"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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terça-feira, 10 de outubro de 2023

EDITOR DO BLOG TOMA POSSE NA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL

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O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar tomou posse, no dia 9 de outubro de 2023, como acadêmico titular da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio - Academia Marechal João Batista de Mattos. 

 
A cerimônia foi realizada na sede do Clube Militar e contou com grande número de autoridades, acadêmicos e convidados, incluindo o coronel Claudio Moreira Bento, fundador da Academia e atual presidente de seu Conselho Consultivo.

Carlos Daróz assumiu como primeiro titular, a cadeira nº 19, que homenageia o Marechal Hugo Panasco Alvim, oficial de Artilharia (como eu) que, durante a Segunda Guerra Mundial, comandou o IV Grupo de Artilharia da Força Expedicionária Brasileira, atual 11º Grupo de Artilharia de Campanha.

O então tenente-coronel Hugo Panasco Alvim comandou o IV Grupo de Artilharia da Força expedicionária Brasileira durante a Campanha da Itália, 1944-1945.


Carlos Daróz teve a honra de ser recepcionado pelo Prof Israel Blajberg, atual presidente da AHIMBT/RIO. 

Na ocasião, o novo acadêmico proferiu a seguinte alocução, em homenagem ao patrono de sua Cadeira:

Senhor Gen Márcio Tadeu Bettega Bergo, mais alta autoridade militar presente; senhor Cel Cláudio Moreira Bento, fundador da Academia de História Militar Terrestre do Brasil; senhor Tenente de Artilharia e engenheiro Israel Blajberg, Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio – Academia Marechal João Baptista de Mattos; senhores membros da Academia de História Militar; autoridades; minhas senhoras; meus senhores; meus caros confrades e confreiras, 

A alegria de ser acolhido nesta casa dedicada à pesquisa e ao estudo da história militar brasileira é ainda maior, por ser recebido por um dileto amigo, artilheiro como eu, presidente da Academia, e confrade do IGHMB – Prof. Israel Blajberg. Homem dotado de invulgar inteligência, capacidade de pesquisa, fineza e elegância, autor de extensa produção intelectual no campo da História Militar. Grande é a minha honra por ser recepcionado por tão relevante personalidade da cultura nacional.

Amigo Israel, muito obrigado por constantemente prestigiar meus trabalhos e pesquisas, por anos a fio, divulgando e fortalecendo a História Militar, e, neste momento solene, saudar minha posse como acadêmico deste sodalício.

Nesta casa, reza a tradição, sempre que aos novos acadêmicos é ensejado transpor os seus umbrais, cabe-lhes exaltar a figura do patrono da cadeira que irá ocupar. Incumbe-me, pois, trazer para compor a galeria dos vultos deste cenáculo a figura do Marechal Hugo Panasco Alvim, importante oficial do Exército Brasileiro que teve destacada carreira, e que, no momento de crise assinalado pela Segunda Guerra Mundial, liderou uma das unidades de Artilharia da Força Expedicionária Brasileira no combate ao nazifascismo e na luta pela liberdade.

Impõe-se, contudo, uma breve contextualização sobre o momento histórico no qual o patrono da cadeira nº 19 da AHMTB/Rio teve seu maior destaque.
 
O Brasil ingressou na Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942, quando o governo declarou guerra às potências do Eixo, decisão que foi influenciada por uma série de fatores, incluindo gestões diplomáticas dos Aliados e, principalmente, ataques a navios brasileiros por submarinos alemães e italianos, que causaram a morte de centenas de brasileiros e geraram uma crescente comoção popular.
Decidido o ingresso no conflito, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira, composta pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, a qual combateu na Itália em 1944-1945. Organizada segundo o modelo norte-americano, a divisão brasileira possuía uma Artilharia Divisionária, composta por quatro grupos de artilharia de campanha, um dos quais foi liderado em combate pelo então tenente-coronel Alvim. 
 
Nascido no Rio de Janeiro em 12 de junho de 1901, Hugo Panasco Alvim ingressou na Escola Militar do Realengo no ano de 1919, e foi declarado aspirante a oficial da arma de Artilharia em janeiro de 1922. Foi sucessivamente promovido aos postos de segundo-tenente (1922), primeiro-tenente (1923) e capitão (1932). Depois de frequentar o curso de estado-maior na École de Guerre da França, entre 1935 e 1937, ascendeu ao posto de major em agosto de 1940.
Quando o Brasil ingressou na Segunda Guerra Mundial, Alvim cursava a Escola de Artilharia do Exército dos Estados Unidos da América, em Fort Sill, Oklahoma. Com a organização da Força Expedicionária Brasileira, foi promovido ao posto de tenente-coronel e designado para comandar o 1º Regimento de Artilharia Pesada Curta, unidade criada em 1943, e designada, durante a guerra, como IV Grupo da Artilharia Divisionária da FEB. Cumpre ressaltar que o IV Grupo hoje é o 11º Grupo de Artilharia de Campanha, Grupo Montese, em referência à batalha de Montese, na qual tomou parte. O Tenente-coronel Alvim esteve à testa de sua unidade durante toda a campanha com liderança e eficiência, e permaneceu no comando até janeiro de 1946.

Depois da guerra, prosseguiu com sucesso em sua carreira e foi promovido a general de brigada em 1956, comandando, sucessivamente, dois dos mais importantes estabelecimentos de ensino do nosso Exército: a Academia Militar das Agulhas Negras e a Escola de Comando e Estado-Maior. Posteriormente, comandou a 9ª Região Militar, com sede em Campo Grande.

Por ocasião da X Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores, na qual instituiu-se uma missão de pacificação no âmbito da Organização dos Estados Americanos para lidar com a guerra civil na República Dominicana, o governo brasileiro indicou o General Alvim para o comando da Força Interamericana de Paz. Sobre a missão, afirmou que era "uma grande experiência internacional, tendo em vista evitar conflitos, mesmo os de ordem interna, como é o caso de São Domingos."

Em novembro de 1964, depois de cumprir com sucesso seu comando na Força Interamericana, Alvim foi promovido ao posto máximo da hierarquia, general de exército, e nomeado chefe do Departamento-Geral do Pessoal, função que desempenhou até 1966, quando passou para a reserva, no posto de marechal. 

Após longeva carreira militar, o Marechal Alvim faleceu no dia 29 de julho de 1978, e seu legado e memória encontram-se preservados no Espaço Cultural Hugo Panasco Alvim, localizado no 11º Grupo de Artilharia de Campanha, unidade que comandou nas duras jornadas da Segunda Guerra Mundial.

Na qualidade de oficial da arma de Artilharia do Exército Brasileiro e de neto de oficial que combateu na Campanha da Itália pela Força Expedicionária Brasileira – o então Tenente Pefani Daróz –, sinto-me extremamente honrado em tornar-me o primeiro ocupante da cadeira nº 19 da Academia, dedicada ao Marechal Hugo Panasco Alvim, comandante de um dos quatro grupos de Artilharia de Campanha pertencentes à Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, nas difíceis jornadas de 1944-1945.

Devo, por fim, confessar, sob a mais profunda emoção, que recebo a indicação para integrar a Academia de História Militar Terrestre do Brasil como uma grande distinção alcançada em minha atividade de historiador militar, e vejo, nesta investidura, o coroamento de décadas de trabalho em prol do desenvolvimento da História Militar em nosso País.

Finalmente, na condição de descendente direto de febiano e de preservador da história e da memória da FEB, reafirmo um solene compromisso: “A FEB continua fumando, e, se depender de nós, continuará fumando por muito tempo”.

Muito obrigado.

Carlos Daróz – Cel Art 
Doutor em História UFF – Université Libre de Bruxelles


Mais uma oportunidade para contribuir com  novas pesquisas e fortalecer a História Militar em nosso país.

A seguir, algumas fotos do evento.

O colar-insígnia da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMBT)


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar juntamente com o coronel Claudio Moreira Bento, fundador da AHIMBT


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar realizando a saudação ao patrono da Cadeira nº 19, Marechal Hugo Panasco Alvim 


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar após sua posse na AHIMBT/RIO.


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar recebe do Prof. Israel Blajberg, presidente da AHIMBT/RIO, o colar-insígnia e o diploma correspondentes.


Seguimos pesquisando, sempre!

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

LANÇAMENTO DO LIVRO OPERAÇÃO ACOLHIDA - A FORÇA-TAREFA LOGÓSTICA HUMANITÁRIA E O APOIO AOS MIGRANTES VENEZUELANOS

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Lançado livro resultante de pesquisa sobre a Operação Acolhida


Em cerimônia aberta ao público realizada no auditório da Universidade Federal de Roraima no dia 8 de agosto de 2023, a Operação Acolhida conduziu o lançamento do livro "Operação Acolhida - a Força-Tarefa Logística Humanitária e o apoio aos migrantes venezuelanos".

A obra, de autoria conjunta do editor do Blog Carlos Daróz e da professora Sabrina Celestino, doutores em História e em Políticas Públicas, respectivamente, foi produzida pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, como resultado de pesquisa realizada à luz da História do Tempo Presente e do estudo das Políticas Públicas.



A Cerimônia de lançamento foi presidida pelo Comandante Militar do Leste, General de Exército Novaes, e contou com a presença do Comandante da Força-Tarefa Logística Humanitária, General de Divisão Helder, do Comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, General de Brigada Paulo Edson, de autoridades civis e militares das esferas federal, estadual e municipal, de integrantes dos organismos da Organização das Nações Unidas ligadas aos direitos humanos e migrações, de representantes de organizações governamentais e não governamentais, e de integrantes do 16º contingente da Operação Acolhida.

A obra é permeada de relatos, entre os que foram acolhidos e os que acolheram, de civis e militares, dos que compunham os contingentes aos que conduziam suas instituições a par e passo com a Operação. É crível que o leitor se transporte ao ambiente e sinta a ponta de sentimentos diversos que permeiam as ações pragmáticas. 










O livro tem como propósito registrar o sucesso da resposta do Estado brasileiro à crise migratória e à emergência humanitária, iniciadas a partir de 2018, decorrentes dos problemas socioeconômicos instalados na Venezuela. Atualmente, a Operação Acolhida recebe uma média de 10 mil migrantes venezuelanos, que ingressam no Brasil fugindo da fome e em busca de uma vida melhor. 

Baixe o livro gratuitamente clicando aqui 



segunda-feira, 8 de maio de 2023

MILITAR QUE CAPTUROU CHE GUEVARA NA BOLÍVIA MORRE AOS 84 ANOS

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Gary Prado Salmón foi considerado herói nacional ao comandar patrulha no sudoeste da Bolívia em 8 de outubro de 1967. Ele estava hospitalizado desde abril, afirma a família.

O general boliviano Gary Prado Salmón, que capturou o guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara em 1967, morreu neste sábado (6), na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, aos 84 anos.

A confirmação foi publicada pelo filho do militar nas redes sociais. "Ele estava ao lado da esposa e dos filhos. Nos deixa um legado de amor, honradez e bom temperamento. Foi uma pessoa extraordinária", escreveu no Facebook. Prado Salmón estava hospitalizado desde abril.


Morte de Che Guevara e aposentadoria após tiro na coluna

De 1953 a 1959: Che Guevara, junto com figuras como Fidel Castro, lidera a Revolução Cubana e derruba a ditadura de Fulgêncio Batista.

8 de outubro de 1967: General Gary Prado Salmón comanda uma patrulha no sudoeste da Bolívia e vira herói nacional ao capturar Che Guevara, que tentava levar a revolução socialista para o país.

9 de outubro de 1967: O Exército boliviano cumpre a ordem de executar o líder Che Guevara.

1981: Um tiro acidental atinge Salmón e o deixa em uma cadeira de rodas.

1988: O general aposenta-se da carreira militar.

Gary Prado, à esquerda, por ocasião da captura do guerrilheiro Che Guevara em 1967

Fonte: EFE

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

EDITOR DO PORTAL PUBLICA ARTIGO EM REVISTA EQUATORIANA

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O editor do portal Carlos Daróz-História Militar publicou artigo na Revista Acadêmica de História Militar, no Equador.


A edição especial nº 8 da Revista Académica de Historia Militar, que trata das independências dos países latino-americanos, publicou o  artigo "INDEPENDENCIA O MUERTE!": EL BICENTENARIO DE LA INDEPENDENCIA DE BRASIL, no qual Carlos Daróz analisa o processo de emancipação política de Portugal e a guerra de independência que consolidou a formação do Império do Brasil.

A revista é editada pelo Centro de Estudios Históricos del Ejercito Ecuatoriano e contou com artigos de pesquisadores de diversos países, como: Equador, Brasil, Colômbia, Argentina, Peru, Venezuela e Espanha.







sexta-feira, 16 de setembro de 2022

EDITOR DO PORTAL PUBLICA CAPÍTULO EM LIVRO SOBRE A FAMÍLIA MILITAR

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Foi lançado no salão de honra do Comando Militar do Leste o livro "A família militar no século XXI: perfis, experiências e particularidades", organizado pelas Dras. Sabrina Celestino e Eduarda Hamann. A obra contém trabalhos de pesquisadores brasileiros e internacionais, e aborda as especificidades da família militar, um tema para lá de necessário.

O editor do portal Carlos Daróz-História Militar contribuiu com o projeto produzindo o capítulo 5, VIVANDEIRAS E CANTINEIRAS: A FAMÍLIA MILITAR FORJADA NA GUERRA, no qual trilho um percurso histórico acerca das mulheres que acompanhavam os exércitos desde o alvorecer da Idade Moderna. Muitas delas esposas de soldados, acompanhavam seus maridos provendo um informal apoio logístico para as tropas e, eventualmente, participando diretamente dos combates.

A temática é muito pouco discutida no Brasil, e o capítulo contribui para o debate historiográfico sobre o papel da mulher na guerra.



Cantineira francesa atendendo soldados na Guerra da Criméia

O livro é apresentado pelo Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, e pelo comandante do Exército Brasileiro, general Freire Gomes, e prefaciado pelo professor Celso Castro, do CPDOC/FGV.




domingo, 11 de setembro de 2022

FESTIVAL DE CINEMA DE HISTÓRIA MILITAR MILITUM TERÁ SUA QUARTA EDIÇÃO

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Após dois anos suspenso em virtude da pandemia da pandemia da covid-19, o MILITUM - Festival de Cinema de História Militar retoma suas atividades com vigor em 2022, celebrando o Bicentenário da Independência do Brasil. Em sua quarta edição, o Festival Militum recebeu um número recorde de obras inscritas, totalizando 50 filmes, sendo 37 documentários, 8 ficções e 5 animações, provenientes de 11 estados do Brasil. 

As sessões do Festival ocorrerão no Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, dias 22 e 23 de setembro, e no Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército, dias  27 e 28 de setembro, localizado no nosso prestigioso Museu Militar Conde de Linhares.

O Festival é uma criação da Pátria Filmes e recebe a colaboração de diversas instituições e entidades para, com muito empenho e criatividade, colocar à disposição de amantes do cinema e da história militar, a produção de cineastas amadores e, também, de profissionais, nas diversas categorias para as quais suas obras concorrerão ao Prêmio Apollo.




quinta-feira, 8 de setembro de 2022

UMA PRINCESA NA GUERRA - HOMENAGEM DO PORTAL À RAINHA ELIZABETH II

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Durante a Segunda Guerra Mundial, a vida mudou drasticamente para o povo da Grã-Bretanha, inclusive para a Família Real e para a Princesa Elizabeth.


Faleceu hoje no Castelo de Balmoral, Escócia, a Rainha Elizabeth II, aos 96 anos de idade.  Em 70 anos de reinado, forneceu estabilidade ao Reino Unido em um momento no qual o mundo passou por profundas transformações, atuando com grande senso de dever e honrando, pelo exemplo,  a Coroa britânica.
  
Seu reinado e influência no cenário mundial são bastante conhecidos, mas, o que muitos ignoram, foi o papel desempenhado por ela, ainda uma jovem princesa, durante os difíceis anos da Segunda Guerra Mundial.

Em 13 de setembro de 1940, logo após o início da campanha de bombardeios da Alemanha contra as cidades da Grã-Bretanha, cinco bombas altamente explosivas foram lançadas sobre o Palácio de Buckingham. A Capela Real, o jardim interno e os portões do palácio foram atingidos, e vários trabalhadores ficaram feridos. Ao invés de fugir da cidade sob ataque, o Rei George VI e sua esposa, a Rainha Elizabeth, permaneceram no Palácio de Buckingham, em solidariedade aos que viviam sob os ataques da Blitz. O casal real visitou áreas de Londres que haviam sido devastadas pelos ataques aéreos, falando aos residentes e membros dos serviços de emergência locais. A Rainha se interessou muito pelo que estava sendo feito para ajudar as pessoas que haviam perdido suas casas. 

A princesa Elizabeth tinha apenas 13 anos quando a guerra eclodiu em setembro de 1939. Como muitas crianças que viviam em Londres, Elizabeth e sua irmã Princesa Margaret foram evacuadas para diminuir os riscos dos bombardeios. Elas foram enviadas ao Castelo de Windsor, aproximadamente 20 milhas fora de Londres. As jovens princesas eram duas de mais de três milhões de pessoas - principalmente crianças - que deixaram as cidades para a segurança das pequenas cidades e do campo durante a guerra. O Conselho de Acolhimento de Crianças do Governo também evacuou mais de 2.600 crianças para a Austrália, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul e Estados Unidos. 

No dia  13 de outubro de 1940, em resposta a este movimento, a Princesa Elizabeth proferiu seu primeiro discurso da sala de visitas do Castelo de Windsor, como parte da Hora das Crianças da BBC, em uma tentativa de elevar o moral do público. Ela falou diretamente com as crianças que haviam sido separadas de suas famílias como parte do esquema de evacuação.
"Milhares de vocês neste país tiveram que deixar suas casas e ser separados de seus pais e mães. Minha irmã Margaret e eu sentimos muito por vocês, pois sabemos por experiência própria o que significa estar longe daqueles que vocês amam mais do que tudo. A vocês que vivem em novos ambientes, enviamos uma mensagem de verdadeira simpatia e, ao mesmo tempo, gostaríamos de agradecer às pessoas amáveis que os acolheram em suas casas no país".

À medida que a guerra avançava, a Princesa Elizabeth defendia mais aspectos da vida e da resiliência em tempo de guerra. Em 1943, ela foi fotografada cuidando dos jardins no Castelo de Windsor como parte da campanha do governo "Cavem pela Vitória", na qual as pessoas eram incentivadas a utilizar hortas e cada pedaço de terra para cultivar legumes para ajudar a combater a escassez de alimentos. Antes da Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha contava com a importação de alimentos de todo o mundo, mas quando a guerra começou, a navegação passou a ser ameaçada por submarinos e navios de guerra inimigos. Isto resultou na escassez de alimentos e levou ao racionamento de alimentos tais como carne, queijo manteiga, ovos e açúcar.

Na manhã de seu 16º aniversário, a Princesa Elizabeth realizou sua primeira inspeção de um regimento militar, durante um desfile no Castelo de Windsor. Ela tinha recebido o papel de coronel honorária do Regimento de Guardas Granadeiros, o que simbolizava seu envolvimento militar no esforço de guerra. Quando a Princesa Elizabeth completou 18 anos em 1944, ela insistiu em juntar-se ao Serviço Territorial Auxiliar (Auxiliary Territorial Service-ATS), o ramo feminino do Exército Britânico. Por vários anos durante a guerra, a Grã-Bretanha havia recrutado mulheres para se juntar ao esforço de guerra. Mulheres solteiras menores de 30 anos podiam se alistar nas forças armadas, trabalhar na terra ou na indústria. O Rei George se certificou de que sua filha não recebesse um posto privilegiado no Exército. Ela começou como 2ª subalterna no ATS e, mais tarde, foi promovida a Comandante Júnior (equivalente a capitão).

A princesa Elizabeth, como 2ª Subalterna do ATS, diante de uma viatura ambulância durante o treinamento.

A Princesa Elizabeth começou seu treinamento como mecânica de viaturas em março de 1945. Ela fez um curso de direção e manutenção de veículos em Aldershot, qualificando-se no dia 14 de abril. Jornais da época apelidaram-na de "Princesa Mecânica Automobilística". Havia uma grande variedade de empregos disponíveis para as mulheres soldados no ATS como cozinheiras, telefonistas, motoristas, operárias dos correios, operadores de holofotes e inspetoras de munição. Algumas mulheres serviam como parte de unidades antiaéreas guarnecendo canhões, embora não lhes fosse permitido disparar as armas. Os trabalhos eram perigosos, e durante o curso da guerra, 335 mulheres ATS foram mortas e muitas feridas. Em junho de 1945, havia cerca de 200.000 membros do ATS de todo o Império Britânico servindo na frente doméstica e nos diferentes teatros de guerra no exterior.

O Rei, a Rainha e a Princesa Margaret visitaram a Princesa Elizabeth na Seção de Treinamento de Transporte Mecânico em Camberley, Surrey, e a viram aprender sobre manutenção de motores. Ao descrever a visita à Revista LIFE, a Princesa comentou "Nunca soube que havia tanta preparação antecipada [para uma visita real] ...saberei em outra ocasião".

Inclinada sobre o veículo, a Princesa Elizabeth demonstra ao pai, o Rei George VI, e à irmã Margaret suas habilidades como mecânica do ATS

Em 8 de maio de 1945, a guerra na Europa terminou. Em Londres, milhares de pessoas saíram às ruas para comemorar, lotando a Trafalgar Square e a avenida que levava ao Palácio de Buckingham, onde o Rei e a Rainha os cumprimentaram da varanda. Quando o sol começou a se pôr e as celebrações indicavam que continuariam pela noite adentro, a Princesa Elizabeth, vestida com seu uniforme do ATS, uniu-se à multidão com sua irmã para participar das festividades. 

Celebrando o Dia da Vitória na Europa (VE Day) na varanda do Palácio de Buckingham estão (esq. para dir.), a Princesa Elizabeth, a Rainha Elizabeth, o primeiro-ministro Winston Churchill, o Rei George VI e a Princesa Margaret.

Em 1985, já Rainha, falou à BBC sobre como ela tentou evitar ser vista: "Lembro-me que estávamos aterrorizadas, com medo de sermos reconhecidas, então eu puxei meu quepe bem para baixo sobre meus olhos". Ela descreveu as "linhas de pessoas desconhecidas de braços dados e andando por Whitehall, e todos nós fomos arrastados por marés de felicidade e alívio". Há até mesmo relatos de que as princesas se juntaram a uma dança de conga através do Hotel Ritz enquanto comemoravam com as multidões. "Acho que foi uma das noites mais memoráveis da minha vida", lembrou-se ela.

A rainha Elizabeth II ocupou o posto de coronel-em-chefe de 16 regimentos e corpos do Exército Britânico e de muitas unidades da Commonwealth. Como membro do ATS, ela foi a primeira mulher da família Real a ser um membro ativo das Forças Armadas Britânicas. Elizabeth II foi também a última chefe de estado sobrevivente a ter servido durante a Segunda Guerra Mundial. 

Ao longo de sua vida, ela foi frequentemente fotografada ao volante de veículos, sendo conhecida por diagnosticar e reparar motores defeituosos, assim como foi ensinada a fazer durante seu serviço em tempo de guerra no ATS.

Com a história de seu serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial, o Portal Carlos Daróz-História Militar presta sua homenagem a essa que foi uma das mais importantes mulheres dos séculos XX e XXI.  Seguramente o fim de uma era.

Que descanse em paz e que seu legado seja longo.



"Quando a vida parece difícil, os corajosos não se deitam e aceitam a derrota; em vez disso, eles estão ainda mais determinados a lutar por um futuro melhor."

Rainha Elizabeth II
* 21/4/1926
+ 8/9/2022

Fonte: Adaptação de texto de Vikki Hawkins, Imperial War Museum

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

CERCO DE ALMEIDA - A MAIOR RECRIAÇÃO HISTÓRICA EM PORTUGAL ESTÁ DE VOLTA

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O Município de Almeida organiza a 18ª edição da Recriação Histórica do Cerco de Almeida, nos dias 26, 27 e 28 de agosto de 2022, na fortaleza abaluartada de Almeida.


A vila histórica de Almeida regressa novamente ao ano de 1810 para recriar o histórico Cerco de Almeida, aquando da terceira Invasão Francesa, com um vasto programa de atividades histórico militares e animação permanente para toda a família.

As atividades iniciam ainda no dia 25 de agosto – a partir das 21 horas, com uma visita encenada à Praça-Forte, estando o início oficial das atividades Histórico-Militares agendadas para as 17 horas do dia 26 na Câmara Municipal de Almeida.

Durante os três dias do evento serão recriados diversos combates entre as Tropas Aliadas e o Exército de Napoleão, Oficinas e manobras militares de época, visitas encenadas, um acampamento histórico-militar, mercado e baile oitocentista, e muita animação permanente para toda a família.

O Presidente da Câmara Municipal de Almeida, António José Monteiro Machado, destaca o momento do cerco à praça-forte e explosão do castelo com espetáculo piromusical, no qual este ano, se verifica um aumento de participação de recriadores ingleses, atingindo um expressivo número de cerca de 500 recriadores de várias nacionalidades.

Salienta ainda, a homenagem ao Exército, presidida pelo Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército Tenente-General Guerra Pereira, Cerimónia esta que surge no seguimento do excelente relacionamento entre o Município de Almeida e o Exército Português, fruto de um trabalho conjunto com o Museu Histórico Militar de Almeida e a Direção de História e Cultura Militar. 

Fonte: Mais Beiras Informação


quarta-feira, 20 de julho de 2022

EDITOR DO PORTAL PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE ARTILHARIA NA UNIVERSIDAD SIMÓN BOLÍVAR, VENEZUELA

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No último dia 13, o editor do portal Carlos Daróz-História Militar participou do interessante seminário organizado pela Universidad Simón Bolívar, em Caracas, que teve como tema a evolução da Artilharia na América Ibérica.


O evento teve como tema central La Artillería: 4 miradas desde la historia iberoamericana, organizada pelo seminário "Caudillo, Ditador e Força Armada em Venezuela 1830-1958", dirigida pelo Prof. Germán Guia do Departamento de Formação Geral e Ciências Básicas. 

A tertúlia foi patrocinada acadêmica e logisticamente pelo Instituto de Investigações Históricas Bolivarium e pelo Funindes.

Participaram da reunião os seguintes professores, com a exposição dos respectivos temas:

- Carlos Daroz (Brasil): "A artilharia brasileira na defesa do Arquipélago de Fernando de Noronha durante a II Guerra Mundial";

- Germán Guia (Venezuela, USB): "A organização, a tática e as tentativas de profissionalizar a Artilharia Costeira Raiada Venezuelana, 1875-1877";

- Luis Eduardo González (México): "Os Sistemas de Artilharia de Mondragón";

- Alberto Castro (Peru): "O Quartel Santa Catalina e sua relevância na história da artilharia peruana".



Junto ao Prof. Germán Guia, na moderação da tertúlia esteve o Prof. Cristian Garay (Universidade do Chile, Instituto de Estudos Avançados)

Para quem gosta do assunto, segue o link para o vídeo do evento.







sexta-feira, 11 de março de 2022

MORRE NA BOLÍVIA O MILITAR QUE MATOU CHE GUEVARA

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Militar boliviano Mario Terán Salazar morreu aos 80 anos em decorrência de um câncer de próstata


O militar boliviano Mario Terán Salazar, que confirmou ter matado em 1967 o guerrilheiro argentino-cubano Ernesto "Che" Guevara, morreu nesta quinta-feira (10 de março), aos 80 anos, em Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia, informaram pessoas próximas.

"Morreu de câncer de próstata", confirmou seu filho Mario, acrescentando que o militar faleceu por volta da meia-noite local (1h em Brasília) de quinta-feira. "Estava doente e não havia nada a fazer", disse mais cedo Gary Prado, o militar que capturou "Che" Guevara na selva boliviana há 54 anos. "Fui avisado pela família e colegas das forças armadas porque ele estava internado no Hospital Militar", explicou. 

Em 8 de outubro de 1967, o Exército Boliviano deteve Guevara, figura mítica da luta armada durante a Guerra Fria, com apoio de dois agentes da CIA cubano-americanos. Che estava à frente de um grupo de guerrilheiros que tinha sobrevivido aos combates, à fome e às doenças. Ferido em combate, foi levado para uma escola abandonada no povoado de La Higuera.  Ali passou sua última noite. Foi fuzilado no dia seguinte por Terán, com o aval do então presidente René Barrientos (1964-1969), um anticomunista ferrenho.

"Esse foi o pior momento da minha vida"  relatou Terán na época. "Sentia que se jogava em cima de mim e quando me olhou fixamente, tive um enjoo. Pensei que, com um movimento rápido, o 'Che' poderia tirar minha arma. 'Fique sereno - disse a mim mesmo - e mire bem! Vai matar um homem!'  Então, dei um passo para trás até a soleira da porta, fechei os olhos e atirei", contou o militar.

Militares bolivianos exibem o corpo de "Che" Guevara em 1967


Aos 39 anos, "Che" se tornava uma lenda, enquanto seu corpo, inerte, e seu rosto com os olhos abertos era exibido como um troféu na cidade vizinha de Vallegrande, uma imagem imortalizada pelo fotógrafo da AFP Marc Hutten. Após 30 anos de serviço, Terán se reformou e se manteve no anonimato, evitando a imprensa. Chegou, inclusive, a afirmar que a morte de Guevara não tinha sido sua responsabilidade, mas de outro militar com mesmo sobrenome.

Fonte: France Press 


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

NOSSO PORTAL ATINGE A MARCA DE 1,5 MILHÃO DE VISITAS

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Nosso portal hoje está em festa. O sucesso extrapolou o que jamais pensávamos alcançar.
Sempre em vista de ofertar o melhor conhecimento, o portal Carlos Daróz-História Militar, o primeiro do gênero no Brasil, alcança a marca de 1 milhão e meio de visitantes.


Agradecemos pela parceria, fidelidade e participação de nossos leitores e colaboradores. Sem a vossa audiência e atenção, o que realmente importa para nós, não poderíamos atingir essa marca.

Por todo o apoio, registramos o nosso MUITO OBRIGADO!


Que venham novas pesquisas e novos conhecimentos no campo da História Militar.



quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

EXPLOSÃO DE BOMBA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL DEIXA FERIDOS NA ALEMANHA

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Artefato explodiu durante obras nas imediações da estação central de Munique. Não está claro por que a bomba não detonada não foi descoberta antes. Todos os anos, peritos desarmam milhares delas no país.


Uma bomba da Segunda Guerra Mundial explodiu nas imediações da estação central de trem de Munique, no sul da Alemanha, nesta quarta-feira (1º), deixando três feridos. A bomba explodiu num local onde obras da companhia ferroviária Deutsche Bahn eram realizadas, perto da ponte Donnersbergerbrücke. Um dos feridos está em estado grave, segundo a polícia.

Durante perfurações, a bomba área, de 250 quilos, foi atingida, informou o ministro do Interior alemão, Joachim Hermann, que esteve no local. Ainda não está claro por que a bomba não foi descoberta antes. Mesmo após 75 anos do fim do conflito, ainda é muito comum encontrar munições não detonadas em solo alemão. Todos os anos, peritos desarmam cerca de 5 mil bombas, além de toneladas de outras munições.

Bombardeiro Lancaster da Real Força Aérea britânica sendo armado para um ataque contra a Alemanha. Estima-se que as aviações britânica e norte-americana lançaram quase 3 milhões de toneladas de bombas contra a Alemanha e países por ela ocupados durante a Segunda Guerra Mundial



Durante trabalhos de construção no centro de Munique, as autoridades costumam fazer análises precisas e regulares para descobrir onde bombas não detonadas podem estar localizadas.

O tráfego ferroviário na estação central teve de ser interrompido, afetando trens regionais e de longa distância. De acordo com a polícia, ouviu-se um forte estrondo, seguido de uma coluna de fumaça. Várias viaturas dos bombeiros, dois helicópteros e dezenas de socorristas foram deslocados para o local da explosão.

Fonte: DW


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

EDITOR DO BLOG MINISTRA AULA NA ACADEMIA DA FORÇA AÉREA DOS EUA

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Na condição de professor visitante, o editor do Blog Carlos Daróz-História Militar ministrou duas aulas para os cadetes da Academia da Força Aérea dos EUA (USAFA). O tema abordado foi a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, assunto pouco conhecido até mesmo no Brasil. 

A USAFA fica em Colorado Springs, nas montanhas do Colorado, e forma anualmente cerca de 1.000 oficiais para a United States Air Force e para a United States Space Force.




Excelente oportunidade para divulgar a História Militar brasileira em tão importante instituição.




quinta-feira, 1 de abril de 2021

O BRASIL PERDE UM DOS GRANDES ENTRE OS GRANDES – MORRE O JORNALISTA RONALDO OLIVE, ÍCONE DE TODA UMA GERAÇÃO DE PESQUISADORES

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O Brasil perdeu na noite de ontem o jornalista Ronaldo Olive, vitimado  por prolongada doença que o acometeu. 


No país onde poucos profissionais se dedicam seria e profissionalmente ao estudo dos assuntos de Defesa, Ronaldo Olive se destacou pela qualidade de suas reportagens e pelo conhecimento demonstrado ao longo de mais de três décadas de carreira.

Durante minha adolescência e juventude, como toda uma geração inteira que labuta no estudo e na pesquisa da história militar, das ciências militares e da tecnologia dos armamentos, Olive foi um mestre.

Em atividade há muitas décadas nos principais veículos de comunicação do país, desde os anos 1980 editou e publicou reportagens magníficas na revista Tecnologia & Defesa versando sobre as forças armadas brasileiras e estrangeiras, e sobre a tecnologia militar.

Ronaldo Olive, jornalista especializado nas reportagens militares e de Defesa, ajustando seu capacete com câmera antes de um salto de paraquedas. Foi um pioneiro nessa modalidade, em uma época que não havia câmeras Go-Pro.

Ontem mesmo, em um grupo de WhatsApp do qual participávamos, interagi com ele e desejei os melhores votos de saúde e recuperação. Ele estava otimista e confiante, postando, inclusive, notícias da aviação.

Seu legado é imenso, sua contribuição pode e poderá ser avaliada futuramente.

Ronaldo Olive em uma das inúmeras reportagens sobre as Forças Armadas brasileiras


Neste momento de dor, o Blog Carlos Daróz-História Militar rende uma sincera homenagem ao mestre Ronaldo Olive e deseja à sua família os  votos de pêsames. Que Deus possa confortar o coração de todos os familiares.

Muito obrigado, mestre Ronaldo Olive, missão cumprida, descanse em paz.

Seguimos seu trabalho por aqui...