Bonzo era o capitão do cruzador ARA General Belgrano, afundado pelo submarino nuclear britânico HMS Conqueror, em 1982
* 11/8/1932 - General Rodríguez, Argentina
+ 22/4/2009 - Buenos Aires, Argentina

Com a mesma ênfase que ele colocou para resgatar do esquecimento e colocar em seu lugar na história os 323 mortos no naufrágio do navio durante a Guerra das Malvinas, ele reiterou a seus parentes mais próximos nos últimos anos que não queria funeral público e que esperava que suas cinzas fossem espalhadas no mar.
O capitão Bonzo se aposentou da Marinha poucos meses após o fim da guerra com a Grã-Bretanha, Bonzo dedicou o resto de sua vida a manter o espírito daqueles que sobreviveram ao ataque do submarino de propulsão nuclear britânico HMS Conqueror e lembrar-se dos “heróis” mortos de 2 de maio de 1982. A Guerra das Malvinas foi um ponto de inflexão na sua carreira, que começou em 1947 quando entrou para a Academia Naval.
Nascido em 11 de agosto de 1932 em General Rodriguez, ele serviu em diferentes navios da Marinha, como os cruzadores ARA Argentina e ARA 9 de Julio, fragata ARA Sarandi, fragata ARA Libertad e o quebra-gelos ARA San Martin.
Foi o responsável pela División Avisos y del Comando Local de Control Operativo, adido naval no Brasil, comandante da Escuadrilla de Apoyo y Sostén e secretário-geral adjunto. O governo brasileiro concedeu-lhe a Medalha Mérito Tamandaré. Héctor Bonzo assumiu o comando do ARA Belgrano em dezembro de 1981.
Pouco depois de sua aposentadoria da atividade militar, Bonzo ajudou a organizar a Asociación Amigos del Crucero General Belgrano, a partir da qual ele manteve contato constante com a tripulação que sobreviveu e as famílias dos falecidos.
O cruzador ARA General Belgrano afunda após ter sido torpedeado pelo submarino HMS Conqueror
Em homenagem aos tripulantes do navio, ele escreveu o livro 1093 Tripulantes e deixou pendente para editar La Historia del Crucero General Belgrano.
Em entrevistas dadas ao jornal La Nacion e a outros meios de comunicação, foi contundente quando se referia ao papel de Belgrano na guerra. “Eu não gosto quando se fala sobre o Belgrano como crime de guerra. Se eu tivesse avistado um navio britânico, não tenha dúvida de que eu teria atacado. Não éramos um alvo inofensivo. O Belgrano tinha 15 canhões de 152 mm e mísseis”.
Nos últimos anos de vida, Bonzo teve problemas de saúde. Assim, não pôde participar, em março de 2003, da expedição realizada pela National Geographic para tentar localizar o ARA General Belgrano no fundo do mar.
Fonte: La Nacion
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