sexta-feira, 9 de outubro de 2020
1954: OS FRANCESES SÃO DERROTADOS NA INDOCHINA
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
VERA BELIK – A “BRUXA DA NOITE” QUE MORREU JUNTO COM SUA AMIGA INSEPARÁVEL
Conheça a trajetória de Vera Belik, uma navegadora do regimento "Bruxas da Noite" que se sacrificou pela defesa de sua Pátria.
A tenente Vera Lukianovna Belik atuou como navegadora no 46º Regimento de Aviação de Bombardeiros Noturnos de Guardas Taman, onde trabalhou com a piloto Tatyana Makarova. Morta em combate quando seu Po-2 foi abatido por um caça alemão, após completar uma missão de bombardeio, foi postumamente premiada com o título de Heroína da União Soviética, em 23 de fevereiro de 1945.
Belik nasceu em Ohrimovka, no dia 12 de junho de 1921, em uma família ucraniana. Filha de um mestre-eletricista, possuía cinco irmãos mais novos. Durante a maior parte de sua infância, morou em Kerch, na Crimeia, onde se formou na escola secundária em 1939. Posteriormente,matriculou-se no Instituto Pedagógico Karl Liebknecht em Moscou, para estudar Matemática.
Antes de ingressar no Exército Vermelho, em outubro de 1941, Vera Belik participou da construção de defesas e fossos antitanque, com o propósito de barrar o avanço alemão. Depois de ingressar na unidade de aviação feminina fundada por Marina Raskova, ela começou o treinamento de navegação na escola de aviação militar de Engels. Antes da guerra, os cursos regulares de navegação duravam três anos, mas, devido ao estado de guerra na época, precisavam ser completados em apenas seis meses.
Em maio de 1942, Belik foi desdobrada na frente de combate com o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos, que seria redesignado como 46º Regimento de Guardas, em 1943. Durante o conflito, ela trabalhou em estreita colaboração com Tatyana Makarova, que pilotava o Po-2 enquanto ela realizava a navegação. Em dezembro de 1942, o regimento foi ampliado e Belik foi promovida a navegadora do 2º Esquadrão, do qual Makarova se tornou a comandante. No entanto, depois que o piloto de caça alemão Josef Kociok abateu quatro aviões do esquadrão, na noite de 31 de julho-1° de agosto, Makarova solicitou sua exoneração do comando do esquadrão, e Belik, por lealdade a ela, optou por também solicitar rebaixamento para continuar voando com sua amiga.
Vera Belik voou em missões difíceis sobre a Ucrânia, na região de Kuban, no norte do Cáucaso, na Crimeia, na Bielo-Rússia e na Polônia. Em 1º de agosto de 1944, ela e Makarova voaram a primeira missão de bombardeio sobre a Prússia Oriental, tornando-se a primeira tripulação aérea do regimento a lutar sobre o solo alemão.
Na noite de 25 de agosto de 1944, no entanto, quando completava sua 813ª missão de combate, Belik encontrou a morte, juntamente com sua amiga inseparável. O Po-2 em que ela e Makarova voavam foi interceptado e atacado por um caça alemão em Ostrołęka, na Polônia. A aeronave incendiou-se e, como as “Bruxas da Noite” voavam sem paraquedas, ambas morreram queimadas. Vera possuía apenas 23 anos de idade.
Em suas 813 missões, Belik lançou 106 toneladas de explosivos sobre o território controlado pelo inimigo, causou 156 grandes explosões e 143 incêndios, destruiu dois holofotes, dois depósitos de munição, três entroncamentos ferroviários inimigos, três baterias antiaéreas e diversas concentrações de infantaria.
Por suas conduta nas operações de combate e por seu sacrifício, ela recebeu, postumamente, em 23 de fevereiro de 1945, o título de Heroína da União Soviética, junto com sua amiga Tatyana Makarova. Além da maior distinção do país, Belik recebeu também a Ordem de Lênin (23 de fevereiro de 1945), a Ordem da Bandeira Vermelha (25 de outubro de 1943), a Ordem da Guerra Patriótica de 1ª Classe (14 de abril de 1944) e a Ordem da Estrela Vermelha (9 de setembro de 1942).
Como foi comum com as “Bruxas da Noite”, Vera Belik recebeu muitas homenagens em seu país, dentre os quais um envelope soviético de 1981 de uma série de capas com retratos de pessoas premiadas como Heróis da União Soviética que apresentava Belik e Makarova. Na cidade de Kerch, onde passou boa parte da infância, uma estátua homenageia Vera Belik, e o saguão do Instituto Pedagógico do Estado de Moscou, onde ela estudou, leva o seu nome e contém um memorial dedicado a ela. Duas escolas, uma em sua cidade natal Ohrimovka, na Ucrânia, e outra em Kerch, foram nomeadas em homenagem à corajosa “Bruxa da Noite” que se sacrificou por sua Pátria.
Quer conhecer mais sobre a inspiradora história dessas corajosas aviadoras? Leia
BRUXAS DA NOITE: AS AVIADORAS SOVIÉTICAS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL,
de Carlos e Ana Daróz
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
BATALHA DE TAGINA (552)
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
PESQUISADORES INAUGURAM OFICIALMENTE A REDE INTERNACIONAL HERMES
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Nesta segunda-feira (31) foi inaugurada a Rede Internacional Hermes, um grupo que pretende congregar pesquisadores e instituições que se dedicam aos estudos e pesquisas em Fronteiras, Integração, Conflitos, Forças Armadas e Defesa. A proposta é estabelecer uma Rede de comunicação e troca de informações profícua e frequente. Para iniciar o evento, o doutor Tito Carlos Machado de Oliveira, da UFMS, destacou a importância de uma visão holística sobre os temas fronteiras, integração, conflitos, forças armadas e defesa que, muitas vezes, seja por dificuldades de fontes, seja por uma visão limitada das pesquisas, acabam sendo abordados como elementos estanques.
Feita a abertura oficial do evento, foi a vez da palestra conduzida pelo doutor Armando Marques-Guedes, da Universidade Nova de Lisboa, que falou sobre a importância de se discutir a política dos mares e suas influências na constituição das sociedades. Em uma de suas justificativas, ele apontou, com propriedade, que há quatro vezes mais oceanos do que terra firme no planeta. Mas, apesar disso, muitas vezes o assunto acaba não recebendo a devida atenção por parte dos pesquisadores. Por isso, ele frisou que é preciso aprofundar as investigações em hidropolítica.
Em seguida, coube ao General de Brigada Marcio Tadeu Bettega Bergo, presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB) e antigo chefe do Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército (CEPHiMEx) abordar a questão das fronteiras militares, físicas e da integração entre nações no contexto de uma sociedade em constantes transformações como o mundo do Século XXI. Além disso, o general Bergo também tocou em questões importantes acerca de conflitos e tensões internacionais, equilíbrio de forças e imposições culturais.
Após as palestras inaugurais, o presidente da Rede Internacional Hermes, doutor Fernando Rodrigues, do PPGH-UNIVERSO, conduziu uma sessão de perguntas elaboradas pelo público para os dois pesquisadores. Neste momento, foi possível perceber a qualidade dos questionamentos e como as pessoas ficaram positivamente impressionadas com as palestras. Ao final do evento, o doutor Fernando Rodrigues destacou a importância da Rede para a pesquisa militar no Brasil e no mundo.
- É com grande satisfação que, hoje, inauguramos oficialmente a Rede Internacional Hermes. Ela já é uma realidade. Um caminho sem volta. Um grupo que veio para ficar. Que surgiu da vontade de reunirmos pesquisadores de diversas partes do Brasil e do mundo para aprofundarmos os estudos sobre temas tão importantes quanto fronteiras, conflitos, integração, forças armadas e defesa. Todos são fundamentais neste projeto – analisou.
A página oficial da Rede Internacional Hermes é https://www.redeinternacionalhermes.org/. Nela é possível encontrar as linhas de pesquisa, os grupos de pesquisa, os profissionais associados, publicações, eventos e um farto material relacionado ao tema Fronteiras, Integração, Conflitos, Forças Armadas e Defesa. Integram a Rede pesquisadores de diversas instituições do Brasil e do mundo.






























