoria de Engenharia da prefeitura do Rio de Janeiro; Miguel de Sousa Aguiar, engenheiro da Companhia Mecânica e Importadora de São Paulo; Louis de Sousa Aguiar, médico; capitão Rafael de Sousa Aguiar; Geny, casada com Domecq de Barros; América, casada com Eugenio Lefki; e a religiosa Maria Angelina do Colégio Sion de Petrópolis. No enterro, a família dispensou as honras militares a que o marechal tinha direito, mas aceitou a oferta do prefeito Pedro Ernesto de a prefeitura arcar com as despesas do enterro, no Cemitério São João Batista, o qual decretou luto oficial de três dias.

Alguns projetos de Souza Aguiar :
- Palácio Monroe
- Biblioteca Nacional
- Quartel central do Corpo de Bombeiros
- Hospital Central do Exército
- Pavilhão Mourisco
- Palácio da Prefeitura
- Escolas Menezes Vieira, Macaúbas, Barth, Afonso Pena e Deodoro
- Posto Central de Assistência da Praça da República, atual Hospital Sousa Aguiar
- Casas para operários na Avenida Salvador de Sá e no Beco do Rio
- Mercado Municipal
- Mercado das Flores
- Edifício da Superintendência da Limpeza Urbana
- Oficinas da Superintendência da Limpeza Urbana

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