sábado, 21 de novembro de 2020
AMTORG: A JANELA PARA A INDÚSTRIA DE DEFESA SOVIÉTICA
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
UNIFORMES - REGIMENTO DE INFANTARIA DE PENICHE
Contudo, o Terço de Peniche só foi criado em 7 de Junho de 1698, através do decreto reorganizador da Infantaria e da Cavalaria, com 670 infantes e a gente que tinha aquele presídio, ou seja, a Praça de Guerra de Peniche, tendo sido levantado com base nas companhias de infantaria que, em 1693, faziam já parte da guarnição daquela praça de guerra.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
A INVASÃO ÁRABE NA ESPANHA (711)
Algumas semanas mais tarde, aportaram outros milhares de soldados – berberes em sua maioria – e Tarik seguiu terra adentro. O primeiro choque sangrento entre os árabes e os visigodos que dominavam a Espanha data de 19 de julho de 711. Os dois exércitos enfrentaram-se por vários dias e somente a traição por parte das tropas do rei Roderico decidiu a batalha. O caminho para Córdoba e Sevilha estava aberto para os mouros.quinta-feira, 5 de novembro de 2020
PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR: VERA GEDROITS, A PRINCESA QUE TRANSFORMOU A MEDICINA DE GUERRA
terça-feira, 27 de outubro de 2020
PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - BRIGADEIRO JOÃO MANOEL MENNA BARRETO
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* 24/1/1824 – Porto Alegre-RS
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12/8/1869 – Peribebuí, Paraguai
João
Manoel assentou praça como voluntário em 1º de julho de 1839, no 1º Regimento
de Cavalaria.
Em
março de 1841, passou para o 2º Regimento da mesma arma. Foi promovido a
alferes em 27 de maio de 1842. A tenente em 30 de setembro de 1846, no 4º
Regimento de Cavalaria. A capitão em 27 de agosto de 1849. Por merecimento, em
decreto de 14 de abril de 1855, foi promovido a major no 3º Regimento. A
tenente-coronel, por merecimento, em 2 de dezembro de 1859. A coronel, por
merecimento, em 18 de fevereiro de 1865. E, finalmente, a brigadeiro em 1º de
junho de 1867. Foi condecorado com a medalha da Campanha do Estado Oriental
(1851-1852), com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo (1858), com o hábito da
Ordem de São Bento de Aviz (1860), com o grau de Oficial da Ordem do Cruzeiro
(1865), com o grau de Grande Dignitário da Ordem da Rosa (1869) e com a Medalha
de Mérito Militar.
De
março de 1841 a março de 1845, João Manoel participou da campanha da província,
até a pacificação do Rio Grande do Sul. Posteriormente, em 1851 e 1852,
participou da Campanha do Estado Oriental, nas operações contra Rosas e Oribe,
tendo atuado no ataque a Paissandu, no Uruguai. O famoso "Combate de São
Borja" ocorreu a 10 de junho de 1865, nos primórdios da Guerra do
Paraguai. Em seguida, veio o combate de Potrero-Obella, em 29 de outubro de
1867, e o de Taji, em 2 de novembro de 1867.
1868
foi um ano glorioso para João Manoel. Tomou parte no Combate de Jacaré, no dia
7 de junho, e distinguiu-se particularmente no dia 21 de dezembro, ocasião em
que se apoderou das trincheiras do Piquissiri, atacando-as de flanco por ordem
de Caxias e ficando senhor de mais de 30 canhões.
No
ataque de Peribebuí, João Manoel foi ferido mortalmente e faleceu a 12 de
agosto de 1869. Lutava na vanguarda, como era de seu feitio, e já conquistara
vários troféus de guerra, como bandeiras e armas do inimigo.
Por ocasião da Guerra do Paraguai, na ordem do dia do Exército Nacional, relativa ao dia em que João Manoel faleceu, foi registrado e lamentado o acontecimento. Ficou também assinalado o seu ingresso na História do Brasil. Em sua homenagem, o Exército Brasileiro concedeu ao 2º regimento de Cavalaria Mecanizado, unidade sediada em São Borja, a denominação histórica de Regimento João Manoel.
Fonte: 2º RCMec
terça-feira, 13 de outubro de 2020
IMAGEM DO DIA - 13/10/2020
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sexta-feira, 9 de outubro de 2020
1954: OS FRANCESES SÃO DERROTADOS NA INDOCHINA
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
VERA BELIK – A “BRUXA DA NOITE” QUE MORREU JUNTO COM SUA AMIGA INSEPARÁVEL
Conheça a trajetória de Vera Belik, uma navegadora do regimento "Bruxas da Noite" que se sacrificou pela defesa de sua Pátria.
A tenente Vera Lukianovna Belik atuou como navegadora no 46º Regimento de Aviação de Bombardeiros Noturnos de Guardas Taman, onde trabalhou com a piloto Tatyana Makarova. Morta em combate quando seu Po-2 foi abatido por um caça alemão, após completar uma missão de bombardeio, foi postumamente premiada com o título de Heroína da União Soviética, em 23 de fevereiro de 1945.
Belik nasceu em Ohrimovka, no dia 12 de junho de 1921, em uma família ucraniana. Filha de um mestre-eletricista, possuía cinco irmãos mais novos. Durante a maior parte de sua infância, morou em Kerch, na Crimeia, onde se formou na escola secundária em 1939. Posteriormente,matriculou-se no Instituto Pedagógico Karl Liebknecht em Moscou, para estudar Matemática.
Antes de ingressar no Exército Vermelho, em outubro de 1941, Vera Belik participou da construção de defesas e fossos antitanque, com o propósito de barrar o avanço alemão. Depois de ingressar na unidade de aviação feminina fundada por Marina Raskova, ela começou o treinamento de navegação na escola de aviação militar de Engels. Antes da guerra, os cursos regulares de navegação duravam três anos, mas, devido ao estado de guerra na época, precisavam ser completados em apenas seis meses.
Em maio de 1942, Belik foi desdobrada na frente de combate com o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos, que seria redesignado como 46º Regimento de Guardas, em 1943. Durante o conflito, ela trabalhou em estreita colaboração com Tatyana Makarova, que pilotava o Po-2 enquanto ela realizava a navegação. Em dezembro de 1942, o regimento foi ampliado e Belik foi promovida a navegadora do 2º Esquadrão, do qual Makarova se tornou a comandante. No entanto, depois que o piloto de caça alemão Josef Kociok abateu quatro aviões do esquadrão, na noite de 31 de julho-1° de agosto, Makarova solicitou sua exoneração do comando do esquadrão, e Belik, por lealdade a ela, optou por também solicitar rebaixamento para continuar voando com sua amiga.
Vera Belik voou em missões difíceis sobre a Ucrânia, na região de Kuban, no norte do Cáucaso, na Crimeia, na Bielo-Rússia e na Polônia. Em 1º de agosto de 1944, ela e Makarova voaram a primeira missão de bombardeio sobre a Prússia Oriental, tornando-se a primeira tripulação aérea do regimento a lutar sobre o solo alemão.
Na noite de 25 de agosto de 1944, no entanto, quando completava sua 813ª missão de combate, Belik encontrou a morte, juntamente com sua amiga inseparável. O Po-2 em que ela e Makarova voavam foi interceptado e atacado por um caça alemão em Ostrołęka, na Polônia. A aeronave incendiou-se e, como as “Bruxas da Noite” voavam sem paraquedas, ambas morreram queimadas. Vera possuía apenas 23 anos de idade.
Em suas 813 missões, Belik lançou 106 toneladas de explosivos sobre o território controlado pelo inimigo, causou 156 grandes explosões e 143 incêndios, destruiu dois holofotes, dois depósitos de munição, três entroncamentos ferroviários inimigos, três baterias antiaéreas e diversas concentrações de infantaria.
Por suas conduta nas operações de combate e por seu sacrifício, ela recebeu, postumamente, em 23 de fevereiro de 1945, o título de Heroína da União Soviética, junto com sua amiga Tatyana Makarova. Além da maior distinção do país, Belik recebeu também a Ordem de Lênin (23 de fevereiro de 1945), a Ordem da Bandeira Vermelha (25 de outubro de 1943), a Ordem da Guerra Patriótica de 1ª Classe (14 de abril de 1944) e a Ordem da Estrela Vermelha (9 de setembro de 1942).
Como foi comum com as “Bruxas da Noite”, Vera Belik recebeu muitas homenagens em seu país, dentre os quais um envelope soviético de 1981 de uma série de capas com retratos de pessoas premiadas como Heróis da União Soviética que apresentava Belik e Makarova. Na cidade de Kerch, onde passou boa parte da infância, uma estátua homenageia Vera Belik, e o saguão do Instituto Pedagógico do Estado de Moscou, onde ela estudou, leva o seu nome e contém um memorial dedicado a ela. Duas escolas, uma em sua cidade natal Ohrimovka, na Ucrânia, e outra em Kerch, foram nomeadas em homenagem à corajosa “Bruxa da Noite” que se sacrificou por sua Pátria.
Quer conhecer mais sobre a inspiradora história dessas corajosas aviadoras? Leia
BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL,
de Carlos e Ana Daróz


















