"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sexta-feira, 13 de abril de 2018

LIVRO - DE GAULLE: O HOMEM QUE RESGATOU A HONRA DA FRANÇA

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“Nada está perdido para a França.” Foi assim, por uma transmissão radiofônica de Londres, após ver seu país invadido pelos alemães, que Charles de Gaulle convocou os franceses a lutarem pela Resistência. Ele liderou o país nos momentos mais difíceis e tornou-se herói nacional.

Nos diversos conflitos dos quais participou, De Gaulle lutou, foi ferido, acabou preso e, depois, fugitivo. Fora dos campos de batalha, mostrou sua faceta de estadista, trabalhou em reformas constituintes, assumiu a presidência da França. Foi também um escritor importante, compondo obras sobre militaria, além de novelas, romances e até poemas.

Neste livro, o leitor encontrará essas e muitas outras facetas da personalidade política e militar francesa mais importante do século XX, desde o nascimento até o fim da vida. E conhecerá a fundo o estadista por trás do militar, o homem por trás do guerreiro.


Sobre o autor

Ricardo Corrêa Coelho é cientista social com doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Autor do livro Os franceses, publicado pela Editora Contexto, tem trabalhos acadêmicos sobre eleições, política partidária e administração pública. Desde 2000, vem atuando como especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental em diferentes órgãos e entidades do Ministério da Educação e encontra-se, atualmente, vinculado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.


Ficha técnica

Editora: Contexto
ISBN 978-85-7244-853-6
Formato 16 x 23
Peso 0.431 kg
Acabamento Brochura
Páginas 240



quarta-feira, 11 de abril de 2018

EDITOR DO BLOG PARTICIPARÁ DE SEMINÁRIO EM PORTUGAL SOBRE A GRANDE GUERRA

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É com muita honra que, a convite do Ministério da Defesa de Portugal, na próxima semana o editor do Blog Carlos Daroz-História Militar estará em Lisboa participando do seminário "A Frente Ocidental e o Atlântico, no contexto da evocação do centenário da I Guerra Mundial", organizado pelo Instituto Universitário Militar.

Na ocasião apresentarei a conferência O BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

Convido os amigos e amigas de Portugal a prestigiarem o evento.

Forte abraço a todos e até lá.










LIVRO - A GUERRA CIVIL ESPANHOLA

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A Guerra Civil Espanhola começou em 1936 e logo se tornou um acontecimento mundial. Não só porque a Europa toda parecia um barril de pólvora prestes a explodir: na Espanha, Hitler e Stalin mediram forças, comunismo e fascismo se enfrentaram, soldados voluntários originários de muitas nações foram ao país defender a causa republicana. Não é errado dizer que, além de ter sofrido uma sangrenta guerra civil, a Espanha foi palco do último ensaio antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Contudo, ainda que tenha ganhado o mundo, uma guerra civil é uma batalha entre conterrâneos, entre grupos do mesmo país. E, no caso da Guerra Civil Espanhola, todo tipo de questão veio à tona de modo muito intenso: religião, conflito de classes, interesses corporativos, luta pela reforma agrária, ideias de supremacia cultural e de identidade nacional, utopias. Tudo isso somado às manobras dos interesses individuais mais mesquinhos.

Neste livro, o historiador espanhol radicado no Brasil Josep M. Buades relata em detalhes o antes, o durante e o pós-guerra, sempre de forma equilibrada, evitando que convicções pessoais interfiram em seu trabalho de pesquisador. O autor escreve especialmente ao leitor brasileiro e, por isso, retrata também as consequências e repercussões que o conflito produziu por aqui. E nos lembra que, depois da Guerra Civil Espanhola, as guerras nunca mais foram as mesmas. Foram ainda piores.


Sobre o autor

Josep M. Buades, nascido em Palma de Maiorca, Espanha, é doutor em História, licenciado em Filosofia e Letras (seção de Geografia e História), licenciado em Direito e tem MBA em Administração de Empresas. Desenvolveu seus estudos e atividades acadêmicas em diversas universidades e centros de pesquisa da Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Brasil. Reside em São Paulo desde 2000, onde trabalha como consultor de comércio exterior. Colaborador em jornais e revistas e autor de vários livros de história contemporânea. 


Ficha técnica

Editora: Contexto
ISBN 978-85-7244-793-5
Formato 16x23
Peso 0.496 kg
Acabamento Brochura
Páginas 336



EDITOR DO BLOG MINISTRA PALESTRA SOBRE A PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

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O editor do Blog Carlos Daroz-História Militar proferiu hoje, no Centro de Estudos e Pesquisas em História Militar do Exército, a palestra 

O BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

Na oportunidade, foi possível analisar a pouquíssima conhecida participação das forças armadas brasileiras no conflito mundial de 1914-1918.

Registramos o agradecimento a todos os amigos e amigas que prestigiaram a atividade e o grande interesse demonstrado por ocasião dos debates.  A seguir, algumas imagens da palestra:

Apresentando a conferência sobre a participação brasileira na Grande Guerra


A plateia atenta aos novos conhecimentos


Interagindo com a plateia por ocasião dos debates


O editor do Blog recebe o certificado de agradecimento das mãos do chefe do Centro de estudos e Pesquisa em História Militar do Exército, general Bergo.


BATALHA DE LA LYS É O MAIOR "LUTO MILITAR" PORTUGUÊS DESDE ALCÁCER QUIBIR

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Marcelo Rebelo de Sousa lembrou esta segunda-feira em França os mortos da Batalha de La Lys como "o maior luto militar desde Alcácer Quibir". No âmbito das celebrações do centenário da Batalha de La Lys, o Presidente da República disse que o sacrifício não foi em vão, já que dele se fez "a glória de Portugal, a vitória da França e o futuro da Europa".


No discurso da cerimônia, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou todos os militares portugueses que morreram na batalha, e destacou Aníbal Augusto Milhais que ficou conhecido como o Soldado Milhões.

"Foi o único soldado raso a receber até hoje a mais elevada condecoração portuguesa, a ordem militar da torre e espada, do valor lealdade e mérito, entregue em pleno campo de batalha por um corajoso chefe militar, futuro Presidente da República portuguesa, o marechal Manuel Gomes da Costa".

Foi há 100 anos que a segunda divisão do Corpo Expedicionário Português "foi dizimada em oito horas" pelo ataque do exército alemão e que se viveu "o maior luto militar desde Alcácer Quibir, em 1578", referiu ainda o Presidente português.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, participa de cerimônia no cemitério militar de Richebourg

Marcelo Rebelo de Sousa discursou na presença do Presidente francês, Emmanuel Macron, e do primeiro ministro António Costa, no cemitério militar de Richebourg. O chefe de Estado português destacou que os soldados lutaram por Portugal mas também pela França e por valores como a democracia, a justiça na Europa e no mundo.

"Daqui vem a nossa eterna fraternidade, sem saberem lutaram e lutaram para um futuro diferente para Portugal, para  a França, para a nossa amizade inabalável e pela própria Europa, pois eles lutavam pela paz. Essa mesma paz que nos une na Europa também contra o terrorismo sem Estado mas também contra o terrorismo de Estado".

E acrescentou: "Devemos aprender as lições deste inferno europeu. Construamos juntos uma outra Europa, Uma Europa da liberdade, da igualdade, da fraternidade, dos povos, sem fronteiras, sem ódios, sem exclusões nem intolerância. Afirmamos no mundo os valores humanistas e verdadeiramente reformistas e progressistas".

Marcelo Rebelo de Sousa e Emmanuel Macron presidiram, no cemitério militar de Richebourg, ao ponto alto das celebrações do centenário da Batalha de La Lys, que foi uma das mais mortíferas da história militar portuguesa.


“Amizade entre Portugal e França é profunda e solidária”

Também o Presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que "a amizade entre Portugal e França é uma amizade profunda e solidária, cimentada por milhares de portugueses e franceses de origem portuguesa, cimentada pelo sangue vertido pelos que aqui vieram defender a nossa liberdade”.

Soldados portugueses na França em 1918

Macron lembrou que no Cemitério Militar Português de Richebourg "estão perto de dois mil soldados portugueses" que lutaram numa "guerra absurda e tão dolorosamente fratricida". O cemitério é "um símbolo de amizade e solidariedade europeia e não de rancor nacionalista".

O Presidente francês manifestou ainda o desejo de que "nunca mais os povos e nações da Europa tenham de se defrontar, num momento em que a Europa duvida de si. O futuro deve ser partilhado", já que é um dever para "a história, os mortos e a juventude", concluiu o chefe de Estado francês.

Antes dos discursos, tiveram lugar as honras militares, ouviram-se os hinos francês e português cantados por um grupo de 80 crianças e foi descerrada uma placa evocativa do centenário da Batalha de La Lys pelos dois chefes de Estado.

No programa está ainda prevista a visita a uma exposição de Aurore Rouffelaers, bisneta do soldado português João Assunção, que esteve nas trincheiras. Uma mostra baseada em depoimentos de descendentes. 

Esta tarde tarde, o Presidente da República e o primeiro-ministro António Costa visitam a igreja da cidade de La Cuture, onde está exposto o "Cristo das Trincheiras" e um fresco sobre a Batalha de La Lys, e prestam homenagem aos militares no monumento aos portugueses mortos na Primeira Guerra Mundial.

Fonte: RTP


terça-feira, 10 de abril de 2018

ACORDO SYKES-PICOT NA ORIGEM DO CAOS NO ORIENTE MÉDIO

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Divisão entre franceses e britânicos de territórios do antigo Império Otomano firmada há cem anos, durante a Primeira Guerra Mundial, gerou tensões e conflitos que só se agravaram com a passagem das décadas.

Por Kersten Knipp


Há cem anos, em 16 de maio de 1916, em plena Primeira Guerra Mundial, a França e o Reino Unido partilharam entre si vastas áreas do Império Otomano, já antecipando a própria vitória e sem qualquer consulta aos habitantes da região. O tratado secreto dessa partilha ficou conhecido como Sykes-Picot, em alusão aos diplomatas que o negociaram, o inglês Mark Sykes e o francês François Georges-Picot.

Aos franceses caberia um território do sudeste da atual Turquia até o Líbano, passando pelo norte do Iraque e pela Síria. Os britânicos regeriam o sul e o centro do Iraque. As terras contidas entre esses dois territórios – englobando a atual Síria, a Jordânia, o Iraque ocidental e o nordeste da Península Árabe – seriam um reino árabe sob mandato anglo-francês.

Também a Alemanha desempenhou um papel pouco louvável nessa negociata. Aliada do Império Otomano, ela queria enfraquecer por meios militares os seus inimigos na Primeira Guerra. Juntamente com o califa de Istambul, autoridade religiosa suprema dos sunitas, os alemães conclamaram os árabes à jihad, a "guerra santa" contra os britânicos.

Mark Sykes, Georges-Picot e o mapa original que definiu o tratado


Estes, em contrapartida, selaram uma aliança com o xerife Hussein bin Ali, segunda maior autoridade religiosa depois do califa, na qualidade de guardião das cidades sagradas de Meca e Medina, na atual Arábia Saudita.


Domínio anglo-francês sob fachada árabe

Em outubro de 1915, Henry McMahon, alto comissário da Grã-Bretanha no Egito, fez uma oferta sedutora ao xarife Hussein: se os árabes apoiassem seu país, este os ajudaria a fundar seu próprio reino. "A Grã-Bretanha está pronta a reconhecer e apoiar a independência dos árabes dentro dos territórios nos limites e fronteiras propostos pelo xerife de Meca", declarava McMahon numa carta.

A aliança foi firmada. O líder dos árabes era o filho do xerife, Faissal bin Hussein. Apoiado pelo agente britânico Thomas Edward Lawrence – conhecido como "Lawrence da Arábia" – ele conseguiu forçar a retirada dos otomanos.

Após o fim da Primeira Guerra, a nova ordem geopolítica no Oriente Médio foi negociada na Conferência de Paz de Paris, em 1919. Engajado pela causa árabe, Faissal comentaria: "Estou confiante de que as grandes potências colocarão o bem-estar do povo árabe acima de seus próprios interesses materiais."

No entanto, ele se enganava. A França e a Grã-Bretanha se aferraram à divisão territorial já acordada: deveria haver Estados árabes, sim, mas sob influência anglo-francesa.  Como comentou o então ministro do Exterior britânico, George Curzon, a questão era ocultar os interesses econômicos de seu país atrás de uma "fachada árabe", "governada e administrada sob direção britânica, controlada por um maometano nato e, se possível, por uma equipe árabe".

Os domínios e as fronteiras no Oriente Médio definidos pelo Tratado Sykes-Picot



Novos Estados, futuros conflitos

A importância dos pactos firmados durante a Conferência de Paris foi abrangente e de longo alcance. Além de resultar na fundação da Síria e do Iraque, um mandato da Liga das Nações ratificado em 1923 confirmava a criação de um novo Estado, o Líbano.

Outro mandato previa "o estabelecimento de um Lar Nacional para o povo judaico na Palestina", base para o futuro Estado de Israel. Em Paris, Faiçal declarara: "Eu asseguro que nós, árabes, não guardamos qualquer ressentimento étnico ou religioso contra os judeus, como o que infelizmente predomina em outras partes do mundo." Contudo, essa boa vontade logo fracassaria diante de uma realidade cruel.

Também em 1923, a Grã-Bretanha separou a Transjordânia da Palestina, criando as bases para a atual Jordânia. Já em 1899 os ingleses haviam transformado o Kuwait em seu protetorado. Após o fim da Primeira Guerra, o declararam "emirado independente sob proteção britânica".


Reflexos atuais

O resultado final de tais reviravoltas geopolíticas na região foi a série de guerras e conflitos que perdura até hoje: a crescente tensão entre israelenses e palestinos, ocasionalmente explodindo em guerras; a guerra civil libanesa de 1975 a 1990; a Guerra do Golfo; os choques, igualmente com características bélicas, nos territórios curdos da Turquia e do Iraque, mais tarde também na Síria.

Tudo isso culminou na fatal invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003. A má gestão que se seguiu endureceu os fronts de caráter religioso, redundando no nascimento da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI). Além de ocupar territórios iraquianos, o EI se alastrou para a Síria, dilacerada pela guerra civil.

A rigor, nem todos esses desdobramentos remontam exclusivamente à divisão do Oriente Médio no início da década de 1920. No entanto, nessa época foi lançado o fundamento de uma nova ordem regional que se mostrou solo fértil para tensões geopolíticas, revoltas e guerras.


Fonte: DW

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

IMAGEM DO DIA - 5/4/2018

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Lansquenetes alemães na Batalhão de Marignano (1515). De acordo com o Sacro Imperador Romano-Germânico Maximiliano I, "sua vida é tão curta que se alegrar com suas roupas é um de seus poucos prazeres."




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quarta-feira, 4 de abril de 2018

O BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO CEPHIMEx

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Aos amigos e amigas do Blog,

No próximo dia 11, 4ª feira, o editor do Blog apresentará, no ciclo de estudos Olhos e Ouvidos na História, promovido pelo Centro de Estudos e Pesquisa em História Militar do Exército, a palestra

O BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

Neste ano de 2018 rememoramos o centenário da participação brasileira na Grande Guerra (1914-1918), uma passagem pouco conhecida da nossa história.

Fica o convite para conhecer mais sobre este importante conflito que reconfigurou o mundo e a participação do nosso país.


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segunda-feira, 2 de abril de 2018

ILYUSHIN Il-2 STURMOVIK: O TANQUE VOADOR

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A partir da década de 1920, chefes militares do mundo inteiro procuravam uma aeronave que pudesse fornecer apoio direto às tropas no campo de batalha. Mas os projetistas que competiam para criar esse veículo eram prejudicados pelo peso do “tanque voador”, sua baixa velocidade no ar e proteção frágil. O Ilyushin Il-2 foi, assim, a resposta para todos esses desafios.

Por Vadím Matvéiev


Uma das principais lições da Primeira Guerra Mundial foi que o avião tinha um papel crucial a desempenhar nas campanhas militares eficazes na nova era. Com isso em mente, nos anos 1920 e 1930, os países líderes da Europa gastaram esforços e recursos significativos no desenvolvimento de novas aeronaves que poderiam ser usadas para fornecer suporte à infantaria e aos tanques.

A União Soviética iniciou a criação de seu avião Sturmovik (de ataque ao solo) com toda uma série de projetos adaptados para os próximos bombardeios. Nos testes, no entanto, esses veículos se mostravam excessivamente pesados e lentos para uso na prática.

As tentativas do projetista Nikolai Polikarpov de construir o caça perfeito também foram por água abaixo no campo de batalha. Carregado com bombas e metralhadoras, mas sem proteção reforçada, o R-5SH Sturmovik apresentou baixa resistência em combate durante a Guerra Civil Espanhola, onde foram usados ​​pela Força Aérea Republicana Espanhola, e no Extremo Oriente, onde serviu na vitória sobre os japoneses em 1939, durante a batalha de Khalkin Gol.

Além de poder de ataque, os militares exigiam um avião com proteção suficiente para o piloto e para a mecânica contra todos os tipos de armas. O principal obstáculo era a fabricação de chapas blindadas, que costumavam ser muito pesadas resistentes para os trabalhos. Colocar simplesmente um buraco em um pedaço de armadura de aço desgastava duas brocas de alta performance. O problema foi resolvido por Serguêi Ilyushin, que abandonou a ideia de folhas de encaixe que só adicionavam peso e decidiu estruturar o próprio avião com armadura de aço.

O Projetista Serguêi Ilyushin e o piloto de testes Vladímir Kokkinaki, em 1942 

O resultado, o avião Ilyushin Il-2, foi projetado para que o motor, o sistema de refrigeração, os tanques de combustível e a tripulação fossem todos alojados dentro da fuselagem. Eventualmente, o peso de decolagem da aeronave, quando carregada, era de cerca de cinco toneladas.

Seu voo inaugural ocorreu em 2 de outubro de 1939. Desde a eclosão da guerra para a União Soviética em 1941, prosseguiram os trabalhos para superar as falhas remanescentes e preparar o avião para uso efetivo em combate.

Embora o Il-2 tenha passado por testes de fábrica em 1940, os militares resistiram a introduzir este símbolo futuro do poder aéreo soviético até o último momento. O próprio Stálin decidiu o destino do projeto depois de Ilyushin enviar-lhe uma carta descrevendo os méritos de sua criação. O avião começou a aparecer nas forças soviéticas alguns meses antes da guerra, e o início das hostilidades finalmente mostraram do que o Sturmovik era capaz.

Desde os primeiros estágios da guerra, os pilotos do Il-2 realizavam ataques sem cobertura por aviões de caça em colunas blindadas em movimento nas estradas, durante o ataque relâmpago alemão.

Em suas memórias,  piloto de Il-2 e herói da União Soviética Valentin Averianov escreveu que "apesar de a armadura não oferecer proteção para armas e canhões antiaéreos de 20 mm, capaz de desviar de muitos tipos de munição".

Os pilotos acreditavam na resiliência dos seus aviões. Em um incidente documentado durante os preparativos da implantação final, o jovem filho de um piloto perguntou ao comandante se seu pai seria morto no fronte. O oficial, capitão Konstantin Kholobaiev, sacou a pistola de serviço e disparou à queima-roupa no invólucro de metal em torno da cabine do Il-2. Além de um arranhão na tinta, o disparo não deixou vestígios na superfície. O efeito psicológico dessa ação, como o capitão observou mais tarde, não foi direcionado para a criança - mas ao próprio piloto. O Il-2 sofreu grandes perdas, entretanto.

Concebido com uma proteção blindada, o Il-2 foi apelidado pelos pilotos de "tanque voador"


A superioridade aérea inicial da Luftwaffe alemã significava que a aeronave pesada soviética era uma presa fácil. Além disso, o Il-2 era novo, e os pilotos tinham ainda que dominá-lo em condições de combate. No início da guerra, um Il-2 sobrevivia, em média, em torno de nove missões de combate.

No geral, 26.600 aeronaves desse tipo foram perdidas entre 1941 e 1945, cerca de metade delas em combate. As grandes perdas se deram, em parte, porque não havia uma proteção adequada na metralhadora traseira devido ao peso extra que isso iria gerar. Modificações posteriores acrescentaram um segundo tripulante e arma, depois do qual os pilotos inimigos se tornaram mais cautelosos sobre o confronto com o Il-2. Mas as perdas entre os artilheiros traseiros também foram pesadas, ​​uma vez que não eram tão bem protegidos quanto o piloto.

No solo, enquanto isso, os aviões faziam estragos entre as forças inimigas com sua carga útil de 400 quilos de bombas, foguetes Katyusha e canhões 23 mm. Encarando o maior peso do ataque, a infantaria alemã apelidou o Il-2 de 'açougueiro' ou 'moedor ", o Gustav Ferro ou Peste Negra. Os pilotos alemães eram menos corteses, chamando-o de "plano concreto" ou "homem-bomba de cimento" por causa de sua baixa capacidade de manobra.
Mais tarde, à medida que a Força Aérea soviética gradualmente ganhou superioridade aérea, o Il-2 começou a reprimir metodicamente as forças terrestres da Wehrmacht. O veículo também demonstrou eficiência impiedosa no mar: as unidades de aviação no Ártico usaram o Il-2 para afundar mais de 100 navios inimigos.

As conquistas do Il-2, no entanto, não teriam sido possíveis sem o heroísmo das tripulações. Durante a operação de tomada de Königsberg, capital da província alemã da Prússia Oriental, os pilotos do regimento de assalto pediram para que prisioneiros fossem levados a eles a fim de questioná-los sobre os efeitos de suas missões. Para sua surpresa, os prisioneiros de guerra alemães imediatamente imploraram por suas vidas - eles haviam sido informados por seus agentes políticos que o Il-2 eram comandados por maníacos que gostavam de torturar prisioneiros entre as missões. Maníacos, sim, porque pessoas normais não podem voar sobre um campo de batalha entre disparos antiaéreos a uma altitude de apenas 100 metros.


Ficha Técnica



Comprimento: 11.6m
Envergadura: 14.6m
Altura: 4.11m
Peso vazio: 4200 Kg
Peso máximo/descolagem: 5788 Kg
Numero de suportes p/ armas: 4
Capacidade de carga/armamento: 600 Kg
Tripulação : 1
1 x motores Mikulin AM-38
Potência total: 1600 HP/CV
Velocidade Maxima: 416 Km/h
Máxima(nível do mar): 391 Km/h 
De cruzeiro: 390 Km/h
Autonomia standard /carregado : 400 Km
Autonomia máxima / leve 740 Km.
Altitude máxima: 4000 Metros
Armamento: 2 canhões 20mm ShVak e duas metralhadoras 7.62mm ShKas KM33

Fonte: Gazeta Russa


quarta-feira, 21 de março de 2018

MILITUM 2018 - FESTIVAL DE CINEMA DE HISTÓRIA MILITAR - INSCRIÇÕES ABERTAS

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Inscrições abertas para o festival Militum 2018. Inscreva seu filme.


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LOCALIZADO O CRUZADOR USS JUNEAU, O NAVIO QUE AFUNDOU COM OS IRMÃOS SULLIVAN

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O USS Juneau foi encontrado a 4.200 metros de profundidade, ao largo da costa das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul


Foi um dos episódios mais trágicos da 2ª Guerra Mundial: atingido por torpedos japoneses, o USS Juneau naufragou e levou para a morte 687 homens, incluindo cinco irmãos da mesma família, os Sullivan. Agora, uma expedição encontrou os destroços do navio de guerra

Os destroços foram encontrados em 17 de março, a 4.200 metros de profundidade, ao largo da costa das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, pela expedição Petrel R/V, financiada pelo co-fundador da Microsoft, Paul Allen.

Hélice do USS Juneau, localizado no fundo do mar nesta semana

Afundado por dois torpedos japoneses durante a Batalha de Guadalcanal, em novembro de 1942, no incidente morreram 687 homens, incluindo os cinco irmãos Sullivan. Foi por causa deste incidente, aliás, que a Marinha dos Estados Unidos tomou a decisão de não voltar a permitir que todos os membros de uma única família se alistassem no mesmo navio e a tragédia serviu de inspiração para a longa-metragem O resgate do soldado Ryan (1998), de Steven Spielberg.

“Não planejámos encontrar o Juneau no Dia de São Patrício [santo padroeiro da Irlanda). Há muitas variáveis em buscas deste gênero”, disse Robert Kraft, diretor de operações de Paul Allen, em declarações ao site oficial do filantropo norte-americano. “Mas encontrar o USS Juneau no Dia de São Patrício é uma coincidência inesperada para os irmãos Sullivan e para todos os marinheiros desaparecidos há 76 anos”, disse Kraft.

O cruzador USS Juenau (CL-52), na época de seu afundamento em 1942


“Como o quinto oficial comandante do USS The Sullivans [um navio que recebeu o nome dos cinco irmãos], fiquei entusiasmado ao saber que Allen e a sua equipe conseguiram localizar o USS Juneau que afundou durante a Batalha de Guadalcanal" disse o vice-almirante Rich Brown, citado no mesmo site.

“Visitei [o navio] The Sullivans no início deste mês e posso dizer-lhe que o espírito de luta dos irmãos Sullivan – George, Frank, Joe, Matt e Al – sobrevive através da atual tripulação. A equipe incorpora o lema do navio, ‘We Stick Together'” [permanecemos juntos], disse Brown, acrescentando que “a história da tripulação do USS Juneau e dos irmãos Sullivan simboliza o serviço e o sacrifício da maior geração da nossa nação”.

Durante a fatídica batalha de 13 de novembro de 1942, dois torpedos atingiram o navio onde estavam em serviço os cinco irmãos. Um dos torpedos provocou uma explosão que partiu a embarcação ao meio e matou a maioria dos homens a bordo, incluindo os cinco Sullivan.

Os cinco irmãos Sullivan, a bordo do Juneau

O Juneau afundou em apenas 30 segundos, mas, devido ao risco de novos ataques japoneses, a aviação norte-americana não procurou sobreviventes. Calcula-se que 115 homens tenham sobrevivido à explosão, incluindo dois dos cinco irmãos Sullivan, mas as forças navais não avançaram para o resgate durante vários dias e apenas 10 homens foram retirados da água, uma semana após o naufrágio.

A família Sullivan, do Iowa, perdeu os seus cinco filhos: George, Francis “Frank”, Joseph, Madison “Matt” e Albert, apesar de já existir uma política naval que impedia os irmãos de servirem nas mesmas unidades. No entanto, os Sullivan recusaram-se a combater, a menos que fossem enviados para o mesmo navio.

Cruzador ligeiro USS Juneau (CL-52) no início de 1942

As expedições patrocinadas por Paul Allen também resultaram na descoberta do USS Lexington (março de 2018), USS Indianapolis (agosto de 2017), USS Ward (novembro de 2017), USS Astoria (fevereiro de 2015), o encouraçado japonês Musashi (março de 2015) e o destróier italiano  Artigliere (março de 2017). A equipe de Allen também foi responsável por recuperar o sino do navio do HMS Hood.

Fonte: Poder Naval e Diário de Notícias (Portugal)