.
Aos amigos do Recife e arredores, ficarei honrado com suas presenças.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
LIVRO "UM CÉU CINZENTO: A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO NA REVOLUÇÃO DE 1932"

.
Caros amigos leitores do Blog História Militar, é com satisfação que comunico o pré-lançamento do meu primeiro livro solo, Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932.
SINOPSE
Há oitenta anos irrompia em São Paulo um levante político-militar contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas. Sob a bandeira da constitucionalização do país, unidades do Exército Brasileiro sediadas no estado, todo o efetivo da Força Pública de São Paulo e milhares de voluntários partiram para a luta. O Governo Federal, por sua vez, empregou todos os meios à sua disposição para sufocar o movimento. Durante quase três meses, cerca de 300 mil homens se enfrentaram em combates que, muitas vezes, lembravam a guerra de trincheiras da 1ª Guerra Mundial.
Há oitenta anos irrompia em São Paulo um levante político-militar contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas. Sob a bandeira da constitucionalização do país, unidades do Exército Brasileiro sediadas no estado, todo o efetivo da Força Pública de São Paulo e milhares de voluntários partiram para a luta. O Governo Federal, por sua vez, empregou todos os meios à sua disposição para sufocar o movimento. Durante quase três meses, cerca de 300 mil homens se enfrentaram em combates que, muitas vezes, lembravam a guerra de trincheiras da 1ª Guerra Mundial.
Nesse cenário, uma nova arma se impunha no seio das forças armadas brasileiras: a Aviação. E foi exatamente durante a Revolução de 1932 que os aviões de combate foram empregados com intensidade até então nunca vistas no Brasil. Pelo lado federal, o Exército e a Marinha utilizaram suas respectivas aviações e, no campo oposto, os paulistas organizaram uma força aérea improvisada, porém, eficiente. A Revolução Constitucionalista foi marcada por combates aéreos, bombardeio contra tropas e contra cidades, aviões abatidos pelo fogo antiaéreo, lançamento de panfletos de propaganda e culminou, em seus derradeiros dias, com um ataque aéreo contra um cruzador da Marinha que bloqueava o porto de Santos.
Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932 é o resultado de quase sete anos de detalhada pesquisa e tem, como propósito, contar a história dos homens e máquinas voadoras que escreveram, nos céus de São Paulo, um importante capítulo da História Militar brasileira.
O AUTOR
Carlos Roberto Carvalho Daróz é oficial de Artilharia do Exército Brasileiro, historiador militar, professor e pesquisador. Nascido no Rio de Janeiro, obteve seu bacharelado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras e diplomou-se Mestre em Operações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Paralelamente a vida militar, desenvolveu sua carreira acadêmica. Com licenciatura em História pela Universidade Salgado de Oliveira, especializou-se em História Militar pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e pelo Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Atua como professor do Colégio Militar do Recife e do curso de pós-graduação em História Militar, da Universidade do Sul de Santa Catarina. É membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e pesquisador associado do Centro de Estudos e Pesquisa em História Militar, da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército Brasileiro.
Carlos Roberto Carvalho Daróz é oficial de Artilharia do Exército Brasileiro, historiador militar, professor e pesquisador. Nascido no Rio de Janeiro, obteve seu bacharelado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras e diplomou-se Mestre em Operações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Paralelamente a vida militar, desenvolveu sua carreira acadêmica. Com licenciatura em História pela Universidade Salgado de Oliveira, especializou-se em História Militar pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e pelo Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Atua como professor do Colégio Militar do Recife e do curso de pós-graduação em História Militar, da Universidade do Sul de Santa Catarina. É membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e pesquisador associado do Centro de Estudos e Pesquisa em História Militar, da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército Brasileiro.
Historiador militar da nova geração, possui dezenas de artigos e trabalhos de História Militar, publicados na Revista do Exército Brasileiro, A Defesa Nacional, Revista da Universidade da Força Aérea e outros periódicos especializados. É palestrante frequente de temas relacionados à História Militar, tanto no meio militar, quanto na academia.
Neto de ex-combatente da Revolução de 1932, produziu Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932, como contribuição para a história de tão importante episódio do Período Republicano e da aviação brasileira.
FICHA TÉCNICA
Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932
Autor: Carlos Roberto Carvalho Daróz
Editora: Editora Universitária da UFPE
ISBN: 978-85-415-0195-8
324 páginas
54 fotografias
5 tabelas
13 perfis de aviões coloridos
Preço: R$ 45,00
Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932
Autor: Carlos Roberto Carvalho Daróz
Editora: Editora Universitária da UFPE
ISBN: 978-85-415-0195-8
324 páginas
54 fotografias
5 tabelas
13 perfis de aviões coloridos
Preço: R$ 45,00
COMO ADQUIRIR SEU EXEMPLAR ?
No Recife: diretamente com o autor
Pelos correios:
Para adquirir seu exemplar, siga os seguintes passos:
1) Deposite R$ 50,00 (livro R$ 45,00 + frete R$ 5,00) na conta abaixo:
- Banco do Brasil
- Agência: 3303-0
- Conta-Poupança: 10.701-8
- Variação: 51
2) Envie e-mail para o endereço umceucinzento@yahoo.com.br, contendo:
- Comprovante de depósito anexado
- Endereço para remessa do livro (não se esquecer do CEP)
- Informação se deseja ou não dedicatória. Caso positivo, informar o nome da pessoa a quem será dedicado o livro.
3) Aguarde a chegada do seu livro e boa leitura.
No Recife: diretamente com o autor
Pelos correios:
Para adquirir seu exemplar, siga os seguintes passos:
1) Deposite R$ 50,00 (livro R$ 45,00 + frete R$ 5,00) na conta abaixo:
- Banco do Brasil
- Agência: 3303-0
- Conta-Poupança: 10.701-8
- Variação: 51
2) Envie e-mail para o endereço umceucinzento@yahoo.com.br, contendo:
- Comprovante de depósito anexado
- Endereço para remessa do livro (não se esquecer do CEP)
- Informação se deseja ou não dedicatória. Caso positivo, informar o nome da pessoa a quem será dedicado o livro.
3) Aguarde a chegada do seu livro e boa leitura.
NO FACEBOOK
Visite nossa página no Facebook e saiba mais sobre o livro Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932.
http://www.facebook.com/UmCeuCinzento
.
Marcadores:
Eventos,
Resenha,
Revolução Constitucionalista
quarta-feira, 22 de maio de 2013
PENSAMENTO MILITAR - HISTÓRIA MILITAR E A ARTE DA GUERRA
“É na
História Militar que vamos buscar a fonte de toda a Ciência Militar.”
(Almirante Alfred Mahan, estrategista e geopolítico norte-americano)
.
ENCONTRADO UM VALENTINE INTACTO NA POLÔNIA
.
Foi encontrado e recuperado na
Polônia um carro de combate Valentine Mk.IX, fabricado
em fevereiro de 1943, na Grã-Bretanha, e
cedido aos soviéticos através do Programa Lend-Lease. O blindado estava
tentando atravessar o rio Varta,
que estava congelado, em janeiro
de 1945, mas o seu peso de 17
toneladas foi demais para o gelo,
que se rompeu, fazendo-o afundar no leito lamacento do
rio. O carro de combate está em
perfeitas condições, uma vez que não sofreu danos de
batalha, e pode ser facilmente restaurado.
Mas essa descoberta vai além,
pois este tipo de carro foi aposentado da ordem de batalha soviética
em meados dos anos 1944, e passou a ser utilizado para reconhecimento e exploração.
O Mk.IX entrou
em serviço em 1942 e era bastante
apreciado pelos soviéticos por sua
confiabilidade e design simples,
motivo pelo qual foram solicitadas mais unidades. Embora já fosse
considerado obsoleto na Grã-Bretanha, devido ao apreço dos soviéticos sua
produção continuou em 1943, ao invés de ser encerrada. Na lista a seguir,
podemos ver as formações soviéticas que utilizaram
o Valentine Mk.IX.
O exemplar encontrado na Polônia pertence, certamente, a uma delas:
- 3º Corpo Blindado
- 16º Corpo Blindado
- 19º Corpo Blindado
- 3º Corpo Blindado de Guardas
- 1º Corpo Mecanizado
- 5º Corpo Mecanizado
- 3º Corpo Mecanizado de Guardas
- 9º Corpo Mecanizado de Guardas
- 154º Regimento Blindado
- 250º Regimento Blindado
- 4º Regimento Mecanizado de Guardas
- 6º Regimento Mecanizado
- 87º Regimento Mecanizado
A seguir, algumas imagens da recuperação do Valentine Mk.IX:
.
Marcadores:
2a Guerra Mundial,
Arqueologia Militar,
Blindados
quarta-feira, 8 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
OS GRANDES EXÉRCITOS DA DINASTIA HAN
.
A Dinastia Qin levantou a
Grande Muralha, mas foi a Dinastia Han a responsável por tê-la ampliado em grande
escala, transformando-a em uma ferramenta fundamental para a defesa do
território chinês. Tendo durado de 206
a.C. a 220 d.C., a Dinastia Han marcou uma fase importante e próspera da
história chinesa, estabelecendo as bases do confucionismo, que permeou todos os
regimes do país até o final do Império.
A Dinastia Han pode ser
dividida em dois períodos: a Ocidental, que durou de 206 a.C. a 8 d.C., e a
Oriental, que governou o Império Chinês de 25 a 220 d.C. Tamanha foi a influência da ideologia deste
período que o povo chinês, até hoje, se refere a si mesmo como povo Han.
Todo o avanço registrado
durante este período esteve atrelado a grandes conquistas territoriais, que
fizeram das tropas chinesas que defenderam o Império durante todos aqueles
séculos algumas das mais aguerridas de todos os tempos.
Ameaça
dos hunos - novas armas
Uma das primeiras motivações
para que os Han entrassem em combate começou a se fazer notar ainda na Dinastia
Qin: os hunos, estabelecidos no norte da China, já muito poderosos e que,
frequentemente, invadiam o sul. Quando a
Dinastia Han assumiu o poder, os hunos passaram a ser a principal ameaça na
fronteira. Para se defender, os chineses
ampliaram a Grande Muralha, de 5.000 km erguidos pelos Quin, para 100 mil
quilômetros; para combatê-los, organizaram um exército de cavalaria,
substituindo a tradicional espada pela faca, que passou a ser a principal arma
de combate.
.
Soldados chineses da dinastia Han. As armas utilizadas podem ser vistas
Apesar dessa mudança, os Han
não abandonaram a espada, ao contrário, a arte da esgrima passou a ser uma
verdadeira moda entre a sociedade chinesa.
Tanto funcionários públicos de alta estirpe, quanto intelectuais – e até
o imperador – orgulhavam-se de exibir sua habilidade com a arma. O Han
Shu – o Livro de Han – chegava a ter 38 artigos falando sobre a técnica de
esgrima usada na época. Ao mesmo tempo,
a técnica de atirar com arco e flecha também foi bastante aprimorada. Tal habilidade no manuseio das armas talvez
explique a pujança dos Han nos campos de batalha.
O
Império se expande
O Imperador Wu, que assumiu
o trono no ano 141 a.C., consolidou e ampliou o império ao expulsar os xiongnus (normalmente identificados com
os hunos) para a atual Mongólia Interior e, com isso, anexou os territórios
correspondentes às províncias de Gansu, Ningxia e Qinghai do presente. A posse dessas regiões permitiu que fosse
aberta a Rota da Seda, estabelecendo as primeiras ligações comerciais entre a
China e o Ocidente. Foi nessa mesma época que os chineses descobriram que havia
outros povos a oeste de suas fronteiras, o Império Romano. Essa descoberta foi possível porque Wu havia
enviado uma missão à Ásia Central para rechaçar os ataques dos hunos, bem como
estabelecer uma aliança com os turcos, no intuito de combaterem o inimigo
comum.
Armadura típica utilizada pelos soldados chineses
Em 121 a.C., o exército da
Dinastia Han derrotou os hunos no Corredor de Hexi. Vinte anos depois, a corte da dinastia Han
Oriental enviou a Luntai e Quli – que ficavam ao sul das montanhas Tianshan –
uma força com centenas de soldados para desbravar terras, liderada por um
comandante que também acumulava funções administrativas. Em 60 a.C., foi criado o Comando de Fronteira
das Regiões Oeste – sucedido por uma grande agitação na classe dominante dos
hunos -, marcando o início da soberania estatal da Dinastia Han do oeste e
fazendo com que Xinjiang se tornasse parte integrante da China.
A
dinastia ameaçada
Apesar da expansão, a
Dinastia Han passou por dificuldades. No
ano 8 d.C., um oficial rebelde acabou usurpando o trono para estabelecer a
curta Dinastia Xin, mas, em 25 d.C., o Imperador Guangwu restabeleceu a
Dinastia Han, sediada agora em Luoyang, próximo a Xian, com o apoio das
famílias proletárias e mercantis.
Este período, conhecido como
Dinastia Han Oriental, foi marcado por grande prosperidade no campo econômico,
educacional e científico. O comércio com
os vizinhos do norte e com as civilizações da Europa, através da Rota da Seda,
era mais do que intenso. O período foi
extremamente fértil no plano cultural, onde escritores criaram grandes obras
literárias, incluindo textos históricos e dicionários. Nessa mesma fase o Budismo foi introduzido na
China.
Soldados de cavalaria da dinastia Han
Declínio
Com o tempo, porém, o poder
dos Han começou a declinar, por conta de aquisição de terras, invasões e rixas
entre clãs consortes e eunucos. Mesmo
assim, a Rebelião do Turbante Amarelo, promovida pelos camponeses, acabou
estourando em 184 d.C. e resultou numa era de chefes guerreiros.
A Dinastia Han era
extremamente militarizada e expandiu suas fronteiras para incorporar regiões
que, hoje, corresondem ao Tibete, Coreia do Norte e Vietnã.
.
Marcadores:
Guerra na Antiguidade,
História Militar Oriental,
Império Chinês
sexta-feira, 26 de abril de 2013
1918: ACORDO DE CESSAR-FOGO SELA O FIM DO IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO
O Estado criado pela dinastia dos Habsburgo no
sudeste da Europa desintegrou-se no final da 1ª Guerra Mundial. Em 3 de
novembro de 1918 foi assinado o acordo de cessar-fogo, selando o fim do Império
Austro-húngaro.
O atentado contra o príncipe herdeiro austríaco
Francisco Ferdinando fora a causa imediata para a deflagração da 1ª Guerra
Mundial em 1914, mas o conflito acabaria levando à desestruturação do Estado
austríaco.
No começo da guerra, a Áustria-Hungria ainda era um
império com uma imensa área territorial: do Lago de Constança à Transilvânia,
da Boêmia à Bósnia. Mais de 52 milhões de pessoas viviam no país multiétnico,
cuja capital era Viena. No final da guerra, restou um pequeno Estado alpino,
uma república com seis milhões de habitantes.
Com tal estrutura multiétnica, a Áustria não podia
ser homogênea, nem estava livre de tensões internas antes da 1ª Guerra Mundial.
O tratamento desigual dado às diversas províncias e
nacionalidades levou frequentemente a conflitos e movimentos de autonomia, em
especial nos Bálcãs, onde a Áustria havia anexado a Bósnia-Herzegovina em 1908.
Mas foi a guerra que liberou inteiramente tais forças centrífugas, que levaram
ao completo desmembramento do Império Austro-húngaro.
Em maio de 1915, a Itália abandonou a sua
neutralidade, juntando-se aos países da entente cordiale, a
Inglaterra, a França e a Rússia. Com isto, a Áustria passou a lutar na frente
sul não apenas contra a Sérvia, mas também contra a Itália: uma guerra de
montanha extremamente difícil, em especial na região do Tirol do Sul (hoje,
para os italianos, Alto Ádige).
Fome, doenças e rebeliões
Já em 1916, a situação de abastecimento no império
dos Habsburgos tornara-se catastrófica. Apesar de todas as medidas para a
produção agrária de emergência, o governo não conseguiu impedir que a
subnutrição e as enfermidades aumentassem cada vez mais entre a população
civil. Ao lado das rebeliões por motivo econômico, também as tensões por razões
políticas ou nacionalistas tornaram-se frequentes.
No dia 21 de outubro de 1916, o primeiro-ministro
conservador Karl von Stürgkh foi assassinado pelo filho de Viktor Adler, o
chefe dos social-democratas austríacos. No mesmo ano, morreu o imperador
Francisco José, que personificava a tradicional monarquia austro-húngara.
Ele havia reinado durante mais de 60 anos, mantendo
o controle sobre as ações governamentais. Seu sucessor foi o sobrinho Carlos, a
respeito de quem o primeiro-ministro de então tinha uma opinião arrasadora:
"O imperador Carlos tem 30 anos de idade, uma aparência de 20, e fala como
uma criança de 10 anos." Jovem, inexperiente e avesso a reformas, Carlos I
não conseguiu impedir a desagregação do seu império.
A partir de 1918, começaram a surgir greves e
rebeliões em todas as partes do país. Foram registradas deserções em massa,
principalmente entre os integrantes das minorias nacionais.
Manifesto da reforma chega tarde demais
Em outubro de 1918, foi formado em Zagreb (Croácia)
um Conselho Nacional Sul-eslavo, que logo anunciou a unificação dos territórios
sul-eslavos com a Sérvia e Montenegro. Em Viena, constituiu-se uma Assembleia
Nacional provisória para a "Áustria alemã" e, em Praga, foi
proclamado o Estado tchecoslovaco.
O jovem imperador Carlos I não conseguiu impedir a fragmentação do Império Austro-húngaro
Em 16 de outubro, Carlos I ainda tentou impedir uma
desintegração do seu império, através da publicação de um manifesto de reforma.
Mas já era tarde demais – a autonomia sob a coroa vienense já não era mais uma
opção aceitável para as províncias.
Depois do fracasso da última ofensiva militar em
Piave, na Itália, a monarquia austro-húngara estava à beira da derrocada. Em
fins de outubro começaram as negociações sobre um cessar-fogo. As condições
impostas pela entente eram praticamente as de uma capitulação:
"Retirada do Tirol até o Passo de Brenner e do Vale do Puster até Toblach,
retirada do planalto norte-italiano, da Ístria incluindo Trieste, da Dalmácia e
todas as ilhas no Mar Adriático, liberdade de ação para as tropas aliadas em
território austríaco, desarmamento de 20 divisões, entrega dos equipamentos
bélicos da metade da artilharia".
Após longa hesitação e por falta de alternativa, a
delegação austríaca assinou o tratado de cessar-fogo em 3 de novembro de 1918.
Com ele ficou selada a desagregação definitiva do tradicional Império do
Danúbio.
Fonte: DW
Marcadores:
1a Guerra Mundial,
Império Austro-Húngaro
Assinar:
Postagens (Atom)












