"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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sábado, 15 de março de 2025

ACOMPANHANDO O PRÊMIO TASSO FRAGOSO NO RECIFE

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Coroando o Prêmio Cultural Tasso Fragoso, acompanhei os cinco militares agraciados em uma enriquecedora viagem de estudos à guarnição do Recife, oportunidade única que uniu aprendizado e vivência histórica.

O Prêmio Cultural Tasso Fragoso, instituído pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, reconhece os militares mais bem classificados na disciplina História Militar que concluem os cursos de formação de oficiais e sargentos. 








Durante a programação, tivemos a oportunidade de visitar o quartel-general do Comando Militar do Nordeste/Forte Guararapes, o Museu Militar do Forte do Brum, o Parque Histórico Nacional dos Guararapes, o Forte das Cinco Pontas/Museu da Cidade do Recife. A programação também incluiu visitas ao Instituto Ricardo Brennand e ao Museu do Homem do Nordeste, permitindo conhecer a história militar e cultural da região.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

EDITOR DO BLOG APRESENTA COMUNICAÇÃO EM COLÓQUIO DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

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O editor do Blog Carlos Daróz-História Militar representou hoje o Brasil e o Exército Brasileiro junto ao Exército Português, o qual, por intermédio de sua Direção de História e Cultura Militar (DHCM), realizou uma homenagem ao Dia do Exército Brasileiro com a realização do Colóquio "A DEFESA DO BRASIL PORTUGUÊS CONTRA OS HOLANDESES (1645-1654)".

Dividindo o tablado com o Tenente-Coronel Abílio Lousada, do Exército Português, Carlos Daróz apresentou a comunicação "GUARARAPES E SEU LEGADO PARA O BRASIL E PARA O EXÉRCITO BRASILEIRO".

Na parte final do evento, os convidados puderam apreciar uma exposição com painéis ilustrados com a evolução histórica da Insurreição Pernambucana e seus líderes militares. Coroando a exposição, figuravam armamentos leves e uma couraça e capacete originais do século XVII, expostos pelo Museu Militar de Lisboa. 











O evento foi presidido pelo Major General Anibal Flambó, Diretor de História e Cultura Militar, e organizado pelo Coronel Vilela Santos (da equipe da DHCM) e pelo Coronel Hermes Menna Barreto Gonçalves, Oficial de Ligação Cultural e Doutrinária do Exército Brasileiro na República Portuguesa. 

O editor do Blog manifesta seu orgulho em poder representar o EB e o Brasil neste importante evento bilateral na área da História e da Cultura, e contribuir para estreitar os laços entre as duas Nações-irmãs.



quarta-feira, 10 de abril de 2019

AS DEFESAS DE SALVADOR NÃO CONSEGUEM IMPEDIR A INVASÃO DOS HOLANDESES

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Em 1623, o sistema defensivo de Salvador baseava-se nas defesas marítimas, que protegiam a cidade contra ataques vindos do mar, e nas defesas continentais, com o objetivo de impedir ações procedentes do continente.

A primeira providência defensiva foi realizada por Tomé de Sousa, logo após a instalação da vila de São Salvador, consistindo em um muro de taipa e um fosso, que protegiam a localidade de ataques terrestres, particularmente os realizados por indígenas hostis aos colonizadores portugueses. O muro foi ampliado e reforçado por outros governadores, que construíram também portas de acesso à cidade: a de São Bento, ao sul, e a do Carmo, no limite norte.

O dispositivo de defesa contra ataques marítimos era um pouco mais sofisticado, embora precário. O governador-geral D. Manuel Teles Barreto, que exerceu seu mandato entre 1582 e 1587, iniciou as obras de construção de três fortificações que dominavam a enseada na qual estava instalada a vila de São Salvador, os fortes da Ribeira, ao centro do dispositivo; de Montserrat, ao norte, e de Santo Antônio da Barra, localizado ao sul. Posteriormente, como consequência das incursões holandesas no Recôncavo, o governador D. Francisco de Souza procurou dar mais segurança à vila erigindo os fortins de Santo Alberto (posteriormente conhecido como Forte Lagartixa), São Francisco e São Tiago d´água dos Meninos.

Planta do Forte de Santo Alberto


Ciente das deficiências defensivas da cidade, o governador D. Diogo Botelho escreveu ao rei Filipe IV, em 1609, relatando as dificuldades existentes:

"No que toca aos fortes desta Bahia bem se lhe pudera escusar este nome, pois tudo tem de contrário; só o [os] forte [fortes] de Tapagipe [Montserrat] e Santo Antônio têm guarnição, os outros chamados fortes nem a têm nem pera que nem em que a ter, pelo que não tive que fazer neles sem necessidade; o [os] de Santo Antônio e Tapagipe só têm guarnição como V. Mag. [Vossa Majestade] de verá nas listas que hão de ir e o que tem hoje de soldados de praças é o menos que podem ter e nem esses têm onde se agasalhar, sendo seis ou sete."

Com efeito, no sentido de melhorar a capacidade defensiva, D. Diogo Botelho começou a construir, em um pequeno banco de arrecifes a cerca de 300 metros da costa, um reduto denominado Forte da Lagem (Laje), posteriormente nomeado Forte do Mar. A fortificação, ficou pronta em 1623, apenas um ano antes da invasão holandesa, e localizava-se em uma posição estratégica que dominava a entrada do porto. Em razão de sua excelente posição e artilhado com dez canhões de bronze, o Forte do Mar era a principal fortificação defensiva do Recôncavo. Mas, apesar de existirem em boa quantidade, as fortificações não podiam defender adequadamente a cidade, pois a grande distância entre eles impossibilitava o apoio mútuo e o cruzamento dos fogos de seus canhões.

Esboço mostrando o Forte do Mar

Outro problema técnico impedia o estabelecimento de uma defesa mais adequada: a barra da Baía de Todos os Santos não podia ser totalmente fechada, pois os canhões existentes na época não possuíam alcance para tal.

Iconografia mostrando a invasão holandesa a salvador. Podem ser vistos o Forte de Santo Alberto e o Forte do Mar.


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A GUERRA DO AÇÚCAR: AS INVASÕES HOLANDESAS NO BRASIL

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quarta-feira, 3 de abril de 2019

PALESTRA DO PROF. MARCOS ALBUQUERQUE ABORDA A PRESERVAÇÃO DOS MONTES GUARARAPES

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Alô, amigos e amigas do Recife e região,

Palestra sobre os Montes Guararapes e o Brasil Holandês ministrada pelo Prof. Marcos Albuquerque, um dos mais importantes arqueólogos e uma das maiores autoridades sobre o tema em nosso país é absolutamente imperdível.

Compareçam e conheçam mais sobre esse importante período de nossa História Colonial.

Fica a dica!


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domingo, 4 de fevereiro de 2018

A DIVIDIDA ESTRUTURA DE COMANDO DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS

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Por se tratar de uma companhia comercial paramilitar, com objetivos de colonização e geração de lucros, a Companhia das Índias Ocidentais (WIC) possuía uma cadeia de comando bastante diferente da praticada pelos portugueses. Era dirigida pelo Conselho dos XIX, composto por dezenove diretores, representantes das Câmaras de Amsterdã, Zelândia, Mosa, Holanda do Norte, Groningen e Frísia e um designado pelos Estados Gerais.

Para administrar a Nova Holanda, a WIC estabeleceu o cargo de governador, geralmente ocupado pelo militar com maior posto, e instituiu o Colégio de Conselheiros Políticos, constituído por conselheiros civis nomeados pela Companhia para administrar a nova colônia. Durante o período das invasões holandesas no Brasil, o número de integrantes desse colegiado variou entre três e cinco membros. Apesar de dispor dessa administração colonial, o Conselho dos XIX preocupava-se com possíveis ímpetos de independência ou rebelião entre os comandantes militares da Companhia e, por essa razão, atribuía maiores poderes ao Conselho Político do que ao próprio governador, dividindo hierarquicamente suas forças no Brasil e subordinando o poder militar ao poder político. Essa disposição pode ser exemplificada pela cadeia de comando da WIC por ocasião da invasão a Pernambuco, em 1630. O almirante Lonck, autoridade militar de maior posto, foi nomeado para o governo, mas foi organizado o Conselho Político composto por Johan de Bruyne, Philips Serooskerken e Horatio Calendrini, que limitava sua autoridade do governador e tinha a prerrogativa de aprovar ou não seus atos. Mais tarde, com o retorno do almirante Lonck para a Holanda, assumiu o cargo de governador o coronel Waerdenburch, que, pouco tempo depois, foi também nomeado como membro do Conselho Político. No decurso dos meses de 1630, o Conselho Político recebeu mais dois integrantes: os comissários Johannes van Walbeeck e Servatius Carpentier. Apesar de sua condição de conselheiro, a autoridade de Waerdenburch permaneceu afeta aos assuntos militares e, na prática, os conselheiros civis é quem governavam efetivamente a colônia.


Almirante Hendrick Lonck, comandante da invasão a Pernambuco.

O Coronel Waendemburch sucedeu o Almirante Lonck no governo da Nova Holanda.
 
Com tamanha divisão entre os poderes político e militar, a relação entre os comandantes militares e os conselheiros civis da WIC não poderia ser das mais amistosas, sendo frequentes os atritos entre os dois segmentos. Uma dessas tensões ocorreu em 1633, quando o coronel Waerdenburch, já de retorno à Holanda, ficou furioso ao tomar conhecimento de uma carta escrita pelos conselheiros Mathias van Ceulen e Johann Gijsselingh para a Câmara da Zelândia, reclamando do baixo desempenho das tropas do coronel contra os portugueses na conquista de Pernambuco.


Sede da Companhia das Índias Ocidentais em Amsterdã.

 

No intuito de manter o controle civil sobre as operações militares, um dos conselheiros passou a acompanhar as tropas da WIC nas principais expedições e operações de sítio, para que os comandantes militares não tentassem realizar nenhuma ação sem o prévio consentimento do Conselho Político. Outro conselheiro ficou encarregado de providenciar o abastecimento e o suprimento das tropas. Dessa forma, o Conselho Político exercia o controle sobre as operações e sobre a logística das forças militares da WIC.

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"A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil"

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sábado, 16 de setembro de 2017

A PERIGOSA ARTILHARIA MEDIEVAL

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No contexto da “revolução militar”, processada na transição da Idade Média para a Modernidade, a artilharia experimentou grande desenvolvimento, passando de uma situação de quase descrédito para constituir uma das armas essenciais no campo de batalha. Depois do assombro que os canhões causaram na Europa desde sua introdução na Batalha de Crécy, na primeira metade do século XV as bocas de fogo geralmente não metiam medo nos soldados inimigos, pois as bombardas eram extremamente imprecisas e costumavam explodir, tirando a vida dos serventes que as guarneciam. Como testemunho das limitações da artilharia, um tratado medieval manuscrito, de autor desconhecido, orientava os artilheiros sobre os perigos do manuseio das novas armas:

"[...] Primeiro – Deve honrar, temer e amar a Deus, e ter sempre defronte aos olhos o receio de o ofender, muito mais do que a qualquer outro soldado, porque todas as vezes que uma bombarda faz fogo, ou quando trabalha com a pólvora, a sua grande força e virtude faz algumas vezes rebentar o canhão de que se serve, e, quando mesmo não rebente, já é um grande perigo o poder ser queimado pela pólvora, cujos vapores são só por si uns verdadeiros venenos contra o homem."

Artilharia medieval francesa, c.1410

Como se pode observar, durante a batalha, estar ao lado do canhão era, muitas vezes, mais perigoso do que estar nas linhas inimigas, e seu efeito costumava ser mais moral do que prático.

Canhões medievais preservados eu museu europeu


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A GUERRA DO AÇÚCAR - AS INVASÕES HOLANDESAS NO BRASIL

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domingo, 4 de junho de 2017

OS PORTUGUESES RECONQUISTAM O ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA

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Nos últimos dias de 1629, Matias de Albuquerque organizou uma pequena expedição para expulsar os holandeses que haviam invadido a ilha de Fernando de Noronha. Composta por sete caravelões e comandada pelo capitão de milícias Ruy Calaza Borges, a força portuguesa conseguiu retomar a ilha sem dificuldades, aprisionando sete holandeses e uma lancha com seis roqueiras (canhões que disparavam projéteis de pedra). Francisco Pereira da Costa deixou um relato sobre a ação:

“Em 14 de janeiro de 1630 regressa a Pernambuco o capitão Ruy Calaza Borges, de volta de sua expedição a Fernando de Noronha, trazendo consigo sete prisioneiros holandeses. Conforme as ordens que recebera, abordou ele a ilha pela parte L.S. [sudeste] onde existe uma pequena enseada e de lá seguiu a pé com toda a sua gente para o lado em que está o porto principal, onde contava achar os navios [holandeses]. Assim o fez de noite e encontrou fundeada uma só embarcação.

Tratou logo de formar três emboscadas sendo duas ao pé do ancoradouro e outra dirigida pelo capitão Pedro Teixeira Franco, no lugar em que se fazia a aguada.

Não tardaram os holandeses em vir à terra buscar n´uma lancha, tripulada por onze pessoas. Apenas os viu em terra caiu sobre eles a nossa gente, matando-lhes quatro homens, aprisionando sete e dando liberdade a sete prisioneiros portugueses que eles empregavam no serviço de marinhagem e haviam sido apresados numa embarcação que tinham capturado, e como sucedeu isto em lugar de bordo do navio não fora visto, ordenou o capitão Ruy Calaza que na mesma noite fosse o artilheiro Jorge da Fonseca com gente sua na mesma lancha levando preparações necessárias para deitar fogo na embarcação, o que este efetuou, retirando-se apenas [quando] viu que era percebido pela gente de bordo, que pressurosa correu a extinguir o incêndio que só danificou a popa do navio.

No dia seguinte fizeram-se de vela, e a nossa gente tratou de inutilizar tudo o que eles tinham feito na ilha e constava de uma bateria capaz de oito peças, que ainda não tinha, e quatro povoações, duas aonde se recolhiam quando estavam em terra e duas de negros que haviam capturado em um navio de Angola, os quais já tinham plantado muita mandioca. Havia também uma grande plantação de legumes e fumo. Tudo isso foi destruído, aprisionando-se alguns negros, fugindo a maior parte para as altas serras da dita ilha, aonde se esconderam.”

“Carta náutica do Atlântico”, do cartógrafo holandês Harmen Jansz, mostrando a Baía de Santo Antônio com galeões fundeados.



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A GUERRA DO AÇÚCAR: AS INVASÕES HOLANDESAS NO BRASIL



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segunda-feira, 24 de abril de 2017

EDITOR DO BLOG PARTICIPA DE PAINEL SOBRE AS INVASÕES HOLANDESAS NO COMANDO MILITAR DO NORDESTE

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O Comando Militar do Nordeste, com sede no Recife, promoveu o painel "Guararapes: berço da nacionalidade brasileira", com a participação de militares, professores e acadêmicos das universidades de Pernambuco.

Na oportunidade, o editor do Blog Carlos Daroz-História Militar apresentou a conferência "As invasões holandesas a as batalhas dos Guararapes".  A seguir, algumas imagens do painel.

















sexta-feira, 9 de setembro de 2016

LANÇAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DE "A GUERRA DO AÇÚCAR" NO RIO DE JANEIRO

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Convidamos todos os amigos a prestigiarem o lançamento da 2ª edição do nosso livro A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil, que será realizado no Espaço Cultural Laguna, no Rio de Janeiro, às 11h do dia 15 de setembro próximo.




O Espaço Cultural Laguna fica na Rua general Canabarro nº 731, Maracanã, Rio de Janeiro-RJ (próximo à estação do Metrô de São Cristóvão).


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

"A GUERRA DO AÇÚCAR" NA REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO

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O historiador Armando Alexandre dos Santos, sócio do IHGB, publicou uma resenha bastante completa do nosso livro A Guerra do Açúcar no nº 468 da “Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro” – a revista de entidade cultural mais antiga, publicada ininterruptamente, em todo o Ocidente.

A resenha pode ser lida a partir da pág. 283 da edição on-line da revista, no link a seguir:


Capa da 1ª edição (2014) 

Capa da 2ª edição (2016) 


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quarta-feira, 27 de julho de 2016

"A GUERRA DO AÇÚCAR" É DESTAQUE NO EXÉRCITO PORTUGUÊS

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Nosso livro A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil foi escolhido como destaque bibliográfico do mês pela Biblioteca do Exército Português.

Orgulho e honra.

Visite a página da Biblioteca clicando aqui.

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sábado, 18 de junho de 2016

LANÇAMENTO DE "A GUERRA DO AÇÚCAR" EM CAMPO GRANDE-MS

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Atenção amigos do Mato Grosso do Sul,

Depois dos lançamentos do nosso livro realizados no Recife, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, estaremos lançando A GUERRA DO AÇÚCAR: AS INVASÕES HOLANDESAS NO BRASIL em Campo Grande, durante o III Encontro do Grupo de Pesquisa Historiografia e Ensino de História, realizado na UFMS.

Será uma honra contar com sua presença.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A BATALHA NAVAL DE ABROLHOS (1631)

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No dia 12 de setembro de 1631 duas poderosas esquadras, uma holandesa e outra luso-espanhola, confrontaram-se em águas brasileiras a 80 milhas do arquipélago dos Abrolhos.  Conheça a história desta batalha.


A notícia da vinda dos navios de Oquendo chegou à Pernambuco no dia 19 de agosto, quando um dos cinco iates holandeses, enviados para patrulhar a barra da Baía de Todos os Santos, aportou no Recife.  Após rápidos preparativos, o general Adriaen Pater zarpou com sua esquadra no último dia de agosto, com a intenção de forçar a armada luso-espanhola a se fazer ao mar e combater em uma batalha decisiva.  No entanto, cumprindo as determinações do conselho de guerra e sem saber da partida dos navios holandeses, a armada de D. Antônio de Oquendo deixou o porto de Salvador quase na mesma data, para cumprir a primeira etapa de sua missão e desembarcar as tropas em um local que proporcionasse segurança para a operação, provavelmente o Cabo de Santo Agostinho.

Uma hora antes do pôr do sol do dia 11 de setembro, os vigias holandeses avistaram a esquadra luso-espanhola na altura do arquipélago dos Abrolhos.  A esquadra de D. Antônio de Oquendo seguia bastante reforçada, com 17 galeões, 12 caravelas e 24 navios mercantes – que seguiam carregados de açúcar – totalizando 53 navios.  Embora sua armada possuísse apenas dezesseis navios de guerra, o almirante holandês Adriaen Pater não conseguiu, ao entardecer e à distância, avaliar corretamente o tamanho da frota luso-espanhola e julgou que se tratava de um poder naval equivalente ao seu.  Com efeito, ao cair da noite o comandante neerlandês convocou os capitães dos navios para um conselho de guerra a bordo do navio capitânia Prins Willelm, onde decidiu manter o contato com a esquadra inimiga e dar combate aos navios portugueses e espanhóis na manhã seguinte, atacando-os aos pares.  Johannes de Laet descreveu as providências tomadas por Pater com vistas à preparação do combate para o dia seguinte: 

“No dia 11, o general avistou a frota espanhola uma hora antes do pôr do sol, a sul-sueste e a sueste.  Então o general avisou seus barcos com as bandeiras e também despachou o iate Nieuw Nederlandt, que corria atrás da nau capitânia, para todos os demais navios com instruções para que se preparassem para a ação e para que se mantivessem juntos.  Navegaram de sueste a sul a noite inteira, em noite de lua clara. Assim, ao amanhecer, a frota espanhola estaria posicionada a este-sueste da esquadra.  Os espanhóis tinham a força de 53 navios, até onde se podia contar.  O general Pater, então a um quarto de milha do inimigo, convidou todos os capitães a bordo do seu navio e deu ordens para que acostassem todos os galeões espanhóis dois a dois contava com 16 vasos e iates e estava incorretamente informado sobre a força inimiga, acreditando na existência de apenas oito galeões na frota, e admoestou fortemente cada homem a agir valentemente, pois todo o bem-estar da Companhia e a honra da marinha dependiam disso.”

D. Antônio de Oquendo, comandante da esquadra luso-espanhola


Ao amanhecer do dia 12 de setembro de 1631, os holandeses se surpreenderam com o tamanho da armada luso-espanhola, mas, mesmo em inferioridade numérica, Pater ordenou o início do ataque. No entanto, diante da superioridade dos espanhóis, muitos capitães holandeses se omitiram e conservaram seus navios fora do alcance dos canhões inimigos e, até mesmo, recusaram o combate. O Prins Willelm, comandado pelo próprio almirante Pater e o Walcheren lançaram-se contra o galeão-capitânia de Oquendo, o Santiago de Oliste, enquanto o almirante Maerten Thyssen dirigiu seu ataque contra o San Antonio, navio do almirante D. Francisco de Vallencilla. Thyssen foi bem sucedido em sua investida e conseguiu afundar o San Antonio com grande perda de vidas entre os espanhóis – dos 400 tripulantes do galeão, cerca de 250 morreram –, inclusive o almirante Vallencilla. 

Pater, no entanto, não teve a mesma sorte e seu navio incendiou-se após ser atingido pelos canhonaços espanhóis. Apesar de permanecer queimando por várias horas antes de afundar, nenhum capitão holandês teve a coragem ou o desprendimento para socorrer o seu general, que terminou se afogando, com boa parte de sua tripulação. Jacob Janssen Hes, um tripulante do Prins Willelm que conseguiu sobreviver ao incêndio e ao naufrágio, descreveu o desespero dos homens e os últimos instantes de vida do general Adriaen Pater: 

“Abandonados a bordo do nosso navio em chamas, cercados de inimigos, lançamo-nos à mercê das ondas, sobre tábuas e paveses, cada qual como melhor pôde; assim também o senhor general Pater postou-se sobre o mastro do gurupês para se salvar; mas, estando este mastro ainda em parte ligado pela cordoalha, não era possível permanecer sentado nele por causa da agitação das vagas e o senhor general afogou-se, e com ele a maior parte da equipagem.” 

Típico navio holandês do século XVII
 

Posteriormente, após retornar ao Recife, o almirante Thyssen enviou relatório ao Conselho dos XIX dando ciência da batalha:

"Seguimos em direção ao inimigo e, chegando perto, o nobre Sr. Almirante-general [Pater] fez sinal para que se reunissem a bordo da capitânia todos os capitães, a fim de deliberarmos sobre a ordem a seguir no ataque. Ficou assentado que cada um dos navios grossos do inimigo seria atacado por dois nossos, que procurariam tomar ou destruir o adversário, conforme a ocasião. E isto assim assentado e por todos aprovado, dirigiu-se cada qual para seu navio e juntos seguimos contra o inimigo. Eram cerca de dez horas da manhã quando eu abordei o navio do Almirante Balezilla [Vallencilla], e o Sr Almirante-genaral Pater, a capitânia do General D. Antônio de Oquendo; e já eram passadas as quatro da tarde quando a almiranta espanhola foi a pique e tomamos um galeão chamado 'San Buenaventura', que viera em auxílio do dito Balezilla. A resolução de abordar, porém, que havia sido tomada pelo Sr. Almirante-general e por todos os capitães, foi observada apenas por poucos, isto é, somente por Jan Mast, capitão do 'Walcheren', que deveria secundar o Sr. Almirante-general, e pelo 'Provintie van Utrech', que se juntou comigo. Durante o combate, ateou-se fogo também no navio do Sr. Almirante-general Pater. O navio queimou-se, salvando apenas cinco homens." 

Com as últimas luzes do dia, as duas esquadras cessaram o combate e se afastaram, ambas contabilizando graves perdas. Os holandeses perderam os navios Prins Willelm e Provintie van Utrech, além de cerca de 500 homens, dentre os quais figurava o almirante-general Adriaen Pater. Os navios que se engajaram efetivamente no combate e escaparam de ser afundados apresentavam severas avarias, conforme observou Ambrósio Richshoffer no porto do Recife, imediatamente após sua chegada, em 22 de setembro: “[os navios] estavam por dentro e por fora tão salpicados de carne humana, miolos e sangue, que foi preciso raspá-los com vassouras; o que foi horrível de ver-se.” 

Depois de atingido, galeão espanhol afunda, enquanto a tripulação luta pela sobrevivência


Apesar das perdas, no entanto, os holandeses conseguiram capturar um grande galeão espanhol, o San Buenaventura, que, depois de ser recuperado, foi incorporado à marinha da Companhia das Índias Ocidentais. Os capitães dos navios Dortrecht, Groeningen, Memmlik e Amersfoort, que haviam se omitido durante a batalha, foram julgados e sentenciados a morte, por enforcamento. Para a WIC, eles haviam contribuído decisivamente para a morte do almirante-general, ao não acorrerem em seu socorro, pois o navio-capitânia incendiou-se durante muito tempo antes de afundar. A sentença foi cumprida no Recife. O almirante Maerten Thyssen, em reconhecimento às suas ações durante a batalha, recebeu um assento no Conselho Político da Companhia em Pernambuco.


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"A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil"


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

COMO ADQUIRIR SEU EXEMPLAR DE "A GUERRA DO AÇÚCAR" PELA INTERNET

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Nosso livro A Guerra do Açúcar está disponível para venda pela internet. Adquira já seu exemplar e conheça a guerra travada contra os holandeses no Brasil.

COMO ADQUIRIR SEU EXEMPLAR
“A Guerra do Açúcar - as invasões holandesas no Brasil”
Ficha Técnica:
Autor: Carlos Roberto Carvalho Daróz
Editora: Editora Universitária da UFPE
ISBN: 978-85-415-0518-5
Gênero: História Militar
Prefácio do General Aureliano Pinto de Moura, presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil
445 páginas
65 imagens
5 tabelas
Preço: R$ 40,00

Para adquirir seu exemplar, siga os seguintes passos:

1) Deposite R$ 48,00 (livro R$ 40,00 + frete R$ 8,00) na conta abaixo:
- Banco do Brasil
- Agência: 2496-1
- Conta-Poupança: 18.375-X
- Variação: 51

2) Envie e-mail para o endereço aguerradoacucar@yahoo.com.br, contendo:
- Comprovante de depósito anexado
- Endereço para remessa do livro (não se esquecer do CEP)
- Informação se deseja ou não dedicatória. Caso positivo, indicar o nome da pessoa a quem será dedicado o livro.

3) Aguarde a chegada do seu livro e boa leitura. A remessa será feita pela modalidade Impresso Registrado e, assim que for postado nos Correios, enviaremos um e-mail informando o código de rastreamento da postagem.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

"A GUERRA DO AÇÚCAR" - A LIDERANÇA NO EXÉRCITO DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS

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Uma das características das forças militares da WIC era a qualidade de seus oficiais, tanto em terra como no mar, muitos já experimentados em décadas de combate contra os espanhóis.  Conforme destaca Boxer, “não faltaram à Companhia das Índias Ocidentais bons comandantes, capazes de conseguir o máximo de seus comandados.  Pondo de parte o próprio João Maurício, digno de destaque foi Arciszewski; e depois mesmo da remoção do coronel polonês do cenário brasileiro, puderam ainda o Heeren XIX contar com alguns oficiais de primeira ordem, tendo mais de dez anos de experiência neste terreno.  O alemão Von Schkoppe, o inglês Henderson e o holandês Van den Brande eram adversários dignos de qualquer espada inimiga”.  
  
Nos navios holandeses, da mesma forma, os marinheiros eram liderados por comandantes com grande capacidade de liderança, como os almirantes Lonck, Pater e Lichthart, dentre outros.  O capelão João Baers, que integrava a expedição que desembarcou e conquistou Olinda, em 1630, testemunhou a forma de liderar do comandante da invasão, coronel Diederick van Waerdenburch: “o Sr. Coronel foi o primeiro homem que saltou à vista do inimigo, que, em número de dois mil, assim de pé como de cavalo, ali achava-se na praia, e facilmente teria podido obstá-lo, ou fazer-lhe fogo de dentro do bosque, que corre ao longo da praia”.

A qualidade da liderança dos oficiais era característica no exército e na marinha da Companhia das Índias Ocidentais


Apesar das qualidades de liderança da maioria dos oficiais, o relacionamento com os soldados – particularmente com os mercenários estrangeiros – nem sempre era cordial, como relatou o soldado Ambrósio Richshoffer, ao descrever um incidente a bordo do navio que conduzia sua companhia ao Brasil em setembro de 1629: “como fosse o dia da feira de Amsterdã o nosso capitão Peter Franz, daquela cidade, mandou matar um grande e gordo porco, que tínhamos trazido da Holanda, e banqueteou-se com vários convidados, distribuindo o resto aos marinheiros.  Aos soldados, porém, não deu um só bocado, pois, era inimigo declarado dos mesmos, chamando-os constantemente de cães”.


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"A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil"

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