quinta-feira, 29 de abril de 2010
UNIFORMES - SOLDADO AUSTRALIANO, 1941
FORTE DE SANTANA DO ESTREITO
No início desta semana tivemos o privilégio de conhecer Florianópolis, sem dúvida uma das mais belas cidades brasileiras e um rico sítio de história militar. Em nossa visita, pudemos visitar, por intermédio de nosso amigo Major Bombeiro Militar César, a quem agradecemos imensamente, o Forte de Santana e o Museu de Armas Major Antônio de Lara Ribas, da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina (PMESC).
Atendendo a uma ordem do ministro Marquês de Pombal, em 1760 o governador e capitão-general da Capitania do Rio de Janeiro Gomes Freire de Andrade determinou ao Tenente-coronel engenheiro militar José Custódio de Sá e Faria que elaborasse um projeto para melhorar as existentes defesas na ilha de Santa Catarina, organizadas anteriormente pelo Brigadeiro José da Silva Paes. Após estudar a região e analisar o sistema defensivo existente, o Tenente-coronel Sá e Faria concluiu que a vila do Desterro ficaria sem defesa ante um invasor no caso de um invasor desbordar as fortalezas da barra Norte da ilha e propôs a contrução de duas baterias fortificadas, uma na praia de Fora, ao norte da vila - o Forte de São Francisco Xavier da Praia de Fora - e outra na ponta da ilha mais próxima ao continente - o Forte de Santana do Estreito.(Localizado sob a cabeceira insular da Ponte Hercilio Luz)
Fone: (48) 3229-6263
e-mail: museu@pm.sc.gov.br
Horário de visitação:
De terça-feira a domingo das 9hs às 17hs
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sábado, 24 de abril de 2010
PENSAMENTO MILITAR - A JUSTIÇA MILITAR
IMAGEM DO DIA - 24/04/2010
Durante a intervenção israelense no Líbano de 1982, um bem equipado veículo blindado M-113 das Forças de defesa de Israel entra no território libanês.
PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - GENERAL HOLLAND SMITH

+ 12/01/1967 – San Diego, EUA
Holland McTyeire ("Howlin Mad") Smith foi um dos mais notáveis generais do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial, sendo considerado o pai das táticas de guerra anfíbia dos EUA. Durante a 2ª Guerra Mundial o General Smith comandou com sucesso os desembarques dos EUA no Pacífico, com destaque para a ações contra Kiska e Attu, nas Aleutas, e no assalto às Gilberts, Marshalls e Saipan e Tinian, nas Marianas.
Durante a Operação Marianas, além do V Corpo Anfíbio, comandou todas as tropas expedicionárias, incluindo as que recapturaram Guam. Após isso serviu como Comandante-geral das forças anfíbias do Teatro de Operações do Pacífico, e liderou a Força-Tarefa 56 no ataque à Iwo Jima, em 1945.
Início da carreira
Durante este período Smith foi designado novamente para a 1ª Brigada de Fuzileiros navais, até abril de 1914, quando foi transferido para servir a bordo do USS Galveston. Serviu em águas Asiáticas até julho de 1915, e retornou aos Estados Unidos no mês seguinte, para servir na Base Naval de New Orleans, Louisiana. Desse posto foi designado para a República Dominicana, em junho de 1916, como membro do 4º Regimento de Fuzileiros Navais. Durante as operações da unidade contra os rebeldes, participou da marcha para Santiago e lutou em La Peña e Kilometro 29. Retornou aos EUA em maio de 1917, e, em seguida, partiu para a França a fim de lutar na 1ª Guerra Mundial, onde assumiu o comando da 8ª Companhia de Metrelhadoras do 5º Regimento de Fuzileiros Navais.
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1ª Guerra Mundial
Na França, Smith foi destacado do 5º Regimento de Fuzileiros e enviado para cursar estado-maior no Colégio de Estado-Maior Geral em Langres, que concluiu em fevereiro de 1918, tornando-se um dos seis únicos oficiais fuzileiros navais a concluírem tal curso na história.
Foi nomeado ajudante da 4ª Brigada de Fuzileiros Navais, integrante da 2ª Divisão de Infantaria do exército, que lutou na frente de Verdun, onde tomou parte da Batalha de Belleau Wood. Transferido para o I Corpo do 1º Exército em 1918, serviu como oficial assistente de operações, durante as ofensivas Aisne-Marne, Oisne-Aisne, St. Mihiel e Meuse-Argonne. Após o armistício, atuou no Reno, através da Bélgica até Luxemburgo, como um oficial ligação com o 3º Exército e serviu nas forças de ocupação na Alemanha.
Pelos seus serviços em Belleau Wood, Smith recebeu a Croix de Guerre pelo governo francês. Também recebeu a Meritorious Service Citation do comandante das forças expedicionárias americanas, e, mais tarde, a Medalha Purple Heart.
Nova fase na carreira
Entre 1924 e 1925, seguiu para o Haiti, a fim de participar das operações dos fuzileiros navais contra forças rebeldes. Após regressar desse país, em agosto de 1925, assumiu a chefia do estado-maior da 1ª Brigada da Fuzileiros Navais em Quantico, Virginia, onde permaneceu até setembro do ano seguinte, quando foi matriculado na Escola do Corpo de Fuzileiros Navais, na mesma cidade.
Em abril de 1931, tomou parte de nova viagem embarcado, desta vez a bordo do encouraçado USS California como ajudante-de-ordens do comandante da Força de Fuzileiros Navais da Esquadra. Em junho de 1933 foi nomeado comandante da unidade de fuzileiros navais da Base Naval de Washington, onde permaneceu até o início de 1935. No dois anos seguintes , serviu San Francisco, California, como chefe do estado-maior do Departamento do Pacífico, e chefe de operações e treinamento do Comando do Corpo de Fuzileiros Navais.

2a Guerra Mundial
Em agosto de 1942, foi novamente transferido, desta vez para São Diego, a fim de assumir o comando do Corpo Anfíbio da Esquadra do Pacífico, no qual completou a doutrina anfíbia da 2ª e 3ª Divisão de Fuzileiros Navais, antes de partir para a campanha contra os japoneses para batalha, além de instruir a 7ª Divisão de Infantaria do Exército e outras unidades envolvidas nas operação anfíbias nas ilhas Aleutas. A força anfíbia foi, mais tarde, redesignada V Corpo Anfíbio e, em setembro de 1943, como comandante dessa unidade, o General Smith chegou a Pearl Harbor, para começar o planejamento da campanha das ilhas Gilberts. Permaneceu no comando do V Corpo Anfíbio até agosto de 1944, quando foi nomeado Comandante-Geral da das forças anfíbias do Teatro de Operações do Pacífico. Cumulativamente com essa função, foi nomeado comandante da Força-Tarefa 56 no ataque à ilha japonesa de Iwo Jima, antes de voltar aos EUA em julho de 1945, para líderar o Comando de Treinamento e Recompletamento do Corpo de Fuzileiros Navais em Camp Pendleton, California.

Reforma
segunda-feira, 19 de abril de 2010
NOTÍCIA - REPARAÇÃO DE GUERRA

Na Segunda Guerra Mundial, foram a pique 33 embarcações brasileiras em ataques de submarinos da Alemanha nazista. E, apesar do saldo de mais de mil mortos, até hoje nenhuma das famílias das vítimas – muitas delas civis – recebeu qualquer reparação por parte do Estado alemão, como ocorreu com civis de outros países por onde a máquina de guerra nazista marcou sua passagem com destruição e mortes. Essa história, no entanto, pode ser reescrita. Está na mesa do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, a polêmica causa do barco Changri-lá. Um pequeno navio pesqueiro que foi torpedeado na manhã de 22 de julho de 1943, no litoral de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, pelo submarino alemão U-199. Os corpos dos dez pescadores que estavam a bordo nunca foram encontrados.
“É uma obrigação da Alemanha indenizar os familiares dos mortos”, diz o advogado Luiz Roberto Leven Siano, especialista em direito marítimo que assumiu voluntariamente o caso. Filha do pescador José da Costa Marques, comandante do Changri-lá, Josefa Marques Cardoso tinha dez anos na época do ataque. “Foi muito difícil. Perdi meu pai e meu irmão Zacarias”, conta. Irmã de outro pescador morto, Etelvina de Navarra Porto emociona-se ao lembrar do episódio. “Meu pai ficou doente com a morte do Joaquim e dois anos depois também faleceu”, diz. O advogado Leven Siano pede o pagamento de até R$ 6 milhões por danos morais.
Leven Siano entrou com a primeira ação na Justiça em 2003, depois que um pesquisador descobriu provas da ação do U-199 e a Procuradoria da Marinha resolveu reabrir o caso. Após perder em primeira instância, o advogado recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e o caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça. Os ministros do STJ ficaram divididos em torno do eventual direito da Alemanha de não se submeter à jurisdição brasileira. Para o ministro Fernando Gonçalves, por exemplo, o assassinato dos pescadores é considerado um “ato de império”, imune a eventuais processos em outro país. Mesmo assim, determinou que o Estado alemão seja intimado a manifestar-se. O ministro Luís Felipe Salomão pensa diferente e defende o julgamento. “Naquele período, já se encontrava vigente o regime instituído pela Convenção de Haia, de 1907, que confere especial importância à proteção dos não combatentes”, escreveu Salomão.
A tese, segundo Leven Siano, ganha respaldo na postura adotada pela própria Alemanha nos Julgamentos de Nuremberg. “Ela renunciou ao direito de imunidade, a fim de se submeter aos processos com vítimas estrangeiras atingidas fora das fronteiras alemãs”, afirma o advogado, cuja artilharia inclui 11 recursos legais e cartas à Marinha. O impasse no STJ levou o caso ao STF. O ministro Ayres Britto espera agora um parecer da Procuradoria-Geral da República para elaborar seu voto. Já o governo alemão não se pronunciou.
Fonte: Revista Isto é
sábado, 10 de abril de 2010
AS BANDAS DE MÚSICA MILITARES

A história da música na antiguidade evidencia a sua importância na sociedade como instrumento de integração e socialização. Porém, a terminologia “banda de música” só é apresentada, pela primeira vez, em 1678 na Inglaterra, pois, até então, só havia notícia de músicos nas tropas. A partir dessa data as bandas de música militares não cessaram de se multiplicar e desenvolver repertório próprio inerente à sua condição de militar. Na Europa, a banda de música parece ter suas origens na França. No Brasil, os músicos militares também exercem um papel relevante na sociedade brasileira desde os tempos coloniais, porém, não mais motivados pelos combates e batalhas, mas, principalmente, pelas suas apresentações cívicas, religiosas e muito mais sociais do que no início da história da música em ambiente militar.
Embora haja a confirmação da existência de bandas militares na segunda metade do século XVIII, em Pernambuco, elas vieram a ser mais populares a partir da chegada de D. João VI, com sua corte ao Rio de Janeiro em 1808. O rei trouxe consigo uma banda de música portuguesa e, durante a estada da família real no Rio de Janeiro, foram realizados vários concertos pelas bandas existentes na época.
As bandas de música militares do final do século XVIII foram criadas nos regimentos milicianos do Recife e Olinda, por ato do governador D. Tomás José de Melo. A exemplo destas, foi criada também uma banda no terço auxiliar de Goiana (PE), em 1789, mantida pela respectiva oficialidade. Mediante consentimento daquele governador, também se registra uma banda de um regimento de linha da guarnição da vizinha cidade da Paraíba em 1809, composta por dois pífaros, um dos quais, de Manuel de Vasconcelos Quaresma, que era o mestre, e mais duas clarinetas, duas trompas, um fagote e um zabumba.
Desde os tempos coloniais e, principalmente, após a decadência da exploração de ouro no Rio de Janeiro, as primeiras bandas de música, formadas por barbeiros, escravos em sua maioria, tocavam fandangos, dobrados e quadrilhas em festas religiosas e profanas.
Em 1831, são criadas as bandas de música da Guarda Nacional, e esta arte espalha-se pelo país. Em 1896, Anacleto de Medeiros funda a mais famosa de todas as bandas de música: a do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Naquela época, um grande número de músicos militares atuava em orquestras e outros nas igrejas onde participavam do serviço religioso. Como no Brasil, nos tempos da colônia, existiam os músicos das tropas de cavalaria e de infantaria, os quais não se limitavam à música militar.
Pode-se dizer que a primeira banda militar, organizada como um conjunto, apresenta-se em 1808 com a vinda da família Real para o Brasil. Tratava-se da banda marcial da Brigada Real da Marinha, que deu origem a Banda do Corpo de Fuzileiros Navais. Após a chegada do Rei, em 1810, foram criadas as bandas para os Regimentos de Cavalaria e Infantaria da Corte. O apoio do D. Pedro I foi imprescindível para o surgimento das bandas de música, tendo em vista sua habilidade como compositor, pianista, clarinetista e fagotista.
Da Guerra do Paraguai, se não há melhores registros de organização das bandas militares, há copiosas referências à atuação dos nossos músicos militares em campanha, constantes de comovidas reminiscências, nas quais há relatos de “Combate entre Músicos”. Esses documentos registram a luta da Banda de Música do 42° de Voluntários contra a banda do 40° Corpo do Exército paraguaio, a Guardiã de Lopez, culminando com a banda inimiga destroçada e sobrevivência de apenas seis integrantes da nossa Banda. Entre os nossos mortos, estava o seu mestre Felipe Neri Barcelos, comandante daquela ação.
Com a decadência do ouro no século XIX, toda a pompa e o brilho do cerimonial viram-se diminuídos, como em todos os setores da sociedade. Já não havia tanto dinheiro para o pagamento dos serviços de música, o que contribuiu para a redução do número de músicos e refletiu diretamente na diminuição do número das orquestras, fator que deu origem às bandas civis. Essas bandas assumiram, como herança, o serviço eclesiástico que era executado pelas orquestras. No fim do século XIX, usando uniformes que lembram o dos militares, surgiram as associações, liras e filarmônicas, que logo se espalharam pelas diversas cidades do Brasil. As bandas de música evoluíram e transformaram-se em uma das mais populares manifestações da cultura nacional: onde havia um coreto, existia uma bandinha, orgulho da cidade.
No seio das bandas de música, formaram-se notáveis músicos profissionais e amadores, eruditos e populares, dentre os quais se destacam renomados maestros e instrumentistas, como Patápio Silva, Anacleto de Medeiros, entre outros. As bandas também foram um centro gerador de novos gêneros musicais e de um vasto repertório de chorinhos, marchas e dobrados.
De todas as manifestações artísticas produzidas pelo ser humano, poucas guardam tanta afinidade com a profissão militar quanto a música. Desde a mais remota antiguidade até às guerras de alta tecnologia de nossos dias, as bandas militares cumprem o singular e insubstituível papel de reforçar o moral e o ânimo daqueles que, nas casernas em tempos de paz ou nas agruras das campanhas, dedicam-se à profissão das armas.
Fonte: Adaptado da Revista Verde-Oliva nº 201
sexta-feira, 26 de março de 2010
PENSAMENTO MILITAR
UM ESCLARECIMENTO
NOTÍCIA - CÂMARA FEDERAL HOMENAGEIA EX-COMBATENTES DA FEB
Dezenas de Pracinhas, como são carinhosamente conhecidos, estiveram presentes no plenário para receber as merecidas homenagens dos deputados, representantes das Forças Armadas, e do Grupo Histórico FEB, composto por representantes do Imperial Jeep Club (IJC) e do Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro (CVMARJ).
Atendendo a uma proposta do historiador e colecionador Marcos Renault, o deputado Ciro Pedrosa, de Minas Gerais, propôs a realização da Sessão Solene, que teve como objetivo
O 1º/2º Grupo de Transporte da Força Aérea Brasileira, do Rio de Janeiro, disponibilizou uma aeronave Embraer 145, designação C-99, para transporte dos Pracinhas e membros do Grupo Histórico FEB. Durante uma escala em Belo Horizonte foi embarcado mais um grupo de Pracinhas. Trajeto inverso foi realizado ao fim das comemorações.
Após o embarque em viaturas históricas preservadas por colecionadores, os Pracinhas e os membros do Grupo Histórico FEB, trajados com uniformes utilizados na Itália durante o conflito, o comboio de onze viaturas, se deslocou para a Câmara dos Deputados escoltado por batedores do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, cruzando as principais avenidas da capital do Brasil, despertando curiosidade e recebendo cumprimentos dos cidadãos que paravam para admirar o desfile.
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Na chegada à Câmara, as viaturas ficaram estacionadas em frente à rampa de acesso, onde permaneceram em exposição durante todo o dia, chamando a atenção de todos os que por lá passavam.
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Uma grande recepção aguardava os homenageados. Foram recebidos com muita alegria e reverência passando por uma Guarda de Honra formada por cavalarianos do Regimento Dragões da Independência. Uma vez no Plenário, foi iniciada a Sessão Solene, transmitida ao vivo para todo o Brasil pela TV Câmara, além de muitos outros meios de comunicação.
A sessão foi aberta com a apresentação da banda do Batalhão da Guarda Presidencial, tocando o Hino Nacional Brasileiro, cantado por todos os presentes. Logo após a Sessão foi aberta solenemente. Discursaram os deputados Mauro Benevides, representado o Presidente da casa, Dep. Michel Temer, e Ciro Pedrosa, Coordenador da Frente Parlamentar Mista para Revalorização Histórica da Força Expedicionária Brasileira. Por parte do Grupo Histórico FEB, também discursaram os Srs. João Barone, Presidente do CVMARJ e Marcos Renault, idealizador dessa justa homenagem.
Foram mostradas aos presentes algumas cenas do documentário “Caminho dos Heróis”, do Sr. João Barone, que está em fase de finalização e deve ser lançado ainda este ano. O documentarista ressaltou que o principal objetivo do documentário é estimular uma releitura da participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial.
O documentário foi filmado em 2009, na Itália, quando o Grupo Histórico FEB passou pelos caminhos percorridos pela FEB, participando de diversas solenidades e sendo homenageados em nome dos Pracinhas que são tratados como “Libertadores da Itália”. A apresentação do rico material sobre a campanha do Brasil na 2ª Guerra Mundial causou muita emoção na platéia, principalmente aos Pracinhas, por terem relembrado os momentos inesquecíveis além mar.
Encerrando a Sessão Solene, foi entoada a Canção do Expedicionário, o que criou um clima de saudade e orgulho aos presentes, àquela pequena homenagem feita aos brasileiros que tem como lema, o jargão “A Cobra Fumou”!
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Foi oferecido pela Câmara dos Deputados um almoço de confraternização para a comitiva dos Pracinhas e do Grupo Histórico FEB. Momento profícuo ao orgulho e rememoração dos fatos ocorridos antes, durante e depois do conflito na Itália.
Todo o evento foi coordenado pela Frente Parlamentar Mista de Revalorização Histórica da Força Expedicionária Brasileira, cujos objetivos são homenagear a memória daqueles que tombaram em combate durante a 2ª Guerra Mundial e lutar pela valorização do soldado brasileiro e das Forças Armadas.
A COBRA CONTINUA FUMANDO!
BRASIL!
Fonte: CVMARJ
sábado, 13 de março de 2010
O RESGATE DO "FANTASMA DO PÂNTANO"
Empresário do ramo de construção e também um entusiasta da aviação, Hagen teve um tio-avô morto na Nova Guiné durante a guerra. Na última década, ele fixou sua atenção no Swamp Ghost, que avistou pela primeira vez em 1996.
“Eu me apaixonei no instante em que desci lá para vê-lo” - disse Hagen - “É como quando você é jovem... caminhando pela rua e vê uma bela mulher, e você quer tê-la com todas as fibras do seu ser”. E concluiu: “Eu simplesmente pensei: que belo avião”.
A história
O Swamp Ghost decolou ao amanhecer de 23 de fevereiro de 1942 da base de Townsville, na Austrália, para atacar os navios japoneses no porto de Rabaul, na Nova Bretanha. Ao chegar ao alvo, contudo, as portas do compartimento de bombas não abriram, e a tripulação decidiu circundar o alvo mais uma vez. Desta vez o compartimento abriu-se, mas também subiram os caças japoneses.

Durante os 30 minutos seguintes, diversos Zeros alvejaram o avião, e 33 furos foram feitos em sua cauda. Um projétil antiaéreo também atingiu a asa direita do B-17.
O Swamp Ghost escapou do ataque e voou para a Nova Guiné, onde foi reabastecido em Port Moresby, mas a tripulação logo percebeu que não tinha potência suficiente para superar a cordilheira Owen Stanley.
A tripulação saiu e viu-se em meio a mais de um metro de água. Após quatro dias de caminhada sob intenso calor, nos quais alguns membros começaram a sofrer de alucinações, eles encontraram nativos. Então, após mais de cinco semanas de viagem, finalmente conseguiram chegar a Port Moresby.
Um dos únicos quatro B-17E recuperados no mundo, o Swamp Ghost entrará em exibição ainda este ano. O objetivo a longo prazo é restaurá-lo até ter condições de vôo novamente.
Fonte: Philadelphia Daily News, 6 de março de 2010.
quarta-feira, 10 de março de 2010
A ARTILHARIA DURANTE A GUERRA DAS ROSAS
A guerra das Rosas confrontou duas famílias nobres, entre os anos de 1453 e 1485, pela conquista do poder inglês. O nome Guerra das Rosas teve origem devido ao fato de a família real trazer no seu brasão uma rosa vermelha, e a Casa de York uma rosa branca.
A luta começou quando Ricardo, duque de York, aprisionou Henrique VI, da família Lancaster e rei da Inglaterra. Na Batalha de Wakefield, que ocorreu em 1460, os York foram derrotados e, em 1461, Eduardo IV, da Casa de York, na Batalha de Towton, assumiu o trono dos Lancaster, mas foi traído pela nobreza e obrigado a devolver o poder para Henrique VI.
Em 1473, Eduardo IV morreu. Seu irmão Ricardo III assumiu o trono, e ordenou que estrangulassem seus sobrinhos, pois eram os próximos da linha de sucessão. O fim da guerra em 1485 ocorreu quando Ricardo III foi derrotado na Batalha de Bosworth por Henrique Tudor. Como Henrique Tudor estava ligado às duas famílias nobres, pois era genro de Eduardo IV e tinha ligação com os Lancasters por parte de mãe, uniu as duas casas reais. Henrique Tudor ascendeu ao trono da Inglaterra iniciando a dinastia Tudor (1485-1603), que implantou o absolutismo na Inglaterra, nomeando Henrique VII, rei da Inglaterra.
O papel da Artilharia na Guerra
Por ocasião do início da Guerra das Rosas, a artilharia vinha sendo utilizada na Europa há cerca de um século. Praticamente todos os exércitos desfrutavam de seu poderio, mesmo que possuíssem apenas uma pequena força de artilharia.
O ritmo do avanço tecnológico na produção de armas na Europa havia acelerado na década de 1370, quando as pequenas, imprecisas e pouco confiáveis peças de artilharia, utilizadas no início da Guerra dos Cem Anos, deram lugar a armas maiores e mais poderosas que eram capazes de romper as altas muralhas de pedra de vilas fortificadas e castelos. Embora a nova artilharia ainda pudesse ser considerada imprevisível - Jaime II da Escócia foi morto em 1460, quando um de seus canhões de sítio explodiu -, os ingleses começaram a empregar tais armas com grande efeito no País de Gales e na fronteira da Escócia no início do século XV.
As novas armas passaram a ser fabricadas com tipos e tamanhos variados, desde a bombarda maciça, que podia demolir muralhas com enormes bolas de pedra ou de ferro; até os canhões menores, capazes de serem disparados em tripés ou utilizados como armas portáteis, além de uma variedade de canhões de tamanho intermediário. Os canhões de século XV eram fabricados em ferro ou em bronze, apesar de as armas de bronze serem mais comuns, pois as técnicas de fundição do ferro somente atingiriam a qualidade necessária no final do século XVI. Em razão das armas serem despadronizadas e disparassem projéteis feitos “sob medida” para elas, era comum os fabricantes de canhões também atuarem como artilheiros. Essa singularidade no tamanho de cada projétil levou as grandes armas a receberem nomes próprios que as individualizavam, como o Mons Meg, atualmente em exposição no Castelo de Edimburgo, Escócia, um canhão 14.000 libras com calibre de 20 polegadas.
Disparar uma peça de artilharia do século XV era um processo lento e difícil. As armas de sítio maiores disparavam pedras e projéteis de ferro que podiam pesar centenas de libras. Para disparar a arma, o atirador usou um disparador constituído de uma barra de ferro aquecida em uma panela de carvão que era mantida quente e ao alcance de sua mão. Devido ao fato de que um quilo de pólvora era necessário para lançar nove libras de peso de granada e que o tubo precisava ser lavado com uma mistura de água e vinagre depois de cada tiro, a cadência de dez tiros por hora era considerada satisfatória. Na Guerra das Rosas, tal lentidão fez com que os canhões fossem utilizados, principalmente, na véspera ou no início de uma batalha, disparando uma saraivada contra o inimigo antes que o combate corpo-a-corpo tivesse início.
Durante a noite que antecedeu a batalha de Barnet, Richard Neville, Conde de Warwick, disparou seu canhão continuamente com o objetivo de amedontrar e levar a desordem às fileiras de York. No entanto, Warwick não tinha conhecimento de quão próximo o inimigo estava de suas linhas e os disparos foram ineficazes. Para impedir que Warwick aprendesse com seu próprio erro, Eduardo IV ordenou à sua artilharia que se abstivesse de revelar a sua posição respondendo ao fogo. Poucas semanas depois, na Batalha de Tewkesbury, Eduardo neutralizou o ataque da Casa de Lancaster a partir de uma excelente posição defensiva, abrindo fogo com sua artilharia.
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Ainda assim, ambas as partes reconheceram a importância crescente da artilharia e tomaram medidas para garantir um bom fornecimento de canhões e bombardas. Desde 1415 a Coroa Inglesa designou um mestre-artilheiro para supervisionar a Artilharia Real. Em 1456, John Judde, um comerciante de Londres, recebeu a nomeação para o cargo por oferecer armamentos e suprimento de pólvora para a artilharia de Henrique VI às suas expensas. Judde iniciou um ambicioso programa de produção armas para a Casa de Lancaster, motivo pelo qual os partidários de York o emboscaram e o mataram em junho 1460, quando supervisionava a entrega de uma nova remessa de armamentos.
Eduardo IV também reconhecia a importância da artilharia, e seus mestres-artilheiros - como John Wode, que ocupou o cargo entre 1463 e 1477 - eram membros de confiança da família real. Eduardo frequentemente inspecionava sua artilharia e suas campanhas normalmente incluíam um considerável trem de artilharia.
Assim, desde o reinado de Henrique VII, a Coroa Inglesa reuniu uma grande e crescente coleção de material de artilharia, atualmente em exposição na Torre de Londres.
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PENSAMENTO MILITAR – LIDERANÇA EM COMBATE

J.F.C. Fuller, General britânico, criticando o tipo de liderança dos Aliados durante a 1ª Guerra Mundial
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
ANIVERSÁRIO DO BLOG - 1 ANO
.quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
IMAGEM DO DIA - 25/02/2010

UNIFORMES - OFICIAL GRANADEIRO RUSSO, 1855

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – PIRRO, DE ÉPIRO

+ 272 a.C. - Argos
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Pirro (Pyrrhus), filho de Eácida, foi rei do Épiro e da Macedônia e notabilizou-se por ter sido um dos principais opositores a Roma.
Pirro teve uma infância e juventude bastante atribuladas. Tinha apenas dois anos de idade quando o seu pai foi destronado. Mais tarde, aos 17 anos de idade, os Epirotas chamaram-no para governar, mas Pirro acabou por ser destronado novamente. Nas guerras entre os diádocos, após a divisão do Império de Alexandre III, tomou partido de seu cunhado, Demétrio I da Macedónia, e lutou a seu lado na Batalha de Ipso (301 a.C.).
Mais tarde, tornou-se refém de Ptolomeu I do Egito, num acordo entre este e Demétrio. Pirro casou com Antígona, filha de Ptolomeu I e, em 297 a.C., restaurou seu reino no Épiro. Em seguida, declarou guerra a Demétrio, seu antigo aliado e, no ano de 286 a.C., depôs o seu cunhado assumiu o controle do reino da Macedônia. Dois anos depois, porém, seu ex-aliado Lisímaco expulsou-o da Macedônia.
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Campanha na Itália
No ano de 281 a.C., a cidade grega de Tarento, no sul da Itália, foi tomada de assalto pelos Romanos. A derrota dos Tarentinos parecia certa. Na oportunidade, Roma já crescera suficientemente para partir à conquista - com sucesso - da Magna Grécia, ou Itália do Sul. O povo de Tarento não teve alternativa senão pedir o auxílio de Pirro.
Pirro foi encorajado a ajudar os Tarentinos por influência do oráculo de Delfos. Suas pretensões, no entanto, eram bem mais ambiciosas: almejava formar um império na Itália. Para isso, tornou-se aliado do rei Ptolomeu da Macedônia, seu vizinho mais poderoso, e chegou à Itália em 280 a.C..
Sua força militar era extraordinária: 3.000 cavaleiros, 2.000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 000 soldados de infantaria e 19 elefantes de guerra. Com ela, o objetivo de Pirro era não só evitar a conquista de Tarento pelos Romanos, como subjugá-los.
Em função da superioridade de sua cavalaria e dos seus elefantes, derrotou os Romanos na Batalha de Heracleia, inde os Romanos perderam cerca de 7.000 homens, enquanto Pirro perdeu 4.000. Desde esta vitória, várias tribos e as cidades gregas de Cróton e Locros juntaram-se a Pirro, que ofereceu aos Romanos um tratado de paz, o qual foi prontamente rejeitado.
Quando Pirro invadiu a Apúlia (279 a.C.), os dois exércitos defrontaram-se na Batalha de Ásculo, onde Pirro obteve uma vitória muito custosa. Os romanos perderam 6.000 homens e Pirro teve 3.500 baixas. Foi um duro golpe no exército de Pirro, que não aguentaria outro desfalque semelhante contra os romanos.
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Campanha na Sicília
Em 278 a.C., no meio de suas dificuldades e inquietações, Pirro viu-se diante de novas oprtunidades que se lhe ofereciam, levando a hesitação ao seu espírito. De um lado, chegaram da Sicília embaixadores que lhe propuseram colocar em suas mãos as cidades de Agrigento, Siracusa e Leontinos, pedindo ao mesmo tempo que ajudasse a expulsar os cartagineses da ilha e a libertá-la de seus tiranos; de outro, mensageiros vindos da Grécia trouxeram-lhe a notícia de que o Ptolomeu tinha sido morto em uma batalha contra os gauleses, e que seu exército fora derrotado, surgindo, assim, uma ocasião das mais favoráveis para se apresentar aos macedônios, que necessitavam de um rei.
Pirro maldisse então a fortuna, que lhe apresentava ao mesmo tempo duas oportunidades para fazer grandes coisas e, vendo com pesar que não podia optar por uma sem perder a outra, hesitou durante muito tempo antes de fazer a escolha. Finalmente, as dificuldades da Sicília pareceram-lhe muito mais importantes, por motivo da proximidade da África, decidindo-se então por este empreendimento. Assim, após tomar tal resolução, enviou Cíneas, conforme costumava fazer, às cidades da ilha, a fim de realizar as negociações. Contudo, a guarnição que colocara na cidade de Tarento, a fim de mantê-la submissa, provocara grande descontentamento entre os seus moradores. Estes mandaram-lhe dizer que, ou ele permanecia no país a fim de sustentar a guerra contra os romanos, de acordo com o compromisso assumido ao dirigir-se à cidade, ou, caso decidisse abandonar a Itália, que deixasse Tarento na situação em que a havia encontrado. Pirro, porém, respondeu-lhes secamente, dizendo-lhes que não lhe falassem mais em tal assunto, que esperassem por uma oportunidade. E, dada esta resposta, seguiu para a Sicília, onde viu, logo após a chegada, todas as suas esperanças se realizarem. Com efeito, as cidades apressaram-se em se entregar, e, em todos os lugares onde teve de empregar a força, não encontrou nenhuma resistência séria.
Com um exército de trinta mil homens de infantaria e dois mil e quinhentos cavaleiros, e uma esquadra de duzentos navios, ele foi expulsando por toda parte os cartagineses e conquistando as regiões que estavam sob o seu domínio.

Pirro entra em uma cidade siciliana com suas tropas
A cidade de Erix , dentre as que os cartagineses conservavam em seu poder, era a dotada de melhores fortificações e a que contava o maior número de defensores. Em 277 a.C., Pirro decidiu ocupá-la pela força. Quando tudo estava pronto para o assalto, tomou todas as suas armas, e, ao aproximar-se da cidade, prometeu a Hércules um sacrifício solene, bem como jogos públicos, em sua homenagem, caso lhe concedesse a graça de mostrar-se, aos olhos dos gregos que moravam na Sicília, digno de seu nascimento e dos grandes recursos de que dispunha. Feito este voto, ordenou que as trombetas soassem, dando o sinal do ataque. Quase todos os cartagineses que se encontravam sobre as muralhas retiraram-se logo às primeiras flechadas. Foram em seguida colocadas as escadas, sendo ele o primeiro a subir. No alto da muralha um grupo de inimigos ousou enfrentá-lo; atacando-os, forçou uns a se atirarem de ambos os lados da muralha, e abateu outros a golpes de espada, sem que recebesse qualquer ferimento. Com efeito, ele parecia tão terrível aos cartagineses, que estes não ousavam olhá-lo de frente e sustentar o seu olhar. Após a ocupação da cidade, ele fez a Hércules um sacrifício magnífico e promoveu festas com jogos e combates de todas as espécies.
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Havia nas imediações de Messina uma nação cujo povo eram chamados mamertinos, que causavam grandes tribulações aos povos gregos, obrigando mesmo alguns deles a lhes pagarem impostos e tributos. Este povo, numeroso e aguerrido, devia seu valor à denominação de mamertinos, que, em língua latina, significa marciais. Pirro liderou suas forças contra eles e os derrotou num renhido combate, arrasando várias de suas fortalezas. Além disso, mandou matar todos os que entre eles se encarregavam da coleta dos impostos. Os cartagineses, que desejavam fazer as pazes com Pirro, ofereceram-lhe, como prova de amizade, prata e navios; mas, como visava a coisas ainda maiores deu-lhes uma breve resposta, dizendo que havia um único meio de ser estabelecida a paz: a evacuação de toda a Sicília, de modo que o mar da África passasse a constituir a zona de separação entre os gregos e eles. Os êxitos alcançados e a confiança que depositava em suas forças encorajavam-no e o incitavam a tornar uma realidade as esperanças que o tinham levado à Sicília; e aspirou, assim, em primeiro lugar, à conquista da África. Para levar a efeito esta vasta empresa ele possuía um número suficiente de navios; mas faltavam-lhe marinheiros e remadores. Entretanto, para obtê-los das cidades, em vez de agir com habilidade e brandura, passou a tratá-las com excessivo rigor, constrangendo seus moradores e castigando com severidade os que não obedeciam às suas ordens. Transformando-se, subitamente, de príncipe popular em tirano violento, Pirro adquiriu, em consequência de sua severidade, a reputação de homem ingrato e pérfido. Entretanto, por mais descontentes que estivessem, as cidades sicilianas cediam à necessidade e lhe forneciam tudo aquilo que deles era exigido.
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Em 276 a.C., o comportamento despótico de Pirro começou a fazer com que a população se descontentasse com o rei. Ainda que Pirro continuasse a vencer as guarnições cartaginesas, acabou por ter de abandonar a Sicília, regressando à Itália.
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Regresso à Itália e à Grécia
Quando regressou, travou uma batalha inconclusiva em Beneventum (275 a.C.), no sul da Itália. Pirro abandonou a campanha na Itália e regressou ao Épiro. Apesar da sua campanha no ocidente ter solapado grande parte do seu exército e da sua riqueza, Pirro lançou-se à guerra: atacou o rei Antígono II, vencendo-o facilmente, e apossou-se do trono Macedônio.
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Em 272 a.C., Cleónimo, um espartano de sangue real, mas odiado em Esparta, pediu a Pirro que atacasse a cidade e o colocasse no poder. Pirro concordou com o plano, mas tencionava ficar com o controlo do Peloponeso para si mesmo. Inesperadamente, Esparta ofereceu resistência, o que abalou a sua tentativa de assalto.
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Logo a seguir, surgiu a oportunidade de Pirro intervir numa disputa cívica em Argos. Entrando na cidade com o seu exército às escondidas, Pirro acabou por ser apanhado numa confusa batalha nas estreitas ruas da cidade. Durante a confusão, uma velha que observava do telhado atirou uma telha em Pirro, que caiu atordoado, permitindo que um soldado argivo o matasse (algumas fontes dizem que Pirro foi envenenado por um servo).
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Mapa mostrando as campanhas militares de Pirro
"Vitória de Pirro"
Por ter sido um homem extremamente belicoso e um líder incansável, embora não tivesse sido um rei propriamente sábio, Pirro foi considerado um dos melhores generais do seu tempo. Aníbal considerou-o o segundo melhor, depois de Alexandre Magno. Pirro era também conhecido por ser muito benevolente. Como general, as maiores fraquezas políticas de Pirro eram a falta de concentração e a tendência de esbanjar dinheiro: grande parte dos seus soldados eram dispendiosos mercenários.
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Seu nome tornou-se famoso pela expressão "Vitória de Pirro". Quando da vitória na Batalha de Ásculo, conseguida a custo elevado, foram-lhe dar os parabéns, diz-se que respondeu com as palavras: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido."
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Pirro escreveu ainda Memórias e vários livros sobre a arte da guerra. Os escritos perderam-se, mas sabe-se que foram usados por Aníbal e elogiados por Cícero.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
IMAGEM DO DIA - 22/02/2010
Elefantes de guerra caratgineses, sob o comando de Aníbal Barca, cruzando o Rio Ródano em direção ao território da Gália em 218 a.C..
OS COURACEIROS PRUSSIANOS E A CARGA DA MORTE
De acordo com os regulamentos da cavalaria prussiana de 1860, a altura necessária para o serviço nos couraceiros era, pelo menos, 1,70 m para os homens e 1,57 m para os cavalos. A título de comparação, a altura mínima dos homens para as unidades de dragões e ulhanos era 1,67 m; nos regimentos de hussardos os homens precisavam medir no mínimo 1,62 m. Os couraceiros e dragões recebiam seus cavalos de raça procedentes das regiões de Holstein, Magdeburg e Hanôver.
Na fase inicial da Batalha de Mars-la-Tour, em 16 de Agosto de 1870, uma brigada de cavalaria da Prússia, composta pelos 7º Regimento de Couraceiros de Magdeburgo e 16º Regimento de Ulhanos, executou um ataque contra a infantaria e a artilharia francesas que ficou conhecido como o todesritt (carga de morte). A infantaria francesa ameaçava atacar a ala esquerda prussiana perto de Vionville, colocando em risco o avanço do exército. Enquanto os reforços não se materializaram, o General Alvensleben ordenou ao general von Bredow que carregasse com a sua brigada, conscientemente sacrificando-a para deter o inimigo até que o auxílio chegasse. Von Bredow levou seus homens para a carga em linha, com os couraceiros sob o comando do Major Von Schmetow à esquerda e os ulhanos à direita, ao todo cerca de 700 homens. Sob o fogo dos canhões e da metralha, os prussianos romperam as linhas francesas e eliminaram sua infantaria e artilharia. Aproveitando o êxito obtido, a brigada atacou as tropas francesas atrás da primeira linha, mas foi surpreendida e repelida por uma divisão de cavalaria inimiga.
Menos de metade da brigada retornou da carga: 104 couraceiros e 90 ulhanos. A carga ocupou os franceses até o final do dia, e removeu a ameaça à ala esquerda prussiana.
O 7º Regimento de Couraceiros carregando contra bateria de canhões francesa em Mars-la-Tour. Menos da metade dos cavalarianos prussianos sobreviveu à carga.
Temendo novos ataques, os franceses trouxeram outra divisão de cavalaria, enquanto os prussianos usaram sua cavalaria para garantir a chegada dos reforços. Em Mars-la-Tour, 5.000 couraceiros franceses e Prussianos entraram em choque na maior batalha de cavalaria da guerra.











