"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

IPHAN TOMBA O MONUMENTO DOS MORTOS DA 2ª GUERRA MUNDIAL

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O Monumento aos Mortos da Segunda Guerra, no Parque do Flamengo, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida foi publicada no Diário Oficial da União de 19 de novembro, três anos após o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Iphan, apreciar o pedido de tombamento. Segundo o instituto, a demora para a comunicação se deveu a trâmites burocráticos.

O conjunto é conhecido como Monumento aos Pracinhas. Projeto dos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas, foi construído entre 1957 e 1960 em memória aos que combateram na  Itália. Já o Parque do Flamengo foi inaugurado em 1965.  O monumento é composto por três obras: um avião em metal de Júlio Catelli Filho, que homenageia a Força Aérea; uma estátua em granito de Alfredo Ceschiatti, representando os pracinhas das três armas; e um painel de azulejos de Anísio Medeiros, que lembra combatentes e civis mortos em operações navais.

Já o Pórtico Monumental, com 31 metros de altura e primeira obra do país com uso do concreto aparente, simboliza duas mãos erguidas para o céu levando os pracinhas mortos -  há 468 túmulos no subsolo. O local ainda tem um museu com equipamentos da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Fonte: O Globo


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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

UNIFORMES - REAL CORPO DE AVIAÇÃO

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Exército Britânico
Real Corpo de Aviação
Capitão-aviador
França, 1918


O Real Corpo de Aviação (Royal Flying Corps), pertencente ao Exército Britânico, foi o embrião da Real Força Aérea Britânica (RAF), uma das primeiras forças aéreas independentes a serem constituídas. 

 Normalmente, a túnica Modelo 1914 era utilizada em conjunto com calça comprida no uniforme de serviço ou nos momentos de folga.  Os aviadores costumavam usar vários tipos de bengalas sem punho, ou de bastão com pomo, às vezes, feitos com peças de madeira retiradas de aviões abatidos.  

O oficial ao lado ostenta um galão em "V" invertido Star 1914, expedido em 1917.  cada galão de serviço costurado à manga direita da túnica indica um ano de serviço na unidade operacional; o vermelho é relativo ao ano de 1914 e os azuis aos anos subsequentes do conflito.

No peito, está o brevê de piloto de combate do RFC.


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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - GENERAL DALTRO FILHO

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* 1882 - Cachoeira do Sul-RS

+ 1938 – Porto Alegre-RS



Manuel de Cerqueira Daltro Filho inicou sua carreira militar aos 16 anos, ao sentar praça no 9° Batalhão de Infantaria, em Salvador. Após uma passagem pelo Rio de Janeiro, foi transferido para o Rio Grande do Sul, onde cursou a Escola Tática e de Tiro de Rio Pardo. Em 1901 retornou ao Rio para a Escola Militar da Praia Vermelha, onde permaneceu até 1904, quando a escola foi fechada por haver apoiado a Revolta da Vacina.

Entre 1906 e 1908, retornou ao Rio Grande do Sul para cursar a Escola de Guerra em Porto Alegre. Em 1911 foi transferido para Curitiba, onde, no ano seguinte, passou a integrar o Estado-Maior do general Setembrino de Carvalho, tendo participado do combate ao movimento do Contestado. Ainda em Curitiba, participou, com os amigos Victor Ferreira do Amaral e Nilo Cairo, em 19 de dezembro de 1912, da criação da Universidade do Paraná, embrião da UFPR, compondo a primeira diretoria da instituição, no cargo de 2° secretário.

Ao estourar a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana em 1922. era comandante da 3ª Companhia de Metralhadoras no Rio de Janeiro, integrada ao destacamento do general João de Deus Menna Barreto no combate aos revoltosos.

Major no governo de Artur Bernardes, foi ajudante de ordens do presidente da república. No final do mandato foi nomeado adido militar na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1928, onde assumiu o comando do 7° Regimento de Infantaria, em Santa Maria. Em 1929 matriculou-se na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Rio de Janeiro.

Durante a Revolução de 1930, combateu a Aliança Liberal, que depôs o presidente Washington Luís e levou Getúlio Vargas ao poder, tendo organizado as forças governistas na região de Nova Friburgo. Após a derrota, entretanto, aproximou-se do novo governo e passou a apoiá-lo.

Combateu a Revolução de 1932, cercando as tropas revoltosas em Cruzeiro e depois, com Newton Cavalcanti, isolou a capital São Paulo. Foi depois nomeado interventor federal interino do estado de São Paulo durante dois meses, antes da posse de Armando Sales de Oliveira. Nomeado comandante da 2ª Região Militar, foi destituído do cargo em 1934 por apoiar a candidatura de Goes Monteiro à presidência. Foi, então, nomeado para o comando da 8ª Região Militar, em Belém.

Nomeado comandante da 3ª Região Militar, sediada em Porto Alegre, em agosto de 1937, foi um dos principais apoiadores do golpe que instaurou o Estado Novo e combateu a resistência organizada pelo então interventor do Rio Grande do Sul, José Antônio Flores da Cunha. Com a deposição e o exílio de Flores da Cunha, Daltro Filho foi empossado como interventor federal no estado, no dia 17 de outubro de 1937, pouco antes da instauração oficial da ditadura, em 10 de novembro do mesmo ano.

Permaneceu, entretanto, apenas três meses no cargo, sendo obrigado a se afastar de suas funções no dia 19 de janeiro de 1938 por motivos de saúde, vindo a falecer alguns dias depois.


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

IX ENCONTRO BRASILEIRO DE PRESERVADORES DE VEÍCULOS MILITARES

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BATALHA DE HASTINGS (1066)

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A Batalha de Hastings ocorreu no dia 14 de outubro de 1066, perto de Hastings, na Inglaterra, entre as tropas inglesas, do rei Haroldo II Godwinson, e o exército invasor de Guilherme II, Duque da Normandia. O resultado foi uma vitória decisiva de Guilherme, o Conquistador, e a morte de Haroldo II durante a batalha. Este sucesso concretizou a conquista normanda e o fim da dinastia de reis anglo-saxões na Inglaterra.


Antecedentes

No início de 1066, o rei de Inglaterra Eduardo, o Confessor, morreu sem deixar descendentes diretos. Seu sucessor mais próximo era o primo de doze anos Edgar Atheling (neto de Edmundo II) que vivera a maior parte da sua vida no exílio, na Hungria. Em vez dele, a assembleia do reino escolheu Haroldo II, Conde de Wessex e de East Anglia, um homem preparado para enfrentar a iminente invasão norueguesa.

No dia 25 de setembro, Haroldo II derrotou o exército de Harald Hardrada da Noruega na batalha de Stanford Bridge.

Rei Haroldo II

A ameaça parecia estar para trás, mas, apenas três dias depois, Guilherme da Normandia desembarcou no sul de Inglaterra. Seu exército de cerca de 7.000 homens chegou em uma frota de 600 navios e não encontrou oposição. Com ele estavam muitos nobres normandos, flandrinos e bretões, a quem haviam sido feitas promessas de títulos e terras em caso de vitória. Guilherme organizou um acampamento fortificado perto de Hastings, protegido na retaguarda por uma floresta.

Ao saber da invasão normanda, Haroldo II iniciou com os seus homens uma marcha forçada para sul, durante a qual recrutou mais soldados. O exército inglês conseguiu o feito de cobrir uma distância de cerca de 400 km em menos de quinze dias. Os soldados eram, principalmente, veteranos da batalha de Stanford Bridge, armados com machados dinamarqueses e escudos caracterizados pelo seu enorme peso, e terminaram a marcha cansados.


Enfrentamento

Na manhã de 14 de outubro, o duque Guilherme da Normandia dispôs o seu exército para a batalha. A frente foi organizada de forma tipicamente medieval, em três grupos, organizados com os normandos no centro, e com os flandrinos e bretões nos flancos, que incluíam, cada um, unidades de infantaria, cavalaria e arqueiros. Estes últimos foram colocados na vanguarda para o começo da batalha. As disposições de Haroldo II da Inglaterra são desconhecidas mas devem ter sido semelhantes, uma vez que o pensamento militar e o tamanho do exército eram os mesmos.


A batalha começou com uma chuva de flechas dos arqueiros normandos, que não foi muito eficaz. Depois de algumas escaramuças, a infantaria e a cavalaria normandas avançaram, lideradas por Guilherme em pessoa, assistido pelo irmão, o Bispo Odo de Bayeux. Este ataque pelo centro foi repelido sem grande dificuldade pela infantaria inglesa, protegida pelos seus longos machados e por uma muralha de escudos. Entretanto, Guilherme mandou avançar o seu flanco esquerdo. Constituído principalmente por homens inexperientes e mal armados, os bretões não estavam à altura dos ingleses. Depressa o flanco esquerdo de Guilherme desapareceu à custa dos ingleses e da fuga dos seus próprios homens.

Nesta altura, o flanco direito dos ingleses precipitou-se a lançar um ataque contra os bretões em fuga. Sem o suporte do resto do exército e a proteção da muralha de escudos, seus membros foram apanhados por uma carga de cavalaria normanda e massacrados. Este episódio da batalha marcou o decurso do dia e as subsequentes ações normandas.

Vendo que o inimigo era rápido e iniciava num temerário contra-ataque, os normandos começaram a orquestrar fugas, de forma a atrair os ingleses para a morte, numa tática já usada em guerras no continente. A cada novo embate, fuga e emboscada, a muralha de escudos ingleses tornava-se mais frágil e, ao fim do dia, era já bastante permeável.

Trecho da tapeçaria de Bayeux mostrando o momento em que o rei Haroldo II é ferido mortalmente por uma flechada no olho

Preocupado com a fraqueza da sua própria posição, Guilherme mandou avançar de novo os arqueiros, numa última tentativa para resolver a batalha antes de a noite cair. Desta vez os arqueiros foram bem mais eficientes e provocaram sérias baixas na linha inglesa. Nesta altura, a cavalaria normanda lançou seu último ataque. No confronto que se seguiu, o rei Haroldo II de Inglaterra foi ferido e perdeu o controle dos acontecimentos, lançando o caos no seu exército. Em breve a barreira de escudos desmoronou, assim como a resistência inglesa.


Legado

A batalha terminou com a vitória normanda, ao cair da noite de 14 de outubro de 1066. Haroldo II estava morto e, com ele, todas as esperanças de resistência à invasão normanda. A assembleia de nobres ingleses nomeou Edgar Atheling rei, mas este foi forçado a abdicar poucas semanas depois em favor do Duque da Normandia. Guilherme foi coroado rei de Inglaterra no dia de natal de 1066, na Abadia de Westminster, iniciando a dinastia normanda.

A Batalha de Hastings é celebrada até hoje com reencenações na Inglaterra

Uma abadia foi mais tarde erigida no local da batalha de Hastings e uma lápide assinala o local da morte de Haroldo, o último rei anglo-saxão de Inglaterra. Os eventos do dia encontram-se retratados na tapeçaria de Bayeux.

Atualmente existe um museu multimídia no local do confronto, e o campo de batalha pode ser visitado mediante pagamento de ingresso no museu.
 
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

XXV ENCONTRO NACIONAL DE VETERANOS DA 2ª GUERRA MUNDIAL

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ARMAS QUÍMICAS E BIOLÓGICAS





Por Simone Pallone


Usar substâncias químicas e agentes biológicos como armas não é uma novidade dos últimos tempos. Desde a Antiguidade, os militares já se encantavam pelo poder das armas biológicas. Durante a dominação romana, os exércitos tinham especialistas que envenenavam as fontes de água potável que abasteciam as cidades. Além dessa tática, chegaram a utilizar germes de pessoas doentes de cólera, peste ou lepra, com o intuito de fazer com que as doenças enfraquecessem as forças do inimigo.

Nos séculos XVIII e XIX, os colonizadores europeus utilizaram a mesma estratégia, introduzindo a sífilis, a gripe, a varíola, o tifo e a tularemia, para aniquilar as populações nativas de outros continentes, técnica usada também no Brasil.

Entre 1940 e 1944, na campanha da Coreia contra a Manchúria, os japoneses bombardearam onze cidades com material contaminado com peste e tifo. O número de mortos nunca foi avaliado. E nos campos de concentração de prisioneiros de guerra, os japoneses injetaram em prisioneiros de origem mongol, britânica, americana e coreana, soluções com princípios ativos de diversas enfermidades epidêmicas, resultando na morte de, no mínimo, mil prisioneiros.

Após a 2a Guerra Mundial, nos anos 50 e 60 do século passado, o Governo dos Estados Unidos instalou no estado de Maryland, um complexo de laboratórios militares, conhecido como Forte Detrick, onde foram realizados mais de mil experimentos voltados ao desenvolvimento de armas biológicas.

Em relação às armas químicas, na 1a Guerra Mundial, os exércitos alemão, francês e britânico utilizaram gases venenosos para aniquilar os soldados do exército inimigo. Foram utilizados gás de cloro e de mostarda, a partir de 1916. Isso foi permitido pelo poder da indústria química do século XIX.

Soldados britânicos incapacitados pelo gás durante a 1a Guerra Mundial

Uma primeira experiência com o gás foi feita em 3 de janeiro de 1915. Os alemães lançaram gás de cloro em cartuchos sobre as trincheiras inimigas, mas as baixas temperaturas inibiram o efeito da substância. Porém, em abril do mesmo ano, o exército alemão usou o gás novamente. Nessa ocasião, uma densa névoa verde-cinza, típica do gás de cloro, que foi expelido de 520 cilindros, começou a soprar em direção às linhas de um regimento franco-argelino que sustentava a posição. Os soldados fugiram, tentaram se esconder ou se proteger com máscaras improvisadas. Alguns conseguiram, outros não. Psicologicamente, o ataque deu grande resultado, pois os soldados abandonaram suas posições deixando armas e mochilas no local.

Ainda em 1915, em setembro, os ingleses deram a sua resposta a esse ataque, jogando sobre os alemães entrincheirados, uma substantiva quantidade de gás de cloro. Se nos primórdios desse tipo de recorrência ao gás mortífero era costume utilizar grandes cilindros para despejar veneno ao sabor da direção em que o vento soprava, em seguida avançou-se para o uso de um cartucho próprio, capaz de lançar cápsulas de gás venenoso a enorme distância.

Foi a partir do ano de 1916, especialmente durante a longa batalha de Verdun, travada entre alemães e franceses, que o gás entrou em cena de vez. E desta vez estreou-se um novo gás, muito mais tenebroso em seus efeitos do que o cloro - o chamado gás de mostarda (dichlorethylsulphide). De cor amarelada forte, ele mostrou-se capaz de devastar as linhas adversárias mesmo em meio às tropas equipadas com máscaras antigases. Em contato direto com qualquer parte da pele da vítima, de imediato, ele levantava bolhas amareladas, atacando em seguida os olhos e as vias respiratórias. Além disso, tinha a capacidade de permanecer fazendo efeito durante um tempo bem superior do que os outros, como o gás lacrimogêneo (lachrymator), não-mortal, e o de cloro, seja o fosgênico ou o difosgênico.

Desde então, a paisagem da guerra das trincheiras foi marcada pela presença sistemática dos vapores do gás de mostarda que, utilizado por ambos os lados, passou a ser o manto sombrio e enfumaçado que cobria os soldados em seus últimos momentos de vida.


Guerras atuais

Na Guerra do Vietnã, os Estados Unidos utilizaram o napalm e o agente laranja. O napalm é uma mistura de gasolina com uma resina espessa da palmeira que lhe deu o nome e que, em combustão, gera temperaturas a 1.000º C. Se adere à pele, queima músculos e funde os ossos, além de liberar monóxido de carbono, fazendo vítimas por asfixia.

Ataque com Napalm no Vietnã


O agente laranja é um herbicida que derruba as folhas das árvores. Foi chamado assim porque era guardado pelos soldados em tonéis cor-de-laranja. Foi usado pelo exército americano, com a aprovação do presidente John Kennedy, desde 1961 até 1971, com o objetivo de privar os guerrilheiros vietnamitas de suas fontes de alimento e de proteger os invasores norte-americanos de seus ataques. É por isso que enormes descargas desses venenos se concentraram nas zonas em torno das bases norte-americanas e dos campos de pouso de aviões, assim como nas proximidades das rotas terrestres e fluviais.

Aviões da Força Aérea dos EUA espargindo o agente laranja nas florestas vietnamitas


Os efeitos destruidores do napalm devem-se, em grande parte, ao seu componente principal, a dioxina, um dos produtos tóxicos mais potentes, que perturba as funções hormonais, imunizantes e reprodutivas do organismo. Trinta anos depois da guerra, vê-se ainda nas ruas das cidades e nos campos gente mutilada - sem pernas, sem braços, cegas, com os corpos disformes. Esses problemas estão, em grande parte, ligados ao uso de desfolhantes nas operações militares frequentemente classificadas de a maior guerra ecológica da história da humanidade. Mesmo nos Estados Unidos, os efeitos ainda são notados nos ex-combatentes e em suas famílias. Entre os sintomas apresentados estão: cegueira, diabetes, câncer da próstata e dos pulmões, deformação de braços e pernas, entre outros.

Mais recentemente, em 1995, integrantes da seita apocalíptica Verdade Suprema promoveram um ataque a um trem do metrô de Tóquio. Eles levaram gás sarin dentro de sacos plásticos, escondidos embaixo do banco. Quando deixaram os vagões, os terroristas furaram os sacos plásticos com a ponta do guarda-chuva. O ataque causou a morte de 12 pessoas e deixou cinco mil feridos. O gás sarin, provoca um "curto-circuito" no organismo, com sangramentos e vômitos, que também levam à morte. O sarin pode matar em questão de minutos, após a exposição. A substância penetra no corpo por inalação, ingestão, ou também pelos olhos, ou pela pele.

Vítimas do atentado com sarin no metrô de Tóquio sendo atendidas


Os sintomas mais comuns são olhos lacrimejantes e salivação, ocorre também a contração das pupilas, também ocorre sudorese (suor excessivo), bem como dificuldade de respirar, visão turva, náusea, vômito, espasmos e dor de cabeça. A morte se dá pelo ataque à musculatura, ou seja, no momento em que ocorre o ataque à musculatura corporal, ocorre a incapacidade da sustentação de funções como a respiração, pois ocorre a paralisia dos músculos. O atentado de Tóquio mostra como é fácil disseminar um agente químico no ar.

Traje de proteção QBN (químico, bacteriológico e nuclear) do Exército dos EUA


O mais recente uso de arma biológica foi a contaminação por carbúnculo, ou antraz, ocorrida nos Estados Unidos, após os ataques desse país ao Afeganistão, na busca pelo terrorista Osama bin Laden. Esporos da bactéria Bacillus anthracis foram enviados por carta para políticos e profissionais da imprensa. Quatro pessoas morreram e 13 contraíram antraz desde o início de outubro, em meio a receios de que os Estados Unidos estariam sendo alvo de um ataque biológico. 

O efeito devastador do antraz já havia sido descoberto em 1979, quando uma liberação acidental de esporos de antraz ocorreu em um instituto biológico de Sverdlovsk, na Rússia. Setenta e nove casos de antraz inalado foram registrados e 68 foram fatais.


Equipe de segurança interna investiga suspeita de atentado terrorista com antraz nos EUA


No início da década de 1940, a Grã-Bretanha detonou bombas de antraz experimentais em uma ilha remota da costa nordeste da Escócia chamada Gruinard. Ela foi interditada até 1990, quando autoridades britânicas descontaminaram a ilha com centenas de toneladas de formaldeído.

O antraz humano tem três formas clínicas principais: cutâneo, pulmonar e gastrointestinal. O antraz cutâneo é o resultado da introdução do esporo através da pele; o antraz pulmonar, resultado de inalação, através do trato respiratório; e o antraz gastrointestinal, de ingestão. Se não for tratado, o antraz, em todas suas formas, pode conduzir a septicemia e morte. O tratamento precoce do antraz cutâneo conduz normalmente à cura, e o tratamento precoce de todas as formas é importante para recuperação. Em pacientes com antraz gastrointestinal a taxa de mortalidade varia de 25% a 75%. A taxa de mortalidade para antraz respiratório pode chegar de 90 a 100%.


Fonte: Com Ciência


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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MORRE, AOS 102 ANOS, O GENERAL GIAP, VENCEDOR DAS GUERRAS DA INDOCHINA E DO VIETNÃ

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O general Vo Nguyen Giap, herói da guerra do Vietnã, morreu aos 102 anos nesta sexta-feira, segundo o governo e o exército vietnamita.  Ele morreu às 18h08 (8h08 de Brasília), segundo uma fonte do governo.

Giap era o último remanescente dos revolucionários comunistas responsáveis pela independência do país asiático.  Ele usou táticas de guerrilha para derrotas as forças americanas e francesas, bastante superiores, no conflito do Vietnã.

Giap, que era o último dirigente histórico do Vietnã comunista ainda vivo, ficava atrás apenas do falecido líder revolucionário Ho Chi Minh como uma das figuras mais admiradas pela população no Vietnã.

Internautas vietnamitas prestaram tributo ao general, que era muito popular: "Descansa em paz, herói do povo. Sempre será nosso principal general", escreveu um internauta no Facebook, entre milhares de mensagens nas redes sociais.

Considerado um dos estrategistas militares mais importantes da história, o soldado autodidata conseguiu derrotar com suas táticas tanto franceses como americanos. A derrota imposta às tropas colonialistas francesas em Dien Bien Phu (noroeste), em 1954, foi a base para a independência do Vietnã e o fim do domínio francês na Indochina.

O General Giap na capa da revista Time, na época da Guerra do Vietnã


Nos 20 anos posteriores, este filho de camponês, estudioso e com domínio perfeito do francês, continuou comandando as tropas durante a guerra do Vietnã contra os americanos e seus aliados do Vietnã do Sul, até a tomada de Saigon, em 30 de abril de 1975.

Apesar dos êxitos militares, sua carreira política não prosperou durante o regime comunista. Em 1975 não era mais comandante do Exército do comunista Vietnã do Norte. Após um conflito aberto com o número um do regime, Le Duan, foi afastado aos poucos do poder. Em 1982 deixou o gabinete político do partido. Giap manteve o cargo de vice-primeiro-ministro, mas estava no comando das Ciências Tecnológicas e do Planejamento Familiar.

Finalmente se afastou do comitê central do partido em 1991.

Fonte: O Globo

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

RECIFE SEDIARÁ O II SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA 2ª GUERRA MUNDIAL (II SENAB-2ª GM)


RECIFE SEDIARÁ O II SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA 2ª GUERRA MUNDIAL (II SENAB-2ª GM)


 
Este com foco na Vigilância e Defesa da Costa Brasileira


De 14 a 18 de outubro de 2013, no Auditório do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife (CPOR/R), a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) estará promovendo, pela primeira vez na capital pernambucana, seu ciclo de palestras e visitas sobre o Brasil na 2ª Guerra Mundial. O primeiro SENAB-2ªGM ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, com foco para a entrada do Brasil no conflito contra os países do Eixo. Este ano, como o seminário enfocará as ações de defesa do território brasileiro, com ênfase na Zona de Guerra do Saliente Nordestino (RN, PB, PE, AL, FN), Recife foi escolhida como sede do evento, por ter figurado como um grande ponto estratégico das Forças Aliadas para a proteção e defesa das Américas.

As inscrições são gratuitas e estão abertas até 11 Out com vagas limitadas, pelo endereço eletrônico: http://www.dphcex.ensino.eb.br/inscricao-II_SENAB/index.php?page=home

O participante poderá inscrever-se apenas como ouvinte, ou apresentar trabalhos individuais (comunicações orais de até 25 min) relacionados ao tema, bastando optar por esta categoria no ato da inscrição e enviar seu trabalho para aprovação, ao email: cephimex.divulga@gmail.com

O evento é voltado para:
- Profissionais da área de História;
- Professores e alunos universitários;
- Militares da Ativa ou da Reserva das Forças Armadas e Forças Auxiliares com interesse em História Militar;
- Autoridades civis e militares convidadas;
- Instituições convidadas.

É a História do Brasil sendo preservada e reverenciada, para que os feitos dos nossos brasileiros jamais sejam esquecidos no contexto dos fatos que marcaram a humanidade.

“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heroicos.” 


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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

IMAGEM DO DIA - 30/09/2013

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Durante a Guerra da Criméia, após um prolongado cerco, tropas francesas conseguem conquistar a fortaleza Malakhov, defendida pelos russos 

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sábado, 28 de setembro de 2013

A BATALHA DE PAVIA (1525)

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A Batalha de Pavia, ocorrida na manhã de 24 de fevereiro de 1525, foi um acontecimento decisivo para a Guerra Italiana de 1521-1526. O exército Habsburgo, sob o comando nominal de Carlos de Lannoy e trabalhando em conjunto com a guarnição de Pavia, comandada por Antonio de Levya, atacou os franceses sob o comando pessoal do rei Francisco I no grande campo de Mirabello, no lado externo dos muros da cidade.

Em quatro horas de luta, o exército francês foi dividido e derrotado fragrorosamente. O gauleses tiveram vítimas numerosas, que incluíam muitos dos principais nobres de França. O próprio Rei Francisco I foi capturado pelas tropas inimigas e, levado preso ao seu oponente, Imperador Carlos V, foi forçado a assinar o humilhante Tratado de Madri, pelo qual cedia territórios significantes ao adversário.


Antecedentes

Os franceses, tendo a possessão da Lombardia deste o começo da Guerra Italiana de 1521-1526, foram forçados a abandoná-la depois de sua derrota na Batalha de Bicocca, em 1522. Determinado a recuperá-la, Francisco I ordenou a invasão da região no começo do ano seguinte, sob as ordens de Guillaume Gouffier, Senhor de Bonnivet; mas este foi derrotado pelas tropas imperiais na Batalha de Sesia e forçado a se retirar para a França.

Carlos de Lannoy lançou uma invasão da Provença, que estava sob o comando de Fernando de Ávalos, Marquês de Pescara, e de Carlos III, Duque de Bourbon, que havia recentemente traído Francisco, pois este lhe retirara os domínios, e aliara-se ao Imperador. Embora inicialmente obtivesse sucesso, a ofensiva imperial perdeu valioso tempo durante o Cerco de Marselha e foi forçada a bater em retirada para a Itália, com a chegada em Avignon de Francisco I e do grosso do exército.

Francisco I, rei da França, derrotado e capturado em Pavia

Em meados de outubro de 1524, o rei franco cruzou os Alpes e avançou sobre Milão, ele próprio no comando de um exército que somava mais de quarenta mil homens. Bourbon e Ávalos, cujas tropas ainda não haviam se recuperado da campanha em Provença, não estavam em condições para oferecer nenhuma resistência séria. O exército francês movia-se em muitas colunas, ignorando as tentativas imperiais de conter seu avanço, mas sem levar o corpo principal para o combate. A este tempo, Carlos de Lannoy, que conseguira juntar cerca de dezesseis mil homens para resistirem aos trinta e três mil das tropas francesas em Milão, decidiu que a cidade não poderia ser defendida e ordenou a retirada para Lodi em 26 de outubro. Tendo entrado em Milão e instalado Luís II de la Trémoille como seu governador, Francisco, pressionado por Bonnivet e contrariando o conselho dos seus demais velhos comandantes, que defendiam uma vigorosa perseguição as tropas de Lannoy em retirada, avançou para Pavia, onde Antônio de Leyva permanecia com uma considerável guarnição imperial

O grosso das tropas francesas chegou a Pavia nos últimos dias de outubro. A 2 de novembro, Montmorency tinha cruzado o rio Ticino e investiu contra a cidade pelo sul, completando seu cerco. Em seu interior havia um contingente de aproximadamente nove mil soldados, principalmente mercenários que Leyva só conseguiu pagar derretendo a prata das igrejas. Um período de escaramuças e bombardeios de artilharia se seguiu e, em meados de novembro, várias aberturas foram feitas no muro.

Em 21 de novembro Francisco I tentou uma incursão na cidade, através de duas dessas aberturas, mas desistiu depois de sofrer pesadas baixa. Impedido de realizar novo ataque por causa da chuva e escassez de pólvora, o francês decidiu que a fome grassasse entre os defensores da cidade.


No começo de dezembro, uma força espanhola comandada por Hugo de Moncada aportava próximo a Gênova, com a inteção de interferir num conflito entre as facções pró-Valois e pró-Habsburgo da cidade. Francisco, então, despachou sua maior tropa, ao comando do Marquês de Saluzzo, para os interceptar. Confrontados pelo maior contingente das tropas francesas, e sem poder contar com apoio naval com a chegada de uma frota francesa comandada por Andrea Doria, as tropas espanholas se renderam. Francisco assinou um acordo secreto com o Papa Clemente VII para que este não apoiasse Carlos I em troca de sua ajuda na conquista de Nápoles.

Novamente contrariando seus conselheiros militares, Francisco destacou um grande contingente de suas forças, sob comando de John Stewart, Duque de Albany, e as enviou rumo sul para ajudar ao Papa. Lannoy tratou de interceptar a expedição de Stewart perto de Fiorenzuola, mas sofreu severas baixas e viu-se forçado a voltar a Lodi por causa da intervenção dos temidos Bandos Negros – segundo muitos autores os melhores mercenários italianos do momento — de Giovanni de Médicis, que acabaram por entrar no conflito ao serviço dos franceses por iniciativa do Papa, primo da mãe de Giovanni, também da família Médicis. Ato contínuo, o Condottieri Giovanni dirigiu-se a Pavia com reservas de pólvora, reunidas pelo Duque de Ferrara. Naquele momento as posições francesas viram-se debilitadas com a partida de cerca de cinco mil grisões, mercenários, que regressaram aos seus cantões para defendê-los de iminente ataque de lansquenetes.

Em janeiro de 1525, doze mil lansquenetes chegaram, sob comando de Georg von Frundsberg, para alívio de Lannoy, que retomou a ofensiva. Ávalos capturou a posição francesa em San Angelo, cortando a comunicação entre Pavia e Milão, enquanto uma coluna à parte de lansquenetes avançava em Belgiojoso e, apesar de retê-los brevemente um ataque liderado por Médicis e por Bonnivet, ocuparam a cidade. Em 2 de fevereiro Lannoy havia chegado a poucos quilômetros de Pavia. Francisco havia levantado o acampamento com o grosso de seu exército no grande campo amuralhado de Mirabello, fora dos muros da cidade, entre a guarnição de Levya e o exército auxiliar que vinha a caminho. No correr de fevereiro as tropas de Levya continuaram hostilizando os sitiantes. Médicis foi seriamente ferido e se retirou para Piacenza para recuperar-se, forçando Francisco a trasladar grande parte de sua guarnição em Milão para suprir a falta dos Bandos Negros. Tais escaramuças tiveram efeito quase nulo no resultado final da batalha. A 21 de fevereiro os comandantes imperiais, com escassas provisões e crendo equivocadamente serem inferiores em número aos franceses, decidiram lançar um ataque ao castelo de Mirabello, tanto para fazerem boa figura e desmoralizar os franceses, como para poderem se retirar com certa segurança.


Ocupação do dispositivo

Na noite de 23 de fevereiro, as tropas imperiais de Lannoy saíram das muralhas, enquanto a artilharia imperial distraía os franceses com mais um bombardeio de suas linhas - algo que já era rotineiro durante o longo cerco - e assim ocultar o movimento de Lannoy. Enquanto isso, na madrugada do dia 24, engenheiros imperiais trabalhavam nas muralhas do acampamento francês, a fim de abrir passagens, próximo à Porta Pescarina e da aldeia de San Genesio, por onde o exército imperial pudesse atravessar rapidamente.

Fernando de Ávalos, um dos comandantes imperiais em Pavia

Antes de cinco horas da manhã, cerca de três mil arcabuzeiros, sob comando de Fernando de Ávalos tinham entrado no acampamento e avançavam rapidamente pelo Castelo de Mirabello, onde acreditavam ser o quartel-general dos franceses. Simultaneamente, a cavalaria ligeria imperial espalhou-se pelo parque, a fim de interceptar qualquer movimento francês. Enquanto isso, um destacamento da cavalaria francesa, comandado por Charles Tiercelin, encontrou-se com a cavalaria imperial, iniciando as escaramuças. Um bloco de piqueiros de mercenários suíços, comandados por Robert de la Marck, moveu-se em seu auxílio, precedendo uma bateria da artilharia espanhola que tinha sido arrastada para o interior do acampamento inimigo. Perderam os arcabuzeiros de De Vasto - que tinham, antes das seis horas e meia, emergido dos bosques próximos ao castelo e rapidamente o invadido - pois estes, num infeliz acaso, encontraram com seis mil lansquenês de Georg Frundsberg. Às sete hora uma batalha em larga escala das infantarias tinha se desenvolvido não muito longe da passagem original.


O ataque francês

Uma terceira onda de tropas - as cavalarias pesadas espanholas e imperiais, sob comando do próprio Lannoy, e a infantaria sob as ordens Ávalos - moveram-se para o interior dos bosques, justamente onde acampava o rei Francisco I. O monarca, em um primeiro momento, não percebera a magnitude do ataque imperial, mas, por volta das sete horas e vinte minutos, Ávalos avançou contra a bateria francesa de artilharia, que iniciara o fogo contra as linhas espanholas. Isto alertou Francisco, que lançou finalmente uma carga da inteira força de gendarmes contra a imensa cavalaria de Lannoy, dispersando os espanhóis às sete horas e quarenta minutos.

Cavalaria francesa ataca precipitadamente as forças espanholas


O avanço precipitado de Francisco, entretanto, não apenas colocou suas tropas na linha de fogo da artilharia - impedindo-a, portanto, de agir - como ainda afastou para longe a infantaria francesa, comandada por Richard de la Pole e por François de Lorraine, que comandava os Bandos Negros, formados por renegados piqueiros lansquenetes, que somavam entre quatro e cinco mil homens. Fernando de Ávalos, assumindo o comando das tropas espanholas depois que Lannoy tinha acompanhado os embates da cavalaria, reuniu seus homens na extremidade dos bosques e enviou mensageiros a Bourbon, Frundsberg e De Vasto, pedindo ajuda.

Frundsberg estava provisoriamente batendo a infantaria pesada suíça que lhe excedia em número; Tiercelin e Flourance não haviam conseguido se unir às suas tropas, e os franceses começaram a fugir do campo de batalha.


Desfecho

Às oito horas o grupo de piqueiros e aracabuzeiros imperiais investiram sobre a cavalaria francesa por todos os lados. Precisando de espaço para manobrar junto aos bosques, os gendarmes foram cercados e sistematicamente mortos. Suffolk e Lorraine, avançando para auxiliar o rei, foram atacados pelos lansquenetes de Frundsberg que chegavam. A infantaria francesa estava dividida e derrotada, Richard de la Pole e Lorraine foram mortos no combate. Uma luta particularmente intensa foi travada entre os lansquenetes, a serviço do seu Imperador, e os renegados dos Bandos Negros, que foram cercados pelos piqueiros de Frundsberg e completamente exterminados.

Artilharia imperial abre fogo contra as linhas francesas

O Rei dos franceses lutava sobre seu cavalo, que foi morto pelo condottieri Cesare Hercolani. Sem sua montaria e cercado por arcabuzeiros, Francisco I foi feito prisioneiro e levado sob escolta para fora do campo. Os fatos exatos da rendição de Francisco - em particular sobre quem o tenha feito prisioneiro – são controversos, havendo uma variedade de personagens como Alonso Pita da Veiga e o próprio Lannoy indicados por diversos historiadores.

Enquanto isso, Antônio de Leyva saíra com a guarnição, perseguindo os três mil suíços sob comando de Montmorency que estavam na linha do cerco. As tropas suíças - bem como os comandantes Montmorency e Flourance - tentaram fugir pelo rio, sofrendo com isso numerosas baixas. A retarguada francesa, sob comando do Duque de Alençon, não havia tomado parte da batalha e, quando este percebeu o que havia ocorrido no acampamento, retirou-se rapidamente para Milão. Às nove horas da manhã a batalha já havia terminado.


Consequências

A derrota francesa em Pavia foi decisiva. Além do rei, vários nobres, incluindo os principais comandantes Montmorency e Flourance, foram capturados; um número ainda maior - entre eles Bonnivet, Le Tremoille, La Palice, Suffolk e Lorraine - foram mortos na luta. Francisco foi levado preso à fortaleza de Pizzighettone, onde escreveu uma famosa carta à sua mãe, que ficara como regente, dizendo: “Para informar-te de como vão ocorrendo-me as desgraças, tudo está perdido, menos a honra e a vida, que estão a salvo.”

Logo depois soube que o Duque de Albany havia perdido a maior parte de seu exército por atritos e deserções, e tinha retornado à França sem jamais ter chegado em Nápoles. O remanescente das alquebradas tropas francesas, fora uma pequena guarnição que partira para guardar o Castelo Sforzesco em Milão, retirou-se pelos Alpes sob o comando de Charles IV de Alençon, alcançando Lion em março.

 

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