"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



quarta-feira, 10 de junho de 2015

REPARANDO UMA INJUSTIÇA - A TRÁGICA HISTÓRIA DO CAPITÃO CHARLES McVAY

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O cruzador USS Indianapolis (CA-35) meses antes de ser afundado no Oceano Pacífico


Na fria manhã de 6 de novembro de 1968, o barulho de um tiro ecoou na pequena cidade de Litchfield, Connecticut.  Estendido no gramado do jardim de sua casa estava o corpo sem vida do contra-almirante Charles McVay III, veterano da 2ª Guerra Mundial, de 70 anos de idade, e comandante do cruzador pesado USS Indianapolis, por ocasião de seu afundamento em 1944.  Em uma mão estava um revólver e, na outra, um pequeno marinheiro de brinquedo, que havia ganhado de presente de seu pai, muitos anos antes.  O almirante tirara sua própria vida.


Uma vida na Marinha

Charles Butler McVay III nasceu em Ephrata, Pennsylvania, no dia 30 de julho de 1898, em uma família de forte tradição naval.  Seu pai, Charles Butler McVay Jr. era o comandante do tênder  USS Yankton durante o cruzeiro de circunavegação da Grande Esquadra Branca (1907-1909), serviu como almirante durante a 1ª Guerra Mundial e foi comandante-em-chefe da Esquadra Asiática, no início da década de 1930.  Charles III graduou-se na Academia Naval de Anápolis em 1920.  Antes de assumir o comando do USS Indianapolis (CA-35), em novembro de 1944, o Capitão McVay serviu como oficial de inteligência na Junta dos Chefes de Estado-Maior, em Washington.  No princípio da 2ª Guerra Mundial, foi agraciado com a medalha Silver Star, por sua coragem sob fogo.

Já no comando do cruzador USS Indianapolis, liderou seu navio na invasão de Iwo Jima e no bombardeio naval contra Okinawa, na primavera de 1945, durante a qual o Indianapolis abateu sete aviões japoneses, antes de ser atingido por um ataque kamikaze, em 31 de março.  Na oportunidade, a tripulação sofreu severas baixas, inclusive 13 mortos, e o navio foi avariado com gravidade.  Apesar disso, McVay conseguiu levar o navio em segurança até o estaleiro de Mare Island, na Califórnia, para ser reparado.

Capitão Charles Butler McVay III, o desafortunado comandante do USS Indianapolis

Mais tarde, já recuperado, o USS Indianapolis recebeu ordens para transportar para o arquipélago de Tinian partes das bombas atômicas que, mais tarde, seriam lançadas contra Hiroshima e Nagasaki.  Depois de entregar sua carga secreta no destino, o navio partiu na direção de Leyte, nas Filipinas, onde receberia nova missão.

Nas primeiras horas da manhã de 30 de julho de 1945, o Indianapolis foi atacado pelo submarino japonês I-58, comandado pelo tenente-comandante Mochitsura Hashimoto. O comandante Hashimoto disparou seis torpedos, dois dos quais atingiram o cruzador.  O primeiro impacto arrancou cerca de 40 pés da quilha do navio e o segundo atingiu a meia-nau, abaixo da linha d´água.  O Indianapolis adernou 15° imediatamente e afundou em 12 minutos.  De uma tripulação de 1.196 homens, 879 morreram, sendo este o pior desastre no mar da Marinha dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial.


Resgate tardio

Cerca de 300 dos 1.196 homens perderam a vida no momento do ataque e quando o navio afundou.  O restante da tripulação, mais de 880 homens, permaneceu boiando no mar, sem botes salva-vidas, até que o resgate fosse completado quatro dias mais tarde (100 horas).

Devido ao protocolo da Marinha para salvaguardas as missões secretas, o navio não foi classificado como “atrasado” quando não chegou ao porto na data prevista, e o resgate somente teve início quando um voo de patrulha de rotina localizou os sobreviventes flutuando na imensidão do oceano. Tornou-se parte do folclore afirmar que a maioria das mortos nesses quatro dias foram provocadas por ataques de tubarões, mas, embora estes tenham ocorrido, as maiores causas de mortes foram os ferimentos recebidos no ataque, a desidratação, a exaustão e a ingestão de água salgada. 

Local onde o USS Indianapolis foi afundado


Quando foi atingido, o Indianapolis navegava a uma velocidade de 15 nós, o mar estava calmo, mas a visibilidade era limitada. Quando o cruzador não chegou a Leyte no dia 31, conforme estava previsto, nenhum alerta foi emitido em função do atraso. A omissão foi oficialmente classificada como “um mal-entendido do Sistema de Relatórios de Movimento”.


Controvérsias

McVay foi ferido, mas sobreviveu e estava entre os resgatados. Ele pediu repetidamente explicações à Marinha por ter demorado quase cinco dias para resgatar seus homens, mas nunca recebeu uma resposta. Mais tarde, a Marinha alegou que as mensagens SOS nunca foram recebidas porque o navio estava operando sob silêncio rádio. Registros desclassificados posteriormente, no entanto, mostram que três mensagens SOS foram recebidas separadamente, mas nenhuma foi considerada, pois os analistas acreditaram se tratar de um ardil japonês.

Sobreviventes do USS Indianapolis recolhidos por um destróier norte-americano: com a demora no resgate, mais de 500 homens que haviam sobrevivido ao ataque perderam suas vidas


Houve muita controvérsia sobre o incidente. Em novembro de 1945, McVay foi submetido à corte marcial e condenado por "arriscando seu navio ao não navegar em ziguezague." Hashimoto, o comandante do submarino japonês que tinha afundado o Indianapolis, em seus registros, descreveu a visibilidade na ocasião como baixa. Especialistas em submarinos americanos testemunharam que "ziguezague" era uma técnica de valor insignificante para iludir submarinos inimigos. Hashimoto também testemunhou confirmando essa impressão. Apesar desse testemunho, a decisão oficial foi de que a visibilidade era boa, e o tribunal considerou McVay responsável por falhar ao não navegar em ziguezague.

Um ponto adicional da controvérsia são as evidências de que os almirantes da Marinha dos Estados Unidos foram os principais responsáveis pela colocação do navio em perigo. Por exemplo, o Capitão McVay solicitou uma escolta para o Indianapolis, mas seu pedido foi negado porque a prioridade para os destróieres, na época, era escoltar transportes para Okinawa e resgatar pilotos de B-29 abatidos por ocasião de seus reides contra o Japão. Além disso, o comando naval assumiu que a rota de McVay seria segura nesse estágio da guerra. Muitos navios, incluindo a maioria dos destróieres, foram equipados com equipamento de detecção de submarinos, mas o Indianapolis não foi assim equipado, o que torna a decisão de recusar o pedido de McVay para uma escolta como um erro trágico.

Durante a corte marcial a que foi submetido, o Capitão McVay (ao centro) demonstra, com o auxílio de uma maquete,  os locais de impacto dos torpedos


Em 24 de julho de 1945, apenas seis dias antes do naufrágio do Indianapolis, o destróier USS Underhill tinha sido atacado e afundado na área por submarinos japoneses. No entanto McVay não foi informado deste evento e vários outros, em parte devido a questões de inteligência classificada. McVay foi avisado da presença potencial de submarinos japoneses, mas não da real atividade confirmada.


A última vítima do Indianapolis

O Almirante Chester Nimitz, comandante-em-chefe da Marinha dos EUA, revogou a sentença de McVay e reintegrou-o ao serviço ativo. McVay se aposentou em 1949 no posto de contra-almirante.

Enquanto muitos dos sobreviventes do Indianapolis afirmavam que McVay não era o culpado pelo afundamento, as famílias de alguns dos homens que morreram pensavam o contrário:

- "Feliz Natal! O feriado de nossa família seria muito mais alegre se você não tivesse matado meu filho", dizia uma das correspondências recebidas, com frequência, por McVay. 

A culpa que foi colocada sobre seus ombros foi crescendo, até que ele se suicidou em 1968, usando seu revólver da Marinha. McVay foi encontrado em seu gramado, na frente de casa, com um marinheiro de brinquedo que havia sido presenteado por seu pai em uma das mãos. McVay tinha 70 anos. No dia do afundamento do Indianápolis, ele comemorava o seu 47º aniversário.


Reparando uma injustiça - Isentado da culpa

Os sobreviventes do USS Indianapolis se organizaram, e, durante muitos anos, passaram a tentar limpar o nome de seu capitão. Muitas pessoas, desde seu filho Charles McVay IV (1925-2012), o autor Dan Kurzman, que relatou o incidente do Indianapolis na crônica Fatal Voyage, e membros do Congresso, que acreditavam ter o Capitão McVay sido injustamente condenado. Paul Murphy, presidente da Organização dos Sobreviventes do USS Indianapolis, afirmou que "a corte marcial do capitão McVay era simplesmente para desviar a atenção da terrível perda de vidas causada por erros de procedimentos, que não alertaram ninguém sobre a falta do navio."

A notícia do afundamento do USS Indianapolis foi publicada na imprensa dos EUA no mesmo dia em que foi anunciada a rendição do Japão


Mais de 50 anos após o incidente, um estudante de 12 anos de idade, de Pensacola-Flórida, Hunter Scott, foi fundamental na sensibilização para corrigir a injustiça feita com o capitão na corte marcial. Como parte de um projeto escolar para o programa de Dia da História Nacional, o jovem entrevistou cerca de 150 sobreviventes do naufrágio do Indianapolis e avaliou 800 documentos. Seu depoimento perante o Congresso dos Estados Unidos atraiu a atenção nacional para a situação.

Em outubro de 2000, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma resolução na qual que os assentamentos do capitão McVay deviam constar que "ele é isentado pela perda do USS Indianapolis." O presidente Clinton também assinou a resolução. A resolução observou que, embora várias centenas de navios da Marinha dos EUA tivessem sido perdidos em combate na 2ª Guerra Mundial, McVay foi o único capitão a ser submetido à corte marcial para o naufrágio de seu navio.

Em julho de 2001, o Secretário da Marinha Gordon R. England ordenou a retificação dos assentamentos de McVay inocentado-o de todas as acusações pela perda do cruzador.






39 comentários:

  1. Ótimo texto professor, é triste saber que um homem que foi um herói, passou o resto de sua vida depois da guerra sendo acusado pela morte de tantos marinheiros ao ponto de um dia desistir de viver e se suicidar. E o pior de tudo é que mesmo com toda a retratação da imagem que o presidente Clinton fez por ele, e com os esclarecimentos dos fatos vindo a tona, não da para mudar o passado, não da pra trazer de volta a vida do capitão McVay, não há como apagar a história. Acusar injustamente um homem é pior do que matar-lhe.

    www.vestigiodelivros.com.br

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  2. Olá, acabei de assistir o filme "Homens de coragem", estrelado por Nicholas Cage, sobre o capitão McVay. Fiquei abismado com a sua condenação na corte marcial e vim buscar informações. Achei esse blog, que acabou esclarecendo os fatos para mim. Parabéns!

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  3. Vi o filme é estou pesquisando sobre esse homem. Boa matéria.

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  4. Boa noite. Também acabei de ver o filme é bom aqui procurando sobre notícias deste homem. Grande injustiça

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  5. Essa é apenas mais uma das inúmeras histórias que até hoje estão sendo escritas por aqueles que fazem da guerra um meio de se promoverem politicamente, usando pessoas para destruírem pessoas que nunca se conheceram, e em nome de uma pátria que se quer vai lhe dar atenção quando voltarem de uma guerra, lançam suas vidas em nome daquilo que nossos governantes chamam de paz.

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  6. O filme foi excelente, foi um absurdo o que fizeram com esse homem, já não bastava todo o seu sofrimento em alto mar. Infelizmente o poder, na maioria das vezes, está nas mãos de quem não merece, como os "patriotas" que usaram este homem como culpa para o naufrágio e para as mortes. Ser poderoso requer responsabilidade e dignidade.

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  7. depois de morto tinham que reparar quando ele estava vivo

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  8. Sem sombra de dúvidas o mesmo era inocente!!!! escapou de morrer em vários combates,escapou de morrer no ato do naufrágio,escapou de morrer dos tubarões....escapou do resgate..mas,nao escapou do sistema político.... infelizmente a política em nome do sistema tem matado sumariamente inúmeras pessoas no mundo....a começar em nosso solo Brasileiro...

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  9. Eu assisti o filme é busquei mais informações, realmente mostra o quanto o governo americano age destrutivamente sobre qualquer nação de acordo com seus interesses. Mas o que mais me deixou consternado foi que um herói de guerra, americano de berço e com uma carreira exemplar, foi jogado ao poço, na lama, sem a menor chance de defesa, pagando sobre um determinação erronea do alto escalão militar, arranhando a imagem de forma proposital de um pessoa do bem que mesmo sendo capitão está ali apenas cumprindo ordens, e fez ele carregar um fardo absurdo pelo restante da vida dele, é chocante esse filme.

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  10. Ótima Matéria, a Segunda Guerra Mundial é repleta de histórias de dor, sofrimento, heroísmos e também de injustiças. Resgatar essas histórias é honrar a memória de espíritos valorosos que se sacrificaram e suportaram situações inimagináveis em nome do dever, do ideal ou da própria honra. Parabéns Professor!

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  11. Sou mais u.a que acabou de assistir ao filme e vim parar aqui. Obrigado, suas explicacoes foram otimas. Infelizmente o filme foi pessimo.
    Ator principal (Nicolas Cage) pessimo, nao consegue passar os sentimentos, principalmente no encontro com Comandante do Submarino japones.
    Efeitos "especiais" e computacao grafica lamentavel. Navio navegando sem onda, torpedos pareciam misseis Tomahawk de tao rapidos, agua verde, hora marrom. Lembrando que so ficamos sabendo sobre a mancha de oleo (preta), com o radio do piloto,.. Acho que os progrqmas do History Channel sao mais caprichados.
    Por ultimo, sem fotografia, sem sonoplastia, sem trilha sonora, roteiro.. E sem Direcao.
    Faltou um Mel Gibson, Spielberg ou Clint Eastwood.. Uma pena.

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    1. Muito obrigado, pelo blogs e as informações. Parabéns!!

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  12. boa noite, o filme foi bom mas as afirmações do final não foram claras, seu estudo ajudou a mim e minha esposa entender o que aconteceu com o capitão, parabens belo trabalho

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  13. A política é a pior coisa que existe na terra. Transforma homens em monstros e os retira a única coisa capaz de manter o equilíbrio em sociedade...a consciência.

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  14. Assim como o Cézar Rodrigues, seu trabalho me ajudou a entender melhor a história do capitão.
    Obrigado e parabéns

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  15. Boa noite.
    Assim como o Cézar Rodrigues, seu trabalho foi muito importante para esclarecer o que o filme deixa duvidoso.
    Obrigado

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  16. Feliz em encontrar tantas pessoas como eu, que após descobrir uma biografia interessante e reflexiva, busca novas fontes de informação e conhecimento. Excelente texto, claro, objetivo. Interessante que UM ADOLESCENTE conseguiu "quebrar" erros cometidos por diversos homens. E uau, que capacidade desse teen ... entrevistou tantas pessoas, leu tantos relatórios, fico surpresa essa ação investigativa partir de um garoto tão novo.

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  17. Assistir o filme duas vezes muito bom excelente historia..

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  18. Como sempre , em todo mundo, prevalece a política suja e nesse episódio não foi diferente.Os políticos sujos tinham que ter um bode expiatório e determinaram que seria o Comandante.

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  19. Assisti ao filme ontem. Já sabia sobre a fama do navio de ter o recorde de ataques de tubarão. Pela informação que tive (errada), um Kaiten disparado pelo último submarino japonês em atividade teria sido responsável pelo afundamento. O filme e o blog esclareceram toda a história. Concordo bastante com o comentário do Leo Cunha. Hollywood faz filmes como se aviões e navios se movimentassem como em um videogame. Torpedos parecem foguetes e aviões voam com o dobro da velocidade real. Sempre lembro que Ernest Udet, piloto de caça da esquadrilha do Barão Vermelho, recusou fazer um filme em Hollywood sobre o Barão depois do final da Primeira Grande Guerra, dizendo que Richthoffen não era assunto para Hollywood. Não se pode brincar com a Guerra e transformar eventos tão sérios em filme banal caça-níqueis. Não se brinca com a Segunda Guerra, onde morreram mais de 50 milhões. Me recusei a ver o filme Bastardos Inglórios. Não se brinca com 50 milhões de mortos. Tive a oportunidade de visitar os locais onde o Brasil combateu no norte da Itália. 70 anos depois, a população não esqueceu o que aconteceu. Quem viveu aquilo, não brinca. Se você for lá e ficarem sabendo que você é brasileiro, será recebido como rei. Procurem saber porque os italianos são tão agradecidos aos soldados da Força Expedicionária Brasileira.

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  20. Triste sina do capitão Mcvay, de herói condecorado a pária, mais por injustiça e para "culpar" alguém pela perda do cruzador de batalha, almirantes incompetentes querendo se livrar da culpa ou melhor tentando varrer sua sujeira para debaixo do tapete procuraram um bode expiatório, um fardo grande demais para um homem e não suportando mais essa culpa se suicidou, lembra-me do rei Davi que mandou seu amigo e general para frente mais dura de batalha para assim ter certeza que não escaparia para desposar a esposa do seu amigo e general...

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  21. Acabei de assistir o filme. A conclusão que chego é que fatos e histórias como esta, sempre devem ser relembradas, seja em livros, filmes ou informações pela internet. Isso para que tragédias como esta possam ser evitadas pelas gerações futuras. Achei excepcional o fato de um estudante levantar informações sobre este ocorrido, fazendo com que, anos depois, o presidente Clinton assinasse a resolução isentando o almirante de culpa e posteriormente sendo declarado inocente. Concluo meu texto afirmando que só teremos um país justo, honesto e que nos dê orgulho, investindo massissamente em EDUCAÇÃO e bem estar da população, para que um dia, quem sabe, possa surgir um estudante que através da história possa trazer a tona fatos que possam reparar tantas injustiças que ocorrem neste nosso país.

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  22. O CAPIÃO ERROU GENTE.A VISIBILIDADE ESTAVA BAIXA SE ESTIVESSE EM ZIGUE-ZAGUE TERIA DIFICULTADO A MIRA DOS JAPONESES E TERIA MAIS CHANCE DE ESCAPAR DOS TORPEDOS

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  23. o capitão errou .se ele tivesse navegando em zigue-zague ele dificultaria o alvo dos japoneses

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    1. Voce realmente leu o texto? O oficial japones.esta proximo ao navio, o navio nao tinha sonar, foram disparados seis torpedos sendo que dois atingiram o navio em pontos vitais. Para finalizar os especialistas da USS Navy e o oficial japones disseram que nao tinha como evitar o afundamento. Me diga entao genio naval , qual era a saida? Submergir ou levantar voo?

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  24. sobre o ocorrido não se apaga o destino de ninguém, uma vez de ecoamos uma palavra ou sentença nos tornamos reféns dela...é preciso profundo conhecimento para se pronunciar dos comando de homens..sem dúvida foi uma grande perda este ser-humano "Cap. Macvay" passou depois de ter sofrido e passo por toda drama no oceano pacifico..alas o filme é realmente muito bom.

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  25. Parabéns... assisti ao filme e procurei informações sobre o capitão mcvay...muito esclarecedor... É uma pena mas no meio militar isso é corriqueiro... chama-se cruzeta.

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  26. Parabéns... assisti ao filme agora e fui a procura de informações sobre o capitão Mcvay... infelizmente isso é corriqueiro no ambiente militar, chama-se cruzeta...

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  27. Na minha opinião o capitão teve uma parcela de culpa poi se o mesmo tivesse optado em navegar em zig-zag segundo as normas de segurança da marinha, teria dificultado o alvo do submarino japones.O navio teria meno chance de ser torpedeado

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  28. só não entendi como o comandande do submarino japones apareceu no julgamento do comandante mcvay.

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  29. "Homens de coragem" e essa matéria, nossa, um grande detalhe com muita bravura e heroísmo por parte da tripulação do USS Indianapolis e seu capitão MacVay que ficou ofuscado com a vitoria na guerra. Uma historia triste, cheia de injustiça e sofrimento eterno.

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  30. Meu Caríssimo Carlos Daroz, parabéns pelo excelente artigo sobre o USS INDIANOPOLIS, elucidativo, permite entender o fato obscuro do passado como a sinalizar uma lição para o presente, para que em nome de uma missão não se tome decisões capazes de expor a vida de tantos homens. Salvio - Niterói-RJ

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  31. Parabéns pela matéria esclarecedora.Foi bem mais elucidativa que a parte final do filme. Acho que eles pegaram leve no filme para não mostrar claramente os verdadeiros culpados
    Hilton (São Paulo-capital)

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  32. Parabéns pela matéria esclarecedora.Foi bem mais elucidativa que a parte final do filme. Acho que eles pegaram leve no filme para não mostrar claramente os verdadeiros culpados

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  33. Pagou um preço alto, pela segurança de muitos, mas a missão foi cumprida à contento! Parabéns pela publicação!

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  34. Assisti o filme e resolvi pesquisar mais sobre o fato, muito esclarecedora essa matéria.

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