"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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sábado, 6 de abril de 2024

EDITOR DO BLOG TOMA POSSE COMO CONSELHEIRO DA BIBLIOTECA DO EXÉRCITO


Em reconhecimento à sua trajetória profissional e acadêmica, o editor do Blog Carlos Daróz-História Militar foi empossado como Conselheiro da Biblioteca do Exército.


Em 1982, do alto dos meus doze anos de idade, li o primeiro de muitos livros editados pela Biblioteca do Exército (BIBLIEx). Tratava-se do livro "Quebra Canela", de autoria de Raul da Cruz Lima Junior, no qual relatava sua experiência como comandante de companhia do 9º Batalhão de Engenharia da Força Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial.

Hoje, passados 42 anos, não por coincidência no exato momento em que a Biblioteca publica uma nova edição da obra, tomei posse como Conselheiro no Conselho Editorial da BIBLIEx. Com muita honra, passei a integrar um grupo de expoentes do conhecimento e do saber em nosso país, militares e civis, que avaliam e decidem sobre as coleções de obras a serem publicadas.






Em seguida à posse, participei da 486ª Reunião do Conselho Editorial, já contribuindo para a escolha de futuros títulos que serão editados pela BIBLIEx. Muito agradecido pelo reconhecimento dessa importante instituição, fundada em 4 de janeiro de 1882 por iniciativa do então ministro da Guerra Franklin Dória, e que contribui decisivamente para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da cultura militar brasileira.

Seguida à posse, participei da 486ª Reunião do Conselho Editorial, já contribuindo para a escolha de futuros títulos que serão editados pela BIBLIEx.

Muito agradecido pelo reconhecimento dessa importante instituição, fundada em 4 de janeiro de 1882 por iniciativa do então ministro da Guerra Franklin Dória, e que contribui decisivamente para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da cultura militar brasileira.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

EDITOR DO BLOG TOMA POSSE NA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL

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O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar tomou posse, no dia 9 de outubro de 2023, como acadêmico titular da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio - Academia Marechal João Batista de Mattos. 

 
A cerimônia foi realizada na sede do Clube Militar e contou com grande número de autoridades, acadêmicos e convidados, incluindo o coronel Claudio Moreira Bento, fundador da Academia e atual presidente de seu Conselho Consultivo.

Carlos Daróz assumiu como primeiro titular, a cadeira nº 19, que homenageia o Marechal Hugo Panasco Alvim, oficial de Artilharia (como eu) que, durante a Segunda Guerra Mundial, comandou o IV Grupo de Artilharia da Força Expedicionária Brasileira, atual 11º Grupo de Artilharia de Campanha.

O então tenente-coronel Hugo Panasco Alvim comandou o IV Grupo de Artilharia da Força expedicionária Brasileira durante a Campanha da Itália, 1944-1945.


Carlos Daróz teve a honra de ser recepcionado pelo Prof Israel Blajberg, atual presidente da AHIMBT/RIO. 

Na ocasião, o novo acadêmico proferiu a seguinte alocução, em homenagem ao patrono de sua Cadeira:

Senhor Gen Márcio Tadeu Bettega Bergo, mais alta autoridade militar presente; senhor Cel Cláudio Moreira Bento, fundador da Academia de História Militar Terrestre do Brasil; senhor Tenente de Artilharia e engenheiro Israel Blajberg, Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio – Academia Marechal João Baptista de Mattos; senhores membros da Academia de História Militar; autoridades; minhas senhoras; meus senhores; meus caros confrades e confreiras, 

A alegria de ser acolhido nesta casa dedicada à pesquisa e ao estudo da história militar brasileira é ainda maior, por ser recebido por um dileto amigo, artilheiro como eu, presidente da Academia, e confrade do IGHMB – Prof. Israel Blajberg. Homem dotado de invulgar inteligência, capacidade de pesquisa, fineza e elegância, autor de extensa produção intelectual no campo da História Militar. Grande é a minha honra por ser recepcionado por tão relevante personalidade da cultura nacional.

Amigo Israel, muito obrigado por constantemente prestigiar meus trabalhos e pesquisas, por anos a fio, divulgando e fortalecendo a História Militar, e, neste momento solene, saudar minha posse como acadêmico deste sodalício.

Nesta casa, reza a tradição, sempre que aos novos acadêmicos é ensejado transpor os seus umbrais, cabe-lhes exaltar a figura do patrono da cadeira que irá ocupar. Incumbe-me, pois, trazer para compor a galeria dos vultos deste cenáculo a figura do Marechal Hugo Panasco Alvim, importante oficial do Exército Brasileiro que teve destacada carreira, e que, no momento de crise assinalado pela Segunda Guerra Mundial, liderou uma das unidades de Artilharia da Força Expedicionária Brasileira no combate ao nazifascismo e na luta pela liberdade.

Impõe-se, contudo, uma breve contextualização sobre o momento histórico no qual o patrono da cadeira nº 19 da AHMTB/Rio teve seu maior destaque.
 
O Brasil ingressou na Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942, quando o governo declarou guerra às potências do Eixo, decisão que foi influenciada por uma série de fatores, incluindo gestões diplomáticas dos Aliados e, principalmente, ataques a navios brasileiros por submarinos alemães e italianos, que causaram a morte de centenas de brasileiros e geraram uma crescente comoção popular.
Decidido o ingresso no conflito, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira, composta pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, a qual combateu na Itália em 1944-1945. Organizada segundo o modelo norte-americano, a divisão brasileira possuía uma Artilharia Divisionária, composta por quatro grupos de artilharia de campanha, um dos quais foi liderado em combate pelo então tenente-coronel Alvim. 
 
Nascido no Rio de Janeiro em 12 de junho de 1901, Hugo Panasco Alvim ingressou na Escola Militar do Realengo no ano de 1919, e foi declarado aspirante a oficial da arma de Artilharia em janeiro de 1922. Foi sucessivamente promovido aos postos de segundo-tenente (1922), primeiro-tenente (1923) e capitão (1932). Depois de frequentar o curso de estado-maior na École de Guerre da França, entre 1935 e 1937, ascendeu ao posto de major em agosto de 1940.
Quando o Brasil ingressou na Segunda Guerra Mundial, Alvim cursava a Escola de Artilharia do Exército dos Estados Unidos da América, em Fort Sill, Oklahoma. Com a organização da Força Expedicionária Brasileira, foi promovido ao posto de tenente-coronel e designado para comandar o 1º Regimento de Artilharia Pesada Curta, unidade criada em 1943, e designada, durante a guerra, como IV Grupo da Artilharia Divisionária da FEB. Cumpre ressaltar que o IV Grupo hoje é o 11º Grupo de Artilharia de Campanha, Grupo Montese, em referência à batalha de Montese, na qual tomou parte. O Tenente-coronel Alvim esteve à testa de sua unidade durante toda a campanha com liderança e eficiência, e permaneceu no comando até janeiro de 1946.

Depois da guerra, prosseguiu com sucesso em sua carreira e foi promovido a general de brigada em 1956, comandando, sucessivamente, dois dos mais importantes estabelecimentos de ensino do nosso Exército: a Academia Militar das Agulhas Negras e a Escola de Comando e Estado-Maior. Posteriormente, comandou a 9ª Região Militar, com sede em Campo Grande.

Por ocasião da X Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores, na qual instituiu-se uma missão de pacificação no âmbito da Organização dos Estados Americanos para lidar com a guerra civil na República Dominicana, o governo brasileiro indicou o General Alvim para o comando da Força Interamericana de Paz. Sobre a missão, afirmou que era "uma grande experiência internacional, tendo em vista evitar conflitos, mesmo os de ordem interna, como é o caso de São Domingos."

Em novembro de 1964, depois de cumprir com sucesso seu comando na Força Interamericana, Alvim foi promovido ao posto máximo da hierarquia, general de exército, e nomeado chefe do Departamento-Geral do Pessoal, função que desempenhou até 1966, quando passou para a reserva, no posto de marechal. 

Após longeva carreira militar, o Marechal Alvim faleceu no dia 29 de julho de 1978, e seu legado e memória encontram-se preservados no Espaço Cultural Hugo Panasco Alvim, localizado no 11º Grupo de Artilharia de Campanha, unidade que comandou nas duras jornadas da Segunda Guerra Mundial.

Na qualidade de oficial da arma de Artilharia do Exército Brasileiro e de neto de oficial que combateu na Campanha da Itália pela Força Expedicionária Brasileira – o então Tenente Pefani Daróz –, sinto-me extremamente honrado em tornar-me o primeiro ocupante da cadeira nº 19 da Academia, dedicada ao Marechal Hugo Panasco Alvim, comandante de um dos quatro grupos de Artilharia de Campanha pertencentes à Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, nas difíceis jornadas de 1944-1945.

Devo, por fim, confessar, sob a mais profunda emoção, que recebo a indicação para integrar a Academia de História Militar Terrestre do Brasil como uma grande distinção alcançada em minha atividade de historiador militar, e vejo, nesta investidura, o coroamento de décadas de trabalho em prol do desenvolvimento da História Militar em nosso País.

Finalmente, na condição de descendente direto de febiano e de preservador da história e da memória da FEB, reafirmo um solene compromisso: “A FEB continua fumando, e, se depender de nós, continuará fumando por muito tempo”.

Muito obrigado.

Carlos Daróz – Cel Art 
Doutor em História UFF – Université Libre de Bruxelles


Mais uma oportunidade para contribuir com  novas pesquisas e fortalecer a História Militar em nosso país.

A seguir, algumas fotos do evento.

O colar-insígnia da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMBT)


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar juntamente com o coronel Claudio Moreira Bento, fundador da AHIMBT


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar realizando a saudação ao patrono da Cadeira nº 19, Marechal Hugo Panasco Alvim 


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar após sua posse na AHIMBT/RIO.


O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar recebe do Prof. Israel Blajberg, presidente da AHIMBT/RIO, o colar-insígnia e o diploma correspondentes.


Seguimos pesquisando, sempre!

terça-feira, 11 de maio de 2021

DOIS HERÓIS BRASILEIROS: UM ESTUDO SOBRE A CAMARADAGEM

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Uma história de camaradagem e coragem na Força Expedicionária Brasileira

Entre os deveres militares, a camaradagem é conceituada na Cartilha Valores e Ética Profissional Militar, do Programa Raízes, Valores e Tradições, como “capacidade de estabelecer relações amistosas com superiores, pares e subordinados”. Se, em tempo de paz, figura como importante atributo para o perfeito funcionamento das instituições militares, quando em combate, a camaradagem revela-se essencial para a sobrevivência e para o cumprimento de missões de elevados risco e complexidade.

A história militar brasileira é rica em episódios que demonstram como a camaradagem é valiosa em situações que levam os combatentes a situações extremas. Foi o que ocorreu na noite de 12 para 13 de dezembro de 1944, por ocasião da quarta tentativa brasileira de conquistar o Monte Castello, durante a Segunda Guerra Mundial.


Desde o mês de novembro, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) tentava subjugar a importante posição estratégica, cuja conquista permitiria a ruptura da Linha Gótica, rede defensiva alemã apoiada na cordilheira dos Apeninos. Apesar da coragem e tenacidade dos pracinhas da FEB, três tentativas de ataque haviam fracassado dada a qualidade das posições alemãs, que dominavam o terreno e os acessos à elevação.

No dia 12 de dezembro, desenvolvia-se mais um ataque, e o Capitão João Tarciso Bueno liderava a 1ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria em sua progressão rumo ao Monte Castello. Quando o inimigo conseguiu ajustar seus fogos sobre a subunidade, o Capitão Bueno identificou a situação crítica e passou à frente de seus homens para liderá-los pessoalmente. Pouco a pouco, a eficácia das armas alemãs foi provocando numerosas baixas e a progressão arrefeceu. Diversas subunidades, em setores vizinhos, já haviam recebido ordens para retrair, mas o capitão prosseguiu com seus homens, até ser colhido por uma rajada de metralhadora que lhe provocou graves ferimentos. Caído em uma vala, inconsciente, com várias costelas partidas e com o pulmão esquerdo trespassado por um tiro, o capitão permaneceu no terreno, enquanto os remanescentes de sua combalida companhia retraíam.

Depois de ser informado que o comandante de uma de suas subunidades jazia ferido na “terra de ninguém”, o comandante do batalhão organizou patrulhas para tentar resgatá-lo. Com a proteção da noite, diversas patrulhas vasculharam a região a procura do oficial ferido, uma delas liderada pelo célebre patrulheiro Sargento Max Wolff Filho, mas nenhuma logrou êxito, pois o Capitão Bueno havia rastejado em busca de água e caído em um córrego. Resignado, mas temendo perder mais homens, o comandante do batalhão sustou o envio de novas patrulhas.

Capitão João Tarciso Bueno

Um integrante da 1ª Companhia, no entanto, não se conformou com a situação. Tratava-se do Soldado Sérgio Pereira, natural de Minas Gerais, ordenança do Capitão Bueno. Sabia que seu comandante havia sido visto, pela última vez, com vida, ainda que gravemente ferido, e tomou uma decisão: sairia pela “terra de ninguém” e só retornaria com seu chefe e camarada, ainda que isso pudesse custar-lhe a vida.

Armou-se, equipou-se, pegou algumas granadas de mão e, silenciosa e solitariamente, partiu oculto pela escuridão do inverno italiano. Por muitas horas caminhou, rastejou, correu e escondeu-se de patrulhas inimigas, até que conseguiu chegar aos arredores de Abetaia, localidade em poder dos alemães. Depois de ter passado pelos cadáveres de companheiros que haviam perecido na jornada, já pensava em desistir devido à aproximação das luzes da madrugada. Sua persistência, no entanto, foi recompensada. Ao vasculhar um riacho com águas quase congeladas pelo frio, conseguiu localizar seu capitão, inconsciente. Verificando que ele ainda estava vivo, o Soldado Sérgio transportou-o nos ombros por alguns quilômetros, cuidando para não fazer ruídos. Em seguida, rastejou em uma parte aberta do terreno, trazendo seu chefe nas costas até, finalmente, alcançar as linhas avançadas da FEB. Sua obstinação e seu elevado senso de camaradagem haviam salvado seu capitão.

Soldado Sérgio Pereira recebendo a medalha Bronze Star das mãos do General Truscott

O General Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB, elogiou o Soldado Sérgio nos seguintes termos: “É um magnífico exemplo de dedicação ao chefe, que tenho a mais grata satisfação de apontar à FEB”. O Monte Castello cairia em poder dos brasileiros somente em 21 de fevereiro de 1945, após um quinto e bem-sucedido ataque, abrindo o caminho para o vale do Rio Pó.

Por sua liderança, o Capitão Bueno foi promovido e condecorado pelo Brasil e pelos Estados Unidos. O Soldado Sérgio também recebeu uma promoção e condecorações por bravura. De volta ao Brasil, ambos permaneceram grandes amigos até o fim de suas vidas. Um belo exemplo de camaradagem legado para todos os integrantes da Força Terrestre por esses dois heróis brasileiros, naquela gelada e silenciosa noite de inverno em 1944.

Fonte: EBlog


quarta-feira, 14 de abril de 2021

ARTILHEIROS NA TOMADA DE MONTESE - 14 DE ABRIL DE 1945


Por Israel Blajberg


As três maiores vitórias da FEB - Força Expedicionária Brasileira - na Itália foram Monte Castelo, Montese e a captura da 148ª Divisão de Infantaria da Wermacht. Montese custou 574 baixas entre mortos e feridos. Milhares de tiros foram disparados pela Artilharia em apoio aos combates urbanos de Montese.

Na impossibilidade de citar todos, aqui recordamos dois dentre muitos Artilheiros que estiveram presentes em Montese, e que em vida costumavam abrilhantar as reuniões da Ordem dos Veteranos Artilheiros (OVArt), nos tempos em que era conduzida pelo saudoso General Cesar Montagna de Souza. Dois Heróis de Montese e da libertação da Itália do domínio nazifascista.


Marechal Waldemar Levy Cardoso (1900-2008)


Da Turma de 1921 da Escola Militar do Realengo, nascido no dia de Santa Bárbara, 4 de dezembro, ultimo marechal do Exercito Brasileiro, sua carreira militar foi vasta e profícua, servindo em diversas unidades de Artilharia, tendo sido Comandante do 1º Regimento de Obuses Autorrebocado, unidade da Força Expedicionária Brasileira em campanha na Itália – 1944-45, a convite do General Cordeiro de Farias, Comandante da Artilharia Divisionária. 

Sua unidade teve desempenho destacado na conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. Foi agraciado com a Estrela de Bronze, Estados Unidos (EBr, EUA) – Bronze Star (EUA) – 1946, Cruz de Combate 2ª Classe (CZC2) – 1947, entre muitas outras.


Coronel Salli Szajnferber (1923–2010)


Da Turma de 1944 da Escola Militar do Realengo, Salli combateu em dois grandes momentos da FEB, a tomada de Monte Castelo e Montese, nas funções de Comandante de Linha de Fogo, e Observador Avançado da Artilharia. Em Montese foi levemente ferido, quando Observador Avançado junto à 9ª Companhia do III Batalhão do 11º Regimento de Infantaria. Pela sua bravura em ação na tomada de Montese, foi agraciado pelo Presidente da República com a Cruz de Combate de 1ª Classe. 

O diploma assinado pelo Ministro da Guerra, General Pedro Aurélio de Goes Monteiro, destaca sua grande coragem, sangue frio e capacidade de ação, durante os encarniçados combates de 14 e 15 de abril de 1945. Progredindo em terreno minado severamente batido por fogo de artilharia, morteiro e armas automáticas, o Tenente Salli cumpriu a sua missão de observador avançado ajustando com precisão os tiros da nossa artilharia.




quinta-feira, 28 de maio de 2020

MORRE, AOS 105 ANOS, A ENFERMEIRA DA FEB CARLOTA MELLO

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Faleceu hoje em Belo Horizonte, aos 105 anos de idade, uma heroína do Brasil, a enfermeira da FEB Carlota Mello.

 
Carlota Mello era natural de Salinas, Norte de Minas, e foi uma das 73 mulheres que  serviram  na Europa durante a Segunda Guerra Mundial integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Como enfermeira, foi um exemplo para todos os profissionais de enfermagem. Única mulher entre oito filhos, Carlota desde cedo queria um destino diferente de suas primas. Segundo ela, “não  desejava, de jeito nenhum, me casar e  ter uma penca de filhos.  Por isso,  decidi vir para Belo Horizonte, morar com meu irmão mais velho e fazer o curso de normalista, uma das únicas funções que uma mulher poderia assumir naquela época”. 

Quando se formou, não satisfeita com a vida de professora, resolveu fazer o curso de Enfermagem de Emergência, em 1942, na Cruz Vermelha. Inquieta, viu uma propaganda do Exército Brasileiro convocando interessados em fazer curso de socorrista para atuar na Europa. “Não pensei duas vezes e resolvi me inscrever. Confesso que fiquei apavorada com o módulo prático. Tínhamos que correr comum tronco nos ombros, rastejar na lama, fazer tudo que  um  soldado  faz.  Das 16 moças que foram para esse curso no Rio de Janeiro, apenas quatro foram aprovadas para ir à guerra”, disse.  

Em 1944, Carlota Mello fez o curso de Enfermagem de Emergência do Exército, ministrado  pela  Diretoria  de Saúde na 4ª Região Militar, sendo nomeada Enfermeira de 3ª Classe e, no mesmo ano, foi convocada para atuar no Teatro  de  Operações da Itália, incorporando-se  à  equipe  brasileira no 45º Hospital Geral norte-americano, em Nápoles, na Itália. Diante das colegas norte-americanas, todas oficiais, acharam por bem dar o posto de 2ª tenente às Enfermeiras brasileiras. 

A tenente Carlota na 2ª Guerra Mundial

Lá, a Enfermeira permaneceu por 11 meses, em condições bem diferentes das encontradas no Brasil. “Cheguei à Europa numa época em que a neve cobria os joelhos e o frio fazia doerem os ossos. Morei em uma barraca de lona, sem colchões, e comia apenas derivados de trigo e  frutas.  A  carne era de cavalo.  No início achei estranho, mas depois me acostumei”, contou em entrevista. 

O hospital em que  trabalhava era totalmente de barracas de tábuas e cobertura  de  lona  no  centro,  uma  verdadeira estufa, conforme lembrou Carlota Mello. "E tudo era norte-americano: nossos uniformes de trabalho, chefes, alimentação e nossa convivência. Eu trabalhava em uma enfermaria com doentes brasileiros que contavam com o atendimento  de  mais duas Enfermeiras norte-americanas, dois técnicos, além de doutores norte-americanos  e brasileiros. Os 64 leitos lá instalados ficavam permanentemente ocupados", lembrou.

No 45º,  o  serviço  era  contínuo:  cuidava-se  de  soldados  sem  perna,  braço, olho  e,  muitas  vezes,  sem  memória, segundo  a  enfermeira. Aplicava-se penicilina, fazia-se curativos, tirava-se gesso, dava-se comida na boca, aferia-se a pressão arterial,  media-se  temperatura, dava-se  comprimido para dor, entre outros  cuidados,  que até superavam as atribuições  específicas  da  Enfermagem. "Escrevíamos cartas para mães, esposas, namoradas e, assim, esquecíamos  as apreensões  de  um  possível  bombardeio, de  uma  mina  implantada  em  qualquer lugar - uma chegou a explodir bem próximo ao alojamento onde estava -, das saudades, angústias, tristezas e incertezas do amanhã." 

Carlota Mello sendo homenageada em seu 105º aniversário

Em um  dos  constantes  bombardeios que presenciou, Carlota Mello arriscou a própria  vida  para  salvar  a  dos  soldados hospitalizados. Quando todos saíram correndo para se  proteger,  ela correu para carregar um caixote contendo ampolas de penicilina,  usadas  nos  64  pacientes  sob os cuidados  das  brasileiras.  “Consegui chegar rápido, juntei todas as minhas forças e o levei até o local seguro. Ao chegar lá, para  minha  surpresa,  fui  aplaudida  e  os soldados  me  levantaram  no  ar.  Me  senti como  se  fosse  um  jogador  de  futebol  em fim de campeonato”, brincou.

Com  o  fim  da  Segunda Guerra,  em  maio  de  1945,  a  tenente Carlota  demorou  mais  dois  meses  para retornar  ao  Brasil.  “Algumas  regiões  da Europa  foram  rapidamente  evacuadas,mas não foi o caso de Nápoles. A batalha tinha acabado no campo, mas os hospitais continuavam a receber feridos”, contou.

Mesmo com tantas batalhas, ao chegar ao Brasil, a sensação da enfermeira foi de dever cumprido.  "Sinto-me gratificada pelos serviços que prestei ao meu país, pelos quais me foram outorgados o Diploma da Medalha de Campanha, o Diploma da Medalha de Guerra, o Diploma da Cruz Vermelha, o Diploma da Inconfidência e Diploma  de  Honra  ao Mérito."

Que nossa heroína descanse em paz. A cobra continuará fumando.

Fonte: adaptado da Revista do COREN-MG

 

sexta-feira, 10 de abril de 2020

O PRIMEIRO TIRO DE ARTILHARIA DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA NA ITÁLIA

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O 1º Tiro da Artilharia da Força Expedicionária Brasileira no território Italiano foi disparado no dia  16 de setembro de 1944


Em 14 agosto de 1944, o 1º escalão da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária passou a integrar o V Exército Norte-americano, que tinha por missão fixar os nazistas na Linha Gótica. Essa fração da Força Expedicionária Brasileira (FEB) entrou em ação na Itália sob o comando do General Euclides Zenóbio da Costa com um efetivo de 5.075 combatentes.

Dentre eles, o 2º Grupo do 1º Regimento de Obuses (atual 21º Grupo de Artilharia de Campanha, Niterói-RJ),  comandado pelo Coronel Geraldo Da Camino, em apoio direto ao Destacamento composto  pelo 6º Regimento de Infantaria (6º RI), um pelotão de carros de combate americanos e um pelotão de reconhecimento brasileiro, que tinham a missão de ocupar ou conquistar a linha Massarosa – Bozzano – Marti La Certosa – Via del Pretino – Santo Stefano.

Na noite de 15 de setembro de 1944, o Grupo iniciou o deslocamento, em total escuridão, para ocupar posição de tiro nas encostas do Monte Bastione, fora do campo visual dos nazistas, e aguardar a primeira missão de tiro fora do continente sul-americano.

Em 16 de setembro de 1944, a Central de Tiro encaminhou o primeiro comando à Linha de Fogo, para a única artilharia da América Latina, presente em solo europeu, abrir fogo às 14 horas e 22 minutos contra o inimigo nazista, contribuindo para a primeira conquista brasileira na Itália, com a efetiva libertação da cidade de Massarosa.

Fonte: CCOMSEX


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

MASSAROSA, O BATISMO DE FOGO DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

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No dia 16 de setembro de 1944, o 6º Regimento de Infantaria, atual 6º Batalhão de Infantaria Leve, Regimento Ipiranga, teve seu batismo de fogo durante a Segunda Guerra Mundial. 

Massarosa foi a primeira cidade Italiana libertada do jugo alemão pelas tropas brasileiras. A conquista de Massarosa marcou o início efetivo dos pracinhas nos campos de batalha italianos e os primeiros feitos da gloriosa Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial. 

Fonte: 6º BIL, Durval Jr.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

RELAÇÕES MILITARES BRASIL-EUA 1939/1943 - NOVA OBRA NO MERCADO

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Já se encontra disponível para a venda o novo livro do pesquisador Giovanni Latfalla, que trata das complexas relações entre Brasil e EUA nos anos que antecederam o envio de a Força Expedicionária Brasileira para combater nos campos de batalha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.


O livro

Relações militares Brasil-Estados Unidos 1939/1943
Política, História, Relações Internacionais, Giovanni Latfalla

Hoje, passados mais de setenta anos do fim da Segunda Guerra Mundial, é possível acrescentar alguns pontos esclarecedores a respeito das negociações militares do Brasil com os EUA entre os anos de 1939 e 1943, antes e depois do rompimento de relações com o Eixo, um assunto ainda com lacunas a serem preenchidas pelos pesquisadores do assunto.

A presente obra é relativa as negociações militares entre o Exército Brasileiro e autoridades militares dos Estados Unidos visando uma cooperação na defesa do hemisfério ocidental, no período anterior e posterior ao rompimento das relações diplomáticas do Brasil com as nações do Eixo, ocorrido em janeiro de 1942. Durante esta fase os entendimentos entre as duas nações não transcorreram serenamente, pois, ambos possuíam interesses e objetivos diferentes. As negociações foram tensas e eivadas de desconfianças, principalmente por parte dos norte-americanos que acreditavam que muitas autoridades brasileiras, inclusive militares, eram simpatizantes do nazismo e possuíam uma má vontade em aliar-se a eles. Esta obra demonstra que o Brasil nunca planejou uma aliança com o Eixo, e sim, sempre procurou uma aliança com os EUA, sem, contudo, colocar a soberania brasileira em xeque.


O autor

Giovanni Latfalla Possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Carangola; graduação em Direito pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim; mestrado em História pela Universidade Severino Sombra; e doutorado em Ciência Política pelo IUPERJ. 


Como adquirir

Diretamente com o autor via facebook (Giovanni Latfalla) ou pela página da Editora Gramma.



sexta-feira, 12 de abril de 2019

CONSULADO DA RÚSSIA E ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS VETERANOS DA FEB PREPARAM NOVA EDIÇÃO DA MARCHA DO "REGIMENTO IMORTAL" NO RIO DE JANEIRO

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Marcha em homenagem a ex-combatentes da 2ª Guerra Mundial reúne mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo.

 
Você conhece a tradição do “Regimento Imortal”?

Após o fim da Grande Guerra Patriótica, como é conhecida a Segunda Guerra Mundial na Rússia, desfiles que contavam com a presença de veteranos passaram a ser realizados anualmente em homenagem à Vitória sobre a Alemanha nazista. Contudo, ao longo dos anos e devido à marcha inexorável do tempo, foi diminuindo o número de pessoas que haviam participado da guerra e, em 2012 surgiu, na cidade siberiana de Tomsk, a ideia de realizar o “desfile da memória”, que recebeu o nome de “Regimento Imortal”.

Na atividade, os filhos e netos dos ex-combatentes participam, por ocasião das comemorações do Dia da Vitória, de uma marcha, conduzindo fotografias de seus antepassados guerreiros, como forma de homenagear a memória e honrar os que se bateram contra o nazifascismo no conflito mundial.  Realizada em diversos países, como Rússia, Polônia, EUA, Inglaterra, França, dentre outros, o desfile logo alcançou grandes proporções e, apenas três anos depois de ser criado, reuniu mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo.
Desfile do "Regimento Imortal" em Moscou em 2015: centenas de milhares de pessoas

Com o apoio da Embaixada e do Consulado da Federação Russa no Rio de Janeiro, e em parceria com a Associação Nacional dos Veteranos da FEB, a tradição do “Regimento Imortal” foi replicada no Brasil a partir de 2017, com a realização de marchas em algumas cidades brasileiras.
Desfile do "Regimento Imortal" no Rio de Janeiro em 2018

No próximo dia 5 de maio ocorrerá no Rio de Janeiro mais um desfile do “Regimento Imortal”, homenageando todos os que se bateram em combate contra o nazismo na 2ª Guerra Mundial. A concentração para o evento será às 09:00h na Av. Infante Dom Henrique, Flamengo, ao lado da entrada para Marina da Glória.

Se você é descendente de um ex-combatente da FEB ou de qualquer outra Nação que participou da 2ª Guerra Mundial combatendo o nazifascismo, fica o convite para participar. Uma oportunidade única para homenagear e honrar o SEU herói de guerra. Não deixaremos o tempo apagar essa tradição. 
No nosso caso brasileiro, se depender de mim, neto de veterano da FEB que sou, a cobra continuará fumando.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

MUSEU DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA SERÁ REABERTO HOJE EM BH APÓS MUDAR DE ENDEREÇO

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Parte da memória brasileira na Segunda Guerra está guardada, desde dezembro, em oito ambientes na Rua Tupis, 723, no Centro da capital


Por Gustavo Werneck

O mundo lembra em 2019, ainda com olhos do horror e do espanto, os 80 anos de início da Segunda Guerra, que envolveu a maioria das nações e incluiu todas as grandes potências da época, organizadas em duas alianças opostas: os aliados (Estados Unidos, França, Inglaterra e outros) e o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O conflito mais letal da história da humanidade durou até 1945 (veja cronologia), mobilizou mais de 100 milhões de militares e deixou cerca de 60 milhões de mortos. “Lembramos também os 75 anos de entrada efetiva do Brasil na guerra, o batismo de fogo dos pracinhas na Itália e o Dia D, quando os aliados desembarcaram na Normandia para retomar a Europa da mão dos nazistas liderados por Adolf Hitler (1889-1945)”, ressalta o presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB)/Regional Belo Horizonte e curador do Museu da FEB, Marcos Renault.

Parte da memória brasileira no conflito está guardada, desde dezembro, em oito ambientes na Rua Tupis, 723, no Centro da capital, endereço da nova sede do Museu da FEB, que será reaberto ao público hoje. A mudança da Avenida Francisco Sales, no Bairro Floresta, onde funcionou desde 1987, para a Tupis decorreu de uma medida que inviabilizou a continuidade do espaço cultural e indignou os organizadores. “Por força da legislação vigente, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) arcava com os custos de aluguel, vigilância, conservação e limpeza das instalações do museu, mas, já no fim da gestão anterior, passou a descumprir a legislação, honrando apenas com o aluguel. A segurança aqui é o mais caro, temos um arsenal que poderia ser roubado sem a devida segurança da casa onde estávamos”, informa Renault.

O curador Marcos Renault diante de parte do acervo do museu

Em face das dificuldades financeiras decorrentes do problema da supressão das verbas e sem condições de manter as portas abertas, todo o acervo original – armamento, fardas, documentos, medalhas, equipamentos, quadros e outras peças de peso histórico e físico, como um obuseiro de 155mm e a estátua em bronze de um expedicionário em combate – foi transferido para o prédio onde funcionou a 11ª Circunscrição do Serviço Militar, recentemente desativada. No imóvel localizado na esquina com a Rua Guarani permanece uma unidade do Exército. “Fizemos um comodato com o Exército, que está cedendo o espaço para a criação do centro cultural que registra a história da 11ª CSM e da participação do Brasil na Segunda Guerra”, explica.


Movimento

Com o novo endereço, Renault acredita em aumento de público, por três razões principais: “Trata-se de um ponto de grande circulação de pedestres e veículos; o museu fica no andar térreo, favorecendo a acessibilidade; e foi ampliado, passando a contar com oito ambientes para exposição”. Para este ano em que são lembrados fatos importantes da Segunda Guerra, ele planeja atividades especiais, como mostras temporárias e palestras, ensejando assim uma maior visitação de estudantes de escolas estaduais, municipais e privadas. “Na época da guerra, funcionava aqui uma escola alemã. Então, houve a desapropriação e as instalações foram ocupadas pelo Exército”, revela.


Na tarde de ontem, ao mostrar ao Estado de Minas seis espaços já organizados, Renault destacou que não se trata de um museu do Exército ou de outra instituição nacional. “Ele é um patrimônio do povo brasileiro. Aqui, a memória de pessoas comuns, cidadãos brasileiros que foram para os campos de batalha com coragem, patriotismo e o sentimento de respeito pelo Brasil, está preservada. A lição maior é que precisamos evitar que, um dia, tudo isso possa acontecer de novo. Daí a importância para as novas e futuras gerações”, disse o curador do museu, estudioso do conflito e, sempre presente como co-organizador das cerimônias do Dia da Libertação da Itália, que ocorrem a cada 25 de abril na cidade de Montese, na Itália.

Nas salas, os visitantes poderão ver uma série de armas, como metralhadoras refrigeradas a ar e a água, fuzis, submetralhadoras, carabinas e outras usadas pelos combatentes brasileiros, os pracinhas, “em conquistas que se tornaram famosas, como a do Monte Castello e da cidade de Montese, dentre várias outras, sendo que, em Collecchio e Fornovo, os pracinhas cercaram e aprisionaram a 148ª Divisão de Infantaria Alemã, com quase 15 mil homens”.

As vitrines do museu exibem cartazes daqueles tempos, com o slogan “A Cobra Vai Fumar!”, que se tornou símbolo da FEB, e “Senta a Pua!”, grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Mas tem muito mais sobre o front que envolveu 25.334 brasileiros (2.947 de Minas), dos quais morreram 467 (82 de Minas) e 2.722 ficaram feridos.

Obuseiro de 155mm utilizado pela Artilharia da FEB na Segunda Guerra Mundial

Se num quadro há um registro sobre Monte Castello, imortalizado pelo expedicionário de origem polonesa, Zagloba, em outro está o veterano Belisário Nogueira Oliva em posição de combate. Uma linha do tempo que inclui a participação do Brasil na guerra, insígnias, medalhas, jornais da época, fardamento, botas, capacetes e fotografias e jornais podem ser vistos nas salas de exposição que serão abertas ao público. Na sala dos “inimigos”, ou Alemanha e Itália, há uma bandeira nazista capturada pelos brasileiros e trazida como troféu de guerra e a famosa metralhadora alemã, Spandau MG 42, com capacidade para disparar 1.200 tiros por minuto.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informa que, em junho de 2018, foi firmado um acordo segundo o qual a PBH continuaria a pagar o aluguel do imóvel onde funcionava o Museu da Força Expedicionária Brasileira, no Bairro Floresta, no valor de R$ 4.500,00. Com a mudança do museu para um imóvel próprio do Exército, no Centro, a PBH avalia, então, que não existe mais a necessidade de continuar a arcar com o valor do aluguel.

Fonte: em.com


sábado, 15 de abril de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

LIVRO - MORRER NA GUERRA: A SOCIEDADE DIANTE DA MORTE EM COMBATE

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Está disponível o livro MORRER NA GUERRA, da pesquisadora Adriane Piovezan.


Sinopse
 

O campo de estudos sobre a morte e o morrer se encontram em expansão na atualidade. O interesse pelo tema, tornado clássico por alguns historiadores franceses já nas décadas de 1970 e 1980, parece a cada ano aumentar. Mais ainda, cresce o número de historiadores que se debruçam sobre o tema da morte em guerra. Interpretar o sentido e as implicações de eventos e processos como a relação entre a morte e as leis, os métodos e locais de sepultamento, os cemitérios do campo de batalha e toda uma série de procedimentos de ordem prática que indivíduos e instituições exercem em relação aos mortos são reveladores da história cultural, política e institucional das sociedades nas quais se inserem. O livro examina tais questões a partir de uma documentação inédita. 

Com a entrada do Brasil nesse conflito mundial em 1942, e o envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para o teatro de operações na Itália em 1944, ocorreu a consequente criação de um Pelotão de Sepultamento (PS). Essa unidade gerou diversas fontes passíveis de problematizar a preparação individual do soldado para a probabilidade de sua própria morte. Partiu-se da análise de devoções individuais deles, expressas nos objetos religiosos encontrados pelo PS em seus cadáveres. Ao mesmo tempo, procedimentos institucionais destinados ao tratamento dos mortos em guerra, os monumentos fúnebres e o repatriamento dos restos mortais dos soldados caídos no front, permitem interpretar as tentativas de construção de um culto cívico aos mortos no Brasil Contemporâneo.


Autora
 
ADRIANE PIOVEZAN é graduada em História pela UFPR (1997), Mestre em Estudos Literários (UFPR - 2006) e Doutora em História pela UFPR (2014). Se dedica aos estudos da morte no Brasil Contemporâneo. Atualmente é professora de História do Brasil nas Faculdades Integradas Espírita.



Ficha Técnica
 
ISBN:978-85-444-1287-9
Editora: EDITORA CRV
Distrubuidora: EDITORA CRV
Número de páginas: 294
Ano de edição: 2017
Formato do Livro: 16x23 cm

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