"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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quarta-feira, 3 de março de 2021

AGINCOURT: O ATOLEIRO DA MORTE

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Superados em 4 para 1, ingleses contaram com uma ajudinha do clima na célebre batalha medieval

Por Natalia Yudenitsch


Lama. Esse é o elemento que acabou jogando a favor dos ingleses na Batalha de Agincourt, travada entre eles e os franceses em 25 de outubro de 1415. O combate aconteceu numa região próxima ao vilarejo de mesmo nome, ao norte da França. Ali estavam cerca de 24 mil franceses de um lado, contra menos de 6 mil ingleses, num lodaçal de 800 m por cerca de 2 km. 

Depois de ter saído vitorioso do cerco de Harfleur na Normandia, na França, realizado entre 18 de agosto e 22 de setembro do mesmo ano, o rei inglês Henrique V planejava ir diretamente para o porto de Calais, norte da França, e de lá voltar para a Inglaterra, fugindo da epidemia de disenteria que se abatia sobre a região. Mas antes precisou enfrentar com seus homens os franceses no conflito famoso em Agincourt.

A campanha já rendera dividendos políticos para o monarca inglês, então com 26 anos. Invadir a França ajudou a aumentar sua popularidade – já que ele havia prometido a seus súditos recuperar regiões perdidas aos franceses na época de Henrique II, o pai de Ricardo Coração de Leão. 

Vitorioso na campanha pela França até então, com a popularidade em alta, Henrique V deixou Harfleur em 8 de outubro de 1415 levando ração para os soldados para oito dias. 
Quando as tropas inglesas tiveram problemas para atravessar os rios, que transbordavam por causa das chuvas, começaram a ser perseguidos pelos homens de Carlos d’Albert, que substituía no campo de batalha o rei francês Carlos VI (que estava velho, enfraquecido e incapacitado para a luta). 

A perseguição durou seis dias. Os ingleses estavam esgotados depois de marchar cerca de 420 km em pouco mais de duas semanas. No dia 24 de outubro, Henrique V tomou uma decisão. Os ingleses não mais recuariam. O rei ordenou silêncio total à noite para a grande batalha do dia seguinte. Foi uma espera aflitiva, dramatizada por William Shakespeare na peça Henrique V anos depois.

Mapa mostrando a dinâmica da Batalha deAgincourt

Ficaram tão quietos que os franceses chegaram a pensar que eles haviam levantado acampamento e fugido”, diz Roberta Magnusson, professora de história medieval da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos.

No amanhecer do dia 25, franceses e ingleses ficaram frente a frente, a cerca de 2 km de distância entre si. No meio, um campo recém-arado e plantado, transformado em um lamaçal pelas chuvas, que caíam forte havia duas semanas.


Batalha colossal

Henrique V colocou seus homens na tradicional formação defensiva inglesa, com cerca de 800 soldados a pé, ladeados por 5 mil arqueiros, e protegidos por grandes estacas de madeira: os cavalos inimigos recuavam instintivamente diante das madeiras pontiagudas. Detalhe curioso: como havia um surto de disenteria entre os soldados, muitos arqueiros lutavam nus da cintura para baixo para que o problema não os atrapalhasse.

Os franceses se postaram em duas linhas recheadas de soldados protegidos por armaduras e arqueiros. Os cavaleiros, entre os quais 12 nobres de sangue real, guardavam os flancos. Depois de tudo preparado, os dois lados se encararam imóveis por quase quatro horas. Ninguém queria ser o primeiro a atacar. Os ingleses por estarem em grande desvantagem numérica, e os franceses por não se animarem a se atirar no mar de lama. 

Cavaleiro francês é abatido em maio à lama

Pouco antes do meio-dia, os franceses mandaram alguns homens em busca de mantimentos no acampamento para um pequeno desjejum. Foi o momento em que os ingleses avançaram, numa provocação que levou ao esperado ataque francês.

Henrique V ordenou que as linhas de frente fossem assumidas por arqueiros portando arcos longos, manobra que se mostraria essencial mais tarde. Os franceses reagiram enviando seus cavaleiros, que pisotearam o campo. 

Mas havia lama no mínimo para cobrir o tornozelo e que, em muitas partes do terreno, chegava à altura dos joelhos e até da cintura. Existem relatos de cavalos atolados pela barriga. "Cair do cavalo em Agincourt, especialmente usando uma armadura de cerca de 35 kg, não era uma boa ideiaMuitas baixas tiveram como causa o afogamento na água lamacenta, já que os ingleses costumavam cobrir o cavaleiro caído com cadáveres, impedindo seus esforços de se levantar”, diz Magnusson.

Essas barreiras de mortos, aliás, também jogaram a favor dos ingleses, que as usavam como barricadas. Somadas à lama, dificultavam ainda mais o avanço das linhas adversárias. Para complicar, todos os franceses, incluindo o condestável d’Albert, queriam ficar na linha de frente, numa demonstração de arrogância e certeza de que venceriam em Agincourt.


Muita lama

Essa ânsia pela iniciativa na batalha se voltou contra os franceses quando a linha de frente teve de se apertar ainda mais nos parcos 800 m do campo. “Era quase impossível levantar o braço para esticar o arco ou desferir um golpe”, diz Greg Woolf, professor de história da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Mesmo assim, as forças francesas conseguiram avançar posições. “Apesar de o soldado francês de armadura normalmente se destacar pela resistência e mobilidade, a combinação da lama com o peso da multidão que os esmagava tornou-os alvos fáceis para os inimigos. Logo a segunda linha de frente francesa também caiu”, complementa Woolf. 

A Batalha de Agincourt demonstrou a supremacia dos arqueiros ingleses sobre a cavalaria francesa

No lado inglês, já ocorriam os procedimentos corriqueiros de batalha: saquear os mortos e fazer dos vivos prisioneiros. Havia, contudo, um entrave: o número de capturados era maior que o de captores. E os franceses cativos tinham facilidade em se armar novamente, recolhendo as armas dos mortos, e iniciar um motim.

A reação de Henrique V foi ordenar a morte de todos os prisioneiros, liberando os homens que os guardavam para continuar a luta. Essa versão, porém, é controversa porque não se deve esquecer que os reféns representavam uma soma considerável para o pagamento de futuro resgate. 

Na descrição de Shakespeare, a ordem foi dada depois que um destacamento de cavaleiros franceses irrompeu no flanco inglês. “Não há como saber se isso não foi uma justificativa posterior dos homens que mataram os prisioneiros e temiam a ira de seu rei pela perda de dinheiro”, afirma Alexandr Vernitsky, especialista em Idade Média da Universidade de Moscou. 

De qualquer forma, os prisioneiros mais valiosos – os nobres – foram poupados. Em um ponto, entretanto, os historiadores concordam: a carga de cavalaria foi a última ação da França. 

A batalha estava definitivamente perdida. Mesmo em grande inferioridade numérica, os ingleses de Henrique V garantiram a vitória, glorificando o uso do arco longo inglês como a peça chave da batalha.

Após a guerra, Henrique V foi reconhecido como regente e herdeiro do trono francês no Tratado de Troyes, assinado em 1420, e desposou Catarina de Valois, filha de Carlos VI  O rei inglês, contudo, ão viveu para assumir o trono – morreu de disenteria aos 34 anos, dois meses antes da morte de Carlos VI. Seu filho Henrique VI, então recém-nascido, foi nomeado regente e só assumiu aos 16 anos.


Fonte de controvérsias

Os números que envolvem a Batalha de Agincourt são um dos pontos que causam discordância entre os historiadores. A tese mais aceita é que mais de 600 soldados ingleses morreram. Alguns citam a morte de 10 mil franceses, incluindo o poeta e duque Charles de Orléans. 

Alguns historiadores, como Anne Curry, autora do livro Agincourt, a New History, questionam até o tamanho da desvantagem numérica entre ingleses e franceses. Segundo ela, a proporção mais correta é 12 mil franceses contra 8 mil ingleses e o resto seria um mito criado para aumentar a fama do rei Henrique V. 

O segundo ponto de controvérsia é a aclamada eficiência do arco inglês. Reconstituições de batalhas feitas pelo computador por diversos pesquisadores mostram resultados um pouco diferentes. 

Para Peter N. Jones, autor do livro The Metallography and Relative Effectiveness of Arrowheads and Armor during the Middle Ages, as flechas eram capazes de acertar braços e pernas, mas não teriam a mesma facilidade para se encravar no peito ou na cabeça de um guerreiro com armadura. Isso não quer dizer que o arco fosse ineficiente. 

Fonte: Aventuras na História

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

BATALHA DE CRÉCY (1346): FATORES QUE CONTRIBUÍRAM PARA A VITÓRIA INGLESA



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Durante a Idade Média a infantaria, menosprezada pelo espírito da cavalaria, tinha geralmente pouco emprego no combate. Colocada à retaguarda dos cavaleiros, aguardava o resultado dos duelos individuais para massacrar ou para pilhar, em caso de vitória, ou para fugir, no caso contrário.  Todavia, os ensinamentos da arte da guerra não ficaram totalmente perdidos na Idade Média. Há exemplos do emprego judicioso de certos conhecimentos que hoje conhecemos como princípios de guerra.

Na Batalha de Crecy (1346), durante a Guerra dos Cem Anos, o exército inglês foi quem fez melhor uso dos conhecimentos da arte da guerra e do armamento.  Conforme veremos a seguir, sua vitória deveu-se a fatores positivos de sua qualificação e a erros cometidos pelo exército francês.

Economicamente, a posse de território do outro lado da Mancha exercia sobre negociantes ingleses, particularmente os de lã, forte atração, pois eliminaria o isolamento insular em que viviam. A alegação de direitos sucessórios era de suma importância para caracterizar a “guerra justa”, base jurídica indispensável para invocar a ajuda feudal, a proteção de Deus e o direito à pilhagem e ao resgate de prisioneiros.

A Batalha de Crécy inicia com o exército inglês em marcha para o reduto britânico de Calais, um local estratégico, uma área de interesse sob ângulo da geopolítica, pois era o ponto mais perto da Inglaterra em território francês.




Fatores positivos dos ingleses

Alguns fatores levaram os ingleses ao sucesso na batalha. A seguir, alguns deles:

1) Calais como objetivo:  Imitando Carlos Magno, Eduardo III, como comandante de tropa em operação, selecionou o objetivo segundo critérios estratégicos e políticos, visando a expansão do seu Estado.

2) Eduardo III pretendia furtar-se a um choque em campo raso com o exército de Filipe VI, superior em número.  Percebendo que seria alcançado antes de atingir Calais, decidiu ocupar uma posição defensiva favorável, onde passou a noite.

3) Os ingleses aproveitaram os momentos de confusão para agir, enfrentando o adversário no momento em que ele estava vulnerável, atacando primeiro à distância com o uso de flechas, como no momento em que os cavaleiros ingleses desceram a encosta a pé e, antecedidos pelos arqueiros e apoiados pelos lanceiros galeses, trucidaram os nobres franceses, inermes sem suas armaduras ao serem derribados de seus cavalos, que patinavam na lama. O lado inglês utilizou nesta hora a concentração de forças para obter a decisão, - uma tática típica de Carlos Magno.


Falhas no exército francês

1) O exército francês, que buscava cortar a direção de marcha do inimigo antes que atingisse Calais, deu uma resposta atrasada, falhando na presteza da intervenção, o que é elemento importante na guerra. Seu sistema de comunicação falhou. A informação teria demorado a chegar ao centro de comando francês.

2) Indisciplina da tropa e a finalidade da luta. Os cavaleiros franceses escolhiam, enquanto marchavam, os inimigos mais rentáveis para capturar e pedir resgate. Observamos que os soldados estavam desfocados quanto ao objetivo, uma conduta imprópria na guerra. Diferentemente do exército de Carlos Magno, que desprezava objetivos de lucro imediato pela pilhagem, que era formalmente proibida e definia padrões de conduta para a sua tropa.

 Cavaleiros franceses avançando contra as tropas inglesas: a indisciplina tática foi uma das causas da derrota francesa

3) Filipe VI, não tendo podido alcançar os ingleses em fim de jornada, não obstante deslocar-se em marcha forçada, resolveu estacionar muito distante da posição ocupada pelos ingleses.  No dia seguinte teve de fazer uma longa marcha de aproximação para o combate. Duas falhas aconteceram: a distância a percorrer foi mal avaliada, e ao invés de conservar energia ela foi consumida na marcha de aproximação.

4) Os soldados de Filipe VI fizeram a marcha para o combate sob chuva, com armas molhadas.  E o contato com o inimigo somente ocorreu ao cair da tarde, com o sol declinante ofuscando a vista dos franceses.  As condições ambientais desfavoráveis, como a chuva, incidência do sol e duração da luz solar, não foram pesadas em seus graus de dificuldades na locomoção e sentido de ataque.

5) Filipe deu ordem para o ataque sem reconhecimento do campo de batalha e, recebendo sugestões, mandou retroceder. Sem esperar pelos tiros dos besteiros, os impetuosos cavaleiros, pesadamente encouraçados, galoparam morro acima, atropelando os besteiros que, a esta altura, tentavam obedecer à ordem de retroceder, em meio à densa chuva de setas inglesas, que aumentava a confusão. Além da falha quanto ao reconhecimento do campo e o elemento físico desfavorável da elevação, houve decisão precipitada e falta de coordenação. Foram atacados neste momento de vulnerabilidade.

6) Os cavaleiros franceses insistiram na investida sem coordenação. Do lado francês mais uma vez a falta de coordenação e ação em terreno com grau de dificuldade impróprio para o deslocamento a cavalo.

 Arqueiro inglês em ação. O arco longo galês (longbow) permitia o lançamento de 12 flechas por minuto a um alcance de 300 metros


Vitória inglesa

Os ingleses foram melhores no emprego do armamento. Utilizaram eficientemente o arco e flecha, dos tipos leves e pesados, como arma de efeito à distância, com oportunidade, precisão e cadência de tiro muito superior. O grande arco galês permitia o lançamento de de doze flechas por minuto a 300 metros de distância, em comparação aos besteiros do exército francês que lançavam apenas duas, e a distância menor.

Eles utilizaram nesta ocasião a pólvora pela primeira vez como arma em combate na Europa. Foi com a bombarda, que causava mais ruído do que estragos materiais, mas foi eficiente para assustar a cavalaria francesa.

A arma de fogo entrava na guerra, iniciando um largo e importante período da História Militar. 


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

GUERRA DOS CEM ANOS – POR QUE ACONTECEU A MAIOR GUERRA DA IDADE MÉDIA?

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Como pano de fundo para a Guerra dos Cem Anos (1337-1543) havia uma disputa familiar por lucro. Eduardo III, da dinastia Plantageneta, e Felipe VI de Valois, o Afortunado, eram parentes e, com a morte de Carlos IV, filho de Felipe IV, o Belo, em 1328, passaram a disputar o trono da frança.

A genealogia que levou à disputa pelo trono da França

O inglês era neto do monarca pelo lado materno; o francês, sobrinho de Felipe, o Belo, por parte de pai. Uma assembléia foi convocada para decidir a questão e definiu que o sucessor do rei não poderia pertencer à linhagem materna. Além disso, havia uma discórdia em relação à propriedade de áreas da França. O Tratado de Paris (1259) garantia aos ingleses a Gasconha, mas senhores feudais da região faziam suas reivindicações ao monarca francês.
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Enquanto isso, a Inglaterra estreitava laços políticos e econômicos com os comerciantes de Flandres e dos Países Baixos. Os negócios iam bem, até que foram ameaçados quando o Conde de Nevers, regente de Flandres, jurou obediência a Felipe IV. Foi deflagrada uma rebelião, fomentada pelo mercador Jacques Artevelde e apoiada por Eduardo III. O rei francês acusava o rival de desenvolver uma política expansionista, enquanto o inglês dizia estar lutando por seus direitos territoriais na França.


Felipe VI, rei da França

As ameaças de conflito entre os dois reinos se concretizaram em 24 de maio de 1337, quando Felipe VI determinou a invasão do ducado de Guyenne, outra região de intensa atividade comercial leal à coroa inglesa. A data marcou o início da Guerra dos Cem Anos, conflito que, na verdade, durou 116 anos, mas com algumas interrupções – a principal delas causada pela peste negra que dizimou cerca de um terço da população da Europa.

Eduardo III, rei da Inglaterra e pretendente ao trono da França


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

IMAGEM DO DIA - 15/11/2011

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No final da Batalha de Poitiers (1356), durante a Guerra dos Cem Anos, o derrotado rei João da França entrega-se aos ingleses.


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domingo, 24 de julho de 2011

LIVRO - AGINCOURT

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Agincourt é uma das mais grandiosas batalhas da história. Travada entre dois exércitos desiguais que se enfrentam em condições desastrosas no dia de São Crispim em 1415, resultou em uma vitória extraordinária, celebrada na Inglaterra anos depois de Shakespeare tê-la imortalizado na peça Henrique V. O notável triunfo do arco grande, conhecido como longbow, sobre cavaleiros de armaduras, e do homem comum sobre a aristocracia feudal são alguns dos mitos que a batalha criou. Em AGINCOURT, a historiadora Juliet Barker disseca a realidade por trás desses mitos.

Barker cria um relato vívido, de tirar o fôlego e meticulosamente pesquisado sobre essa grande batalha e suas consequências. A partir dos pontos de vista de nobres, camponeses, arqueiros e cavaleiros, ela retrata habilmente as horas de luta implacável, o desespero de um exército mutilado pela doença e a coragem excepcional dos soldados ingleses. A vitória inglesa foi tão inusitada e surpreendente em sua escala que seus contemporâneos só puderam atribuí-la a Deus. Juliet Barker, entretanto, analisa a batalha para entender a determinação e a dedicação do rei inglês Henrique V, o principal arquiteto dessa vitória, e a razão pela qual, mesmo com toda desvantagem, ele a conquistou.

A desvantagem era impressionante. No raiar do dia 25 de outubro de 1415, os remanescentes maltrapilhos de um exército inglês que invadira a Normandia dez semanas antes e, num golpe severo para o orgulho francês, capturara a cidade-porto de Harfleur, se preparavam para enfrentar os franceses. Um exército que os superava em número na proporção de pelo menos quatro contra um, provavelmente seis contra um. Quase todos cavaleiros montados, os homens de ferro da época. Mas ao fim da carga, o dia seria inglês. Os britânicos não apenas venceriam contra todas as previsões, como teriam pouquíssimas perdas, entre elas, apenas dois nobres.

Da tempestade, da lama, da aniquilação e da coragem nasce uma grande vitória. A fina flor da cavalaria francesa seria trucidada pelos ingleses. E a maneira de guerrear mudaria para sempre. Ao armar o povo, ao entregar o arco a soldados rasos, uma das principais qualidades que caracterizavam a nobreza, a de saber lutar, cairia por terra. Em AGINCOURT, Barker analisa todas essas mudanças. Todas as nuances. E mostra como o início do mundo moderno, em vários níveis, começou nesse campo de batalha, no interior da França.
 
 
Agincourt. Juliet Barker. Record, 504 págs.
 

sábado, 14 de agosto de 2010

IMAGEM DO DIA - 14/08/2010

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Durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), soldado inglês conduzindo cavaleiros franceses capturados em batalha.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - JOANA D'ARC


Atendento à curiosidade histórica da Aninha, parceira preferencial do Blog História Militar, publico hoje um breve resumo sobre esta importante personagem da História Militar.

* 06/01/1412 - Domrémy-la-Pucelle, França
+ 30/05/1431 – Ruão, França


Joana d'Arc, por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.

Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.

Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até o século XIX, conhecido como o século do nacionalismo, o que pode confirmar as teorias de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica.

François Villon, nascido em 1431, no ano de sua morte, evoca sua lembrança na bela «Ballade des Dames du temps jadis» ou seja, «Balada das damas do tempo passado»

Et Jeanne, la bonne Lorraine
Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;
Où sont-ils, où, Vierge souvraine?
Mais où sont les neiges d'antan?

Antes aos fatos relacionados, Shakespeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico, ou pseudo-ensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado «La Pucelle d´Orléans» ou «A Donzela de Orléans».

Primeiros Anos


Joana nasceu em Domrémy, na região de Lorena (ou Lorraine) na França. Posteriormente a cidade foi renomeada como Domrémy-la-Pucelle em sua homenagem (pucelle; donzela em português). A data de seu nascimento é imprecisa, de acordo com seu interrogatório em 24 de fevereiro de 1431, Joana teria dito que na época tinha 19 anos portanto teria provavelmente nascido em 1412.

Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, tinha mais quatro irmãos: Jacques, Catherine, Jean e Pierre, sendo ela a mais nova dos irmãos. Seu pai era agricultor e sua mãe lhe ensinou todos os afazeres de uma menina da época.

Em seu julgamento Joana d'Arc afirmou que desde os treze anos ouvia vozes divinas. Segundo ela, em seu julgamento, a primeira vez que escutou a voz, ela vinha da direção da igreja e acompanhada de claridade e uma sensação de medo. Dizia que as vezes não a entendia muito bem e que as ouvia duas ou três vezes por semana. Entre as mensagens que ela entendeu estavam conselhos para frequentar a igreja, que deveria ir a Paris e que deveria levantar o domínio que havia na cidade de Orléans. Posteriormente ela identificaria as vozes como sendo do arcanjo Miguel, Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida.

O arcanjo Miguel é o líder dos exércitos celestiais. Santa Catarina é definida as vezes como uma figura apócrifa a cavalo dos séculos III e IV que morreu com uma idade similar à de Joana; também erudita, persuadiu o imperador Maximiliano II que deixasse de perseguir os cristãos. Foi condenada a morrer na roda (um sistema de tortura que fraturava os ossos). A lenda de Margaret diz que ela foi uma mulher depreciada pela sua fé católica ao que lhe ofereceram matrimônio em troca da renúncia a esta fé. Ante sua negação, foi torturada escapando milagrosamente diversas vezes, até sua morte definitiva. Assim morreu virgem e mártir

A Guerra dos Cem Anos

Desde quando o Duque da Normandia, Guilherme o Conquistador, se apoderou da Inglaterra em 1066, os monarcas ingleses passaram a controlar extensas terras no território francês. Com o tempo, passaram a ter vários ducados franceses: Aquitânia, Gasconha, Poitou, Normandia, entre outros. Os duques, apesar de vassalos do rei francês, acabaram tornando-se seus rivais.

Quando a França tentou recuperar os territórios perdidos para Inglaterra, originou-se um dos mais longos e sangrentos conflitos da história da humanidade: a Guerra dos Cem Anos que durou, na realidade, 116 anos, produzindo milhões de mortos e a destruição de quase toda a França setentrional.

O início da guerra aconteceu em 1337. Os interesses mais que evidentes de unificar as coroas concretizaram-se na morte do rei francês Carlos IV em 1328. Filipe VI, sucessor graças à lei sálica (Carlos IV não tinha descendentes masculinos), proclamou-se rei da França em 27 de maio de 1328.

Felipe VI reclamou em 1337 o feudo da Gasconha ao rei inglês Eduardo III, e no dia 1 de novembro este responde plantando-se às portas de Paris mediante ao bispo de Lincoln, declarando que ele era o candidato adequado para ocupar o trono francês.

A Inglaterra ganharia batalhas como Crécy (1346) e Poitiers (1356). Uma grave enfermidade do rei francês originou uma luta pelo poder entre seu primo João I de Borgonha ou João sem Medo, e o irmão de Carlos VI, Luís de Orléans.

No dia 23 de novembro de 1407, nas ruas de Paris e por ordem do borguinhão, se comete o assassinato do armagnac Luís de Orléans. A família real francesa estava dividida entre os que davam suporte ao duque de Borgonha (borguinhões) e os que o davam ao de Orléans e depois a Carlos VII, Delfim de França (armagnacs ligados à causa de Orléans e à morte de Luís). Com o assassinato do armagnac, ambos os bandos se enfrentaram numa guerra civil, onde buscaram o apoio dos ingleses. Os partidários do Duque de Orléans, en 1414, viram recusada uma proposta pelos ingleses, que finalmente pactuaram com os borguinhões.

Com a morte de Carlos VI, em 1422, Henrique VI da Inglaterra foi coroado rei francês, mas os armagnacs não desistiram e mantiveram-se fiéis ao filho do rei, Carlos VII, coroando-o também em 1422.


Encontro com Carlos
Aos dezesseis anos, Joana foi a Vaucouleurs, cidade vizinha a Domrèmy. Recorreu a Robert de Baudricourt, capitão da guarnição armagnac estabelecida em Vaucouleurs para lhe ceder uma escolta até Chinon, onde estava o delfim, já que teria que atravessar todo o território hostil defendido pelos aliados ingleses e borguinhões. Quase um ano depois, Baudricourt aceitou enviá-la escoltada até o delfim. A escolta iniciou-se aproximadamente em 13 de fevereiro de 1429. Entre os seis homens que a acompanharam estavam Poulengy e Jean Nouillompont (conhecido como Jean de Metz). Jean esteve presente em todas as batalhas posteriores ao lado de Joana d'Arc.

Portando roupas masculinas até sua morte, Joana atravessou as terras dominadas por Borguinhões, chegando a Chinon, onde finalmente iria se encontrar com Carlos, após uma apresentação de uma carta enviada por Baudricourt. Chegando a Chinon, Joana já dispunha de uma grande popularidade, porém o delfim tinha ainda desconfianças sobre a moça. Decidiram passá-la por algumas provas. Segundo a lenda, com medo de apresentar o delfim diante de uma desconhecida que talvez pudesse matá-lo, eles decidiram ocultar Carlos em uma sala cheia de nobres ao recebê-la. Joana então teria reconhecido o rei disfarçado entre os nobres sem que jamais o tivesse visto antes. Joana teria ido até ao verdadeiro rei, curvado e dito: "Senhor, vim conduzir seus exércitos à vitória".

Sozinha na presença do rei, ela o convenceu a lhe entregar um exército com o intuito de libertar Orléans. Porém, o rei ainda a fez passar por provas diante dos teólogos reais. As autoridades eclesiásticas em Poitiers submeteram-na a um interrogatório, averiguaram sua virgindade e suas intenções.

Convencido do discurso de Joana, o rei entrega-lhe às mãos uma espada, um estandarte e o comando das tropas francesas, para seguir rumo à libertação da cidade de Orléans, que havia sido invadida e tomada pelos ingleses havia oito meses.

Joana d'Arc: a guerreira

Munida de uma bandeira branca, Joana chega a Orléans em 29 de abril de 1429. Comandando um exército de 4.000 homens ela consegue a vitória sobre os invasores no dia 9 de maio de 1429. O episódio é conhecido como a Libertação de Orléans (e na França como a Siège d'Orléans). Os franceses já haviam tentado defender Orléans mas não obtiveram sucesso.

Existem histórias paralelas a esta que informam que a figura de Joana era diferente. Ela teria chegado para a batalha em um cavalo branco, armadura de aço, e segurando um estandarte com a cruz de Cristo, circunscrita com o nome de Jesus. Segundo esta outra versão, Joana apenas arrastada pelo fascínio sobrenatural de seus sonhos e proposta de missão a cumprir segundo a vontade divina e sem saber nada sobre arte de guerra comandou os soldados rudes, com ar angelical, na qual em sua presença ninguém se atrevia a dizer ou praticar inconveniências. Ela apresentava-se extremamente disciplinada.

Após a libertação de Orléans, os ingleses pensaram que os franceses iriam tentar reconquistar Paris ou a Normandia, e ao invés disto, Joana convenceu o delfim a iniciar uma campanha sobre o rio Loire. Isso já era uma estratégia de Joana para conduzir o delfim a Ruão.

Joana dirigiu-se a vários pontos fortificados sobre pontes do rio Loire. Em 11 e 12 de junho de 1429 venceu a batalha de Jargeau. No dia 15 de junho foi a vez da batalha de Meung-sur-Loire. A terceira vitória foi na batalha de Beaugency, nos dias 16 e 17 de junho do mesmo ano. Um dia após sua última vitória se dirigiu a Patay, onde sua participação foi pequena. A batalha de Patay, única batalha em campo aberto, já se desenrolava sem a presença de Joana.

Coroação de Carlos VII

Cerca de um mês após sua vitória sobre os ingleses em Orléans, ela conduziu o rei Carlos VII à cidade de Reims, onde Carlos VII foi coroado em 17 de julho. A vitória de Joana d'Arc e a coroação do rei acabaram por reacender as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês e representaram a virada da guerra.

O caminho até Reims era considerado difícil já que várias cidades estavam sob o domínio dos borguinhões. Porém, a fama de Joana tinha se estendido por boa parte do território e fez com que o exército armagnac do delfim fosse temido. Assim, Joana passou sem problemas por sucessivas cidades como Gien, Saint Fargeau, Mézilles, Auxerre, Saint Florentin e Saint Paul.

Desde Gien, foram enviados convites a diversas autoridades para assistir à consagração do delfim. Em Auxerre chegou-se a pensar em resistência por parte de uma pequena tropa inimiga que se encontrava na cidade. Após três dias de negociação foi possível por lá passar sem qualquer problema. O mesmo aconteceu em Troyes, cujas negociações duraram cinco dias. A chegada a Ruão foi em 16 de julho.
Sabe-se que o dia da consagração definitiva do rei francês em Ruão foi em 17 de julho e não foi a cerimônia mais esplêndida do momento, já que as circunstâncias da guerra impediam o contrário. Joana assistiu à consagração de uma posição privilegiada, acompanhada de seu estandarte.

Paris

Teoricamente Joana já não tinha nada mais que fazer no exército já que havia cumprido sua promessa perfeitamente, havia cumprido corretamente as ordens que as vozes lhe haviam dado. Mas ela, como muitos outros, viu que enquanto a cidade de Paris estivesse tomada pelas tropas inglesas, dificilmente o novo rei poderia ter claramente o controle do reino de França.

No mesmo dia da coroação, chegaram emissários do Duque de Borgonha e se iniciaram as negociações para se chegar a paz, ou a uma trégua, que foi finalmente o que se pactuou. Não foi a paz que Joana desejava, mas pelo menos ela houve durante quinze dias. Entretanto a trégua não foi gratuita, já que houve interesses políticos por trás desta. Carlos VII necessitava tomar Paris para exercer sua autoridade de rei mas não queria criar uma imagem ruim com uma conquista violenta de terras que passariam a ser seu domínio. Foi isto que o que motivou a firmar a trégua com o Duque de Borgonha. Foi uma necessidade para ganhar tempo.

Durante a trégua, Carlos VII levou seu exército até Île-de-France (região francesa que abriga Paris). Houve alguns enfrentamentos entre os armagnacs e a aliança inglesa com os borguinhões. Os ingleses abandonaram Paris dirigindo-se a Ruão. Restava então derrotar os borguinhões que ainda ficaram em Paris e na região.

Joana foi ferida por uma flecha durante uma tentativa de entrar em Paris. Isto acelerou a decisão do rei em bater em retirada no dia 10 de setembro. Com a parada o rei francês não expressava a intenção de abandonar definitivamente a luta, mas optava por pensar e defender a opção de conquistar a vitória mediante a paz, tratados e outras oportunidades no futuro.

O fim de Joana d'Arc

Na primavera de 1430, Joana d'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borguinhões, aliados dos ingleses, em 1430.

Foi presa em 23 de maio do mesmo ano. Entre os dias 23 e 27 foi conduzida à Beaulieu-lès-Fontaines. Joana foi entrevistada entre os dias 27 e 28 pelo próprio Duque de Borgonha, Felipe, o bom. Naquele momento Joana era propriedade do Duque de Luxemburgo. Joana foi levada ao Castelo de Beaurevoir, onde permaneceu todo o verão, enquanto o duque de Luxemburgo negociava sua venda. Ao vendê-la aos ingleses, Joana foi transferida a Ruão.

Joana foi presa em uma cela escura e vigiada por cinco homens. Em contraste ao bom tratamento que recebera em sua primeira prisão, Joana agora vivia seus piores tempos.

O processo contra Joana teve início no dia 9 de janeiro de 1431, sendo chefiado pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Foi um processo que passaria à posteridade e que converteria Joana em heroína nacional, pelo modo como se desenvolveu e trouxe o final da jovem, e da lenda que ainda nos dias de hoje mescla realidade com fantasia.

Dez sessões foram feitas sem a presença da acusada, apenas com a apresentação de provas, que resultaram na acusação de heresia e assassinato.

No dia 21 de fevereiro Joana foi ouvida pela primeira vez. A princípio ela se negou a fazer o juramento da verdade, mas logo o fez. Joana foi interrogada sobre as vozes que ouvia, sobre a igreja militante, sobre seus trajes masculinos. No dia 27 e 28 de março, Thomas de Courcelles fez a leitura dos 70 artigos da acusação de Joana, e que depois foram resumidos a 12 , mais precisamente no dia 5 de abril. Estes artigos sustentavam a acusação formal para a donzela buscando sua condenação.

No mesmo dia 5, Joana começou a perder saúde por causa de ingestão de alimentos venenosos que a fez vomitar. Isto alertou Cauchon e os ingleses, que lhe trouxeram um médico. Queriam mantê-la viva, principalmente os ingleses, porque planejavam executá-la.

Durante a visita do médico, Jean d’Estivet acusou Joana de ter ingerido os alimentos envenenados conscientemente para cometer suicídio. No dia 18 de abril, quando finalmente ela se viu em perigo de morte, pediu para se confessar.

Os ingleses impacientaram-se com a demora do julgamento. O Conde de Warwick disse a Cauchon que o processo estava demorando muito. Até o primeiro proprietário de Joana, Jean de Luxemburgo, apresentou-se a Joana fazendo-lhe a proposta de pagar por sua liberdade se ela prometesse não atacar mais os ingleses. A partir do dia 23 de maio, as coisas se aceleraram, e no dia 29 de maio ela foi condenada por heresia.

Joana foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos de idade. A cerimônia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão.

Antes da execução ela se confessou com Jean Totmouille e Martin Ladvenu, que lhe administraram os sacramentos da Comunhão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para sua execução. Após lerem o seu veredito, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública. Era o fim da heroína francesa.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

IMAGEM DO DIA - 1/6/2009

 

Representação da Batalha de Azincourt (outubro de 1415), quando tropas inglesas sob o comando do Rei Henrique V, mesmo em inferioridade numérica, derrotaram a cavalaria francesa perto do vilarejo que dá nome à batalha.