"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

NOTÍCIA - BOMBA DA 2ª GUERRA MUNDIAL É ENCONTRADA E DETONADA NA INGLATERRA

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Uma bomba da 2ª Guerra Mundial foi encontrada em um campo em North Yorkshire e detonada numa explosão controlada. O dispositivo de 227 kg foi encontrado em um campo perto de Ebberston no domingo (16 de agosto) por entusiastas que estavam escavando o local de queda de uma aeronave na década de 1940.
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Mais de 1.000 pessoas que vivem em Ebberston e na vizinha Allerston foram evacuadas e as estradas vicinais foram fechadas como preparação para a explosão. Uma equipe da Real Força Aérea britânica (RAF) executou o trabalho, realizando a explosão controlada às 15h.
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;O Inspetor-Chefe da Polícia de North Yorkshire, Dave Foster, disse: “Foi tudo muito bem. Foi na hora certa, os residentes se comportaram, e a evacuação foi um sucesso. Foi uma significativa explosão, que era o que tínhamos antecipado. Mesmo com isso, o centro de jardinagem vizinho, que tem muitas áreas envidraçadas, somente teve alguns painéis quebrados”.
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Moradora pouco impressionada
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No entanto, alguns residentes que observavam o evento não pareceram impressionados pela explosão.
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Uma mulher que trouxe seu neto para ver a explosão foi perguntada por uma repórter de TV se valeu a pena ter vindo.
Não muito”, ela respondeu. “Poderíamos ter vindo com nossos cachorros, não?”
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A equipe da RAF passou dois dias preparando a explosão, cercando o dispositivo com dúzias de sacos de areia de 1 tonelada para minimizar o impacto do explosivo. Um cordão de isolamento de 300 metros foi colocado ao redor do campo, e estendido para mais de 1 quilômetro antes da detonação.
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Panfletos sobre a evacuação foram entregues aos residentes na noite de segunda e ônibus foram colocados à disposição para levar as pessoas para a prefeitura do vilarejo em Snainton, que dista cerca de três quilômetros. Animais que pastavam na área afetada também foram removidos.
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Armstrong Whitworth Whitley da Real Força Aérea britânica
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Acredita-se que a aeronave era um bombardeiro Armstrong Whitworth Whitley, que estava retornando para a Grã-Bretanha após ser atingido por antiaérea sobre a Alemanha.
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O piloto e dois tripulantes saltaram de para-quedas antes que o avião se chocasse com o solo.
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Fonte: BBC News, 18 de agosto de 2009


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terça-feira, 13 de outubro de 2009

ARMAS: METRALHADORA LEVE HOTCHKISS M1922



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A Metralhadora Leve Hotchkiss M1922 é uma arma de origem francesa do início do século XX. Foi inicialmente adotada pelo Exército Francês em 1909, no calibre 8mm, utilizando cartuchos Lebel (8x50R); e, posteriormente, por influência da Missão Militar Francesa, pelo Exército Brasileiro em 1922, no calibre 7mm Mauser (7x57mm). Nos países de língua latina é conhecida como Hotchkiss M1909 Benet-Mercie, e nos de língua inglesa, como Hotchkiss Mark I.
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No Brasil foi adquirida para uso pela Cavalaria devido a seu baixo peso, porém, como fora projetada para utilizar cartuchos com projétis arredondados, passou a apresentar problemas após a adoção da munição com projétis pontiagudos, sendo gradualmente desativada.
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Características
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Calibre ...................................... 7 x 57mm M 1895
Operação .................................. Semi-automática e automática
Cadência do Tiro ...................... 400 tiros por minuto
Alcance útil ............................... 2.000 m
Peso ......................................... 14 Kg
Comprimento total .................... 1,21 m
Comprimento do cano .............. 57,7 cm
Alimentação ............................. Carregadores tipo lâmina para 30 cartuchos
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PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - TENENTE-GENERAL MANOEL MARQUES DE SOUZA III, CONDE DE PORTO ALEGRE

* 13/06/1804 – Rio Grande-RS

+ 18/07/1875 – Rio de Janeiro-RJ

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Nascido no dia 13 de junho de 1804, oriundo de uma tradicional família de fidalgos Generais, desde sua infância Manoel Marques de Souza III demonstrava pendor para a carreira das armas. Aos 12 anos de idade, já acompanhava seu pai, Brigadeiro Manoel Marques de Souza, na campanha do Uruguai, tomando parte nos combates do Pando e Manga. Devido ao seu desempenho no entrechoque das armas, aos 13 anos, foi promovido a Alferes e alcançou os postos de Tenente e Capitão, devido aos seus atos de bravura nos combates de Las Piedras e Ituzaingô respectivamente, ambos na campanha de anexação da banda oriental do Uruguai. Aos 24 anos, foi promovido a Major e no comando do 4º Regimento de Cavalaria Ligeira, atuou na Guerra contra Rósas, onde na Batalha de Monte Caseros, em solo Argentino, alcançou vitória e participou de emocionante desfile com tropas brasileiras pelas ruas de Buenos Aires.
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Ainda Major teve heróica participação na Revolução Farroupilha, ocasião na qual mesmo prisioneiro dos Farrapos, coordenou uma épica contra revolução que culminou com o término do sítio à cidade de Porto Alegre, mais uma vez destacando-se pela bravura própria e de seus denodados companheiros. Devido aos seus feitos, no início da Guerra do Paraguai, foi convocado da reserva das Forças Armadas, por decreto imperial de 20 de julho de 1865 e pessoalmente nomeado pelo Imperador Dom Pedro II como comandante das tropas brasileiras no extremo sul do país.


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Sua fibra e tenacidade rejuvenescidas por tão nobre missão foram novamente exigidas na célebre retomada de Uruguaiana, onde participou efetivamente da formidável manobra do cerco terrestre a então "Vila de Uruguaiana". Manoel Marques de Souza, então Barão de Porto Alegre, comandou o cerco a Uruguaiana, liderando um Exército com aproximadamente 19.000 homens e, após encurralar o inimigo, dirigiu-se a sua tropa e a viva voz proferiu uma memorável exortação, que incutia em seus soldados o efetivo domínio brasileiro e a superioridade de nossas forças, enviando logo em seguida um ultimato aos invasores que prontamente se renderam.
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O Conde de Porto Alegre, um dos protagonistas de singular momento histórico, passou a figurar nesta data na história de Uruguaiana, limite do território, brasileiro, retomando-a e devolvendo ao povo uruguaianense seus lares e sua idolatrada cidade.
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Por estas, e por diversas outras passagens de sua vida, ficou conhecido como "Centauro de Luvas", alcunha que lhe foi concedida por alguns historiadores. É o patrono da tradicional unidade do exército em Uruguaiana, o 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado Conde de Porto Alegre.
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Dos títulos que recebeu, constam a grã-cruz da Imperial Ordem de Cristo, dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis e todas as medalhas das campanhas do Uruguai, Argentina e Paraguai. Foi eleito deputado à Assembléia Provincial por diversas vezes; foi Ministro e Secretário dos Negócios de Guerra da Província; foi barão em 1852; visconde em 1866 e conde em 1868. Foi homenageado em Porto Alegre com um monumento, e emprestou seu nome para uma praça e uma rua da cidade.
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IMAGEM DO DIA - 13/10/2009

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. Em 1940, depois de ser torpedeado pelo submarino alemão U-331, o couraçado britânico HMS Barham explode no Mar Mediterrâneo.

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SURGEM OS BLINDADOS

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A 1ª Guerra Mundial (1914-1918) introduziu modificações importantes na Arte de Guerra. Até então, desde a Antiguidade, a mobilidade das forças era aceita como elemento importante para a obtenção da vitória. Acabava ganhando aquele comandante que conseguia surpreender o adversário, deslocando rapidamente suas tropas para atacar nos locais onde a defesa era mais fraca.
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.Nesse sentido a cavalaria desempenhava papel importantíssimo, mas, logo no inicio do conflito, ficou claro que seria suicídio manobrar cavalos contra posições defensivas equipadas com metralhadoras e artilharia de tiro rápido. Em poucos meses o confronto estabilizou-se num front delimitado por sucessivas linhas de trincheiras, guarnecidas por florestas de arame farpado e protegidas por ninhos de metralhadora e posição de artilharia.
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Começou então um longo período de confrontos desgastantes, onde cada palmo de terreno conquistado ao inimigo exigia enorme dispêndio de munição e vidas humanas. Os números são impressionantes. Na batalha do Passcheandale (1917), por exemplo, a artilharia aliada disparou logo de entrada 4.283.350 projéteis (107 mil toneladas de alto-explosivo) contra as linhas alemãs, mantendo depois uma cadência de 2 milhões de tiros por semana ate o fim da operação. E quando ela terminou, os aliados tinham avançado apenas uns poucos quilômetros, perdido mais de cem mil homens (contra perdas equivalentes nas tropas germânicas), sem obter nenhum resultado decisivo.
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Algo precisava ser feito: ou se encontrava um meio de romper as linhas de trincheiras, ou o conflito prosseguiria até o esgotamento humano e material de ambos os contendores. Este "algo" foi o tanque de guerra, nova arma introduzida pelos britânicos em fins de 1916, mas só empregada em massa nos últimos meses de conflito.
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Vantagem Tática
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A indústria automotiva ainda engatinhava no início do século XX: as técnicas de construção eram primitivas, os motores fracos e pouco confiáveis e os sistemas de transmissão precários. Mas a ideia parecia boa, e os britânicos decidiram experimentá-la: um veículo blindado, capaz de proteger seus ocupantes do fogo das armas leves da infantaria e dos estilhaços da artilharia, capaz de superar barreiras de arame farpado e posições de metralhadoras, abrindo caminho para a posterior passagem da infantaria amiga e evitando as perdas registradas até então. Uma vez superadas as linhas defensivas, seria possível novamente aplicar a guerra de movimento, cercando outras posições adversárias.
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Com o apoio indisfarçado de Winston Churchill, que ocupava o cargo de Primeiro-Lorde do Almirantado, vários protótipos foram construídos e testados até se chegar a forma básica batizada Mark 1. Na realidade, o segredo que envolveu a construção daqueles veículos foi tão grande que, quando os primeiros exemplares foram embarcados para a França, estavam cobertos com lona e nelas escrito "Water Tank-British Army" (tanque de água para o Exército Britânico). Daí nasceu o nome que genericamente conservam até hoje. Outros traziam pintada em caracteres russos outra legenda ainda mais inusitada: "Frágil - Destino Petrogrado"!
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O Mark 1 britânico em uma posição de espera. Pode-se observar a roda traseira utilizada para facilitar a transposição de trincheiras mais largas
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Pesando em 28 toneladas, medindo 8,04m de comprimento e 2,43m de altura, equipados com motor a gasolina de 105 HP, aqueles monstros foram empregados pela primeira vez em 1916 em duas versões: a versão "male" (macho), armada com um canhão 57mm e metralhadoras, e a versão "female" (fêmea), equipada apenas com metralhadoras. Na época, porém, não se sabia como empregar corretamente os blindados e seu uso inicial foi esporádico. Serviu, porém, para diminuir as perdas nos ataques e, logo em seguida, cada nação envolvida na guerra começou a construir seus próprios blindados.,

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Novas Tecnologias .
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A própria incerteza que cercava os primitivos blindados quanto ao seu emprego estendia-se também às suas formas e características. Os primeiros tanques ingleses tinham a forma de tetraedros e, muitas vezes, levavam atrás rodas auxiliares para ajudá-los a superar trincheiras maiores. Mas eram lamentavelmente lentos – desenvolviam, no máximo, a velocidade de 6 km/h - e paravam por defeito a cada poucos quilômetros percorridos. s mesmos ingleses lançaram depois o Whippet, mais ligeiro e ágil, mas armado apenas com metralhadoras.
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Whippet do exército britânico em deslocamento
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Na França prevaleceu a idéia da casamata ambulante. Seus dois tanques pesados mais utilizados foram o Schneider e o St. Chammond, ambos equipados com metralhadoras e este último com um canhão de 75mm de tiro rápido no nariz. Ambos possuíam motor de 70 HP a gasolina e sua velocidade chegava a 8 km/h, protegidos por uma blindagem que variava de 6 a 25mm.
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Tanque Schneider francês em ação. É possível verificar na foto a facilidade com que os tanques atravessavam verdadeiras "florestas" de arame farpado.
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Os alemães foram lentos em absorver os ensinamentos da guerra de blindados inaugurada por seus inimigos. E, quando o fizeram, lançaram na luta verdadeiros monstros encouraçados, os A7V, lentos, pesados e de difícil manobra.
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O monstro de aço A7V alemão pesava 32,5 toneladas e era tripulado por 18 homens.



Emprego Inadequado
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Até hoje causa espantos aos analistas e lentidão dos velhos oficiais de infantaria e cavalaria em compreender o verdadeiro valor bélico dos carros de combate. Somente a partir da batalha de Cambrai, em 1917, os tanques começaram a ser empregados de modo correto, em unidades compactas capazes de se proteger mutuamente com seu fogo e de levar de roldão as posições adversárias, por mais bem defendidas que fossem. Naquela operação, em poucas horas, dezenas de blindados franceses e britânicos avançaram 8 quilômetros além das linhas alemãs e capturaram 10.000 prisioneiros.
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Na batalha de Amiens, em agosto de 1918, os aliados lançaram na luta 540 blindados, dos quais 324 eram pesados.
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Tanque francês St. Chammond, com canhão 75mm de tiro rápido montado no nariz
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Os alemães nunca chegaram a empregar grandes formações de tanques na 1ª Guerra Mundial, pois o conflito terminou logo em seguida. Mas, apoiados na dura experiência que tiveram, aproveitaram os anos do período pós-guerra para aperfeiçoar sua “blitzkrieg”, ou guerra-relâmpago, onde poderosas forças blindadas usavam mobilidade para contornar posições adversárias.
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Desenvolvimento Final
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Nos últimos meses da guerra os franceses lançaram na batalha os primeiros carros de combate leves Renault FT, com torre rotativa, modelos que mais tarde se tornariam protótipos para as forças blindadas da maioria dos países, inclusive do Brasil.
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Os norte-americanos chegaram a experimentar em combate dois modelos: um pesado, o Holt/gás Eletric, tipo casamata, e outro, mais leve, desenvolvido pela Ford em 1918, cujas linhas lembravam a do Renault francês. Enquanto o modelo maior pesava cerca de 20 toneladas e atingia 10 km/h, o modelo Ford, levemente blindado, pesava apenas 2,5 toneladas e atingia a velocidade de 12 km/h.
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Resta lembrar que estes modelos acabaram forçando o aperfeiçoamento de outros blindados auxiliares, mas igualmente necessários. Os ingleses, por exemplo, depois de colocar em uso versões mais avançadas de seu Mark 1 (os Mark 2 , Mark 3 e Mark 6), modificaram os exemplares mais antigos para empregá-los como transportes de tropas blindados, veículos de socorro e carros-comando blindados.
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O Renault FT-17 francês foi o primeiro tanque com concepção moderna e, após a guerra, integrou as forças blindadas de diversos países do mundo, inclusive do Brasil
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Os blindados, no entanto, só atingiriam sua maioridade três décadas depois, em outro conflito de gigantescas proporções: a 2ª Guerra Mundial.


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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

IMAGEM DO DIA - 07/10/2009

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Tratamento de feridos após a batalha durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Muitos soldados que não morriam em combate perderam a vida nos dias subsequentes, vítimas de infecção.


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UNIFORMES – SOLDADO CANADENSE, 1943



Cabo de infantaria
22º Regimento Real canadense
2ª Guerra Mundial

Itália, 1943.


Durante os quentes verões no sul da Itália, os canadenses utilizavam uniformes tropicais cáquis como as demais unidades do 8º Exército britânico. O cabo ao lado pertence ao 22º Regimento Real, a única unidade regular do exército canadense de origem francesa durante a 2ª Guerra Mundial. A unidade teve seu batismo de fogo durante o desembarque na Sicília, em 1943.
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No ombro esquerdo é possível observar as insígnias de cabo e o distintivo vermelho da 1ª Divisão de Infantaria canadense, introduzido no final da 1ª Guerra Mundial.
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O combatente está armado com um fuzil Enfield calibre .303 e possui, como cobertura, o capacete tipo Tommy britânico com cobertura camuflada.


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BLITZKRIEG - A GUERRA RELÂMPAGO ALEMÃ






Blindados motorizados protagonizam uma nova tática alemã de combate na Polônia - Êxito lancinante da 'Blitzkrieg' deixa Adolf Hitler estupefato - Eficácia da estratégia coloca em xeque a velha guerra de trincheiras
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Cinco preceitos aparentemente simples guiam a nova doutrina de combate alemã, a Blitzkrieg, ou "guerra relâmpago". A receita militar, que culminou em grande êxito na Polônia, é a seguinte:

- A mobilidade compensa a desvantagem numérica;
- Veículos blindados propiciam maior mobilidade em comparação à cavalaria;
- A blindagem de um tanque é mais valiosa na defesa do que no ataque;
- Tanques devem ser usados em agrupamentos pesados (divisões, batalhões e até mesmo exércitos) distintos de outros destacamentos em serviço;
- Dotados de velocidade, força e presença maciça, os tanques devem penetrar nas linhas inimigas para destruir suas comunicações.

Em sua estréia nos campos de batalha, a estratégia acaba de produzir um estrago sem precedentes na história militar moderna. Graças à Blitzkrieg, a investida da Wehrmacht (as Forças Armadas alemãs) na Polônia foi simplesmente avassaladora. A campanha vitimou 200.000 poloneses - 70.000 mortos e 130.000 feridos - e provocou baixas abaixo da expectativa no lado tedesco - 8.000 mortos e 27.000 feridos. Analistas internacionais previam no mínimo dois anos de combate, mas a defesa capitulou em menos de 30 dias. Surge a pergunta: de que cartola os alemães tiraram esse coelho?
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Para analisar a origem da vitória, é necessário mergulhar na derrota. O revés na Grande Guerra e as restrições impostas pelo Tratado de Versalhes, em 1919, forçaram o comando militar teutônico a mudar de atitude. Mesmo antes da reabertura da velha academia de guerra tedesca, a Kriegsakademie, em 1935, o Exército, sob o comando do general Hans von Seeckt, já se tornara extremamente receptivo a novas doutrinas e princípios para reconstruir suas bases - uma delas, a idéia da supremacia das divisões blindadas.
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Blindados alemães avançam através da França em 1940
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Para britânicos e franceses, os tanques ainda eram vistos com a função da cavalaria de uma era passada, que lutava ao lado da infantaria em um determinado front. Já os nazistas, com sua nova geração de oficiais, resolveram apostar nos Panzer, ladeados pelo poder aéreo e pela guerra subversiva, extraindo o máximo das comunicações via rádio entre tropas para propiciar avanços rápidos e seguros. Bingo. A tática foi tão bem-sucedida que alguns altos oficiais alemães, hospedados num castelo em Finkenstein, tiveram tempo e tranqüilidade para caçar cervos no bosque da região logo depois da primeira semana de combates.
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Dupla função
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Atribuído a Adolf Hitler, que o teria cunhado com propósitos de intimidação, o termo Blitzkrieg na verdade refere-se a um conjunto de idéias básicas que não foram esboçadas pelos germânicos. Estrategistas britânicos como o capitão Liddel Hart, o major Fuller e o major-general Martel já haviam teorizado alguns desses preceitos. Na Alemanha, a primazia do estudo da estratégia foi do general alemão Heinz Guderian, que, ao lado de outros jovens oficiais, debruçou-se sobre o assunto.
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O militar formulou então a revolucionária teoria de que os tanques deveriam ser a força principal de um ataque, a quem todas as armas deveriam estar subordinadas. Hitler se mostrou receptivo à técnica: além do interesse bélico, o Führer viu nos tanques um forte apelo propagandístico, já que as unidades mecanizadas costumam impressionar bastante os civis nos desfiles militares.
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Na Polônia, porém, deu-se o contrário - foi o líder alemão quem se impressionou com a potência de seus apadrinhados. Em um dos combates, um regimento de artlharia polonês em marcha foi interceptado e literalmente esmagado pelos Panzers. Hitler, que chegara ao local em seu trem Amerika, viu o que restou das armas e ficou assombrado quando foi informado que o estrago fora causado por tanques. Ele pensou que fossem bombardeiros Stukas os responsáveis pela cena.
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Unidades motorizadas seguem de perto as tropas blindadas alemãs
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Céu negro
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Mesmo assim, as ofensivas aéreas ainda ocupam papel importante no receituário da Blitzkrieg: cabe a elas conquistar pontos-chave do território inimigo, à frente das fileiras blindadas, para facilitar a abordagem. Na campanha polonesa, a Luttwaffe foi notavelmente eficaz na tarefa de bombardear os campos de pouso e outras instalações militares.
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Mas o front aéreo ainda pode esperar por mais novidades dos tedescos: Hitler já declarou que a guerra do futuro terá "um céu negro de bombardeiros, dos quais cairá uma tempestade de pára-quedistas, cada um com sua metralhadora em punho". Por mais que a Europa ainda esteja distante desse cenário - o regimento de pára-quedistas da própria Alemanha apenas engatinha -, o certo é que a Blitzkrieg chegou para colocar uma pá de cal na velha guerra de trincheiras.
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Fonte: Veja.com – Especial.
Disponível em:


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PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - CARLOS V


* 24/02/1500 - Gante (Bélgica)
.+ 21/09/1558 - Monastério de Yuste (Espanha)

 

Carlos V foi Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Príncipe dos Países Baixos e rei da Espanha, Carlos era filho de Filipe, o Belo, arquiduque da Áustria, e de Joana, a Louca, rainha de Castela.
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Carlos V foi criado em Malines, na brilhante corte borgonhesa de sua tia, Margarida da Áustria, tendo como tutor o teólogo Adriano de Utrecht, que mais tarde seria o papa Adriano VI. Apesar da influência católica, Carlos V também foi assíduo leitor de Erasmo de Roterdã. A religião desempenhou papel de destaque em sua vida, que seria dedicada à consolidação de seu império e à defesa do cristianismo.
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Em 1515, Carlos atingiu a maioridade como duque de Borgonha e, em 1516, foi proclamado rei, em Bruxelas, como Carlos I de Aragão e Castela. Em 1519, graças a empréstimos que lhe permitiram subornar os eleitores, derrotou Francisco I e ocupou o trono do Sacro Império Romano-Germânico.
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O Sacro Império Romano-Germânico era um aglomerado de Estados principescos, eclesiásticos ou leigos, cidades livres e minúsculas senhorias, ocupando território que hoje corresponde à Alemanha, Áustria, Países Baixos, parte da Bélgica e França. O título imperial era mais de prestígio do que de poder. Carlos V se propôs, então, a unificar todos os seus domínios, com o objetivo de instaurar uma monarquia universal católica. Para tanto, foi obrigado a combater a Reforma, o Islamismo e a França.
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Em sua primeira viagem à Espanha (1517-1520), Carlos deparou com forte oposição, por cercar-se de conselheiros flamengos e desconhecer o espanhol. Logo após sua partida eclodiram revoltas em Castela, Valença e Mallorca, todas severamente reprimidas. Voltou à Espanha em 1522. Casou-se com Isabel de Portugal, em 1526, a quem confiou o reino durante suas ausências, cada vez mais freqüentes a partir de 1529.
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Sua principal luta na Espanha foi a ação que desenvolveu contra os muçulmanos, iniciada em Valença com a conversão forçada dos mouros, em 1525, e prolongada até a África do norte. Em 1530, ocupou Tlemcen, em 1535 Túnis e, em 1541, bombardeou Argel. Mas os acontecimentos da Europa desviaram sua atenção do Mediterrâneo. Em 1543 deixou a Espanha por um período de 13 anos, entregando a regência ao filho, Filipe.
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A Espanha foi o país que criou, depois, menos dificuldades a Carlos V. Após as primeiras sublevações, os espanhóis aceitaram sua dominação, principalmente por causa de seu casamento, da luta continuada contra os árabes e pelo respeito concedido às liberdades castelhanas e aos aragoneses.
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Carlos V em Augsburgo em 1530
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A França e o papado

Uma das metas de Carlos V era recuperar os territórios borgonheses anexados por Luís XI. Assim, entre 1521 e 1530, ocupou-se principalmente das relações com a França e com o papado.
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Na Itália, o ducado de Milão era o centro da disputa franco-hispânica. Em 1521, Carlos V assinou um tratado com o papa Leão X para restaurar ali o comando da família Sforza, obtendo a adesão de Henrique VIII. Na batalha de Pavia, em 1525, Francisco I foi aprisionado e, pelo Tratado de Madrid (1526), prometeu ceder Milão, a Borgonha e seus direitos sobre Flandres e Artois. Uma vez liberado, contudo, o rei francês declarou sem valor suas promessas e conservou a Borgonha.
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Logo em seguida, Francisco I uniu-se ao papa Clemente VII e a vários príncipes italianos, e formou a Liga de Cognac para limitar o poder de Carlos V, ocupado em combater os mouros que tomaram Buda e Viena. Em 1527, tropas mercenárias a serviço do imperador saquearam Roma e prenderam o papa. Carlos V, fervoroso católico, não poderia admitir uma afronta ao sumo pontífice e o libertou.
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Então, pelo Tratado de Cambrai, em 1529, Francisco I cedeu-lhe Nápoles e Milão em troca da Borgonha. O imperador reconciliou-se com Clemente VII, que terminou por coroá-lo em Bolonha (1530).
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Em 1535, Francisco I ocupou a Savóia e parte do Piemonte. Carlos V revidou, invadindo a Provença. A Trégua de Nice, em 1538, interrompeu as hostilidades, retomadas em 1542, quando Carlos V avançou até Epernay e obrigou seu rival a assinar a Paz de Crépy-en-Laonnois, cujas cláusulas não foram efetivadas.

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Príncipes luteranos
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Foi nos territórios germânicos que Carlos V encontrou os maiores obstáculos para a implantação de seu universalismo católico. Os privilégios locais limitavam sua autoridade, e a crescente popularidade da Reforma era uma ameaça constante.
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Após sua coroação em Aachen, em 1520, cedeu o governo dos Estados hereditários dos Habsburgos a seu irmão Fernando. Na Dieta de Worms, Lutero foi condenado, mas nobres e camponeses continuavam a rebelar-se contra o poder estabelecido sob a bandeira do protestantismo.
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Após a tentativa de conciliação da dieta de Augsburg, em 1530, os príncipes luteranos formaram a Liga de Schmalkalden (1531), que se tornou uma potência política apoiada em Francisco I, que por sua vez era garantido pelos turcos.
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Após expulsar de Gelderland o duque de Clèves, em 1544, Carlos V derrotou a liga em Mühlberg (1547), mas em 1552 os príncipes alemães uniram-se a Henrique II da França e expulsaram o imperador de Innsbruck. Pela Paz de Augsburg (1555), Carlos V foi obrigado a conceder liberdade de culto aos protestantes e a permitir a secularização dos bens da Igreja. Henrique II ocupou os bispados de Metz, Toul e Verdun.
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Inspirado nos ideais humanistas de Erasmo, Carlos V lutou pela reunificação da Europa e do cristianismo, mas nunca chegou a realizar seus objetivos, impedido tanto pela falta de coesão e diversidade territorial de suas possessões, quanto pelas suas próprias limitações. Em setembro de 1556, renunciou à dignidade imperial em favor de seu irmão, Fernando, e retirou-se para o Monastério de Yuste, onde morreu dois anos depois.

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

IMAGEM DO DIA - 04/10/2009



Batalha de Austerlitz, 1807. Os granadeiros de Napoleão investem contra as colinas de Pratzen e colocam o exército russo em fuga.

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O SOLDATENBUSCH (O LIVRO DO SOLDADO) SUÍÇO

Cada cidadão que entra para o Exército Suíço recebe um exemplar do Soldatenbusch. Lá estão os rudimentos das táticas e técnicas militares, instruções sobre como se proteger das guerras nuclear, química e bacteriológica, assim como técnicas de ocultamento e construção de abrigos.
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Mas o Soldatenbusch não é apenas um manual militar. Trata-se de algo mais profundo que podemos definir como um "Manual do Cidadão". Lá, ao lado de uma sinopse da história do país, o soldado encontrará capítulos mostrando a importância da democracia, a importância da participação do soldado nos plebiscitos comunais, e a importância de sua arma na defesa desses valores.
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Folheando o Soldatenbusch percebe-se que os princípios democráticos estão firmemente arraigados na população. Num país onde o povo é armado não pode haver outra forma de governo que não seja democrático. Entende-se porque as instituições funcionam e porque existe respeito entre os cidadãos. A outra opção é o banho de sangue.




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DIVULGAÇÃO - V ENCONTRO BRASILEIRO DE VIATURAS MILITARES ANTIGAS

Será realizado em Curitiba-PR, no período de 29 de outubro a 1º de novembro, o V Encontro Brasileiro de Viaturas Militares Antigas. Inscrições, conforme o paper abaixo:

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sábado, 3 de outubro de 2009

IMAGEM DO DIA - 03/10/2009

Comandos Bôeres na África do Sul em 1899. Bem armados e perfeitamente adaptados ao campo de batalha, os soldados bôeres obtiveram diversas vitórias causaram muitas baixas entre a disciplinada tropa britânica.

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INCIDENTE DA PONTE MARCO POLO, 1937: COMEÇA A GUERRA SINO-JAPONESA

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A ponte Marco Polo nos dias atuais

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O Incidente da Ponte Marco Polo foi o nome dado ao combate ocorrido entre chineses e japoneses em junho de 1937, que marcou o início da Segunda Guerra Sino-Japonesa entre a República da China e o Império do Japão.
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A ponte em si, que tem o nome original chinês de Lugouqiao, é um construção arquitetônica feita de mármore com onze arcos e 266 metros de comprimento, construída em 1192 e restaurada na dinastia Kangxi (1662-1722), situada nos subúrbios ao sul de Pequim, onde corta o rio Yongding. É conhecida, principalmente no mundo ocidental, como Ponte Marco Polo, pois acredita-se que ela tenha sido descrita nos trabalhos do explorador, aventureiro e italiano em suas viagens pela Ásia no século XIII.
,No verão de 1937, as tropas japonesas, que desde 1931 haviam invadido a Manchúria e outras províncias da China e travado diversos enfrentamentos com tropas nacionalistas do Kuomintang (o governo central chinês presidido por Chiang Kai-shek) se encontravam no controle das áreas nos subúrbios de Pequim, cercada por três lados, com sua resistência e passagem aberta apenas pelo leste, onde se encontrava a Ponte Marco Polo. Se a ponte caísse em mãos inimigas, a ligação de Pequim com as áreas ainda sob controle do poder central seria interrompida e a cidade cairia facilmente em mãos inimigas.
.As tropas chinesas, compostas por infantaria mal treinada e mal equipada com fuzis obsoletos, em grande parte formada por soldados recrutados entre criminosos e camponeses sem treinamento de combate, tinham como única vantagem contra o exército imperial japonês profissional a sua superioridade numérica e o conhecimento maior das áreas onde se desenrolavam os conflitos entre os dois exércitos.
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Mal armados e equipados, soldados chineses tentam, em vão, defender a ponte
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Em julho de 1937, as tropas japonesas acantonadas na área ao sul da ponte treinavam para o combate, enquanto os chineses do Kuomintang apenas os vigiavam aquartelados em suas posições. Ao alvorecer do dia 7 de julho, o exército japonês enviou um telegrama às forças chinesas avisando que um dos seus soldados estava desaparecido e que acreditavam estivesse escondido dentro da cidade. O comando militar japonês pedia que homens de suas tropas tivessem permissão para entrar na cidade e procurá-lo.
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O comandante da guarnição negou o pedido. Na tarde do mesmo dia, o comandante japonês enviou um ultimato aos chineses, exigindo que seus soldados tivessem a permissão concedida em uma hora ou a cidade seria colocada sob fogo da artilharia japonesa. Sem resposta, à meia-noite os canhões começaram a bombardear a cidade, enquanto a infantaria blindada iniciava a marcha em direção à ponte ao alvorecer. Sob as ordens de defender a ponte a qualquer custo, o coronel Ji liderou uma tropa de mil homens entrincheirada contra o avanço japonês.
Tropas japonesas vitoriosas na cabeceira da ponte
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Os japoneses tomaram parcialmente a ponte e as áreas vizinhas ao entardecer do dia 8, mas as tropas do Kuomintang, reforçadas por unidades vizinhas, a retomaram no dia seguinte. Os japoneses então sustaram o ataque e abriram negociações, sem contudo deixarem de se concentrar no extremo norte da ponte. Após dias de negociações entre os comandantes inimigos que nada resolveram, as tropas imperiais, reforçadas por divisões vindas da Manchúria invadiram a região por todos os lados, tomando a ponte Marco Polo, os subúrbios próximos de Wamping e a própria Pequim a 29 de julho, numa escalada da guerra que a partir daí se tornou aberta e total entre as duas nações.
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Infantaria japonesa invade a China após o ataque à ponte Marco Polo
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DIVULGAÇÃO – SEMINÁRIO COMEMORATIVO DO BICENTENÁRIO DA TOMADA DE CAIENA


Inscrições pelo endereço-eletrônico: dphdm40@dphdm.mar.mil.br
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(21) 2104-6722 / 2104-5491
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ARMAS – CARGA DE PROFUNDIDADE

Oficiais da Marinha dos EUA ao lado de um lançador de carga de profundidade na década de 1920.

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A carga de profundidade é a mais antiga arma anti-submarino. O conceito de "largar uma mina" sob os submarinos inimigos foi discutido pela primeira vez em 1911, e a ideia foi desenvolvida quando o Comandante da Royal Navy, Sir George Callaghan, encomendou a produção, em 1914, da primeira carga de profundidade. O projeto foi elaborado por Herbert Taylor na escola de torpedos e minas HMS Vernon, em Portsmouth.
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A primeira carga de profundidade eficaz, a "Tipo D", desenvolvida em 1916, era parecida com um barril de 140 kg e continha um explosivo, geralmente TNT. Era detonada por uma "pistola" ativada pela pressão da água numa profundidade pré-selecionada, até 100 metros.
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O primeiro mecanismo de lançamento era simplesmente rolar os "barris" por uma rampa para fora da embarcação atacante. Mais tarde, projetores especiais ou "Armas-K", foram desenvolvidos, no qual um explosivo lançava as cargas até cerca de 50 metros de um dos lados do atacante.
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Embora as explosões padrão na 2ª Guerra Mundial podiam causar alguns danos no alvo, o casco de um submarino não romperia, a não ser que a carga detonasse a menos de 5 metros de distância do alvo.
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A maioria dos submarinos afundados por cargas de profundidade foram destruídos pelos danos acumulados de uma grande quantidade de cargas lançadas, mais que única carga. Muitos sobreviveram após várias horas de detonações; 678 cargas de profundidade foram lançadas sob o U-427 em Abril, 1945. O U-Boat sobreviveu.
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Destróier norte-americano lançando cargas de profundidade contra submarino alemão que tenta atacar comboio sob sua proteção

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Durante a Guerra Fria as potências nucleares desenvolveram também cargas de profundidade nucleares, com poder de destruição muitas vezes superior e capacidade para destruir ou danificar submarinos a profundidades ainda maiores do que as cargas convencionais. Essas, contudo, nunca foram utilizadas em combate.
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BRASIL ÀS ARMAS – O BRASIL ENTRA NA 2ª GUERRA MUNDIAL



Enquanto o sol de 15 de agosto de 1942 começava a mergulhar no oceano Atlântico, o navio Baependy, que deixara Salvador com destino a Recife, aproximava-se do farol do rio Real, perto de Maceió. Os 233 passageiros, a maioria deles militares do Exército, já haviam jantado. Ao lado dos 73 homens da tripulação, os viajantes celebravam naquele momento o aniversário do imediato Antônio Diogo de Queiroz. Bum! Repentinamente, um estampido abala a embarcação. O relógio apontava exatamente 19h12 quando um torpedo lançado por um submarino alemão U-507 atingiu o Baependy. Dois minutos depois, com outro torpedo no casco, o barco foi a pique. 215 passageiros e 55 tripulantes mortos.
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Voraz, o U-507 não se contentaria com o notável estrago. Algumas horas depois, a embarcação tedesca se aproximaria do Araraquara, que também saíra de Salvador em direção ao Norte do país. Às 21h03, lançou dois torpedos que afundaram o mercante de 4.871 toneladas em cinco minutos. Das 142 pessoas a bordo, 131 perderam a vida. Sete horas depois do segundo ataque, o U-507, que ainda perambulava pela região, assaltou o Aníbal Benévolo.

Às 4 horas da manhã do dia 16, dois torpedos - um na popa, outro na casa de máquinas - meteram no fundo o pequeno navio de 1.905 toneladas. Todos os 83 passageiros, a maioria deles recolhidos às suas cabines, morreram; de 71 tripulantes, só quatro sobreviveram.
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O Baependy foi afundado pelo U-507: 270 brasileiros mortos no oceano
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Em menos de oito horas, o U-507, brinquedo assassino de Adolf Hitler, afundara três embarcações brasileiras e matara 541 homens. O país ainda se comovia com a tragédia causada pelos pérfidos ataques quando o submarino voltou à carga. No dia 17, próximo à cidade de Vitória, o Itagiba foi atingido às 10h45. O Arará, que se dirigia de Salvador para Santos, e parou a fim de socorrer o colega, acabou tornando-se a quinta vítima dos petardos tedescos. Os 36 mortos do Itagiba e os 20 do Arará fizeram a conta das baixas brasileiras rasparem nas seis centenas. Ficava difícil esconder o desejo de revanche.
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O submarino U-507 afundou cinco embarcações brasileiras e vitimou cerca de 600 pessoas
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Estado de beligerância
.Antes de julho de 1942, 13 navios brasileiros já haviam sido afundados na batalha que as embarcações germânicas travavam contra suas correlatas brasileiras desde que o presidente Getúlio Vargas cortara relações diplomáticas com os protetorados de Hitler, Benito Mussolini e Hiroíto - decisão anunciada em 28 de janeiro de 1942. No total, os danos tinham causado a morte de cerca de cem tripulantes - apenas sete passageiros pereceram. Getúlio Vargas, considerando as ocorrências casualidades inerentes ao contexto internacional, preferira não tomar medidas mais drásticas.
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Apesar de oficialmente neutro na refrega, o Brasil já se bandeara para o lado dos Aliados desde 1941, quando o chefe da República abriu espaço para bases aéreas e navais no Nordeste brasileiro. Em dezembro, Natal recebia uma parte do esquadrão naval VP-52; além disso, a 3ª Força-Tarefa americana passou a ser lotada no Brasil, contando com uma esquadra equipada para atacar submarinos e navios mercantes rompedores de bloqueio do Eixo, que tentavam trocar mercadorias com o Japão.
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A postura passiva, contudo, já não era suficiente para acalmar a traumatizada opinião pública e manter a soberania do país. Getúlio Vargas não teve escolha senão reconhecer o conflito entre o Brasil e as potências do Eixo. Em resposta aos apelos da sociedade, finalmente o Brasil anunciou, em 22 de agosto de 1942, o estado de beligerância - que, porém, duraria pouco. Em 31 de agosto de 1942, com a declaração do estado de guerra, o Brasil ingressava na mais internacional das batalhas da História.
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Caça-submarinos Guaíba, da Marinha do Brasil, patrulhando o litoral brasileiro em busca de submarinos alemães.


Fonte: Veja on-line - Edição Especial
F

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PENSAMENTO MILITAR - A RESPONSABILIDADE NA GUERRA


"A mais injusta condição das guerras está no fato de que todos se atribuem o mérito das proezas, enquanto as derrotas são sempre atribuídas a uma única pessoa."


(Tácito, historiador e pensador romano)
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

IMAGEM DO DIA - 02/10/2009




   Durante a 1ª Guerra do Golfo Pérsico, em 1991, um carro de combate AMX-30 da 6ª Divisão Blindada francesa aguarda ordens em uma posição de espera no deserto perto de Al-Salman.

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BIOGRAFIA - ALMIRANTE WILLIAM “BULL” HALSEY

* 30/10/1882
+ 20/08/1959


William Frederick "Bull" Halsey, Jr. foi um almirante-de-esquadra da Marinha dos Estados Unidos, comandante da 3ª Força Tarefa na Guerra do Pacífico, durante a 2ª Guerra Mundial, presente na principais batalhas e vitórias navais contra o Japão.
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Graduado em 1904 na Academia Naval dos Estados Unidos, Halsey fez sua carreira antes da guerra servindo em destróieres e encouraçados, especializando-se em torpedos, o que o levou a comandar uma flotilha de torpedeiras e de destróieres lançadores de torpedos na – então em expansão – marinha americana dos anos 10 e 20 do século XX, participando da 1ª Guerra Mundial nestes comandos.
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Halsey ficou conhecido como um dos mais agressivos e entusiasmados comandantes americanos na luta contra os japoneses, recebendo o apelido de “Bull” (Touro) nos primeiros tempos da guerra, quando seu lema conhecido em toda a frota americana era "Bata forte, bata rápido, bata sempre” e foi considerado o grande responsável por manter o alto moral dos marinheiros para a guerra. Irado com o ataque a Pearl Harbor, do qual não participou pois, estando com sua esquadra longe da base no momento do ataque, não conseguiu chegar a tempo para enfrentar os aviões agressores - em dezembro de 1941 ele era vice-almirante e seu navio capitânea era o lendário porta-aviões USS Enterprise - declarava que ' após esta guerra o idioma japonês só será ouvido no inferno '.
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Durante os primeiros meses da guerra, em que os Aliados sofriam revezes em todas as frentes, Halsey comandou sua frota em alguns ataques contra ilhas em posse dos inimigos e foi de um de seus porta-aviões, o USS Hornet, que partiram os bombadeiros B-25 que bombardearam pela primeira vez o Japão, sob o comando do coronel Doolittle, em abril de 1942, como resposta ao ataque a Pearl Harbor, num dos mais emblemáticos episódios da 2ª Guerra Mundial.
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Sofrendo de um ataque inflamatório na pele, ele foi obrigado a se hospitalizar pouco antes da Batalha de Midway, perdendo a oportunidade de participar da primeira batalha no Pacífico em que os norte-americanos derrotaram os japoneses.
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De volta a seu posto, o Almirante Halsey viria a comandar uma cada vez maior e mais poderosa esquadra pelo resto da guerra, participando das campanhas de Guadalcanal, das Ilhas Salomão, Rabaul , as ilhas Palau, Mar das Filipinas e da Batalha do Golfo de Leyte, onde, apesar de uma histórica falha de comunicação em seu comando, que fez com que ele saíssse em perseguição a uma frota japonesa enviada para desviar sua atenção da verdadeira ameaça, ocasionando a perda de diversos navios aliados deixados em Leyte sem cobertura aérea – e que por anos foi objeto de críticas e análises militares - ele teve uma vitória esmagadora sobre seus inimigos, que deixaram de existir como grande força organizada de combate naval a partir dali.
O porta-aviões USS Enterprise foi, por diversas vezes, o navio-capitânea do Almirante Halsey .

Após a vitória Halsey sofreu um grande revés pelo qual foi criticado, não para o inimigo mas para a natureza, quando em operações no Mar das Filipinas não deu crédito aos avisos de uma grande tormenta em direção à sua frota, se recusando a desviar de rota para evitá-la, o que colocou seus navios no meio de um furacão, que afundou tres destróeires e avariou dezenas de outros, causando a morte de 800 marinheiros e a perda de 146 aviões.
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Apesar dos reveses acontecidos em sua carreira militar vitoriosa durante a guerra, Halsey sempre foi um dos mais admirados comandantes do Pacífico, por seu temperamento entusiasmado, obstinado e confiante contra o inimigo, que contagiava seus homens, o comando geral em Washington e a opinião pública de seu país.
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Ao fim da guerra, esteve presente numa posição de honra na rendição oficial Japão aos Aliados, realizada no cruzador USS Missouri, ancorado na Baía de Tóquio, em 2 de setembro de 1945.
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Em dezembro de 1945, ‘Bull’ Halsey foi promovido pelo Presidente Truman a almirante cinco estrelas (fleet admiral), uma honraria conseguida por apenas mais três almirantes na história, equivalente à patente de marechal no exército, e permaneceu no serviço ativo até março de 1947.
Almirantes Halsey (esq) e MacCain em 1945
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ENTRE A HISTÓRIA E A LENDA – OS EXÉRCITOS SUMÉRIOS

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A Suméria é geralmente considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia, apropriadamente posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milênio a.C.
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Os primeiros exércitos dos quais se têm notícias existiram em torno de 2.500 a.C. nas cidades-estado da Suméria. As batalhas travadas entre estas cidades envolviam tropas de infantaria, levemente equipadas e armadas com lanças, machados e adagas.
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A maior dificuldade enfrentada pelo exército sumério era sua posição estratégica extremamente vulnerável. Somente existiam obstáculos naturais para defesa nas fronteiras a oeste (deserto) e ao sul (Golfo Pérsico). Quando inimigos mais poderosos apareceram no norte e leste, os sumérios tornaram-se suscetíveis ao ataque.
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As cidades sumérias eram defendidas por muralhas. Os sumérios engajaram-se em guerras de sítio entre suas cidades-estado, e as muralhas de tijolos de barro obviamente não podiam deter os inimigos, que já conheciam o material.
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Para ampliar seu poder de choque, os exércitos sumérios possuíam carroças de batalha – verdadeiros predecessores do carro de guerra -, veículos com quatro rodas de madeira bruta que eram tracionados por quatro onagros. Cada veículo era guarnecido por dois homens: um condutor e um soldado de elite, geralmente armado com uma lança longa.






Outro armamento utilizado pelos soldados sumérios era o arco composto, embora em menor quantidade. O arco era construído por feixes de madeira entremeados com nervos e tendões de animais, o que o tornava mais flexível lhe proporcionava maior alcance do que o arco convencional, feito de uma única peça de madeira. Apesar de pouco difundido nos exército sumérios, o arco composto era a arma mais letal existente na época e existe, pelo menos, um registro histórico de seu uso em batalha. Este armamento, na verdade, somente seria efetivamente desenvolvido e difundido séculos mais tarde.
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A tecnologia militar rudimentar e o pequeno efetivo destes primeiros exércitos limitou, de uma maneira geral, sua influência às cidades-estado que representavam. Não foram comuns, no período, operações de guerra através da Mesopotâmia ou campanhas de conquista de cidades distantes de suas bases.
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IMAGEM DO DIA - 1º/10/2009

Comando das tropas do Governo, em julho de 1924, durante a revolução tenentista. O prédio da então estação de Guayauna, visto à esquerda, era a sede do governo estadual paulista.

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A INCRÍVEL TRÉGUA DO NATAL DE 1914

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Não há a menor dúvida de que realmente aconteceu – a trégua de Natal não oficial de 1914 – mas até hoje, muitas pessoas não estão totalmente a par dos detalhes e extensão deste notável hiato na guerra, que ocorreu durante aquelas poucas horas do quinto mês do primeiro ano de conflito.



Famosa fotografia mostrando soldados alemães se confraternizando no interior de trincheira britânica no Natal de 1914


Para a maioria das pessoas, a trégua foi observada pelos britânicos e alemães na parte mais ao sul do saliente de Ypres, na Bélgica. Entretanto, ela ocorreu em vários outros pontos do Front Oeste e por outros combatentes, notadamente os franceses e belgas, embora o fato que os alemães estavam situados em território francês ou belga inibiu qualquer grande demostração de boa vontade para com os openentes alemães.


As tréguas em tempo de guerra

Tréguas em períodos de guerra não eram tão incomuns. Exemplos de interrupções temporárias em conflitos datam de séculos atrás e incluem as guerras Peninsular e da Criméia (entre os ingleses e franceses na primeira e ingleses e russos na segunda). Histórias similares são contadas a respeido de refeições trocadas entre os lados opostos durante a Guerra Civil Americana e, em 1900, na Guerra dos Boers, na África do Sul.
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De fato, em várias arenas da Primeira Guerra Mundial a tradição continuou além do Natal. O extraordinário líder da guerra de guerrilha alemão na África Leste, Coronel Paul von Lettow-Vorbeck, era famoso por suas cavalheirescas – segundo alguns civilizadas – maneiras em que ele conduzia a guerra. Por exemplo, após humilhar as forças indianas lideradas pelos britânicos na batalha de Tanga, no início de Novembro de 1914, líderes de ambos os ladosse reuniram sob uma bandeira branca para trocar opiniões acerca da ação e para compartilhar uma garrafa de brandy.
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Entretanto, este estilo de cortesia foi considerado extinto com a aparição da relativamente nova forma de guerra mecanizada que caracterizou a 1ª Guerra Mundial, certamente como era combatida no Fronte Oeste. Apesar disso, não eram incomuns breves cessar-fogo serem taticamente aceitos e observados por uma ora ou mais, como durante o café-da-manhã em setores mais calmos onde apenas poucas jardas separavam as tropas aliadas das germânicas; um caso de “viva e deixe viver”.
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Início com árvores de Natal e cantigas

Embora existam muitas histórias individuais acerca de como o Natal não oficial foi iniciado em vários setores, para a maior parte ele foi iniciado pelas tropas alemãs estacionadas defronte às forças britânicas onde uma distância relativamente curta separava as trincheiras ao longo da Terra de Ninguém. Muitos soldados alemães tinham, como era seu costume na véspera de Natal, começado a montar árvores de Natal, adornadas com velas acesas – com a exceção que, desta vez, foram posicionadas ao longo das trincheiras do Front Oeste.
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Inicialmente surpresos e, então, desconfiados, os observadores britânicos reportaram a existência delas para os oficiais superiores. A ordem recebida foi que eles não deveriam atirar mas, em vez disso, observar cuidadosamente as ações dos alemães.
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A seguir foram ouvidos cânticos de Natal, cantados em alemão. Os ingleses responderam, em alguns lugares, com seus próprios cânticos. Aqueles soldados alemães que falavam inglês então gritaram votos de Feliz Natal para “Tommy” (o nome popular dos alemães para o soldado britânico); saudações similares foram retribuíadas da mesma maneira para "Fritz".
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Em algumas áreas, soldados alemães convidaram “Tommy” para avançar pela “Terra de Ninguém” e visitar os mesmos oponentes alemães que eles estavam tão absortos em matar poucas horas antes. Edward Hulse, um tenente dos Scots Guards, com 25 anos de idade, escreveu no diário de guerra do seu batalhão: "Nós iniciamos conversações com os alemães, que estavam ansiosos para conseguir um armistício durante o Natal. Um batedor chamado F. Murker foi ao encontro de uma patrulha alemã e recebeu uma garrafa de uísque e alguns cigarros e uma mensagem foi enviada por ele, dizendo que se nós não atirássemos neles, eles não atirariam em nós”. Consequentemente, as armas daquele setor ficaram silenciosas aquela noite.

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A notícia se espalha
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Hitórias começaram a se espalhar sobre visitas trocadas entre as forças aliadas (incluindo algumas francesas e belgas) e os inimigos alemães. Tais visitas não estavam restritas aos soldados rasos somente: em algumas ocasiões, o contato inicial foi feito entre oficiais, que definiram em conjunto os termos da trégua, acrescentando somente o quanto seus homens poderiam avançar em direção às linhas inimigas.
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Estes termos normalmente permitiam o enterro das tropas de cada lado que jaziam ao longo da “Terra de Ninguém”, alguns mortos há apenas uns dias, enquanto outros haviam esperado meses pela dignidade de um funeral – todos, porém, tiveram que ser deixados onde haviam caído, pois metralhadoras cobriam o local onde eles jaziam na desolação entre as trincheiras opostas.
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Naturalmente, homens das equipes encarregadas dos funerais entraram em contato com os membros das equipes similares do inimigo quando, então, conversas foram entabuladas e cigarros trocados. Cartas foram encaminhadas para serem entregues para famílias ou amigos vivendo em cidades ou vilarejos beligerantes.
;O mais notável de tudo foi, talvez, a história da partida de futebol entre o regimento inglês de Bedfordshire e as tropas alemãs (alegadamente vencido por 3 x 2 pelos últimos). O jogo foi interrompido quando a bola foi murchada após atingir um emaranhado de arame farpado. Em muitos setores a trégua durou até a meia-noite de Natal; enquanto em outros durou até o primeiro dia do ano seguinte.



Trincheira britânica



Reação oficial e do público
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As reações à trégua de Natal vindas de várias fontes vieram em várias formas. Os governos aliados e o alto-comando militar reagiram com indignação (principalmente entre os franceses). O Comandante-em-Chefe britânico, Sir John French, possivelmente tinha previsto a suspensão das hostilidades no Natal quando emitiu uma ordem antecipada alertando suas forças para um provável aumento da atividade alemã durante o Natal: ele, portanto, instruiu seus homens para redobrar o estado de alerta durante esta época.


General Sir John French, comandante britânico
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Após a trágua ele escreveu severamente: "Eu emiti ordens imediatas para prevenir qualquer recorrência deste tipo de conduta e convoquei os comandantes locais para prestarem contas, o que resultou em punições severas".

A igreja Católica, através do Papa Bento XV, tinha solicitado anteriormente uma interrupção temporária das hostilidades para a celebração do Natal. Embora o Governo alemão tenha indicado sua concordância, os aliados rapidamente discordaram: a guerra tinha que continuar, mesmo durante o Natal.
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Quase imediatamente à trégua, as mensagens enviadas chegaram para os familiares e amigos daqueles servindo no fronte através do método usual: cartas para casa. Estas cartas foram rapidamente utilizadas por jornais locais e nacionais (incluindo alguns na Alemanha) e impressas regularmente.

O autor de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle, comentou em sua história da guerra o “episódio humano em meio às atrocidades que tem manchado a memória da guerra”.
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Sir Horace Smith-Dorrien, o Comandante do II Corpo britânico na época, reagiu com uma simples instrução:
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"O Comandente do Corpo, portanto, ordena aos Comandentes de Divisão para incutirem em todos os seus comandantes subordinados a absoluta necessidade de encorajarem o espírito ofensivo das tropas, enquanto estiverem na defensiva, por todos os meios à sua disposição. Relações amistosas com o inimigo, armistícios não oficiais (i.e. ‘nós não atiramos se vocês não atirarem’, etc.) e a troca de tabaco e outros confortos, não importa o quão tentadores e ocasionalmente agradáveis possam ser, estão absolutamente proibidos".
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A visão do soldado no front


Nas cartas para casa, os soldados na linha de frente foram praticamente unaânimes em expressar seu espanto com os eventos do Natal de 1914.Um alemão escreveu: "aquele foi um dia de paz na guerra; é uma pena que não tenha sido a paz definitiva".
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O Cabo John Ferguson contou como a trégua foi conduzida no seu setor: "Nós apertamos as mãos, desejando Feliz Natal e logo estávamos conversando como se nos conhecêsse-mos há vários anos. Nós estávamos em frente às suas cercas de arame e rodeados de alemães – Fritz e eu no centro, conversando e ele, ocasionalmente traduzindo para seus amigos o que eu estava dizendo. Nós permanecemos dentro do círculo como oradores de rua. Logo, a maioria da nossa companhia (Companhia ‘A’), ouvindo que eu e alguns outros havíamos ido, nos seguiu... Que visão – pequenos grupos de alemães e ingleses se extendendo por quase toda a extensão de nossa frente! Tarde da noite nós podíamos ouvir risadas e ver fósforos acesos, um alemão acendendo um cigarro para um escocês e vice-versa, trocando cigarros e souvenires. Quando eles não podiam falar a língua, eles tentavam se fazer entender através de gestos e todos pareciam se entender muito bem. Nós estávamos rindo e conversando com homens que só umas poucas horas antes estávamos tentando matar!"
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Bruce Bairnsfather, o autor dos famosos cartuns ‘Old Bill’, resumiu os sentimentos de muitas das tropas britânicas quando ele escreveu: "Todos estavam curiosos: ali estavam aqueles malditos comedores-de-salsicha, que tinham começado aquela infernal guerra européia e, ao fazer isso, nos enfiaram no mesmo lamaçal junto com eles... Não havia um átomo de ódio em qualquer dos lados aquele dia e ainda, no nosso lado, nem por um momento havia a vontade de guerrear e a vontade de deixá-los relaxados".
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Uma vez e somente uma

No entanto, a reação foi de tal monta que precauções especiais foram tomadas durante os Natais de 1915, 1916 e 1917, usando mesmo o expediente de realmente aumentar os bombardeios de artilharia. Os eventos do final de Dezembro de 1914 nunca mais foram repetidos. Investigações foram conduzidas para determinar se a trégua não oficial foi de alguma maneira organizada de antemão; o resultado da apuração foi negativo.
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Aquilo foi um evento genuinamente espontâneo, que ocorreu em alguns setores mas não em outros. Embora a história dos conflitos inclua numerosos exemplos de gestos generosos entre inimigos, a trégua de Natal no Front Oeste foi talvez o mais espetacular e, certamente, o mais renomado de seu tipo. Boa vontade para todos os homens – por um período.
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Mesmo naquele aparentemente pacífico dia de Natal, a guerra não foi completamente esquecida; muitos dos soldados que apertaram as mãos de Tommy ou Fritz em 25 de Dezembro de 1914, trataram de observar a estrutura das defesas do inimigo, de modo que se pudesem tirar vantagem de qualquer falha nas defesas no dia seguinte...
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Fonte: site First World War.com
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