"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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sábado, 28 de fevereiro de 2026

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - TENENTE-GENERAL MORDECHAI GUR

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* 6/5/1930 - Jerusalém, Israel

+ 16/7/1995 - Tel Aviv, Israel


O tenente-general Mordechai "Motta" Gur foi um militar e político israelense e o 10º Chefe de Gabinete das Forças de Deefesa de Israel (IDF). Durante a Guerra dos Seis Dias (1967) comandou a divisão que penetrou na Cidade Velha de Jerusalém e transmitiu as famosas palavras: "O Monte do Templo está em nossas mãos!" Como Chefe de Gabinete foi responsável pelo planejamento e execução da Operação Entebbe (1976), para libertar reféns judeus em Uganda. Mais tarde, entrou no partido Knesset e ocupou várias pastas ministeriais.

Gur nasceu em Jerusalém em 1930 e, mais tarde, se juntou ao Palmach Haganah, o grupo armado subterrâneo dos judeus no Mandato Britânico da Palestina. Continuou a servir como oficial com a fundação da IDF, durante a Guerra árabe-israelense de 1948.

Nas IDF, Gur serviu como paraquedista durante a maior parte de sua carreira, e se tornou um dos símbolos da Brigada Paraquedista. Durante os anos 1950, comandou uma companhia sob as ordens de Ariel Sharon. Gur foi ferido durante uma missão de contraterrorismo ao invadir Khan Yunis, em 1955, e recebeu uma recomendação de honra do Chefe de Gabinete Moshe Dayan. Em 1957, foi nomeado ajudante do comandante da brigada. Depois de servir nessa posição, Gur foi estudar na École Militaire em Paris.

Em 1966 foi nomeado comandante da 55º Brigada Paraquedista da Reserva, a qual liderou durante a Guerra dos Seis Dias. Gur e suas tropas faziam parte da força de assalto que tomou Jerusalém dos jordanianos, e que foi a primeira a visitar o Muro das Lamentações e o Monte do Templo. As imagens de paraquedistas chorando na gravação  junto ao Muro e as palavras de Gur nas redes de comunicação, "O Monte do Templo está em nossas mãos!"  tornaram-se um dos símbolos mais tocantes da guerra junto ao público israelense.

Soldados israelenses plantam sua bandeira no Monte do templo, em 1967. na ocasião, Gur transmitiu a famosa mensagem: "O Monte do Templo está em nossas mãos!"


Em 16 de julho de 1995, gravemente doente com câncer terminal, Gur cometeu suicídio com um revólver. Tinha  a idade de 65 anos.

Em sua homenagem, a Área 21, uma base militar localizada na Planície Sharon, foi renomeada como Campo Motta Gur. Na cidade de Modiin, uma rua e uma escola foram batizados com seu nome.



sábado, 20 de maio de 2017

ISRAEL DESCLASSIFICA MILHARES DE DOCUMENTOS DA GUERRA DOS SEIS DIAS

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Israel desclassificou nesta quinta-feira milhares de documentos oficiais que datam da Guerra dos Seis Dias e que relatam as discussões das autoridades israelenses sobre o futuro da Cisjordânia, cuja ocupação há 50 anos é o centro do conflito entre israelenses e palestinos.


Os arquivos nacionais israelenses publicaram milhares de documentos, gravações e depoimentos da guerra de 5 a 10 de junho de 1967, bem como das semanas anteriores e seguintes.  No final do conflito, que opôs Israel ao Egito, Jordânia e Síria, o Estado judeu ocupou a Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental, as Colinas de Golã e a Península egípcia do Sinai.

A publicação das atas do “gabinete de segurança” israelense permite o acesso inédito a informações sobre esta guerra, que já é alvo de muitas pesquisas e trabalhos históricos.

Em 15 de junho de 1967, cinco dias após o fim da guerra, os ministros do gabinete de segurança discutiram as diversas opções para os territórios ocupados. O ministro das Relações Exteriores da época, Abba Eban, alertou para um potencial “barril de pólvora” e os riscos da ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, manifestando os termos de um debate que ainda divide a sociedade israelense.

Aqui temos a presença de duas populações, uma se beneficia de todos os direitos civis e a outra tem todos esses direitos negados”, declarou Eban em um trecho publicado pela imprensa israelense.

É um quadro com duas classes de cidadãos que é difícil de defender, mesmo no contexto da história judaica. O mundo tomará partido do movimento de libertação deste um milhão e meio de palestinos", acrescentou.

De acordo com os documentos liberados, o primeiro-ministro Levi Eshkol cogitou enviar a população árabe para o Brasil

A possibilidade de transferir os palestinos para outro país foi avaliada durante a reunião do gabinete de segurança. O primeiro-ministro Levi Eshkol disse: “se dependesse de nós, gostaríamos de enviar todos os árabes para o Brasil”.

Ao que o ministro da Justiça, Yaacov Shimshon Shapira, objetou: “Eles são os habitantes desta terra e agora vocês os controlam. Não há nenhuma razão para expulsar os árabes e transferi-los para o Iraque”.

E Lévi Eshkol respondeu: “Não seria um grande desastre (…) Nós não nos infiltramos aqui, o território de Israel é nosso por direito”.

Estes documentos permitem também acompanhar a evolução moral do governo durante a guerra, o medo por sua explosão, a euforia após a destruição da força aérea egípcia e as vitórias israelenses nas frentes jordaniana e síria.

Fonte: Isto é

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DEZ BATALHAS EM JERUSALÉM

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Jerusalém é uma cidade sagrada para três religiões monoteístas e um dos mais antigos campos de batalha do mundo. A seguir, listamos dez das mais importantes batalhas ocorridas em Jerusalém, desde a Antiguidade até os dias recentes:


1) Em 1000 a.C. Jerusalém limitava-se a apenas uma colina, ao sul da cidade atual. O rei judeu Davi tomou a cidade dos cananeus infiltrando tropas pelo túnel de Warren, utilizado para captar água da fonte de Giom.


2) Graças ao reservatório conhecido como tanque de Siloé, que recebia água por um túnel subterrâneo, Jerusalém resistiu ao assédio do rei assírio Senaqueribe, em 701 a.C.


3) Os babilônios invadem a cidade pelo norte, seu lado mais vulnerável, e destroem o templo judaico.


4) Em 164 a.C. os judeus rebelam-se contra os helenistas e tomam o templo, mas foi só em 114 a.C. que conseguem tomar a fortaleza de Akra, construída perto do templo e hoje em lugar ignorado.

Cerco romano a Jerusalém no ano 70

5) Tropas romanas capturam a fortaleza Antônia e penetram na cidade por brechas em outras partes da muralha em 70. Tem início a diáspora judaica.


6) Cruzados capturam Jerusalém em 1099, atacando com torres de assalto em três pontos das muralhas. Tancredo de Hauteville ataca a noroeste, na direção da basílica do Santo Sepulcro. Godofredo de Bouillon ataca a porta de Herodes ao norte e Raimundo de Toulouse ataca ao sul, sem sucesso, a porta de Sião. As tropas de Bouillon entram na cidade e abrem por dentro a porta dos leões para o resto dos invasores.


7) O sultão Saladino obriga a rendição de Jerusalém. As forças muçulmanas avançam pelo lado norte, mais vulnerável.


8) Durante a 1ª Guerra Mundial, em 1917, após derrotar os turcos, o general britânico Edmund Allenby entra na cidade a pé pela porta de Jafa.


9) Na 1ª Guerra Árabe-israelense (1948-1949), os jordanianos da Legião Árabe capturam a Cidade Velha, mais uma vez, avançando pelo norte.


Tropas israelenses entrando na Cidade Velha em 1967

10) Em 7 de junho de 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, paraquedistas israelenses retomam a Cidade Velha, penetrando principalmente pela porta dos Leões.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

IMAGEM DO DIA - 22/06/2010



Durante a Guerra dos Seis Dias de 1967, soldados de infantaria israelenses partindo para um patrulhamento no setor das Colinãs de Golã 

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

UNIFORMES - CORPO DE BLINDADOS ISRAELENSE, 1967


 
O Blog Carlos Daróz-História Militar inaugura hoje uma seção que mostra os uniformes militares de todas as épocas.


Os uniformes militares evoluíram ao longo da história e possuem diferentes aspectos: funcional, diacrítico e psicológico, dentre outros. Hoje começamos com o uniforme do Corpo Blindado das Forças de Defesa de Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O 1º Tenente comandante de carro de combate Centurion ao lado veste um uniforme simples verde-oliva e a versão israelense do capacete para blindados modelo norte-americano. Pendurado ao pescoço está a caixa do intercomunicador que é conectada ao sistema de comunicações do blindado. 

Seu posto é indicado pelos dois retângulos verdes sobre a ombreira cáqui. Seu armamento consiste em uma pistola conduzida no coldre, utilizada somente em caso de autodefesa.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

IMAGEM DO DIA - 23/4/2009



Guerra dos Seis Dias, 1967. Soldado israelense ferido sendo evacuado da frente de batalha no deserto do Sinai.


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