"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



domingo, 14 de outubro de 2012

CORPOS DE AVIADORES BRITÂNICOS DA 2ª GUERRA MUNDIAL SÃO ACHADOS NA ALEMANHA







Um grupo de voluntários e historiadores alemães achou os restos mortais de um grupo de aviadores desaparecido, há 69 anos, durante o período da 2ª Guerra Mundial.

Os corpos estavam em destroços de um bombardeiro Lancaster, que caiu nos subúrbios de Frankfurt após ser abatido, segundo matéria do jornal “Telegraph”

Muitos moradores não entenderam a razão pela qual o grupo de alemães insistiu em achar os estrangeiros que haviam bombardeado o território alemão.

No entanto, o líder da missão, Uwe Benkel, disse que sentia o dever de encontrar os militares e trazer conforto a familiares que nunca souberam como seus entes queridos morreram.

- "Muitas pessoas não entenderam o que nós estávamos fazendo e disseram coisas como ‘por que eles estão à procura de pessoas que bombardearam nossas cidades e mataram nossas pessoas?’. No nosso ponto de vista, isso é passado e história. Aconteceu há 70 anos. Nós estamos em outra geração. Nós estamos fazendo buscas de homens que desapareceram, que ainda se encontram no solo" - defendeu Benkel, de 51 anos, em entrevista ao "Telegraph”.

Eles morreram em abril de 1943, quando voltavam para uma base na Inglaterra, depois de terem participado de um ataque a uma fábrica de armamentos Skoda, em Pilsen, na Checoslováquia.

Bombardeiro Avro Lancaster da RAF sobre a Alemanha



Peter Menges, de 83 anos, foi a testemunha que guiou os historiadores britânicos e disse que viu o Lancaster ED427 cair no vilarejo de Laumersheim, próximo a Frankfurt. Dos 327 aviões britânicos que participaram do ataque à fábrica da Skoda, 36 foram abatidos. 

Na época, os alemães chegaram a fazer buscas e encontraram e enterraram dois corpos dos sete membros da tripulação do Lancaster: os atiradores Cope e Watt. Os outros foram registrados como desaparecidos.

Depois da guerra, a Força Aérea britânica tentou encontrar os destroços do avião, mas não obteve sucesso. Foi dito então que a aeronave havia caído no mar e o nome dos desaparecidos foi colocado em um memorial a 20 mil mortos da guerra que não foram enterrados. 

O piloto Alex Boone e o engenheiro de voo Norman Foster



O atirador Ronald Cope e o navegador Cyril Yelland



O atirador Bruce Watt  e o operador Raymond White



Benkel, que trabalha como funcionário do seguro de saúde alemão, começou a pesquisar por aviões desaparecidos há 25 anos, e agora lidera um grupo de voluntários que já examinou mais de 400 aeronaves e recuperou 38 corpos de militares.

Para encontrar o Lancaster britânico, o time de Benkel teve que cavar mais de 5 metros de profundidade em uma área de 100 metros quadrados. 

A escavação em busca do Lancaster e da tripulação, setenta anos depois de sua queda


Além dos restos mortais, eles recuperaram a cabine de fuselagem, o trem de aterragem, um pneu, um paraquedas queimado, ferramentas e munições. Hazel Snedker, que tinha três anos quanto o pai Norman Foster morreu no acidente, disse que a família ficou muito grata com a descoberta.

- "É um grande alívio saber o qua aconteceu com ele e aonde ele está. Pelo menos agora ele terá uma sepultura com uma placa em sua memória. Meu pai tinha duas irmãs que ainda estão vivas. Sei que a minha tia Joan está muito grata. Ela queria saber o que aconteceu com seu irmão".

Fonte: O Globo Online


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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O ESQUELETO QUE SORRI - ARTIGO DE OPINIÃO

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No seu "Era dos Extremos", Eric Hobsbawm, tão lido no Brasil, falsifica a história para absolver Stálin. Sua versão da 2ª Guerra foi aquela fabricada em Moscou

 Por Demétrio Magnoli

"Eu entendi isso, Edward. Esse esqueleto nunca sorrirá novamente." Leszek Kolakowski, filósofo polonês exilado, concluiu com essas palavras sua réplica ao historiador Edward P. Thompson, que o acusara de trair os ideais socialistas.
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O ano era 1974, seis depois da invasão da Tchecoslováquia pelas Forças do Pacto de Varsóvia. Thompson rasgara sua carteirinha do Partido Comunista britânico em 1956, na hora da invasão soviética da Hungria, mas interpretava o stalinismo como apenas um deplorável desvio no curso da história rumo ao radioso futuro comunista. Kolakowski, porém, sabia mais -e tinha um norte moral melhor.
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Eric Hobsbawm nunca renunciou à sua carteirinha do partido.
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Aos 23 anos, ele assinou com Raymond Williams um panfleto de apoio ao pacto Molotov-Ribbentrop, entre a URSS de Stálin e a Alemanha de Hitler. Na maturidade, atravessou impávido as fogueiras da Hungria e da Tchecoslováquia.
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Em 1994, aos 77 anos, pouco depois da queda do Muro de Berlim, publicou "Era dos Extremos", uma interpretação do século 20 consagrada a desenhar um sorriso no esqueleto já enterrado do stalinismo.
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Hobsbawm, notável narrador do século 19, autor da trilogia das "eras" que desvendou para o grande público a trama da história contemporânea, entregou-se então à falsificação deliberada para restaurar o argumento imoral de Thompson.
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A "era dos extremos" é uma tese paradoxal, cuja síntese emerge na sua introdução: "A vitória da URSS sobre Hitler foi uma realização do regime lá instalado pela Revolução de Outubro. Sem isso, o mundo hoje (com exceção dos EUA) provavelmente seria um conjunto de variações sobre temas autoritários e fascistas, mais que de variações sobre temas parlamentares liberais."
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O totalitarismo stalinista, assegura-nos o historiador, podia ter seus defeitos, mas representava o socialismo e, sem ele, a humanidade teria sido tragada, em definitivo, pelo vórtice do fascismo.
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O tribunal final da História, constituído por um único juiz, o próprio Hobsbawm, oferece um veredicto de absolvição dos processos de Moscou, do gulag, da supressão absoluta da liberdade. A matéria pútrida do "socialismo real" salvou-nos, a todos, de um destino pior, que era tecido pelo capitalismo em crise.
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A narrativa inteira se organiza persuasivamente ao redor da tese, investindo na aposta segura de que o leitor médio carece das informações indispensáveis para refutá-la.
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O regime de Stálin destroçou o comando das Forças Armadas soviéticas nos expurgos dos anos 30, aumentando a vulnerabilidade do país à invasão alemã. A URSS não triunfaria sobre Hitler sem a vasta ajuda militar americana.
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No primeiro e crucial ano do conflito, a aliança firmada pelo pacto Molotov-Ribbentrop converteu a URSS em fornecedora principal de matérias-primas e combustíveis para a máquina de guerra nazista.
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A história de cartolina de Hobsbawm é uma contrafação da história da Segunda Guerra, inspirada diretamente pelas narrativas oficiais fabricada por Moscou no imediato pós-guerra. O esqueleto precisa antes mentir, para depois sorrir.
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A trilogia das "eras", narrativas eruditas escritas em linguagem cristalina, foi a porta de entrada de centenas de milhares de leitores para as delícias da história. "Era dos Extremos" singrou no oceano de autoridade das obras precedentes.
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No Brasil, país onde Hobsbawm tem mais leitores do que na Grã-Bretanha, o livro beneficiou-se de uma recepção laudatória, patrocinada por intelectuais inconformados com as marteladas críticas dos berlinenses daquele 9 de novembro de 1989.
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Fora daqui, porém, nem todos aceitaram sorrir junto com o esqueleto de uma mentira.
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Num ensaio de 2003, o historiador Tony Judt escreveu o epitáfio incontornável: "Hobsbawm recusa-se a encarar o mal face a face e chamá-lo pelo seu nome; nunca enfrenta a herança moral e política de Stalin e de seus feitos. Se ele pretende seriamente passar o bastão radical às futuras gerações, essa não é a maneira de proceder".
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DEMÉTRIO MAGNOLI, 53, é sociólogo e doutor em geografia humana
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Fonte: Folha de São Paulo
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domingo, 7 de outubro de 2012

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – HAROLDO II DA INGLATERRA

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* C.1022

+ 14/10/1066 – Hastings, Inglaterra



Haroldo II Godwinson, o último Rei saxão da Inglaterra, reinou de 6 de janeiro a 14 de outubro de 1066. Era filho de Godwin, Conde de Wessex, um dos homens mais poderosos da Inglaterra controlada por Eduardo, o Confessor, e irmão, entre outros, de Tostig Godwinson e Edite de Wessex.

Em 1045, Haroldo foi nomeado Conde da Ânglia Oriental e, nesta posição importante na hierarquia inglesa, apoiou os esquemas do pai contra os nobres normandos que então detinham a maior influência sobre o rei. Por volta de 1051 foram ambos exilados por cerca de um ano, mas depressa recuperaram suas terras. Em 1053, Haroldo sucede a Godwin como Conde de Wessex e torna-se a segunda figura mais importante da política inglesa.

Haroldo alcançou a fama militar ao derrotar o rei de Gwynedd Gruffydd ap Llywelyn, que saqueava o País de Gales, em 1063. Depois casou-se com a viúva de Gruffyd, Edite de Mércia, com quem teve dois filhos, apesar de já estar casado, segundo o ritual dinamarquês, com Ealdgyth.

Em 1065, Haroldo apoiou a rebelião em Nortúmbria contra o seu irmão Tostig. A atitude valeu-lhe a confiança de Eduardo, o Confessor, mas destruiu a relação com o resto da sua família. Tostig fugiu então para a Noruega, onde se jnoua ao rei Haroldo III da Noruega, numa aliança que se haveria de provar fatal para ambos.


Eduardo, o Confessor, morreu no princípio de 1066 sem nenhum descendente legítimo ou ilegítimo. Haroldo II foi eleito seu sucessor e coroado no dia seguinte, 6 de janeiro, mas esta decisão não era unanimemente apoiada. Na Normandia, o Duque Guilherme não desistiu da sua pretensão e iniciou preparativos para uma invasão. Não seria uma ideia original, visto que, na Noruega, Haroldo III e Tostig Godwinson se preparavam para fazer exatamente o mesmo.

Haroldo II tomou então a decisão de lidar com os noruegueses primeiro e dirigiu-se para o Norte. A 25 de setembro ocorreu a Batalha de Stamford Bridge, onde Haroldo derrotou o seu irmão e o rei da Noruega, que morreram durante os confrontos. Três dias depois chegaram as notícias da Invasão Normanda encabeçada por Guilherme. Com cerca de 7.000 soldados inimigos à solta no sul do país, Haroldo não perdeu tempo e ordenou o deslocamento imediato do seu exército. A marcha forçada que se seguiu foi extremamente eficiente, pois cobriu uma distância de cerca de 400 km em menos de duas semanas. Causou, no entanto, uma extrema fadiga nos homens de Haroldo, que seria importante no decurso dos acontecimentos.

Morte de Haroldo II, com uma flechada no olho, registrada na tapeçaria de Bayeux

Em 14 de outubro, Haroldo enfrentou o exército de Guilherme da Normandia na batalha de Hastings. A tapeçaria de Bayeux retrata a sua morte como resultante de uma seta cravada em um de seus olhos. O resultado foi uma vitória definitiva dos normandos e a morte de Haroldo em combate. Com a sua morte terminou a linha anglo-saxónica de Alfredo o Grande e iniciou-se a dinastia Normanda.

Depois da morte de Haroldo, a coroa de Inglaterra passou para Edgar Atheling que, no entanto, abdicou semanas depois em favor de Guilherme da Normandia
 

 
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

EDITOR DO BLOG MINISTRA PALESTRA NA 10ª BRIGADA DE INFANTARIA MOTORIZADA

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Por ocasião das comemorações do aniversário da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada - Brigada Francisco Barreto de Menezes -, com sede no Recife-PE, o editor do Blog História Militar ministrou uma palestra sobre o tema Mestre-de-Campo-General Francisco Barreto de Menezes e as Batalhas dos Guararapes.

Na oportunidade, os oficiais, subtenentes e sargentos da Brigada puderam conhecer parte importante da História Militar brasileira transcorrida na área de atuação da 10ª Brigada e a trajetória do Mestre-de-Campo-General Barreto de Menezes.

 O editor do Blog História Militar ministrando a palestra


O General Lima Neto, comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, faz a entrega de um diploma ao palestrante


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IMAGEM DO DIA - 04/10/2012

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A infantaria prussiana atacando o exército austríaco em Mollwitz, durante as Guerras Silesianas, em 1741


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STALINGRADO

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Hitler cometeu dois erros de estratégia que mudaram o rumo da Segunda Grande Guerra. O primeiro foi subestimar o senso patriótico dos britânicos, ao acreditar numa Inglaterra aliada aos interesses do Terceiro Reich — o que atrasou seus ataques maciços à ilha. O segundo, muito mais grave, lhe custou a vitória: a Operação Barbarossa. Uma série de intrincadas ações militares que supostamente levaria os nazistas aos portões de Moscou e à conquista da Rússia.

Em Stalingrado — que rapidamente alcançou o topo das listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado e recebeu o prêmio Samuel Johnson de Não-Ficção de 1998 —, o historiador Antony Beevor trata da batalha de mesmo nome, onde a máquina de guerra nazista teve sua primeira derrota diante do exército soviético, que resistiu bravamente numa cidade em ruínas. Em agosto de 1942, o exército alemão chegou a Stalingrado e levantou um cerco que duraria pouco mais de um ano. Batizada em homenagem ao ditador e então líder soviético Stalin, a cidade, às margens do rio Volga era, ao mesmo tempo, um alvo moral e estratégico. Seria um duro golpe no orgulho russo ver a cidade com o nome de seu dirigente cair. Mais grave: Stalingrado era a porta para vários poços de petróleo ambicionados por Hitler.


Stalingrado mostra como o temido contingente alemão estava completamente despreparado para o tipo de combate que se seguiu. Acostumado com ataques-relâmpago — que lhe rendeu o controle sobre a Polônia e a França —, Hitler não preparou seus homens para uma guerra corpo a corpo que pudesse levar meses. O rigoroso inverno das estepes russas chegou inclemente, emperrando fuzis, congelando soldados até a morte, dilapidando provisões e tornando metade do equipamento inútil. Beevor se preocupa em mostrar os dois lados da batalha, justapondo e contrapondo pensamentos e estratégias tanto de soldados e oficiais alemães quanto de soviéticos. 

O livro revela como o exército vermelho também carecia de treinamento e logística, o que torna sua resistência ainda mais impressionante. Durante os meses seguintes ao cerco, os oficiais russos espionavam tanto o exército inimigo quanto o seu próprio: vários jovens perderam a vida ao tentar desertar ou passar para as linhas inimigas. Antony Beevor entrevistou vários sobreviventes da Batalha de Stalingrado e descobriu novos e importantes documentos nos arquivos alemães e soviéticos, abertos após a queda do muro de Berlim — incluindo relatórios de interrogatórios, deserções e execuções de prisioneiros. Além de ordens soviéticas para que diversas cidades fossem destruídas a fim de dificultar ao máximo a vida do exército invasor.

Um trabalho que prende o leitor em meio a lutas travadas em condições inumanas, ao lado de civis entrincheirados em um campo de batalha urbano. Antony Beevor formou-se em Winchester e na academia de Sandhurst. Integrou o exército britânico por cinco anos. Publicou The Spanish Civil War, Inside the British Army, Crete – The Battle and the resistance e Paris after the Liberation, 1944-1949. Recebeu os prêmios Samuel Johnson, Hawthornden e o Wolfson de História com Stalingrado. 


Stalingrado.  Antony Beevor.  Record, 560 pags.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CHURCHILL SALVOU MILHARES DE CAVALOS APÓS A 1ª GUERRA MUNDIAL

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No final da 1ª Guerra Mundial, Winston Churchill envolveu-se pessoalmente no regresso de milhares de cavalos utilizados durante o conflito e que estavam espalhados por toda a Europa. 
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Documentos históricos recentemente descobertos pelo jornal britânico The Mail on Sunday revelam milhares desses cavalos que serviram o exército inglês deveram a sua vida à compaixão do então Secretário de Estado da Guerra.

Oficiais do Regimento Scots Greys com seus cavalos na França em 1918.  Todos os exércitos empenhados no conflito dependiam grandemente dos cavalos

As chefias militares britânicas dependeram bastante da cavalaria para transportar homens, artilharia e alimentos, tendo gasto mais de 36 milhões de libras (equivalente a 43,1 milhões de euros) durante o conflito para comprar 1,1 milhões de cavalos no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

Documentos do Ministério da Guerra, encontrados no Arquivo Nacional em Kew, revelam que dezenas de milhares de animais estavam em risco de contrair doenças ou de morrerem de fome ou nas mãos de açougueiros franceses e belgas, porque as entidades oficiais não conseguiam levá-los de volta para a Grã-Bretanha.

Winston Churchill durante a 1ª Guerra Mundial


Churchill, na época com 44 anos, reagiu com fúria quando teve conhecimento do tipo de tratamento que seria dado aos cavalos e encarregou-se pessoalmente do assunto depois do fim das hostilidades.  Enviou um ofício para a sua própria Secretaria de Estado da Guerra e para o Ministério dos Transportes. Foram enviados mais navios de transporte e, em apenas uma semana, foram repatriados 21 mil cavalos.

Terry Charman, historiador do Imperial War Museum, explicou ao mesmo jornal que Winston Churchill era um amante de animais e que as suas diligências se deveram, exclusivamente, devido às suas preocupações com o bem-estar dos animais.


Fonte: JN

terça-feira, 18 de setembro de 2012

IMAGEM DO DIA - 18/09/2012

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Canhão 75mm do 4º Regimento de Artilharia Montada, unidade constitucionalista, em posição nas montanhas da Frente Mineira, durante a Revolução de 1932.




DINAMARCA LIMPA O ÚLTIMO CAMPO MINADO DA 2ª GUERRA MUNDIAL






As autoridades da Dinamarca anunciaram a limpeza definitiva do último campo minado da 2ª Guerra Mundial em seu território, que se situava na península de Skallingen, litoral oeste do país.

Com a iniciativa, a Dinamarca se transforma no vigésimo Estado Parte do Convenção sobre a Proibição de Minas Antipessoal, ou Convenção de Ottawa, a cumprir as obrigações de desarmamento das minas.

A cerimônia foi conduzida pelo ministro dos Transportes dinamarquês, Henrik Dam Kristensen, que detonou pessoalmente os últimos dispositivos perigosos encontrados durante a operação de limpeza do terreno.

"A Península de Skallingen tem uma paisagem em transformação, e as minas antipessoal foram instaladas em uma região de dunas móveis e em praias onde o deslocamento da areia mudou significativamente a localização dos dispositivos com a passagem do tempo", detalhou o ministro, em comunicado.

Kristensen acrescentou que "além disso, devido a seu valor ambiental, Skallingen é uma área protegida. Foi preciso realizar uma avaliação ambiental exaustiva, e as operações de desminagem tiveram que cumprir restrições sobre o uso de veículos e explosivos, a fim de evitar perturbar colônias de criação de aves raras ou em extinção”.

Mina antiga sendo detonada na Dinamarca 


Estima-se que durante a 2ª Guerra Mundial tenha sido instalado 1,4 milhão de minas na Dinamarca, e que a maior parte delasa tenha sido retirada entre 1945 e 1947.

Quando o país assinou a Convenção, em 1997, calculava-se que ainda existissem cerca de 300 hectares contaminados e de alta periculosidade para a população nessa península.

Pesquisas e revisões dos antigos mapas de campos minados reduziram essa área a 186 hectares, divididos, por sua vez, em três áres, das quais duas foram limpas entre 2005 e 2008, o que permitiu a restituição de 66 hectares do solo.

A desminagem da última área levou dois anos, entre julho de 2010 e junho de 2012, livrando os últimos 120 hectares das minas terrestres. 


Fonte: Terra


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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

LANÇAMENTO DO LIVRO "SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE" NO RECIFE

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ARMAS – FUZIL BAKER, O MATADOR DE GENERAIS

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Os estados germânicos eram especialmente eficientes na elaboração de tecnologias e táticas de emprego de fuzis.  Pequenas unidades de caçadores prussianos (Jägers) entraram em ação em 1740, empregadas em missões de emboscada, reconhecimento e tiro de precisão.  O fuzil clássico dos caçadores – Jäger Rifle - possuía calibre aproximado de 0,75 polegada, comprimento do cano de 762 a 814 mm e uma coronha curta para absorver o impacto do tiro contra o ombro do atirador.


Atiradores de elite e marcadores

Por intermédio de imigrantes alemães e suíços, os fuzis de caçadores influenciaram o desenvolvimento dos fuzis nos EUA.  Os fuzis “Kentucky” e “Pensylvania” utilizavam como base o mesmo projeto do fuzil de caçadores, mas em escala menor, com calibres entre 0,40 e 0,54 polegada.  Nas mãos de atiradores de elite norte-americanos, que utilizavam táticas de camuflagem e de tiro não convencionais, estes fuzis infligiram baixas terríveis às forças britânicas durante a Guerra de Independência dos EUA (1775-1783), particularmente entre os oficiais.  Os fuzis eram capazes de acertar e neutralizar um homem a 350 metros e seu efeito na cadeia de comando e controle inimiga costumava ser profundo.  Durante a batalha de Freeman’s Farm, por exemplo, travada em 19 de setembro de 1777, um atirador de elite americano atingiu e matou o general Simon Fraser, provocando a retirada das tropas britânicas.



Lições aprendidas

Enquanto muitos oficiais britânicos perdiam tempo criticando o comportamento “não adequado” de soldados comuns matarem cavalheiros oficiais, as lições não foram desperdiçadas por outros.  A capacidade do fuzil nas emboscadas foi ratificada quando versões francesas entraram em serviço nas primeiras batalhas das Guerras Revolucionárias francesas.  Uma pequena quantidade de soldados britânicos foi equipada no final da década de 1770 com fuzis Ferguson, mas demoraria até o início do próximo século para que o Exército Britânico passasse a dispor de unidades de fuzileiros em maior quantidade.

Soldados do 95º Regimento de Fuzileiros britânico disparando seus fuzis Baker durante as Guerras Napoleônicas

Em 1798 o Escritório de Material Bélico britânico começou a buscar alternativas ao fuzil Ferguson, extremamente caro para os padrões da época.  O fuzil Jäger foi a escolha natural e aproximadamente 5.000 exemplares foram distribuídos a várias unidades de infantaria ligeira.  No ano seguinte, o armeiro Ezekiel Baker recebeu a incumbência de desenvolver um novo fuzil, baseado no modelo Jäger, mas adaptado para uso britânico.  O resultado foi lendário fuzil Baker, adotado para o serviço em 1800, e distribuído, inicialmente, ao 95º Regimento de Fuzileiros.  Inicialmente produzido com calibre 0,7 polegada, a maior quantidade produzida foi de calibre menor - 0,62 polegada – com um cano que possuía 7 raias.  Seu comprimento total (1,156 m) era menor do que o do mosquete Brown Bess, anteriormente adotado pelo Exército Britânico, o que fazia do fuzil Baker uma arma de excepcional desempenho para uso em emboscadas por atiradores camuflados.

O fuzil Baker com seus acessórios


 O fuzil Baker era, sob muitos aspectos, diferente dos modelos anteriores.  Sua importância, no entanto, deve-se ao fato de auxiliar o Exército Britânico na transição da tática do tiro emassado em linha para a do fogo e movimento.  O 95º Regimento era conhecido pelo uso inteligente do terreno e pela habilidade de seus atiradores atingirem alvos em alcances superiores a 180 metros, em especial, oficiais, sargentos, tambores e artilheiros inimigos.

Durante a retirada da Coruña, no inverno de 1808-1809, os fuzileiros britânicos foram empregados para resguardar a retaguarda dos freqüentes ataques da cavalaria francesa que os perseguia.  Em 3 de janeiro de 1809, o fuzileiro Thomas Plunkett ocupou uma posição elevada e, com seu fuzil Baker, atingiu o general Auguste-Marie François Colbert, comandante da cavalaria francesa, matando-o.  A morte do general desorganizou os franceses e permitiu o retraimento em segurança das tropas britânicas.


O fuzileiro Thomas Plunkett dispara seu fuzil Baker, matando o General francês Colbert, em 3 de janeiro de 1809 na Espanha


As lições aprendidas pelo 95º foram aproveitadas por todo o exército, mas, com a introdução do cartucho (estojo + carga + projétil) e de processos de fabricação mais baratos no final do século XIX, o fuzil Baker tornou-se obsoleto.  Como legado, ficou a certeza de que, na era do fuzil, o soldado que se expunha em combate era um homem morto.


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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

PENSAMENTO MILITAR

 
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“ O militar em formação ao mergulhar no estudo da História, objetivando a preparação para enfrentar suas futuros encargos, sejam de ordem tática, logística ou estratégica, acredita, naturalmente, que a História lhe propicie os princípios práticos para guiar suas ações, mediante exemplos dos líderes do passado .”

(Russel Weigley, historiador norte-americano) 

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