"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sábado, 15 de agosto de 2009

ZUIKAKU - UMA HISTÓRIA DE HEROÍSMO E SACRIFÍCIO



Observe bem a fotografia acima ... observe os detalhes. O porta-aviões japonês Zuikaku aderna no Cabo Engaño, ao norte de Luzon nas Filipinas. Enquanto afunda, em seus últimos momentos, 843 marinheiros permanecem no convoo e prestam a continência enquanto a bandeira do Japão é arriada.
Um pouco de sua história ...

O Zuikaku participou das principais batalhas navais da Guerra do Pacífico durante a 2ª Guerra Mundial, do ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941 à Batalha do Golfo de Leyte em outubro de 1944, onde foi afundado por aviões norte-americanos ao largo do Cabo Engaño, durante a batalha do mesmo nome, nas Filipinas.

Com 29.800 toneladas de deslocamento, comprimento de 257,5 m e capacidade para 84 aviões embarcados, o Zuikaku foi um do seis porta-aviões japoneses que participaram do ataque a Pearl Harbor, dando início às hostilidades no Oceano Pacífico. Partindo do mar interior do Japão com 69 aviões a bordo em 26 de novembro de 1941, ajudou na destruição da frota de encouraçados e cruzadores dos Estados Unidos no Havaí, provocando a entrada dos norte-americanos na guerra em curso.

Após Pearl Harbor o Zuikaku cumpriu um papel de liderança nos ataques a Rabaul na Nova Guiné e contra as bases navais britânicas de Colombo e Trincomalee no Oceano Índico, onde seus aviões afundaram o porta-aviões britânico HMS Hermes, no começo de 1942. No mês de maio participou da esquadra de ataque a Port Moresby, que abriria caminho para a invasão da Austrália, onde um grande enfrentamento entre aviões de ambos os lados em luta causou seu retorno ao Japão com apenas metade de suas aeronaves, para rearmamento e treinamento de novas tripulações, o que o impediu e aos outros porta-aviões avariados nesta batalha de participar da Batalha de Midway, no mês seguinte.

No segundo semestre de 1942, fez parte da frota que investiu contra a esquadra americana na Batalha das Ilhas Salomão – durante a luta por Guadalcanal – e na Batalha das Ilhas Santa Cruz, onde seu aviões afundaram o porta-aviões USS Hornet e infligiram sério dano ao USS Enterprise, obrigado a se retirar do teatro do Pacífico para reparos por grande período do restante da guerra.

Em 1943, após cobrir a evacuação dos soldados japoneses de Guadalcanal, perdida para os americanos, foi baseado na ilha Truk e operou contra os Aliados nas Ilhas Marshall.

Em 1944, baseado em Cingapura, o Zuikaku foi enviado com outros porta-aviões para tentar impedir o desembarque norte-americano nas Ilhas Marianas. Em junho deste ano, durante a Batalha do Mar das Filipinas, em que os japoneses perderam mais de 600 aviões, nova derrota da esquadra japonesa causaria o afundamento dos porta-aviões Shokaku e Taiho, deixando o Zuikaku como o único remanescente dos seis porta-aviões que participaram do ataque a Pearl Harbor em 1941.

Finalmente, o veterano sobrevivente de tantos combates foi enviado para missão da qual não voltaria. Em novembro de 1944, como navio-capitânea da esquadra combinada sob o comando do Almirante Jisaburo Ozawa, o Zuikaku fez parte da flotilha de porta-aviões que participou da Batalha do Golfo de Leyte.


Porta-aviões Zuikaku em sua configuração de 1944 


Enviada em uma missão de sacrifício quase sem armamento e um número pequeno de aviões, no intuito de chamar para si o ataque da aviação americana, para permitir que outras esquadras de navios de batalha pudessem ao mesmo tempo destruir os navios americanos em Leyte, deixados sem cobertura aérea, a frota diversionista de Ozawa, tendo a frente o Zuikaku, entrou em combate com os aviões inimigos 300 km a leste do Cabo Engaño, no extremo norte da ilha de Luzon, nas Filipinas.

Sob pesado ataque e atingido por sete torpedos e nove bombas, o Zuikaku começou a adernar para bombordo e a tripulação recebeu ordem para abandoná-lo, após ser feita a transferência do almirante Ozawa e da bandeira de nau capitânea para outra belonave.

Virando sobre si mesmo ainda repleto de tripulantes em seu convés inclinado e quase na linha d’água, o Zuikaku afundou às 14:14 de 24 de outubro de 1944, levando consigo seu capitão, Kaizuka Takeo e mais 842 marinheiros e oficiais.

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5 comentários:

  1. um glorioso porta aviões,participando da primeira batalha entre porta aviões e também da maior batalha naval da história,teve um fim tragico,mas uma lenda prescisa morrer para se tornar uma e esse é o caso do zuikaku

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  2. A marinha japonesa foi aniquilada pelos americanos. Os japoneses foram os bandidos da guerra ,portanto não tiveram glória nenhuma. Perderam feio.

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    1. mocinhos e bandidos, creio que isso não seria um termo apropriado para aqueles que morreram e viveram as sangrentas batalhas do pacífico, é enigmática ver todos aqueles marinheiros e seu comandante ainda vivos esperando gloriosamente a morte que seus sacrifício era uma honra para o obstinado marinheiro da marinha imperial japonês sacrificarem por seu Imperador, para estes a covardia não fazia parte de seu código de conduta!!

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  3. Mediante uma ordem o soldado japonês tinha duas opções: cumpri-la ou morre tentando

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