"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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sábado, 1 de maio de 2021

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - YEVDOKIYA BERSHANSKAYA, A COMANDANTE DO CÉLEBRE REGIMENTO "BRUXAS DA NOITE"

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Yevdokiya Bershanskaya foi a comandante do 46º Regimento de Aviação de Bombardeiros Noturnos de Guardas Taman durante a Segunda Guerra Mundial, o famoso Regimento “Bruxas da Noite”, e se tornou a única mulher da União Soviética a receber a Ordem de Suvorov. Sob seu comando, vinte e três aviadores do regimento se tornaram Heroínas da União Soviética por suas missões de bombardeio bem-sucedidas contra o Eixo.


* 6/2/1913 - Dobrovolnoye, Rússia

+ 16/9/1982 - Moscou, União Soviética


Bershanskaya nasceu em 6 de fevereiro de 1913 em Dobrovolnoye, no então Império Russo. Com a morte de seus pais na Guerra Civil Russa, ela passou a ser criada por seus tios. Depois de se formar no ensino médio em Blagodarny, matriculou-se na Escola de Pilotos de Bataysk, em 1931, onde, depois de se formar, tornou-se instrutora de voo entre 1932 e 1939. Após este período, foi nomeada comandante do 218º Esquadrão de Aviação de Operações Especiais e se tornou vereadora na Câmara Municipal de Krasnodar. Antes da invasão alemã da União Soviética, ela se casou com Petr Bershansky, com quem teve um filho, mas o casamento rapidamente se desfez. Ela continuou usando o sobrenome Bershanskaya até se casar com seu segundo marido, Konstantin Bocharov, após o fim da guerra.

A major Yevdokia Bershanskaya (à esquerda) junto com a capitão Valentina Matyukhina em 1943.


Com o início da Grande Guerra Patriótica, deflagrada pela invasão alemã de 1941, Marina Raskova obteve a aprovação de Stalin para formar três regimentos de aviação femininos: o 586º Regimento de Aviação de Caça, o 587º Regimento de Aviação de Bombardeio e o 588º Regimento de Bombardeio Noturno. Como piloto com dez anos de experiência, Bershanskaya foi escolhido para liderar o 588º, que voava os frágeis biplanos Polikarpov Po-2. Em 1943, o regimento recebeu a designação de Guardas e foi reorganizado como 46º Regimento de Aviação de Bombardeio Noturno de Guardas. Mais tarde, ela foi premiada com a Ordem da Bandeira Vermelha.

Na capa do livro BRUXAS DA NOITE, de Carlos e Ana Daróz, diante de um Po-2 a major Bershanskaya (primeira à direita) realiza um briefing com duas tripulações antes de mais uma missão de combate.

As mulheres pilotos eram tão ferozes e precisas, que os soldados alemães começaram a chamá-las de “bruxas da noite”.  Eles as chamavam assim porque, frequentemente, durante as missões, elas cortavam os motores de seus aviões e planavam sobre seus alvos, antes de lançar suas bombas, e só depois disso religavam os motores e os levavam à potência total.

Até sua dissolução, em outubro de 1945, o regimento permaneceu integralmente feminino e sob o comando de Bershankaya. Coletivamente, elas voaram mais de 23.000 missões e lançaram mais de 3.000 toneladas de bombas sobre as forças inimigas. Além de vinte e três membros do regimento receberem o título de Heroína da União Soviética, duas foram posteriormente declaradas Heroínas da Federação Russa e uma recebeu o título de Heroína do Cazaquistão .

A major Yevdokiya Bershanskaya (3ª da direita para a esquerda) junto às suas comandadas que receberam o título e medalha de Heroína da União Soviética, durante cerimônia realizada em 1945.

Após a guerra, Yevdokiya casou-se com Konstantin Bocharov, comandante do 889º Regimento de Aviação de Bombardeio Noturno Ligeiro, que havia trabalhado em estreita colaboração com o 46º Regimento durante a guerra, ocasião na qual se conheceram e começaram o namoro. O casamento contou com a presença de muitos membros de seus regimentos. Juntos, eles tiveram três filhas. Em 1975, ela recebeu o título de Cidadã Honorária de Krasnodar. Ela morava em Moscou, quando morreu de ataque cardíaco em 1982, sendo sepultada no cemitério Novodevichy com todas as honras militares.

A major Yevdokiya Bershanskaya, já na reserva, em imagem do pós-guerra com todas as suas condecorações.


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Garanta já o seu exemplar e decole nessa aventura.



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

VERA BELIK – A “BRUXA DA NOITE” QUE MORREU JUNTO COM SUA AMIGA INSEPARÁVEL

 

Conheça a trajetória de Vera Belik, uma navegadora do regimento "Bruxas da Noite" que se sacrificou pela defesa de sua Pátria.


A  tenente Vera Lukianovna Belik atuou como navegadora no 46º Regimento de Aviação de Bombardeiros Noturnos de Guardas Taman, onde trabalhou com a piloto Tatyana Makarova. Morta em combate quando seu Po-2 foi abatido por um caça alemão, após completar uma missão de bombardeio, foi postumamente premiada com o título de Heroína da União Soviética, em 23 de fevereiro de 1945.

Belik nasceu em Ohrimovka, no dia 12 de junho de 1921, em uma família ucraniana. Filha de um mestre-eletricista, possuía cinco irmãos mais novos.  Durante a maior parte de sua infância, morou em Kerch, na Crimeia, onde se formou na escola secundária em 1939. Posteriormente,matriculou-se no Instituto Pedagógico Karl Liebknecht em Moscou, para estudar Matemática.

Antes de ingressar no Exército Vermelho, em outubro de 1941, Vera Belik participou da construção de defesas e fossos antitanque, com o propósito de barrar o avanço alemão. Depois de ingressar na unidade de aviação feminina fundada por Marina Raskova, ela começou o treinamento de navegação na escola de aviação militar de Engels. Antes da guerra, os cursos regulares de navegação duravam três anos, mas, devido ao estado de guerra na época, precisavam ser completados em apenas seis meses. 

Vera Belik, nascida em Ohrimovka, na Ucrânia, e educada em Kerch e Moscou. Completou 813 missões de combate antes de se sacrificar por seu país.

Em maio de 1942, Belik foi desdobrada na frente de combate com o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos, que seria redesignado como 46º Regimento de Guardas, em 1943. Durante o conflito, ela trabalhou em estreita colaboração com Tatyana Makarova, que pilotava o Po-2 enquanto ela realizava a navegação.  Em dezembro de 1942, o regimento foi ampliado e Belik foi promovida a navegadora do 2º Esquadrão, do qual Makarova se tornou a comandante.  No entanto, depois que o piloto de caça alemão Josef Kociok abateu quatro aviões do esquadrão, na noite de 31 de julho-1° de agosto, Makarova solicitou sua exoneração do comando do esquadrão, e Belik, por lealdade a ela, optou por também solicitar rebaixamento para continuar voando com sua amiga.  

Vera Belik voou em missões difíceis sobre a Ucrânia, na região de Kuban, no norte do Cáucaso, na Crimeia, na Bielo-Rússia e na Polônia. Em 1º de agosto de 1944, ela e Makarova voaram a primeira missão de bombardeio sobre a Prússia Oriental, tornando-se a primeira tripulação aérea do regimento a lutar sobre o solo alemão.

Vera Belik (à direita) com a inseparável amiga Tatyana Makarova. Ambas morreram em combate aos 23 anos de idade, quando seu avião foi abatido sobre a Polônia em 1944. 
As duas se tornaram, no mesmo dia e postumamente, Heroínas da União Soviética.

Na noite de 25 de agosto de 1944, no entanto, quando completava sua 813ª missão de combate,  Belik encontrou a morte, juntamente com sua amiga inseparável. O Po-2 em que ela e Makarova voavam foi interceptado e atacado por um caça alemão em Ostrołęka, na Polônia. A aeronave incendiou-se e, como as “Bruxas da Noite” voavam sem paraquedas, ambas morreram queimadas. Vera possuía apenas 23 anos de idade.

Em suas 813 missões, Belik lançou 106 toneladas de explosivos sobre o território controlado pelo inimigo, causou 156 grandes explosões e 143 incêndios, destruiu dois holofotes, dois depósitos de munição, três entroncamentos ferroviários inimigos, três baterias antiaéreas e diversas concentrações de infantaria. 

Por suas conduta nas operações de combate e por seu sacrifício, ela recebeu, postumamente, em 23 de fevereiro de 1945, o título de Heroína da União Soviética, junto com sua amiga Tatyana Makarova. Além da maior distinção do país, Belik recebeu também a Ordem de Lênin (23 de fevereiro de 1945), a Ordem da Bandeira Vermelha (25 de outubro de 1943), a Ordem da Guerra Patriótica de 1ª Classe (14 de abril de 1944) e a Ordem da Estrela Vermelha (9 de setembro de 1942).

Depois da guerra, os soviéticos souberam honrar seus heróis e suas heroínas. Na cidade de Kerch, onde Vera Belik passou boa parte de sua infância, uma estátua a homenageia.

Como foi comum com as “Bruxas da Noite”, Vera Belik recebeu muitas homenagens em seu país, dentre os quais um envelope soviético de 1981 de uma série de capas com retratos de pessoas premiadas como Heróis da União Soviética que apresentava Belik e Makarova.  Na cidade de Kerch, onde passou boa parte da infância, uma estátua homenageia Vera Belik, e o saguão do Instituto Pedagógico do Estado de Moscou, onde ela estudou, leva o seu nome e contém um memorial dedicado a ela. Duas escolas, uma em sua cidade natal Ohrimovka, na Ucrânia, e outra em Kerch, foram nomeadas em homenagem à corajosa “Bruxa da Noite” que se sacrificou por sua Pátria.

Quer conhecer mais sobre a inspiradora história dessas corajosas aviadoras? Leia

BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL,

de Carlos e Ana Daróz



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terça-feira, 14 de julho de 2020

KHIUAZ DOSPANOVA – A CORAJOSA “BRUXA DA NOITE” CAZAQUE QUE RENASCEU DENTRE OS MORTOS

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Khiuaz Dospanova nasceu em 1922 na região de Atyrau, Cazaquistão, e desde cedo demonstrou ser uma garota inteligente e diligente. Um ano antes do início da Grande Guerra Patriótica, em 1940, ela terminou a escola secundária com honras.  Khiuaz foi inspirada pelos feitos dos pilotos soviéticos e, desde a infância, a menina sonhava em ser piloto. Durante os anos letivos, ela frequentou o clube local de voo, até conseguir o certificado de piloto da reserva. Então, ela seguiu para Moscou, mas a Academia da Força Aérea de Zhukovsky rejeitou sua inscrição, porque a escola aceitava apenas homens. 

Khiuaz ficou irritada, mas adaptou-se e ingressou no Instituto Médico. Quando ela terminou o primeiro ano no instituto, a guerra começou. Era o verão de 1941. Logo depois disso, Khiuaz Dospanova soube que um novo regimento de aviação feminino estava sendo formado sob o comando de Marina Raskova. Khiuaz, então, se inscreveu e foi aceita para o 588º Regimento de Bombardeio Noturno, organizado e treinado em Saratov e formado unicamente por mulheres. Em maio de 1942, o regimento feminino de bombardeiros leves foi colocado sob o comando da major Yevdokiya Bershanskaya. 

A destemida piloto cazaque Khiuaz Dospanova

As mulheres desta unidade aérea tiveram um desempenho tão bom, que os alemães as chamaram de "Nachthexen" ("bruxas da noite"). Elas adotaram uma tática inusitada - as pilotos aproximavam-se dos alvos e desligavam os motores para diminuir o ruído das aeronaves. Os bombardeiros perdiam altura e jogavam suas bombas sobre o inimigo antes de serem vistos. As pausas entre os voos eram de cinco a oito minutos. Às vezes, uma tripulação fazia de seis a oito missões em uma única noite no verão, e dez e doze no inverno, quando as noites eram mais longas. 

No total, as aeronaves do 588º (depois renomeado 46º Regimento de Guardas) passaram 28 676 horas (1.191 dias) voando.  Khiuaz Dospanova totalizou 300 horas de voo em combate. Ela era a única no regimento que nunca usava cintos de segurança. Provavelmente, isso salvou sua vida na primavera de 1943, quando a aeronave de Pashkova e Dospanova colidiram com o bombardeiro de Makogon e Svistunova, enquanto pousavam no aeródromo. Os primeiros socorros foram fornecidos imediatamente, mas Makogon e Svistunova estavam mortas. Dospanova e Pashkova, inconscientes, foram transportadas para um hospital de campanha. Julia Pashkova morreu na mesa de operações. Khiuaz também não mostrava sinais vitais e foi colocada ao lado de sua amiga morta. Depois de um tempo, as enfermeiras perceberam que sua pele não estava pálida. Imediatamente eles começaram a reanima-la e conseguiram que a jovem abrisse os olhos. Os médicos passaram vários dias e noites tentando salvar sua vida. Havia alguns sinais de gangrena nas pernas. Mas o médico recusou a amputação: "Não posso cortar as pernas dessa garota. Se ela sobreviver, precisará delas". 

Khiuaz Dospanova escapou milagrosamente da morte e continuou a voar na guerra

E Khiuaz sobreviveu, praticamente ressuscitando do mundo dos mortos. Ela estava usando gesso quando voltou para a frente de combate. Apesar das sequelas de seus ferimentos, ela voltou a voar, contando com a ajuda de suas colegas para entrar e sair de seu avião.  O tempo passou e ela foi nomeada Oficial de Ligação do regimento.

Hoje é difícil imaginar que essa garota jovem e delicada pudesse bombardear o inimigo e matar fascistas. Cada um de seus voos era como um exame - um teste de suas habilidades de voo, bravura, desenvoltura e autocontrole. Ela passou no teste com sucesso. Por sua bravura, Khiuaz Dospanova recebeu a Ordem da Estrela Vermelha, a Ordem da Grande Guerra Patriótica de 2ª Classe, a Ordem da Bandeira Vermelha, e as medalhas da defesa do Cáucaso, libertação de Varsóvia e vitória sobre a Alemanha. Em 2004, Khiuaz Dospanova recebeu a condecoração mais alta da República do Cazaquistão - a Estrela Dourada "Khalyk Kakharmany" ("Herói Nacional"). 

As três heroínas cazaques da Grande Guerra patriótica: Khuiaz Dospanova, Aliya Moldagulova e Manshyk Mametova.

A brava piloto feminina que lutou na Grande Guerra Patriótica faleceu em 2008, deixando um legado de patriotismo, sacrifício e coragem, e inscrevendo seu nome na história da aviação de combate.

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Garanta já seu exemplar.



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domingo, 29 de março de 2020

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - VALYA STUPINA, UMA CORAJOSA BRUXA DA NOITE QUE MORREU POR SUA PÁTRIA

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Nem todas as Bruxas da Noite se destacaram pela grande quantidade de missões de ataque, algumas demonstraram seu valor nas atividades de apoio ao combate e, como Valentina Stupina, perderam suas vidas em decorrência de doenças e ferimentos recebidos.


Valentina Sergeevna Stupina nasceu em 4 de junho de 1920, irmã do meio de três filhos. Seu pai, que trabalhava na floresta, faleceu em 1933, após o que ela se mudou para Samara com seu irmão mais velho, Anatoli, onde aprendeu a saltar de paraquedas em uma escola do Komsomol (União da Juventude Comunista). Depois de morar em Samara por um ano, mudou-se para Stavropol, onde destacou-se como esportista e se formou na escola secundária com honras, em 1937. Após isso, ingressou no Instituto de Aviação de Moscou, onde permaneceu estudando até a invasão alemã da União Soviética em 1941. No começo da guerra, ela deixou a escola para trabalhar cavando fossos antitanques e construindo fortificações defensivas nos arredores da cidade.

Depois de ser encorajada pelo Komsomol para se unir ao regimento de aviação feminina, o 588º de Bombardeio Noturno, fundado por Marina Raskova, Stupina se voluntariou em outubro. Após receber treinamento de navegação na Escola de Aviação Militar de Engels, foi enviada para a Frente Sul em fins de maio de 1942 e foi promovida ao posto de tenente junior. Stupina voou 15 missões de combate antes de ser designada como Oficial de Comunicações do regimento, embora, na oportunidade, tivesse expressado que preferia continuar voando em missões de combate.

Valentina Stupina foi condecorada com a Medalha "Pela Coragem" em novembro de 1942, tornando-se uma das primeiras do regimento a receber o prêmio.  Stupina, apelidada pelas amigas de Valya, morreu em Yessentuki, na Primavera de 1943, em razão de enfermidade provocada pelas duras condições de vida durante a campanha, e depois de se recusar a receber tratamento no hospital por muito tempo, pois queria permanecer junto a suas companheiras.

Medalha Pela Coragem. Stupina foi uma das primeiras garotas do regimento a recebê-la.

O regimento inteiro participou de seu funeral e ela foi enterrada com honras militares completas em um cemitério civil local.  A comandante do regimento, major Yevdokiya Bershanskaya, enviou à sua mãe, Polina Stupina, um telegrama informando-a da morte de Valentina, mas esta só conseguiu chegar a Yessentuki após o sepultamento. Bershanskaya a encontrou na estação de trem e foi com ela ao cemitério. Quando morreu, Valya Stupina tinha apenas 23 anos de idade.

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BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.


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sexta-feira, 12 de julho de 2019

CONFERÊNCIA SOBRE AS "BRUXAS DA NOITE" NO INCAER

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Por ocasião do 269º Encontro do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, farei uma conferência sobre as BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA DE MUNDIAL.

Se você curte estudar e pesquisar sobre aviação, guerra e gênero, não perca. Venha e conheça a fantástica história dessas jovens aviadoras na defesa de sua Pátria.

A guerra, no feminino.

A conferência ocorrerá no próximo dia 30, às 14 horas, no INCAER.  Não perca.

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

UMA VERDADEIRA "BRUXA DA NOITE" RECEBE O NOSSO LIVRO EM MOSCOU

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Com muito orgulho e honra, eu e Ana Daróz, autores de Bruxas da Noite: as aviadoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial, presenteamos com um exemplar do livro Galina Brok-Beltsova, a última das "Bruxas da Noite" viva.

O fato deu-se hoje pela manhã em Moscou, no Museu da Vitória da Grande Guerra Patriótica, em meio às comemorações relativas ao Dia da Vitória na Rússia. Para tal, contamos com a intermediação e colaboração do Consulado Geral da Federação da Rússia no RJ, da Associação Nacional dos Veteranos da FEB e do Comitê de Veteranos de Guerra da Rússia, organizações que nos permitiram prestar essa homenagem à aviadora heroína de guerra.
 
A surpresa e a emoção estampadas no rosto da veterana de 94 anos ao receber o livro
 
A tenente Galina Bork-Beltsova tinha apenas 16 anos de idade quando se alistou voluntariamente para lutar em uma das unidades aéreas criadas por Marina Raskova. Entre 1942 e 1945, voou como navegadora de um bombardeiro de mergulho Petlyakov Pe-2 pertencente ao 125º Regimento de Bombardeio de Guardas, no qual cumpriu 36 missões de combate. Após a guerra, tornou-se doutora em História e chefe do Departamento de História do Instituto de Engenharia de Moscou.

Galina Bork-Beltsova, ainda adolescente, quando combatia os nazistas voando bombardeiros de mergulho.
 

Registro aqui os agradecimentos ao Cônsul Geral da Rússia no Rio de Janeiro, Vladimir Tokmakov, ao diplomata Artem Fomin, ao Prof Israel Blajberg (ANVFEB) e ao coronel aviador Vladimir Bednev (Comitê de Veteranos de Guerra da Rússia) por possibilitarem esse momento único.

Ver a emoção e a surpresa estampados nos olhos da veterana "Bruxa da Noite" de 94 anos ao receber o livro valeu cada minuto dos dois anos e meio consumidos na pesquisa e escrita do nosso "Bruxas". Sem dúvida, hoje foi um grande dia para nós, autores.

Muito orgulho envolvido.


quarta-feira, 1 de maio de 2019

"BRUXAS DA NOITE" NA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

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A obra que trata da atuação das aviadoras soviéticas terá apresentação por ocasião das comemorações dos 74 da vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial.
 

O Consulado Geral da Federação da Rússia no Rio de Janeiro tem a honra de convidar para a Solenidade de Celebração dos 74 anos do Vitória na Segunda Guerra Mundial, que terá lugar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 6 de maio às 18:30.
 
No âmbito da Solenidade ocorrerá a apresentação do livro "Bruxas da Noite: as aviadoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial" feita pelo autor brasileiro, historiador militar, escritor e professor Carlos Daróz.
 
A obra, escrita em coautoria com Ana Daróz, estuda a participação da mulher na guerra e aborda, particularmente, a fantástica e inédita experiência das corajosas jovens aviadoras soviéticas na luta contra o Nazismo, que deixou seu legado até os dias de hoje.

 
Data: 6 de maio de 2019
Horário: 18:30
Local: Plenário principal da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Praça Marechal Floriano s/nº - Cinelândia)

 
Caso tenha interesse em participar do evento, favor confirmar a presença até 4 de maio, pelo e-mail: consrio@yandrex.ru


Realização:



    

quarta-feira, 20 de março de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO "BRUXAS DA NOITE" NO RIO DE JANEIRO

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Depois de uma grande expectativa, ocorrerá, no próximo dia 27, o esperado lançamento de BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL no Rio de Janeiro, o primeiro evento de alguns já programados.

A obra, escrita por Carlos e Ana Daróz, estuda a participação da mulher na guerra, e aborda, particularmente, a fantástica e inédita experiência das corajosas jovens aviadoras soviéticas na luta contra o Nazismo, que deixou seu legado até os dias de hoje.

É a guerra, no feminino!

Compareça e garanta já o seu exemplar.


Ficha Técnica

“Bruxas da Noite: as aviadoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial”

Autores: Carlos e Ana Daróz
Editora: Somos Editora
ISBN: 978-85-8922-618-6
Gênero: História Militar
Ano: 2018
232 páginas

Preço: R$ 50,00



Apoio: Força Aérea Brasileira - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica


domingo, 10 de março de 2019

EDITOR DO BLOG PARTICIPA DE CELEBRAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER COM AS BRUXAS DA NOITE NA ESCOLA PREPARATÓRIA DE CADETES DO EXÉRCITO

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Comemorando o Dia Internacional da Mulher, estivemos na EsPCEx contando a história das BRUXAS DA NOITE e das mulheres guerreiras ao longo da História.

Em uma memorável jornada, tivemos uma oportunidade única para divulgar para as alunas, professoras e servidoras da Escola o papel exercido pelas jovens e corajosas aviadoras na defesa de sua Pátria.


Também foi momento de lançar o livro na belíssima cidade de Campinas. E, claro, muitas mulheres puderam garantir seu exemplar.


Parabéns para todas as mulheres, especialmente nossas leitoras, pelo seu dia.

A seguir, algumas imagens do evento.


















BRUXAS DA NOITE. A guerra, no feminino!
Reserve já o seu exemplar. Saiba como clicando aqui.



Crédito das fotos: QG Imagens e SCS EsPCEx


terça-feira, 5 de março de 2019

A OUTRA FACE DA GUERRA

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Apesar de os homens geralmente liderarem as guerras, na cultura e na história de muitos povos a imagem dos conflitos tem uma aparência feminina. Na Rússia, ela se cristalizou na face triste da Pátria-mãe. Fato é que as mulheres russas tiveram grande participação nos principais conflitos mundiais e foram capazes de dominar grande exércitos.

Por Aleksandr Korolkov


As referências sobre a primeira mulher-soldado russa datam do século XVII. Foi exatamente nessa época, durante a guerra dos camponeses, em 1670 e 1671, que a “Joana D’Arc russa”, Alena Arzamaskaia, comandou por mais de dois meses um destacamento com mais de 2 mil rebeldes que refugiaram-se na fortaleza de Temnikov (atual Mordóvia). Após a tomada da fortaleza, Arzamaskaia foi torturada e queimada como criminosa e herege, acusada de bruxaria. Johann Frisch, viajante e naturalista alemão, seu contemporâneo, compara-a com uma  amazona que “superava os homens com a sua coragem incomum. Quando seu destacamento foi derrotado, ela continuou a resistir persistentemente, matando mais sete ou oito”.

Apesar da aparência e comportamento valente de algumas das mulheres que estavam à frente da Rússia no século XVIII, as grandes conquistas militares que o Império Russo realizou na época eram uma empreitada predominantemente masculina. No entanto, a Guerra Patriótica de 1812, também conhecida como a Campanha Russa de Napoleão, foi a primeira guerra que resultou na condecoração de mulheres. Por decreto de 8 de fevereiro de 1816, as medalhas “Em memória da Guerra Patriótica de 1812” foram concedidas às viúvas dos generais e dos oficiais mortos em combates, bem como às mulheres que trabalharam nos hospitais e cuidaram dos feridos. Ao todo, foram distribuídas 7.606 medalhas para as mulheres na ocasião.

Foi também na guerra de 1812 que a primeira mulher acabou sendo aceita para o quadro regular do Exército. Com 23 anos, Nadejda Durova, que entrou para a história como “A donzela da cavalaria”, serviu sob o nome de Aleksandra Aleksandrova, com permissão pessoal do imperador. Durova obteve destaque em uma das batalhas decisivas, em Borodinó, na qual sofreu uma lesão grave.

Nadeja Dorova serviu com os hussardos nas Guerras Napoleônicas


Rimma Mikhailovna Ivanova, cem anos depois de Durova, tornou-se a segunda mulher na história a integrar as fileiras do Exército russo. Ela foi arregimentada com um nome masculino para trabalhar no posto de enfermeiro do regimento. Mesmo quando tudo foi revelado, ela continuou a servir usando o seu próprio nome. Em 9 de setembro de 1915, quando os dois oficiais do regimento morreram durante um combate, ela incitou o grupo ao ataque e lançou-se sobre as trincheiras inimigas, tendo sido mortalmente ferida por uma bala explosiva no quadril. Ela tinha acabado de completar 21 anos. Por meio de um decreto de Nicolai II, em caráter de exceção, a heroína recebeu, postumamente, a condecoração de mais alto grau – naquela época, a Ordem Militar de São George de 4º nível.

Enquanto que durante a primeira Guerra Mundial se tem conhecimento  de uma única mulher nas fileiras do Exército regular, são milhares os casos de mulheres que se juntaram às Forças Armadas ao longo da Segunda Guerra Mundial, quando a escala da tragédia foi muito maior. Membros da resistência (partizanki), operadoras de conexões, batedoras, enfermeiras: quase uma centena foi condecorada com o título de “Herói da União Soviética”.

Durante a 2ª Guerra Mundial as mulheres-snipers eliminaram mais de 11 mil alemães


As mulheres também combateram na linha de frente. A famosa “sniper” Liudmila Pavlichenko aniquilou 309 soldados e oficiais inimigos durante confrontos. Pavlichenko  foi dispensada das Forças Armadas devido a ferimentos quando tinha apenas 25 anos de idade. No total, as chamadas mulheres-snipers dizimaram mais 11.280 oficiais e soldados nazistas.


Também no céu

Logo após o início da Segunda Guerra Mundial, Marina Mikhailovna Raskova que, na época, já era uma aviadora famosa, dirigiu-se pessoalmente ao Comitê Central do Partido Comunista da URSS (bolchevique), solicitando a permissão para constituir um regimento feminino de aviação. O pedido foi deferido, mas foram tantas interessadas que ficou decidido criar, ao invés de um, 3 regimentos femininos de uma só vez.

As aviadoras do 586º Regimento de Caças da Força Aérea participaram da defesa de Moscou, nas batalhas de Stalingrado e de Kursk, tendo realizado cerca de 9 mil missões e abatido 38 aviões inimigos.

Após o 586º  Regimento de Caças, entraram em operação de combate o 588º e o 587º Regimento de Bombardeiros. Nas batalhas aéreas, as mulheres-pilotos de bombardeiros  mostraram uma habilidade digna de admiração. Em 2 de junho de 1943, quando 9 bombardeiros aéreas atingiram o povoado de Kievskaiya, em Kuban, as aviadoras receberam o inimigo com fogo concentrado do armamento a bordo. Durante esse combate, elas abateram 4 caças e, sem nenhuma baixa, voltaram para o seu campo de pouso.

Aviadoras do 586º Regimento de Caças


O mais impressionante é que as tradições das mulheres-aviadoras sobrevivem até hoje. Recentemente foi criado o primeiro esquadrão feminino de helicópteros na história da Rússia, que recebeu o nome do pássaro tropical “Colibri”. A presença de mulheres no Exército russo tornou-se um fenômeno corriqueiro; com o tempo, as representantes do “sexo frágil” conquistaram nas mais pesadas provações da história russa o direito de usar as insígnias militares e cumprir o seu dever no mesmo patamar que os homens. Atualmente, cerca de 50 mil mulheres, ao todo, servem nas Forças Armadas da Federação Russa.

Fonte: Gazeta Russa



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

LANÇAMENTO DE "BRUXAS DA NOITE" EM CAMPINAS-SP. NÃO PERCA A OPORTUNIDADE.

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No próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, estaremos realizando uma palestra e o lançamento do livro BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, escrito pelo editor do Blog e por Ana Daróz.

Não perca a oportunidade para adquirir seu exemplar e conhecer a histórias dessas jovens e corajosas aviadoras que combateram nos céus para defender sua Pátria.

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas-SP


O lançamento ocorrerá na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, no dia 8, às 8 horas da manhã. A escola localiza-se na Avenida |Pio XII nº 350, Jardim Chapadão. Campinas-SP.

A guerra, no feminino!



quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

COMO HOMENAGEAR SEUS HERÓIS? E SUAS HEROÍNAS? AS AVIADORAS NAVAIS DOS EUA HONRAM UMA DE SUAS PIONEIRAS



Conheça as mulheres aviadoras que realizarão o primeiro voo exclusivamente feminino para honrar a vida e o legado de uma pioneira feminina na aviação naval, capitão da Marinha Rosemary Mariner, falecida nesta semana.


Como um país homenageia seus heróis?  Ou melhor, como homenageia suas heroínas?

No momento em que sepultam uma das mulheres pioneiras de sua aviação naval, os Estados Unidos da América dão um exemplo de respeito e honra.

Diante do falecimento da Capitão Rosemary Mariner, uma das primeiras aviadoras de sua Marinha, o país escalou uma equipe unicamente formada por mulheres para realizar o voo chamado Flyover (“voo sobre”), no momento exato do sepultamento com honras militares.

Uma equipe constituída unicamente por mulheres aviadoras realizará o primeiro Flyover exclusivamente feminino para honrar a vida e o legado de uma pioneira na aviação naval, a capitão da Marinha Rosemary Mariner, que foi a primeira piloto feminina da Marinha, pilotando as aeronaves A-4E/L Skyhawk e o A-7E Corsair II.

As oito mulheres, guarnecendo quatro aeronaves, conduzirão o "Voo do Homem Desaparecido" no próximo sábado, 2 de fevereiro, em Maynardville, Tennessee, como parte do funeral da capitão Rosemary Mariner, que faleceu em 24 de janeiro, após uma longa e corajosa batalha contra o câncer.

O "Vôo do Homem Desaparecido" é uma das tradições das forças armadas dos EUA e uma homenagem especial entre os aviadores que morreram servindo seu país.  A manobra caracteriza-se pela passagem baixa (voo rasante) em formação sobre o funeral, quando a aeronave líder deixa a formação e sobe verticalmente para o céu. 

F/A-18E Super Hornet, da Marinha dos EUA, a aeronave voada na homenagem

Pela primeira vez na história dos EUA, todas as aviadoras participantes da homenagem serão exclusivamente mulheres da Marinha e estarão pilotando caças F/A-18E/F Super Hornet.

O que as BRUXAS DA NOITE têm a ver com isso?  As aviadoras soviéticas abriram o caminho para que, muitos anos mais tarde, as mulheres pudessem brilhar como protagonistas da atividade aérea militar.

Essa homenagem, extremamente significativa, em um momento no qual as mulheres se afirmam profissionalmente para ocuparem seu lugar de direito, reafirma a experiência soviética da Segunda Guerra Mundial, que colocou as mulheres nos controles das aeronaves de combate na linha de frente contra os nazistas.

Conheça cada uma dessas oito aviadoras navais contemporâneas, experientes mulheres com experiência de combate, que participarão da homenagem.


Comandante Stacy “Stigs” Uttecht
Oficial comandante do Esquadrão de Caça de Ataque 32 (VFA-32)


A comandante Uttecht graduou-se no Instituto Tecnológico da Virginia no ano 2000 e conquistou seu brevê de aviadora naval dois anos mais tarde. Ela qualificou-se e voou com o F-14 Tomcat e o F/A-18F Super Hornet, contabilizando mais de 3.500 horas de voo, sendo 1.220 em combate, e mais de 400 pousos em porta-aviões.  A comandante Stacy Utrecht assumiu o VFA-32 em janeiro de 2018, tornando-se a segunda mulher a liderar uma unidade de F/-18


Comandante Leslie "Meat" Mintz
Subcomandante do Esquadrão de Caça de Ataque 213 (VFA-213) 


Formou-se na Universidade da Virgínia em 2000, com  bacharelado em Engenharia de Sistemas. Recebeu suas asas de ouro de aviadora naval em 2002 e pilota o F/A-18F Super Hornet.  Ela completou o treinamento da Escola de Armas de Caça da Marinha (Top Gun) e participou da Operação Enduring Freedom, no Iraque. A comandante Mintz acumula mais de 2.800 horas de voo.


Tenente-comandante Paige "PUFN" Blok
Esquadrão de Caça de Ataque 32 (VFA-32)


Graduou-se em 2007 na Academia Naval dos EUA, com especialização em Oceanografia. Tornou-se aviadora naval em agosto de 2009 e voou tanto o F/A-18C Hornet e o F/A-18F Super Hornet. Ela possui mestrado  em Engenharia Aeronáutica e Aeroespacial e um MBA pelo Massachusetts Institute of Technology. 


Tenente-comandante  Jennifer "Cujo" Hesling


Jennifer  Hesling formou-se na Academia Naval dos Estados Unidos em 2008 com licenciatura em Engenharia Aeroespacial. Ela conquistou suas asas de ouro em 2010 e  completou 40 missões de combate, além de tornar-se instrutora de voo no F/A-18F Super Hornet. A comandante Hesling é mãe de duas filhas gêmeas.


Tenente-comandante  Danielle "Purple" Thiriot
Esquadrão de Caça de Ataque 106 (VFA- 106)


Danielle Thiriot formou-se em 2007 na Universidade de Harvard e tornou-se aviadora naval em maio de 2010. Ela liderou mais de 25 missões de combate no F/A-18F e voou no Esquadrão de Demonstração Tática do Super Hornet, se apresentando em shows aéreos nos EUA e no Canadá. Thiriot recentemente completou um período no Pentágono, em Washington, como assistente do Chefe de Operações Navais, almirante John Richardson. Em março de 2019, trabalhará como chefe de departamento no esquadrão VFA-143, “Pukin dogs”.


Tenente Christy "Buzz" Talisse
Esquadrão de Caça de Ataque 211 (VFA- 211)


A tenente  Christy "Buzz" Talisse formou-se na Academia Naval dos Estados Unidos em 2013, com diploma em Economia. Ela completou recentemente um período a bordo do porta-aviões USS Harry S. Truman em apoio à Operação Inherent Resolve e Dynamic Force Employment, com o esquadrão  VFA-211.


Tenente Amanda "Stalin" Lee
Esquadrão de Caça de Ataque 81 (VFA- 81)


Amanda graduaou-se como marinheira no Comando de Recrutamento e Treinamento dos Grandes Lagos em 2007. Sua carreira de sucesso como Técnica de Eletrônica de Aviação levou à sua seleção no Programa de Comissionamento “de Marinheiro a Almirante” (STA-21). Lee é bacharel em Bioquímica pela Universidade Old Dominion e tornou-se aviadora em abril de 2016. Completou recentemente uma comissão a bordo do porta-aviões USS Harry S. Truman, em apoio à Operação Inherent Resolve, além de participar de numerosos exercícios com os Aliados da OTAN.


Tenente Emily "Gong" Rixey
Escola de Armas de Caças de Ataque do Atlântico


Emily Rixey formou-se na Academia Naval dos Estados Unidos em 2012, com licenciatura em Engenharia Aeroespacial. Ela pilota o F/A-18F Super Hornet e é graduada na principal escola de armas de caça da Marinha (Top Gun). Após a formatura,foi designada como instrutora de tática aérea na  Escola de Armas de Caças de Ataque do Atlântico.


Tenente Kelly "Stoner" Harris
Esquadrão de Caça de Ataque 213 (VFA- 213)


A tenente Harris é graduada em 2010 pelo Brevard College. Ela entrou na Marinha  em outubro de 2013, por meio da escola de Candidatos a Oficial, em Newport, Rhode Island, e foi designada aviadora naval em março de 2016. Em dezembro de 2017, Harris foi transferida para seu primeiro esquadrão operacional, o VFA-213, onde atuou no porta-aviões USS George H.W. Bush. Ela voou vinte e cinco missões de combate em apoio à Operação Inerente Resolver, no Iraque e na Síria. A tenente Harris possui mais de 500 horas de voo no F/A-18F e tem, em seu currículo, mais de cem pousos em porta-aviões.

A homenageada, capitão Rosemary Mariner, uma das pioneiras da aviação naval dos EUA, falecida em 24 de janeiro.  Honre e respeito prestadas por aviadoras mulheres.

Fonte: Marinha dos EUA