"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sexta-feira, 1 de abril de 2011

PENSAMENTO MILITAR

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"A força, às vezes, impede a agressão; a fraqueza, no entanto, é um convite a ela."

Henry Wallace, vice-presidente dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial




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segunda-feira, 28 de março de 2011

IMAGEM DO DIA - 28/03/2011

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Durante a Guerra do Vietnã, patrulha norte-americana passa ao lado de helicóptero abatido em um arrozal.

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O SISTEMA MILITAR PERSA

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Desde o século VIII a.C., os medos tinham constituído um reino e possuíam um exército ágil e organizado. Valendo-se disso, submeteram os outros povos iranianos, inclusive os persas, cobrando-lhes tributos. Essa situação prolongou-se até 550 a.C., em que o príncipe Ciro, o Grande, liderou uma rebelião contra os medos e sai vitorioso. Com o objetivo de obter riquezas e resolver problemas causados pelo aumento da população e pela baixa produção agrícola local, Ciro, o Grande, deu início ao expansionismo persa. Em poucos anos, o exército persa apoderou-se de uma imensa área. Ciro tornou-se, então, o imperador do Oriente Antigo.

Dario I dividiu o Império Persa em províncias e nomeou administradores de sua confiança. No Império, as comunicações, o comércio e o deslocamento de tropas eram facilitados por grandes estradas. Dario e Xerxes foram derrotados ao tentarem conquistar a Grécia. Essas derrotas, somadas às rebeliões dos povos dominados e às disputas pelo poder, enfraqueceram o Império Persa, que foi conquistado por Alexandre da Macedônia em 330 a.C.

O controle exercido pelos persas sobre um império vastíssimo permitiu-lhes levar a campo exércitos excepcionalmente numerosos segundo os padrões do mundo antigo. Heródoto afirma em seus escritos que mais de um milhão de soldados tomaram parte na invasão da Grécia em 480 a.C. É uma cifra exagerada, mas os persas poderiam facilmente reunir um exército com mais de 100.000 homens, recrutando-os nas vinte províncias de seu império.

Arqueiros persas em um relevo.  É possível observar que estão armados com arcos compostos e lanças


Os soldados de melhor qualidade eram os da própria Pérsia e os das tribos guerreiras dos citas, oriundos do norte. A infantaria persa empunhava poderosos arcos compostos, manufaturados de camadas de madeira e chifre animal, e portava lanças e escudos leves. O escudo podia ser apoiado contra a lança para criar uma barricada em pequena escala.

Como preparação para os ataques, os arqueiros disparavam suas flechas contra as formações inimigas. Ao mesmo tempo, arqueiros montados da Cítia circundavam os flancos e a retaguarda do inimigo. Quando o exército oponente já tinha sido suficientemente abalado pelos arqueiros, a infantaria brandia suas lanças e escudos e unia-se à cavalaria, armada de lanças curtas, investindo contra o inimigo em um assalto final.

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domingo, 20 de março de 2011

A POLÊMICA DA BOMBA ATÔMICA ALEMÃ

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Tal tese poderia revolucionar a história: físicos alemães a serviço de Hitler teriam fabricado e testado com sucesso uma bomba atômica antes mesmo dos americanos. É o que argumenta Rainer Karlsch em seu livro "A bomba de Hitler". Mídia e especialistas questionam sua veracidade.



Se comprovada, a tese do historiador alemão Rainer Karlsch poderia mudar a história do século 20: Hitler teria desenvolvido e testado armas atômicas pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas especialistas questionam se as informações do livro A Bomba de Hitler, lançado em Berlim, não passam de uma tese.

Tanto historiadores quanto físicos se recusam a aceitar a tese de Karlsch. Mesmo que muitos deles reconheçam em sua obra dados interessantes e até então desconhecidos, faltariam provas à maioria deles.

A mídia tampouco se deixou levar pelos argumentos de Karlsch, insinuando que a "sensação" prometida abuse do contexto histórico do aniversário de 60 anos do final da guerra. Seus títulos foram categóricos: "Não existiu uma bomba atômica alemã", escreveu o Berliner Zeitung; "Falta a prova final", acusou o Süddeutsche Zeitung.

Karlsch garante: "Cientistas alemães conseguiram liberar energia nuclear na primavera de 1944, nove meses antes dos americanos". Pesquisadores de Hilter teriam criado uma "minibomba atômica", que teria sido inclusive testada com sucesso em março de 1945 no Estado alemão da Turíngia, próximo ao campo de concentração de Buchenwald, custando a vida de cerca de 500 prisioneiros.

Mas a bomba de Hitler não teria a potência das de Hiroshima ou Nagasaki. Por isso, o autor preferiu falar em "granadas atômicas, que não se podeM menosprezar".

Rainer Karlsch no lançamento de seu polêmico livro


Crítica admite méritos

Mas para Dieter Hoffmann, pesquisador de História da Ciência do Instituto Max Planck de Berlim, Karlsch não é um mero charlatão. "Ele contribui com elementos importantes para a ciência e, devido à sua tenacidade, foi o primeiro a ter acesso aos arquivos russos", disse.

No entanto, Hoffmann questiona a tese central do livro. "A fissão do urânio foi descoberta na Alemanha. Agora, que a primeira bomba atômica tenha sido detonada lá nos anos 40, me parece pouco digno de crédito."

Segundo ele, outro mérito de Karlsch teria sido a atenção dada a outros grupos de pesquisa que se empenharam no desenvolvimento de armas militares. Até hoje, pesquisadores ocupados em investigar a pesquisa nuclear no período nazista se concentraram nos trabalhos do grupo de cientistas ligados ao físico Werner Heisenberg, que dizia que Hitler estava muito longe de possuir a bomba.

Karlsch argumenta que esta tarefa talvez estivesse a cargo de um grupo menor e menos conhecido. "O grupo em torno de Kurt Diebner parece ter estado mais próximo do que até então se acreditava", admite Hoffmann.


Reator em Berlim é novidade

Gerhard Fußmann, físico da Universidade Humboldt de Berlim, tampouco se deixou convencer. "Nada se sabe sobre a constituição da bomba testada pelos nazistas na Turíngia. Só existem depoimentos de leigos e especulações baseadas em documentos históricos", alerta.

Ele, porém, admite que o livro surpreende em diversos pontos. "Para mim, é novidade que existia um reator nuclear ao sul de Berlim", acrescenta. Análises do solo comprovam que lá foi realizada fissão de urânio, o que, segundo ele, mostra que os nazistas possuíam mais material e conhecimento técnico do que se acreditava até então.

As análises indicam que eles conseguiram produzir urânio 235 enriquecido a 10%, ao menos em pequenas quantidades", disse Fussmann. Mas, para fabricar uma bomba como a de Hiroshima, por exemplo, é necessário um enriquecimento a 80%.

Além do mais, os russos, que confiscaram os relatórios da pesquisa nazista sobre armas atômicas em 1945, ficaram curiosos a respeito dos resultados obtidos, mas de forma alguma prescindiam dos mesmos. "E lá havia mais de 10 mil páginas de material de espionagem só sobre a pesquisa nuclear americana", argumenta Fussmann. Ao que parece, a história da Guerra Fria não deverá ser modificada.

Fonte: DW
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PENSAMENTO MILITAR


“Um exército de cervos comandado por um leão é muito mais temível que um exército de leões comandado por um cervo. ”

Plutarco, filósofo grego

sábado, 12 de março de 2011

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - GEORG VON FRUNDSBERG


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*  23/09/1473

+  20/08/1528


Georg von Frundsberg foi um cavaleiro e chefe lansquenete alemão do Sacro Império Romano-Germânico durante a dinastia austríaca dos Habsburgos. Frundsberg era filho de Ulrich von Frundsberg e sua esposa Barbara von Rechberg em Mindelheim, numa velha linhagem de cavaleiros tiroleses que se instalaram na Suábia Superior.

Lutou a serviço do Imperador do Sacro Império Maximiliano I, contra a Suíça durante a Guerra da Suábia de 1499 e, no mesmo ano, integrou as tropas Imperiais enviadas para ajudar Ludovico Sforza, Duque de Milão, contra os franceses. Ainda servindo a Maximiliano, tomou parte em 1504 na guerra pela sucessão do ducado da Bavaria-Landshut, lutando contra os Condes Pfalz, Philipp e Ruprecht. Distinguiu-se durante a batalha de Regensburgo. Maximiliano pessoalmente distinguiu-o com o título de cavaleiro. Mais tarde, lutou também nos Países Baixos.

Convencido da necessidade de um corpo nativo de infantaria treinado, Frundsberg auxiliou Maximiliano na organização dos Lansquenetes. Um ano depois foi feito comandante dos lansquenetes nos países mais ao sul. Depois disso, Frundsberg teve uma vida de guerras ininterruptas, em campanhas pelo Império ou pelos Habsburgos. Em 1509, tornou-se "Capitão de Campo Superior" do Regimento Lansquenete (força de ocupação) e participou da guerra contra a República de Veneza, ganhando fama para si e seus homens, após defender a cidade de Verona contra numerosos ataques.

Depois de curta visita à Alemanha, retornou para a península italiana onde, entre 1513 e 1514 conquistou os louros da vitória por suas lutas contra franceses e venezianos. A paz sendo celebrada, retornou ao seu país à frente da infantaria da Liga da Suábia, que auxiliou Ulrich, duque de Württemberg, a recuperar seus domínios em 1519.

Durante a Dieta de Worms em 1521, proferiu palavras de encorajamento a Martinho Lutero e, durante a Guerra Italiana de 1521-1526, Frundsberg ajudou a comandar o Exército Imperial através da Picardia. Quando o rei Francisco I da França apareceu no campo de batalha com a força de aproximadamente quarenta mil homens, a retirada estratégica de Carlos V salvou-lhe a vida. Frundsberg considerou esta retirada em Valenciennes como "a maior sorte e a mais apropriada medida durante a guerra".

Soldado mercenário lansquenete

Depois de terminada a campanha da França, em 1522, Frundsberg resignou-se do comando dos lansquenetes, mas foi reconduzido na marcha de seis mil homens até o norte da Itália, numa dura travessia pela neve alta pelos Alpes Italianos, até a batalha de Bicocca, próximo a Milão, em abril. Mercenários suíços a pé lutaram ao seu lado no front. A vitória imperial em Bicocca permitiu a recuperação do domínio de Carlos V sobre Gênova e Milão, e também da maior parte da Lombardia.

Em 1525, após um breve descanso em Mindelheim, como "Maior Capitão de Campo" da Nação Alemã (tendo doze mil homens e vinte e nove porta-bandeiras), foi novamente enviado á Itália do norte para socorrer Pavia e o Ducado de Milão. Apesar do reforço de seis mil homens, dos quais alguns espanhóis, enfrentou na batalha um inimigo duas vezes mais numeroso e sagrou-se vencedor, na batalha de Pavia. Esta foi sua mais famosa vitória - coroada com a captura do próprio Rei de França, que foi então mantido prisioneiro.

Apenas um ano mais tarde, quando a guerra na Itália foi renovada, recebeu um chamado de auxílio das tropas imperiais na Lombardia, para decidir a guerra. Obteve então 36 mil táleres alemães para organizar um novo exército, quantia que era insuficiente. Durante sua permanência em Mindelheim, Frundsberg pediu dinheiro emprestado, vendeu a prataria da casa e jóias da esposa, a fim de adquirir os fundos restantes para organizar suas tropas. Em menos de três semanas reuniu mais de doze mil homens e novamente cruzou os Alpes, em meados de novembro de 1526. Uniu-se ao Condestável de Bourbon perto de Piacenza e marchou para Roma. Entretanto, a ordem e a disciplina foram quebradas próximo a Modena, no dia 13 de março de 1527, quando nenhuma batalha decisiva ocorrera após meses de campanha pela Itália. O pagamento dos mercenários vencera e não fora quitado e, ao final, Frundsberg não conseguiu reunir seus lansquenetes e restabelecer o comando.

A insubordinação abalou o velho comandante, que sofreu um ataque. Incapacitado de recuperar seu vigor físico, foi removido para a Alemanha depois de tratamento em hospitais italianos. Atormentado pela situação de seus mercenários, a quem chamava de "filhos amados", com a perda de seu patrimônio e a morte de um dos filhos, morreu no seu castelo em Mindelheim, legando a fama de soldado competente e cavalheiresco, fiel servo dos Habsburgo.

Seu filho Caspar (1500–1536) e seu neto Georg (morto em 1586) foram soldados distintos. Com a morte deste último, a família extinguiu-se.  Durante a 2ª Guerra Mundial, a 10ª Divisão Panzer das Waffen-SS foi batizada de Frundsberg, em homenagem ao antigo militar alemão.

 
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domingo, 6 de março de 2011

MUSEU MILITAR CONDE DE LINHARES

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Inaugurado em 12 de outubro de 1998, o Museu Militar localiza-se em São Cristóvão, Rio de Janeiro.

Construído de agosto de 1920 a outubro de 1921, o prédio do Museu Militar Conde de Linhares foi ocupado inicialmente pela 1ª Companhia de Metralhadoras.

Mais tarde seviu de aquartelamento da Companhia de Intendência, onde eram formados os oficiais do Serviço de Intendência, os quais, com a transferência da Escola Militar do Realengo para Resende, passaram a compor o efetivo da Academia Militar das Agulhas Negras.

Foi sede também do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), passando em seguida a ser ocupado pela  5ª Brigada de Cavalaria Blindada, a qual permaneceu até 1996.

Em 1998 foi fundado o Museu Militar, que homenageia Dom Rodrigo de Souza Coutinho Teixeira de Andrade, o Conde de Linhares, nascido em Chaves, Portugal, em 1745.

Em 1808, o Conde de Linhares acompanhou a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, onde exerceu as funções de Ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros. Criou a Academia Real Militar, construiu a Casa da Pólvora e remodelou o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. Faleceu nesta cidade no ano de 1812.

Carro de combate Renault FT-17 existente no acervo do MMCL

Recentemente, com o apoio de órgãos do Estado, Prefeitura, Fundação Cultural Exército Brasileiro e da iniciativa privada, encerraram-se em quase sua totalidade o que restava das adaptações e reformas, dando início a uma nova etapa do MMCL, agora como Centro Cultural, abrindo suas portas ao público em 6 de maio de 2001.

Hoje o museu conta com exposições de longa duração, como a evolução do armamento brasileiro e da tropa da Força Expedicionária Brasileira.  Além disso, o Museu dispõe de espaços para eventos que abrigam diversas exposições culturais. Consulte a programação no link:

http://www.fortedecopacabana.com/modules/mastop_publish/?tac=Inicio


Visitas:

Av. Pedro II, 383 - São Cristóvão
Rio de Janeiro - RJ, 20941-070
Tel:(21) 2589-9581
Exposições: terça a domingo e aos feriados das 10 às 17hs
Militares, menores de 10 anos, maiores de 80 anos e  grupos escolares têm entrada franca.

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LIVROS - HISTÓRIA DA GUERRA CIVIL AMERICANA



História da Guerra Civil Americana.  John D. Wright.  M. Books, 224 págs.




O livro traz as mais importantes batalhas, os principais conflitos, os mais importantes eventos e a descrição histórica abrangente de um dos períodos mais sanguinários e contravertidos da América do Norte. Ricamente ilustrado com fotos de personagens que vivenciaram e fizeram a história.

A Guerra Civil Americana é um dos momentos históricos mais importantes na formação econômica e social de todo mundo, notadamente nas Américas e Europa, nos últimos três séculos.

O livro descreve toda a evolução do conflito, através de um texto objetivo e claro, em sequência cronológica, que facilita ao leitor a perfeita compreensão dos envolvimentos e das consequências que a Guerra Civil promoveu e provocou.

O texto é amplamente ilustrado, mostrando personagens importantes e marcantes, em fotos inéditas e exclusivas de época.


Sobre o autor

John D. Wright é Doutor em comunicação pela Universidade do Texas e lecionou em três universidades norte-americanas. Foi repórter da revista Time e escreveu extensivamente para a People e a Reader’s. Escreveu dois livros anteriores sobre a Guerra Civil: The Language of the Civil War (2001) e o Oxford Dictionary of Civil War Quotations (2006). Contribuiu para vários outros livros, incluindo o Oxford Dictionary of National Biography, o Oxford Dictionary of British and American Culture e o Collins Dictionary of the English Language. Digest.


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terça-feira, 1 de março de 2011

MORRE AOS 110 ANOS O ÚLTIMO VETERANO AMERICANO DA 1a GUERRA MUNDIAL

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Frank Buckles, considerado o último veterano americano da 1a Guerra Mundial, morreu aos 110 anos, segundo a imprensa dos EUA nesta segunda-feira (28).

Em depoimento ao jornal americano "The Washington Post", a filha de Buckles disse que ele morreu neste domingo em sua fazenda em Virgínia Ocidental.

Buckles comemorou seu aniversário de 110 anos no último dia 1º de fevereiro. Ele se juntou ao Exército aos 16 anos. Natural de Missouri, Buckles estava entre os cerca de cinco milhões de americanos que, entre 1917 e 1918, participaram da 1a Guerra Mundial.

Frank Buckles em foto recente (à esquerda) e no tempo em que serviu durante a 1a Guerra Mundial


Buckles foi motorista de ambulância durante a guerra. Em 1941, enquanto trabalhava como civil em Manila, nas Filipinas, foi capturado pelos invasores japoneses e mantido preso por 38 meses durante a 2a Guerra Mundial.

Dedicou seus últimos anos a militar a favor da construção de um memorial da 1a Guerra Mundial em Washington, e testemunhou sobre o tema diante de uma comissão do Senado em dezembro de 2009.

O presidente Barack Obama se disse "inspirado" pela história de vida de Buckes, e fez referência "a uma vida destacada que nos lembra o verdadeiro sentido do patriotismo e nossas obrigações para com os demais norte-americanos", segundo um comunicado da Casa Branca.

Nascido em 1901 no Missouri, Frank Woodruff Buckles alistou-se quando os Estados Unidos entraram em guerra, em abril de 1917, depois de ficar sabendo do conflito pelos jornais.

Inicialmente, as Forças Armadas o rejeitaram porque ele tinha apenas 16 anos, mas posteriormente Buckles conseguiu enganar o exército, dizendo que tinha 21 anos e foi finalmente recrutado.

Segundo o "The Washington Post", com a morte de Buckles, um australiano de 109 anos e uma britânica de 110 anos são considerados os últimos sobreviventes dos 65 milhões de pessoas que serviram na guerra entre 1914 e 1918.

Fonte: AFP
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ANIVERSÁRIO DO BLOG HISTÓRIA MILITAR

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Mais um ano de conhecimento e de História Militar.

O BLOG HISTÓRIA MILITAR comemorou ontem dois anos de atividades.  Queremos agradecer a você, leitor ou colaborador, que faz o sucesso do nosso BLOG.  Agradecemos pelas participações e sugestões.

Continue conosco em 2011 e muito obrigado.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

IMAGEM DO DIA - 25/02/2011


Durante a Guerra do Peloponeso (431 aC - 404 aC) um hoplita espartano finaliza um oponente ateniense


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PENSAMENTO MILITAR - PAZ E GUERRA


"Se queres a paz, prepare-se para a guerra"

Publius Flavius Vegetius, imperador romano

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

GUERRA CIVIL CHINESA (1927 - 1949)

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Guerra Civil Chinesa (1927–1937/1946–1949) é o nome dado a uma série de conflitos entre forças chinesas nacionalistas e comunistas. Sua localização temporal é discutível e, de modo geral, refere-se à Guerra Civil Chinesa apenas como a fase final ocorrida após o término da 2ª Guerra Mundial. O conflito, no entanto, remonta ao fim da dinastia Qing, em 1911.

O generalíssimo Chiang Kai-shek


As hostilidades irromperam em 1927, durante a expedição de Chiang Kai-shek ao norte, com o expurgo de antiesquerdistas do Kuomintang ("Partido Nacional do Povo", nacionalista, fundado pelo médico Sun Yat-sen) e uma série de levantes comunistas urbanos fracassados. O poder comunista foi então melhor estabelecido na área rural, e seus defensores utilizavam táticas de guerrilha para neutralizar a força nacionalista, que era superior. Após uma campanha de três anos, Chiang finalmente conseguiu destruir os sovietes Jiangxi (bases rurais comunistas) criados por Mao Tsé-Tung, mas, após a Grande Marcha (1934-1935), os comunistas conseguiram reinstalar-se em Yan'an, no norte do país.

Os confrontos entre os dois lados reduziram-se com a invasão japonesa de 1937, e, até o final da 2ª Guerra Mundial, em 1945, uma difícil trégua foi mantida, enquanto se lutava contra um inimigo comum. A violência interna irrompeu logo após o final da guerra, ressurgindo em uma base muito maior em abril de 1946 - depois de o general norte-americano George Marshall ter fracassado em conseguir um acordo estável.
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Durante o primeiro ano do conflito, as tropas nacionalistas obtiveram ganhos territoriais, incluindo a capital comunista de Yan'an. Entretanto, logo em seguida, o moral do Kuomitang começou a desmoronar face às bem-sucedidas operações militares dos comunistas, diminuindo a confiança em sua administração, e, no final de 1947, uma vitoriosa contraofensiva comunista estava a caminho.

Em novembro de 1948, Lin Piao completou a conquista da Manchúria, onde os nacionalistas perderam meio milhão de homens, muitos dos quais desertaram para o lado comunista. Na China Central, os nacionalistas perderam Xandong e em janeiro de 1949 foram derrotados na batalha de Huai-Huai (perto de Xuzhou). Pequim caiu em janeiro, e Nanjing e Xangai em abril.

Mao Tse-tung proclama a criação da República Popular da China em 1949

A República Popular da China foi proclamada em 1º de outubro de 1949 e a vitória comunista completou-se quando o governo nacionalista fugiu de Chongqing para Taiwan, em dezembro daquele ano.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ARMAS – OBUSEIRO BL Mk.1 26cwt DE 6 POLEGADAS





O peso da arma nome desta peça de artilharia – 26 cwt (quintais), ou 1.320 kg / 2.912 libras – a diferencia de dois outros obuseiros britânicos de 6 polegadas em operação no mesmo período.

Desenvolvido em 1915 para substituir os modelos anteriores de 25 e 30 quintais, tornou-se o obuseiro médio de sítio padrão da Grã-Bretanha na 1ª Guerra Mundial, com mais de 3.600 unidades produzidas até o fim do conflito.

Obuseiro 26 cwt em ação durante a 1ª Guerra Mundial

Era um projeto simples, com flecha tipo caixa oca de metal, sistema de recuo hidropneumático e culatra com sistema de fechamento tipo parafuso. Foi produzido originalmente para disparar granadas de schrapnel de 45 kg (100 libras), mas seu alcance era insuficiente. Por este motivo, a munição foi aos poucos sendo substituída por uma granada de 39 kg (98 libras), inclusive do tipo alto-explosivo.

Ainda que muitos obuseiros 26 cwt tenham sido distribuídos para outros exércitos, os que permaneceram na Grã-Bretanha foram adaptados com pneumáticos a fim de serem tracionados por viaturas, servindo até o início da 2ª Guerra Mundial na África do Norte.

Bateria de obuseiros 26 cwt australiana em posição no perímetro de Tobruk em 1941


Características:

Calibre: 6 polegadas (152mm)
Peso (completo): 3.693 kg
Comprimento do tubo: 13,3 calibres (2,218m)
Elevação:  0º a +45º
Conteiramento: 8º
Velocidade inicial da granada: 427 m/s
Alcance máximo: 10.425 m
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – 1º SARGENTO JOVITA FEITOSA

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Jovita Alves Feitosa, nascida em Tauá, em março de 1848, filha de Maximiano Bispo de Oliveira e de Maria Alves Feitosa, se destacou pela bravura e destemor, durante a luta contra o Paraguai.

Nesse tempo, com apenas dezesseis anos, órfã de mãe, residia com um tio em Jaicós, no Piauí, e participava vivamente do clamor criado com o patriótico movimento contra o invasor Francisco Solano Lopez, apossando-se do forte de Coimbra no ano de 1864, à margem do Rio Paraguai, facilmente conseguido por causa da precária situação em que se encontravam os brasileiros.

A expedição paraguaia avançava pelo sul de Mato Grosso, encaminhando-se para a colônia militar de Dourados. Vitoriosos, seguiram para a colônia de Miranda, depois Nioaque, encontrando poucos brasileiros e mal armados.

Pretendiam assim chegar até Corumbá, já tendo conseguido a interrupção das comunicações entre a capital da província e o Rio de Janeiro.

Por pouco tempo o sul de Mato Grosso tornou-se território paraguaio. López pretendia formar outra frente de guerra, atravessando a Argentina para atacar o Rio Grande do sul. O Presidente da nação vizinha negou a passagem das tropas por terras argentinas, o que ocasionou uma declaração de guerra, em março de 1865, com a invasão pelos paraguaios da província de Corrientes.

No Rio de janeiro as noticias das invasões causaram revolta, e o Imperador Pedro II estimulou o patriotismo entre os homens, com a frase: “ O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER. “.

Jovita mobilizou a cidade e o campo para que fossem lutar pela pátria. Misturava-se com os soldados, desprezando todos os preconceitos da época. Atendendo ao apelo do Imperador, as mães ofereciam os filhos para a luta, as damas doavam suas joias, e Jovita, como nada tinha a oferecer, arquitetou um plano: cortando os cabelos e usando um chapéu de couro, assim se disfarçou em soldado, indo-se apresentar em Teresina, onde se agrupavam os Voluntários da Pátria. E tinha apenas dezessete anos.

O plano foi descoberto. As formas femininas a denunciaram e mulheres curiosas descobriram que as orelhas eram furadas. Mesmo assim, foi aceita pelo exemplo de tão admirável lição de patriotismo, com a obrigação de usar um saiote sobre a farda.

Mulher valente, audaciosa, teve seu gesto admirado em todo o país. Exercendo função militar, esteve em São Luís, Paraíba e Recife, causando entusiasmo em todos. Era aplaudida, presenteada, cantada em versos e hinos. A heroína estava então preparada para a viagem ao Rio de janeiro, em companhia de quatrocentos e sessenta soldados.

A jovem Jovita Feitosa com o uniforme dos Voluntários da Pátria

Um mês após a partida, chegava à capital brasileira sendo entusiasticamente ovacionada pela multidão que esperava curiosa a Companhia dos Voluntários, tendo entre eles a figura de uma mulher.

Os jornais noticiaram com destaque o fato; o povo aclamava-a com entusiasmo pó onde ela passava e assim a admirável Jovita viveu os mais intensos momentos de glória.

Passados alguns meses, o Ministro da Guerra, Visconde de Cairu, põe por terra a aspiração da jovem, negando-lhe permissão para a frente de combate. Dava-lhe apenas o direito de agregar-se ao Corpo de Mulheres que iria prestar serviços compatíveis com a natureza feminina, na guerra contra os vizinhos paraguaios.

Resolveu permanecer no Rio de Janeiro, decepcionada com o acontecido e fortemente amargurada, sentindo se desfazerem os seus sonhos de jovem patriota e de mulher guerreira que ela era.

Jovita chegou ao posto de primeiro-sargento, e recebeu homenagens e presentes por sua participação no conflito da Tríplice-Aliança; entretanto, teria se suicidado em 1867 por não se conformar com o esquecimento que se seguiu. Outras versões, contudo, relatam que ela teria retornado ao teatro da guerra, no Paraguai, onde teria falecido na Batalha de Acosta Ñu.

Ficou o seu exemplo digno da admiração de todos os brasileiros.


Fonte: Academia Tauaense de Letras

 
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sábado, 29 de janeiro de 2011

PRISIONEIROS NA GUERRA CIVIL AMERICANA


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Nos grandes conflitos do século XX, o trato com os prisioneiros de guerra foi motivo de muitas preocupações para os comandantes militares. Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), o problema já se apresentava.

Prisioneiros de guerra sepultando companheiros mortos em um campo de detenção


Durante as fases iniciais da guerra, nem o exército da União nem o da Confederação pensaram muito sobre o que fazer com os prisioneiros de guerra. Se soldados fossem capturados, era comum que os comandantes locais elaborassem acordos para trocá-los de maneira improvisada.

Mas, durante o ano de 1862, o número de prisioneiros feitos por ambos os lados cresceu rapidamente, quando baluartes como o Forte Donelson se renderam, superando os recursos locais dos comandantes. Em julho de 1862, ambos os lados concordaram com um sistema formal de troca de prisioneiros. O arranjo vigorou até que os confederados começaram a capturar soldados negros que lutavam pela União. Tais soldados ou eram mortos ou vendidos como escravos ou aprisionados sem esperança de troca. Como retaliação, a União suspendeu as trocas de prisioneiros.

Assim, daí em diante os soldados capturados foram mantidos em campos, que iam desde velhos fortes até outros que pouco mais eram do que paliçadas de madeira cercando descampados. Em seu interior, os prisioneiros dispunham de recursos limitadíssimos.

Prisão de Andersonville


O campo de pior reputação foi a prisão de Andersonville, do Exército Confederado. O tratamento dado aos internos era sofrível e boa parte ddas dezenas de milhares de soldados da União morreu nele em função de doença, fome, frio e negligência em geral. A indignação pelas condições encontradas em Andersonville foi tamanha, que seu comandante, o suíço Heinrich Wirz,  foi enforcado após a guerra.

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LIVRO - 50 LÍDERES MILITARES QUE MUDARAM A HISTÓRIA DA HUMANIDADE

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50 Líderes Militares que Mudaram a História da Humanidade. William Weir. M. Books, 304 pág.



O livro não celebra a guerra, antes, volta sua atenção para os líderes que o autor afirma terem tido maior impacto sobre a história universal. Os 50 líderes militares que mudaram o mundo não foram necessariamente os "melhores" líderes, nem os estrategistas mais inovadores, nem os táticos mais astutos e nem mesmo as pessoas mais corajosas, sagazes ou admiráveis. Foram, entretanto, os homens e mulheres que, por bem ou por mal, entraram no campo de batalha e deixaram o mundo bastante diferente após sua saída.

O leitor vai ficar fascinado com as histórias, as proezas e o heroísmo de muitas figuras que pensava já conhecer, de Alexandre, o Grande, a Guilherme, o Conquistador, e de Simón Bolívar, a Mao Tsé-tung. E ficará intrigado com as vidas daqueles cujos  nomes talvez nem reconheça.


Alguns, como Gêngis Khan, foram brilhantes. Outros, como Ivan, o Terrível, foram, quando muito, generais medianos. Joana d'Arc é oficialmente uma santa, enquanto Adolf Hitler é universalmente considerado um monstro. Átila, o Huno, violentou, pilhou e matou brutalmente milhares, e Mao Tsé-tung matou milhões a mais até mesmo do que Hitler.

O leitor talvez já conheça a historia da maioria dos lideres relacionados neste livro. Pode respeitar alguns e não valorizar outros, mas, depois de ler 50 Líderes Militares que Mudaram a Historia da Humanidade, reconhecerá que estes foram líderes que impactaram de forma marcante a breve história da humanidade neste planeta.


Sobre o autor

William Weir, ex-correspondente de guerra e fotógrafo do exército americano na Guerra da Coréia, escreveu oito livros, inclusive o bestseller 50 Batalhas que Mudaram o Mundo. Além de ter servido no Exército, Weir foi repórter de jornal e especialista em relações públicas. Seus artigos apareceram no New York Times, na Gun Digest e na War, Literature & Camp. Ele está hoje aposentado e mora em Guilford, Connecticut, com sua esposa, Anne.




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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

IMAGEM DO DIA - 25/01/2011

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Soldados da Real Artilharia a Cavalo britânica sob ataque de tropas afegãs na batalha de Maiwand, durante a 2ª Guerra Anglo-Afegã, em 1880

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RECUPERADO UM P-39 AIRACOBRA DA 2ª GUERRA MUNDIAL

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Uma aeronave Bell P-39Q Airacobra, que havia sido fabricada na fábrica a oeste de Nova York em 1943, começou a retornar para casa após ter ficado no fundo de um lago russo desde 1944.

Essa aeronave em particular foi um dos 4.719 P-39s enviados para a União Soviética através do programa norte-americano Lend-Lease, que provisionou as forças aliadas com material de guerra antes e após os EUA entrarem na 2ª Guerra Mundial.  O “Miss Lend-Lease“, como o caça foi chamado por Ira G. Ross, do Niagara Aerospace Museum, que efetuará a restauração, serviu com um esquadrão da Força Aérea Soviética que operava na fronteira com a Finlândia.

A descoberta em 2004 é rara desde que, restos do piloto, encontrados junto com artefatos chaves, estavam juntos da aeronave, e que fornecem sinais do mistério de porque a aeronave de repente quebrou a formação enquanto o esquadrão se deslocava para um aeródromo mais próximo do combate.

O P-39Q Miss Lend-Lease ao ser retirado do lago.  Pode-se observar a pintura e as insígnias soviéticas perfeitamente preservadas


O “Miss Lend-Lease” era o P-39Q-15BE (s/n 44-2911), um dos últimos do modelo Q-15 Airacobra produzidos pela Bell Aircraft Corporation, em Buffalo, New York. O Airacobra (batizado pelos britânicos) foi desenvolvido como um interceptador de grande altitude, mas um inadequado supercharger limitava seu teto operacional efetivo em 12.000 pés no máximo. A aeronave foi projetada ao redor de seu armamento, um canhão Oldsmobile T9 de 37 mm e duas metralhadoras de 12mm, tudo localizado no nariz da aeronave. Com todas essas armas localizadas na frente, o único lugar para colocar o motor foi atrás do piloto.

Um eixo de mais de 3 metros dividido em duas partes conectava a hélice e o motor, passando pelo cockpit, muito parecido com um sistema de transmissão de um carro. O P-39 também foi feito com quatro metralhadores de 7mm montadas nas asas, mas muitas forças aéreas preferiram remover essas para melhorar o desempenho.

A história completa pode ser acessada no site http://www.eaa.org/


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

IMAGEM DO DIA - 20/01/2011

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Tropas irregulares árabes executam uma emboscada a um comboio de suprimentos israelense durante a Guerra de Independência de Israel em 1948

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OS EXÉRCITOS VIKINGS

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Durante os séculos IX e X, a Europa foi varrida por saqueadores organizados. Na Europa central e oriental, a ameaça vinha dos magiares montados; no Mediterrâneo, dos sarracenos; e no norte europeu, dos povos nórdicos. De todos esses grupos errantes, movidos pelo desejo de pilhagem e pelo amor à violência, os corsários pagãos da Escandinávia são os mais conhecidos.

Piratas vikings, armados com lanças, espadas e achas, cruzavam os mares da Escandinávia em naus longas movidas por velas ou remos. Os da Noruega atacavam alvos, sobretudo, na Irlanda e na Escócia; os vikings dinamarqueses atacavam a Inglaterra e o noroeste da Europa; os suecos assolavam a Rússia e a Ucrânia, tendo chegado até mesmo ao Império Bizantino.



Os primeiros saqueadores viajavam e lutavam a pé assim que desembarcavam. Entretanto, depois de se haverem defrontado com cavalarias europeias, adaptaram-se rapidamente e, para preservarem o elemento surpresa, começaram a seguir a cavalo até seus alvos, embora preferissem lutar desmontados.

A dimensão dos exércitos vikings permanece controversa. Os primeiros ataques foram, provavelmente, desfechados por pequenas forças, de um ou dois navios, cada qual com sessenta homens. Com o tempo, as forças de assalto uniram-se e, na década de 850, milhares podiam tomar parte em pilhagens ao longo da costa da Europa.

Capacete viking do século X

O Grande Exército viking que assolou a Inglaterra e a Europa ocidental era uma força substancial. Ainda assim, é provável que consistisse em uns poucos milhares  de homens, embora nunca tenha chegado aos assombrosos 40 mil vikings mencionados por uma testemunha do cerco de Paris, em 885.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

IMAGEM DO DIA - 17/01/2011

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Tropas francesas de Montcalm celebrando a vitória na Batalha de Carillon, durante a Guerra dos Sete Anos em 1758

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1ª GUERRA DO GOLFO COMPLETA 20 ANOS

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Há vinte anos começava no Oriente Médio a 1ª Guerra do Golfo, onde uma coalizão internacional, liderada pelos EUA, venceu o Iraque em uma rápida  e vigorosa operação militar




À meia-noite no Iraque, o prazo estipulado pela ONU para a retirada das tropas iraquianas do Kuwait expira e o Pentágono se prepara para começar as operações de ataque a fim de expulsar pela força o Iraque de sua ocupação do vizinho rico em petróleo, que havia durado cinco meses.

Às 04h30 de 16 de janeiro de 1991, o primeiro caça-bombardeiro decola da Arábia Saudita e, em seguida, de porta-aviões navegando pelo Golfo Pérsico, alçando voo para missões de bombardeio sobre o Iraque. Durante todo o dia, aparelhos da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos bombardearam objetivos em Bagdá e em seus arredores, enquanto o mundo acompanhava os acontecimentos pela televisão através de imagens transmitidas via satélite de Bagdá e de outros lugares. Poucas horas depois do início das hostilidades, a Casa Branca anunciava formalmente que a Operação Tempestade no Deserto, o codinome dado à maciça ofensiva contra o Iraque, havia começado.

A operação foi conduzida por uma coalizão internacional sob o comando do general norte-americano Norman Schwarzkopf, composta por forças de 32 nações, como Grã-Bretanha, Egito, França, Arábia Saudita e Kuwait. Durante as seis semanas que se seguiram, as forças aliadas engajadas numa pesada guerra aérea com o objetivo de destruir a infraestrutura militar e civil do Iraque encontraram pequena resistência efetiva da força aérea iraquiana ou de suas defesas antiaéreas.

Mapa mostrando o esquema de manobra utilizado pela coalizão para invadir o Iraque em 1991
 
 
As forças de terra iraquianas foram de pouca ou nenhuma utilidade nesta fase da Guerra e as únicas significativas medidas de retaliação tomadas pelo chefe iraquiano Saddam Hussein foram o lançamento de mísseis Scud contra Israel e a Arábia Saudita. Saddam esperava que os ataques com mísseis iria provocar a entrada de Israel no conflito, afastando desse modo o apoio árabe à guerra. A pedido dos Estados Unidos, contudo, Israel se manteve a parte.

Em 24 de fevereiro começava uma grande ofensiva por terra e as forças armadas iraquianas, obsoletas e pobremente armadas, foram rapidamente superadas. O Kuwait foi libertado em menos de quarto dias e a maior parte do exército do Iraque se rendeu, retirou-se para o Iraque ou foi destruída. Em 28 de fevereiro, o presidente George Bush (pai) declarou o cessar-fogo, tendo o Iraque se comprometido a honrar os termos de paz da coalizão e das Nações Unidas. Cento e vinte e cinco soldados norte-americanos foram mortos na 1ª Guerra do Golfo Pérsico e outros 21 tidos como desaparecidos em ação.
 
Colhido pela ofensiva terrestre da coalizão, um carro de combate iraquiano arde em chamas no deserto saudita
 

Em 20 de março de 2003, uma segunda guerra entre o Iraque e uma coalizão de países, desta vez bem menor mas também liderada pelos Estados Unidos, teve início. Não foi transmitida livremente pela televisão e o objetivo estabelecido era remover Saddam Hussein do poder e ostensivamente encontrar e destruir as armas de destruição em massa fartamente alardeadas. Hussein foi capturado por uma unidade militar norte-americana em 13 de dezembro de 2003, contudo, as armas de destruição em massa jamais foram encontradas.

Embora o presidente George W. Bush tivesse declarado o fim das operações de combate, com a missão cumprida, em 1º de maio de 2003, uma intensa guerra de guerrilha se instalou em todo o país, resultando na morte de milhares de soldados da coalizão e da guerrilha e de centenas de milhares de civis.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PENSAMENTO MILITAR - PLANOS DE BATALHA


“Cuide para que seu plano e seu dispositivo sejam flexíveis e adaptáveis à situação. Seu plano deve prever e prover a manobra a ser realizada em caso de êxito, de fracasso ou de êxito parcial, que é o caso mais comum na guerra.”


Sir Basil Liddell Hart, militar e estrategista britânico
 
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