"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



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quarta-feira, 1 de maio de 2024

EXÉRCITO DE LIBERTAÇÃO DO KOSOVO (UÇK)

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Por Alexandre Del Valle


Fundado em 1996, o Exército de Libertação do Kosovo (UÇK) foi uma guerrilha composta por albaneses étnicos que pretendia a independência da província do Kosovo em relação à Iugoslávia (Sérvia). Os princípios da guerrilha albano-kosovar eram uma confusa mistura de marxismo-leninismo, islamismo e nacionalismo. Sua maior fonte de financiamento provinha do tráfico de drogas e armas das famosas máfias albanesas, além da ajuda dos imigrantes instalados na Alemanha e outros países da Europa.

O UÇK era considerado um grupo terrorista pelo regime de Slobodan Milosevic (1941-2006), não sem razão: várias centenas de policiais e civis sérvios haviam sido assassinados pela guerrilha antes que as tropas iugoslavas intervissem no Kosovo, o que gerou posteriormente a intromissão da OTAN no conflito (a Sérvia foi duramente bombardeada por 78 dias e teve sua infraestrutura destruída no período). A Guerra do Kosovo foi um dos casos curiosos de uma aliança entre o ocidente e uma obscura guerrilha "narcoislamita" dos Bálcãs, região assolada pela guerra e limpezas étnicas na década de 1990.



Este é um ponto interessante. A OTAN interviu em Kosovo por “razões humanitárias”: Clinton, Blair e outros líderes alardeavam a intenção de evitar um massacre semelhante ao ocorrido na Bósnia. Os sérvios foram demonizados unilateralmente. A limpeza étnica ocorreu dos dois lados: os sérvios embruteceram no combate aos albaneses depois dos ataques da OTAN, e o UÇK procedeu de forma tão brutal quanto após a rendição de Milosevic – milhares de sérvios fugiram do Kosovo ou foram assassinados. 

A máquina de propaganda ocidental ocultou os feitos dos albaneses e inflou os massacres – condenáveis, certamente – cometidos pelos sérvios, exagerando sua proporção. O UÇK procedeu com severidade com todos os não-albaneses do Kosovo: sérvios, gorancis (sérvios islamizados), ciganos, albaneses moderados, turcos, judeus. O Kosovo obteve a independência em 2008, ainda não reconhecida por alguns países.

Fonte: Guerras contra a Europa 


sábado, 15 de outubro de 2022

O MASSACRE DE SREBRENICA: "O TRIUNFO DO MAL"

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Em 1995, cerca de 8 mil homens e meninos muçulmanos foram executados por forças sob o comando do general Ratko Mladic

O massacre de muçulmanos de Srebrenica, pelo qual o ex-comandante servo-bósnio Ratko Mladic foi acusado de genocídio, é considerada a maior atrocidade cometida na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Mladic foi preso em 2011, depois de passar mais de 15 anos foragido e condenado à prisão perpétua em 2017 pelo Tribunal Penal Internacional.

Em cinco dias de assassinatos em julho de 1995, cerca de 8 mil homens e jovens muçulmanos foram sistematicamente exterminados em Srebrenica, então sob a fraca proteção de soldados holandeses das forças de paz da ONU, no que foi descrito pelo tribunal de crimes de guerra da ONU como "o triunfo do mal".

Em 1995, Srebrenica havia sido designada pela ONU como "área segura". Posteriormente ao massacre, um juiz da corte de Haia descreveu o que ocorreu na cidade como "verdadeiras cenas do inferno escritas nas páginas mais macabras da história humana".

O general Mladlic fotografado com crianças muçulmanas em Srebrenica na véspera do massacre

Milhares de civis - na maioria muçulmanos bósnios - tinham buscado refúgio em Srebrenica para escapar de outras ofensivas sérvias no nordeste da Bósnia. Eles estavam sob proteção de apenas 100 mal equipados soldados holandeses das forças de paz, que provaram não ser páreo para o Exército Sérvio que avançava pesadamente armado.

As forças sérvias bombardearam Srebrenica entre 6 e 11 de julho, antes de entrarem na cidade acompanhadas de equipes de filmagem. No dia seguinte, mulheres e crianças foram separadas dos homens e colocadas em ônibus, mostraram gravações de TV da Sérvia. Os homens e meninos foram separados "para interrogatório por suspeitas de crimes de guerra". Segundo Mladic disse às mulheres, todos seriam retirados dos ônibus para serem reunidos posteriormente em segurança.

Com pedidos de reforços negados, os holandeses das forças de paz foram forçados a testemunhar a execução dos civis enquanto as tropas sérvias agiam com o objetivo de "limpeza étnica". Nos dias anteriores ao ataque, 30 mil muçulmanos que fugiam do avanço do Exército Sérvio lotavam a cidade. Depois do massacre, não havia restado nenhum muçulmano.

Milhares de homens e meninos com idades de 10 a 77 anos foram cercados e assassinados. Aqueles que tentaram se esconder em suas casas foram, de acordo com as evidências apresentadas no julgamento do general sérvio Radislav Krstic, em Haia em 2000, "caçados como cães e massacrados".

"Presenteamos a Srebrenica sérvia ao povo sérvio. Chegou o momento de vingar os 'turcos' (nome depreciativo para os muçulmanos bósnios)", disse Mladic em Srebrenica, em palavras registradas então pelos repórteres de rádio e televisão.

Mais de 60 caminhões com os refugiados saíram de Srebrenica para locais de execução onde eles foram vendados, tiveram as mãos atadas e foram mortos por disparos de rifles automáticos. Algumas das execuções foram feitas à noite sob a luz de refletores. Posteriormente, escavadoras industriais empurraram os corpos para valas comuns.

Alguns foram enterrados vivos, disse em 1996 ao tribunal de Haia o policial francês Jean-Rene Ruez, que coletou evidências de muçulmanos bósnios. Segundo ele, há provas de que as forças sérvias mataram e torturaram os refugiados à vontade. Muitos cometeram suicídio para evitar que seus narizes, lábios e orelhas fossem cortados fora. Também há relatos de adultos que foram forçados a matar seus filhos ou assistir aos soldados porem fim à vida de crianças.

Sepulturas das vítimas do massacre no memorial de Srebrenica construído após a guerra
 
Mais tarde, foi revelado que Mladic foi capaz de atuar sem ser coibido por ter emitido ultimatos à força de proteção da ONU. Sugeriu-se que o alto comando da ONU havia prometido suspender os bombardeios contra o Exército Sérvio em troca da libertação de 370 soldados da ONU mantidos prisioneiros, com Mladic considerando isso um sinal verde para atacar Srebrenica.

O comandante dos soldados holandeses da ONU, coronel Thomas Karremans, disse ao tribunal de Haia em 1996 que ele primeiramente pediu ataques aéreos da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), quando os soldados de Mladic começaram sua ofensiva em 6 de julho, mas que esse pedido não foi acatado até 11 de julho, data na qual Srebrenica ficou sob controle sérvio.

Karremans disse que um longo bloqueio sérvio anterior ao ataque deixou o batalhão holandês quase sem alimentos e combustível, mas que pedidos para novos suprimentos não foram respondidos. Em 1999, a ONU admitiu seu erro em esperar que 100 soldados holandeses detivessem o Exército Servio-bósnio.

Em 22 de novembro de 2017, Ratko Mladic foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia à prisão perpétua por crimes de guerra. Entre as acusações estavam sua participação no massacre de Srebrenica e no cerco de Sarajevo.

Fonte: BBC, CNN, EFE


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - GENERAL RATKO MLADIC

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Mladic foi o responsável direto pelo massacre de Srebrenica, em julho de 1995, e é considerado um dos maiores criminosos de guerra da era contemporânea


* 12/3/1943 - Božanovic, Iugoslávia


Ratko Mladić é um ex-general sérvio, comandante do Exército da República Sérvia durante a Guerra da Bósnia entre 1992-1995. Mladić comandou diretamente o Massacre de Srebrenica em julho de 1995, que causou a morte de oito mil muçulmanos bósnios e o cerco de 43 meses a Sarajevo, onde milhares de civis foram mortos por fogo de artilharia e de franco-atiradores instalados nas colinas ao redor da cidade.

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia manteve por mais de quinze anos uma ordem internacional de captura e detenção contra ele, baseada em sua regra 61, que considera o ex-general sérvio-bósnio como provável perpretador de crimes de guerra e crimes contra a Humanidade. A Sérvia e os Estados Unidos chegaram a oferecer cinco milhões de euros por informações que levassem à captura de Mladić e, em outubro de 2010, o governo sérvio intensificou seus esforços pela captura do fugitivo, dobrando a recompensa por informações para €10 milhões.  A prisão de Mladić era uma condição fundamental exigida pela União Europeia para possibilitar o ingresso da Sérvia no organismo.

Depois de desaparecido por mais de uma década, Mladić foi finalmente preso na Sérvia em 26 de maio de 2011, com o anúncio de sua prisão feito em Belgrado pelo presidente do país Boris Tadić, que declarou que a prisão do ex-general "removia um fardo pesado dos ombros da Sérvia e fechava uma página infeliz da história do país."

 
Primeiros anos e carreira militar

Mladić nasceu durante a Segunda Guerra Mundial na pequena vila de Božinovići, a sudeste de Sarajevo. Na época, o lugar fazia parte da Estado Independente da Croácia, um Estado fantoche de curta existência criado e mantido pela Alemanha Nazista e pela Itália fascista de Mussolini após a invasão e desmembramento da antiga Iugoslávia, em 1941. Seu pai, um militar líder dos sérvios-bósnios, foi morto em 1945 quando participava de um ataque da resistência iugoslava contra à casa do líder fascista croata Ante Pavelić.

Mladić entrou para Escola Industrial Militar de Zemun em 1961, depois cursou a Academia Militar KOV e a Academia de Oficiais, onde se formou com as melhores notas de sua classe. Em 1965, seu primeiro posto como oficial foi na cidade de Skopje, onde era o mais jovem soldado da unidade que comandava. Começando com a patente de segundo-tenente, ele rapidamente ascendeu na cerreira de oficial, primeiro comandando um pelotão, depois um batalhão e finalmente uma brigada do exército. Em 1989, foi promovido a chefe do departamento de educação do 3º Distrito Militar de Skopje.

Em 1991, um ano de tensões entre os sérvios e a população de maioria albanesa de Kosovo, Mladić comandou o 9º Corpo do Exército Popular da Iugoslávia contra as forças croatas em Knin, a auto-declarada capital da República Sérvia de Krajina.  Em 4 de outubro daquele ano foi promovido a major-general. As forças sob seu comando participaram da Guerra da Croácia, principalmente na operação militar que tentou separar a Dalmácia do resto da Croácia.

Em 24 de abril de 1992 foi promovido a coronel-general e poucos dias depois, um mês após a declaração de independência da República da Bósnia, Mladić e seus homens bloquearam a cidade de Saravejo, fechando seu espaço aéreo e cortando toda a água e eletricidade da cidade. Este ato deu início aos quatro anos do Cerco de Sarajevo, o mais longo cerco a uma cidade na história da guerra moderna.  Neste período a cidade foi bombardeada por fogo de artilharia e tiros de franco-atiradores das forças de Mladić espalhados a seu redor.

Em 12 de maio de 1992, em resposta à auto-secessão dos bósnios à Iugoslávia, o parlamento separatista sérvio-bósnio criou o VRS, o Exército da República Srpska e Mladić foi nomeado comandante desse exército, posto que manteve até dezembro de 1996. Em junho de 1994 ele assumiu o comando de uma força militar de 80 mil homens estacionados na área.

O general Mladic fotografado durante a Guerra da Bósnia

Em julho de 1995, tropas sob seu comando, atormentadas pelos ataques aéreos de forças da ONU que tentavam fazer com que o ultimato de remover armas pesadas da área de Sarajevo fosse cumprido, ocuparam áreas declaradas como de "segurança da ONU" em Srebrenica e Žepa. Na primeira, cerca de 40 mil bósnios-muçulmanos que lá se encontravam foram expulsos e cerca de 8.300 deles assassinados por ordens de Mladić.

Em novembro de 1995, ele foi indiciado por genocídio em Srebrenica. O juiz Fouad Riad, do Tribunal Penal Internacional em Haia, declarou que os eventos ali ocorridos foram "verdadeiras cenas do inferno, escritas nas páginas mais negras da história humana", em referência às execuções sumárias de milhares de homens enterrados em covas coletivas, mulheres violadas, mutiladas e assassinadas, crianças mortas na frente de seus pais e um avô que foi obrigado a comer o fígado de seu próprio neto morto.

Em 4 de agosto de 1995, com uma grande força militar croata posicionada para atacar a região de Krajina na Croácia central, Radovan Karadžić, então presidente da República Srpska, retirou Mladić do comando do VRS e assumiu o posto ele próprio. Karadzic culpou Mladić pela perda de duas cidades na Sérvia ocidental que haviam caído recentemente em mão dos croatas ele usou essa desculpa para justificar as mudanças no comando da guerra.

Mladić foi rebaixado ao posto de "conselheiro", mas recusou-se a aceitar a ordem pacificamente, pedindo o apoio do povo e dos militares sérvio-bósnios. O presidente tentou desqualificá-lo classificando-o como "louco", mas a óbvia popularidade do general entre o povo e as forças armadas o obrigou a rescindir a ordem uma semana depois.

Em 8 de novembro de 1996 o novo presidente da República sérvio-bósnia, Biljana Plavšić, demitiu Mladić do posto. O general, porém, continuou a receber pensão militar até novembro de 2005.


Criminoso de guerra

Em 24 de julho de 1995 Mladić foi indiciado por crimes contra a Humanidade, crimes de guerra e genocídio pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia, incluindo o uso de franco-atiradores contra os civis de Sarajevo.  Em 16 de novembro de 1995 as acusações foram ampliadas para comportar as ações do general nas áreas de segurança da ONU em Srebrenica, onde ele também foi responsabilizado por fazer reféns entre o pessoal da ONU na área, entre estes, dois oficiais brasileiros.

Após o fim da guerra, mesmo com seu pedido de captura feito pelo TPI, o general viveu livremente até 2001, quando da prisão de Slobodan Milošević, ex-presidente da Sérvia e da República Federal da Iugoslávia. Desaparecendo então dos olhos do público, Mladić tornou-se um fugitivo do Tribunal e suspeitou-se por muito tempo que ele se escondia em alguma região entre a Sérvia e a república bósnia de Srpska. Entre os vários lugares onde teria sido visto estavam um jogo de futebol ocorrido em 2000 entre a China e a Iugoslávia em Belgrado, cercado de guarda-costas, num subúrbio de Moscou, em Atenas ou num bunker dos tempos da guerra, em Han Pijesak, perto de Sarajevo.

Em novembro de 2004, oficiais de departamento de defesa britânico admitiram que o uso da força militar não era o mais apropriado para capturar o fugitivo e outros suspeitos para levá-los a julgamento. Um mês depois disso, em dezembro de 2004, veio a público a notícia que o exército sérvio, apesar de proclamar publicamente repetidas que tentava colaborar com o Tribunal em localizar e entregar acusados de crimes de guerra, escondeu e protegeu Ratko Mladić até o verão de 2004.

Em junho de 2006, começaram a aparecer notícias de que o general havia sofrido um ataque do coração e teria poucas possibilidades de sobreviver. Ao mesmo tempo, o presidente do Partido Democrata da Sérvia, Andrija Mladenović, levantava a questão de quem seria o responsável pela suspensão das negociações com a União Europeia - que recusava a entrada da Servia na organização enquanto Mladić não fosse preso - se o general morresse. Algumas fontes informavam que sua aparência tinha mudado completamente devido à idade e a uma saúde frágil.

Em 16 de junho de 2010 a família de Ratko Mladić entrou com uma petição junto ao governo sérvio para que ele fosse declarado morto, em virtude de seu desaparecimento por sete anos. Se a petição fosse aprovada, a esposa de Mlatic poderia vender a propriedade em que morava e receber uma pensão vitalícia do Estado. O pedido, entretanto, foi rejeitado pelas autoridades sérvias.


Captura e prisão

Finalmente, quinze anos após seu indiciamento pelo TPI e dez anos após seu desaparecimento público, Ratko Mladić foi preso em 26 de maio de 2011, no vilarejo de Lazarevo, na província de Vojvodina, no norte da Sérvia, onde vivia sob o nome falso de 'Milorad Komadic'. Apesar de usar um nome falso, o fugitivo não foi preso usando alguma barba ou disfarce, apenas sua aparência tinha envelhecido bastante e um de seus braços era vítima de paralisia.

Mladic durante audiência no Tribunal Penal Internacional 

O anúncio de sua prisão foi feito em Belgrado pelo presidente do país Boris Tadić, que declarou que a prisão do ex-general "removia um fardo pesado dos ombros da Sérvia e fechava uma página infeliz da história do país."

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

RATKO MLADIC INICIA SUA DEFESA NO TRIBUNAL DE HAIA

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Apelidado de "Carniceiro da Bósnia", general nega ter ordenado atrocidades sérvias durante o conflito. Ele é acusado de crimes de guerra e lesa-humanidade e pode enfrentar pena de prisão perpétua. 


Acusado de genocídio, crimes de guerra e lesa-humanidade, o general sérvio-bósnio Ratko Mladic iniciou nesta segunda-feira (19/05) sua defesa no Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPI), em Haia. Se condenado, ele pode enfrentar pena de prisão perpétua.

Como primeira testemunha, Mladic chamou um ex-oficial do batalhão sérvio em Sarajevo, Mile Sladoje, que afirmou que as tropas agiram em legítima defesa durante o sangrento conflito de Sarajevo. "Havia ordens permanentes, só se poderia disparar em resposta ao inimigo", disse Sladoje, em comunicado lido pelo advogado de Mladic.

O juiz que preside o julgamento, Alphons Orie, deu aos advogados de Mladic 207 horas para interrogar testemunhas — exatamente o mesmo tempo que teve a acusação. A defesa pretende chamar 300 testemunhas para depor a favor de Mladic.

Mladic é acusado pelo massacre de Srebenica, que deixou um saldo de cerca de 10 mil muçulmanos mortos


Mladic, de 72 anos, foi preso em 2011, após 16 anos foragido. Apelidado de "Carniceiro da Bósnia", ele nega 11 acusações de ordenar atrocidades durante a Guerra da Bósnia (1991-1995).

O ex-general é acusado de envolvimento no massacre de Srebrenica, cometido em junho de 1995 pelas forças militares sérvias bósnias e que deixou mais de 8 mil muçulmanos; e pelo prolongado cerco a Sarajevo, que durou 44 meses e teve cerca de 10 mil mortos.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

IMAGEM DO DIA - 11/01/2011

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Soldado sérvio alimentando uma metralhadora durante a Guerra da Iugoslávia

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

IMAGEM DO DIA - 02/11/2009

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Guerra de independência da Eslovênia, 1991. Dois blindados de transporte de pessoal M-60P federais iugoslavos instantes após terem sido emboscados por forças eslovenas. O veículo líder arde em chamas e pode-se ver um soldado federal morto junto à porta traseira do segundo veículo.


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