"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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terça-feira, 13 de outubro de 2020

IMAGEM DO DIA - 13/10/2020

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“Ou nós encontramos um caminho, ou abrimos um.” com essas palavras Aníbal Barca, o cartaginês, iniciou a célebre travessia dos Alpes italianos, que, mesmo diante de significativas perdas, surpreendeu os exércitos romanos com seus elefantes de guerra. 


terça-feira, 5 de março de 2019

IMAGEM DO DIA - 5/3/2019

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Legionários romanos e soldados cartagineses se enfrentam durante a Batalha de Zama, travada no ano 202 a.C., no curso da Segunda Guerra Púnica


quinta-feira, 28 de junho de 2012

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – AMÍLCAR BARCA

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* c. 270 a.C.

+ 228 a.C.



Amílcar Barca foi um estadista e general cartaginês, responsável pela conquista da Hispânia por Cartago. Foi pai de Aníbal, Asdrúbal, Adonibal e Magão, bem como o construtor dos famosos jardins de Amílcar, que se encontravam em Mégara, na periferia de Cartago.

Comandou as forças de Cartago na última parte da Primeira Guerra Púnica e foi o negociador da paz no ano de 241 a.C.

Quando os mercenários a serviço de Cartago se rebelaram, na Guerra dos Mercenários, Amílcar e seu rival Ano os derrotaram. Em 237 a.C. foi à Hispânia, levando consigo seu filho Aníbal, de nove anos, que quis ver a batalha. Amílcar permitiu com uma condição: sempre odiar os romanos acontecendo o que acontecesse.

A perda da Sicília, da Sardenha e da Córsega conduziram o general cartaginês a apoderar-se rapidamente do sul da península Ibérica, após vencer os Turdetanos, e também do leste, até o promontório de Tenebrio, onde mandou construir a fortaleza de Akraleuke, junto a Alicante. Mas foi derrotado na campanha contra os Lusitanos, vindo a falecer em 228 a.C..

Distinguiu-se durante a Primeira Guerra Púnica em 247 a.C., quando assegurou o domínio da Sicília, até então nas mãos de Roma. Desembarcou por surpresa a noroeste da ilha, com uma pequena tropa de mercenários e tomou posição no monte Heirktê (Monte Pellegrino, perto de Palermo). Não somente manteve a posição perante todos os ataques, mas estendeu as suas incursões até a costa do sul da Itália.

Em 244 a.C. deslocou o seu exército para uma posição similar nas ladeiras do monte Eryx (Monte San Giuliano), desde onde podia apoiar as guarnições assediadas na vizinha cidade de Drépano (Trapani). Após a derrota cartaginesa nas ilhas Égadi em 241 a.C., a força invicta de Amílcar saiu da Sicília sem se submeter.

Esta derrota, imputada aos generais aristocratas cartagineses, provocou um grande descontentamento, em especial entre os mercenários, que desejavam cobrar o seu pagamento, embora também entre os camponeses líbios e entre aqueles cidadãos afetados pela crise. Isso ocasionou a rebelião dos mercenários.

Os mercenários, escravos fugitivos e camponeses empobrecidos, dirigidos pelo líder líbio Matho, o gaulês Autarito e o escravo campano Espêndio, assediaram Cartago e tomaram outras cidades como Útica e Bizerta. Amílcar conseguiu tirar os seus barcos do porto e, com uma campanha de fustigamento, conduziu os rebeldes até um vale deserto (o desfiladeiro de Scia), em onde os exterminou com a ajuda do príncipe númida Naravas levado ali pelo seu amigo Antígono em 237 a.C.

Depois deste triunfo, Amílcar conseguiu uma enorme popularidade, e os seus adversários não puderam negar-lhe o posto de comandante-em-chefe do exército nem impedir que se tornasse o autêntico dono de Cartago. Recrutou e treinou um novo exército e, após algumas incursões na Numídia, decidiu lançar uma expedição sobre Ibéria (236 a.C.). Ali visava iniciar um novo império que compensasse Cartago da perda da Sicília, Sardenha e Córsega às mãos dos romanos, e estabelecer uma base na sua campanha de retaliação contra estes desde o próprio território europeu, ao não poder dispor já de frota própria, desmantelada após a assinatura da paz.

Em oito anos de lutas e diplomacia, chegou a dominar um amplo território em Ibéria, rico em recursos mineiros, e a dirigir um exército composto nomeadamente por belicosos e bem preparados iberos.

A sua prematura morte ocorreu no inverno de 229-228 a.C., durante o assédio de Héliké, cidade cujo local é desconhecido, tendo sido especulado quer com Elche de la Sierra, quer a atual Elche, ou algum ponto da atual Oretania, entre outros. Foi sucedido no comando do exército cartaginês pelo seu genro Asdrúbal.

Amílcar superou a todos os cartagineses da sua época, tanto em capacidade militar e diplomacia como em patriotismo. Apenas chegaria a ser superado em todas estas virtudes pelo seu filho Aníbal, o qual educou no ódio para Roma e formou para que chegasse a ser o seu sucessor.

 
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domingo, 15 de maio de 2011

IMAGEM DO DIA - 15/05/2011

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Elefantes de guerra cartagineses avançam sobre soldados romanos aterrorizados durante a Batalha de Zama (202 a.C.)


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quinta-feira, 19 de março de 2009

AS GUERRAS PÚNICAS (264 a.C. - 146 a.C.)





Entre os séculos 3 e 2 a.C., Roma e Cartago, grandes potências da época, se enfrentaram na região do Mar Mediterrâneo. As Guerras Púnicas foram uma série de três guerras entre a República Romana e a República de Cartago, cidade-estado fenícia, no período entre 264 a.C. e 146 a.C.. Ao fim das Guerras Púnicas, Cartago foi totalmente destruída. O adjetivo "púnico" deriva do nome dado aos cartagineses pelos romanos (Punici - de Poenici, ou seja, de ascendência fenícia).

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A 1ª Guerra Púnica foi um conflito predominantemente naval ocorrido entre 264 a.C. e 241 a.C..

A 2ª Guerra Púnica notabilizou-se pela travessia dos Alpes, efetuada por Aníbal Barca, e desenrolou-se de 218 a.C. até 202 a.C.

A 3ª Guerra Púnica, ocorrida entre 149 a.C. a 146 a.C., resultou na destruição de Cartago.

Localizada no norte da África, por volta do século III a.C. Cartago dominava o comércio do Mediterrâneo. Os ricos comerciantes cartagineses possuíam diversas colônias na Sardenha, Córsega e a oeste da Sicília, ilhas ricas na produção de cereais. Também estavam estabelecidos no sul da Península Ibérica, onde exploravam minérios, e em toda costa setentrional da África.


Causas

Tanto Roma quanto Cartago disputavam a hegemonia no Mar Mediterrâneo, principal via de transporte de mercadorias. As guerras tiveram como origem a rivalidade entre Roma e Cartago, que se assumia como um centro econômico, político e militar da região do Mar Mediterrâneo ocidental.

Quando Roma anexou os portos do sul da Península Itálica, os interesses de Nápoles e Tarento - colônias gregas rivais de Cartago - tornaram-se interesses romanos. Roma, como líder dos gregos ocidentais, interviu na luta secular entre sicilianos e cartagineses.

As forças das duas potências eram bastante equilibradas, pois o poderio de ambas era sustentado por uma comunidade de cidadãos e um poderoso exército, fortalecido por alianças com aliados em caso de guerra.


A 1ª Guerra Púnica

No início das guerras, Roma dominava a península Itálica, enquanto a cidade fenícia de Cartago dominava a rota marítima para a costa ocidental africana, assim como para a Bretanha e a Noruega. Na 1ª Guerra Púnica, Roma e Cartago foram chamadas para ajudar a cidade de Messina, na ilha da Sicília, ameaçada por Hiero II, rei de Siracusa.

Os romanos, contudo, para expulsar os cartagineses da ilha, provocaram a guerra e sairam vitoriosos. Sicília, Sardenha e Córsega foram anexadas ao domínio de Roma, e os cartagineses tiveram restringida a influência ao norte da África.


A 2ª Guerra Púnica

Aníbal Barca, comandante cartaginês


Os cartagineses reagiram. A 2ª Guerra Púnica começou na Espanha, onde Cartago ampliou seu poder na tentativa de compensar a perda da Sicília. Comandadas por Aníbal Barca, as tropas cartaginesas tomaram Saguntum, cidade espanhola aliada de Roma, o que gerou nova declaração de guerra. Com 50 mil homens, 9 mil cavalos e 37 elefantes de guerra, Aníbal atravessou os Montes Pireneus e os Alpes e conquistou cidades no norte da Itália.



As tropas de Aníbal (inclusive seus elefantes de guerra) cruzam os Alpes a caminho da península italiana


Durante essa campanha Aníbal ficou cego de um olho e perdeu metade dos homens de seu exército. Mesmo assim chegou às portas de Roma, mas, a falta de reforços e o cerco de Cartago pelas forças romanas sob o comando de Cipião, o Africano, obrigaram Aníbal a voltar para defendê-la. Vencido, refugiou-se na Ásia Menor, onde se envenenou para não ser preso pelos romanos. A paz custou caro aos cartagineses: entregaram a Espanha e sua esquadra naval, comprometendo-se ainda a pagar por 50 anos pesada indenização de guerra a Roma.

Alegoria representando a Batalha de Zama




A 3ª Guerra Púnica

Em Roma o senador Catão iniciou intensa campanha contra Cartago. Todos os seus discursos terminavam com a frase: "Cartago precisa ser destruída" (delenda est Carthago).
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A 3ª Guerra Púnica teve início em 149 a.C. e foi fomentada pelo persistente sucesso comercial dos cartagineses, apesar de sua diminuída importância política. Uma pequena violação dos tratados de paz serviu de pretexto para a terceira guerra. Roma destruiu Cartago em 146 a.C. e vendeu 40 mil sobreviventes como escravos. A antiga potência fenícia foi reduzida a província romana na África.


Consequências

Com o fim das Guerras Púnicas, Roma passou a dominar todo o comércio do Mediterrâneo Ocidental e, a partir daí, iniciou suas conquistas territoriais com as quais dominou todo o Mediterrâneo e grande parte da Europa. Roma já era um império em termos de terras conquistadas. Mas as mudanças políticas que aconteceriam após essa expansão territorial acabariam por derrubar a República, iniciando o período político chamado Império.

A civilização cartaginesa desapareceu após as Guerras Púnicas. Sua cultura influenciou os povos berberes do norte da África, mas pouco se sabe sobre sua história. Nos documentos gregos e romanos que chegaram à nossa época, nos quais há um claro preconceito em relação aos cartagineses, podemos ver, nas entrelinhas, a grandiosidade desse povo.
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No que se refere a Roma, seu domínio se ampliou: Sicília, Córsega, Península Ibérica e norte da África foram tomados dos cartagineses. Além das vitórias sobre os aliados de Cartago: a Gália e a Macedônia.
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Soldados romanos em combate