"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sexta-feira, 29 de março de 2013

U-BOAT ALEMÃO LOCALIZADO NO MAR DO NORTE







O submarino alemão U-486 partido ao meio foi descoberto durante a construção de um oleoduto no Mar do Norte perto de Bergen, na Noruega, informou o Museu Marítimo da cidade.

Especialistas observam que o casco do submarino está revestido com borracha sintética para evitar detecção por radar.

O submarino afundou ao ser torpedeado por britânicos em 12 de abril de 1945, ninguém da tripulação conseguiu escapar. O próprio U-486, antes disso, afundou um navio de carga belga com 763 fuzileiros norte-americanos a bordo.


Detalhes do U-486, um submarino do Tipo VIII C


Fonte: A Voz da Russia


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segunda-feira, 25 de março de 2013

ARQUIVO MALVINAS - BRASIL FOI ROTA DE ARMAS PARA A ARGENTINA

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Aviões argentinos usaram o território brasileiro - mais especificamente, o aeroporto do Recife - para trazer um amplo arsenal da Líbia de Muamar Kadafi para a junta militar de Buenos Aires durante a Guerra das Malvinas. A informação, que inclui detalhes sobre as armas líbias e acusações contra o governo de João Batista Figueiredo, está entre os 6 mil documentos secretos da guerra de 1982 que o National Archives, de Londres, liberou no final de 2012.

A inteligência britânica usava um informante no Recife que conseguiu entrar em um dos aviões que faziam a "ponte aérea" Líbia-Argentina. Londres confrontou o Itamaraty com a informação, mas a chancelaria brasileira silenciou sobre o caso. Em uma reunião de gabinete, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, chegou a es­tudar a possibilidade de abater um desses aviões argentinos que faziam escala no Brasil.

Os britânicos estavam convencidos de que o "mais alto escalão" do governo brasileiro tinha pleno conhecimento da opera­ção entre argentinos e líbios. O Brasil, que representava os interesses da Argentina em Londres, não teria coragem de enfrentar a questão, acusam os britânicos.

O chanceler brasileiro Ramiro Saraiva Guerreiro

Rubens Ricupero, à época responsável do Itamaraty para assuntos sul-americanos, confirma que o embaixador britânico no Brasil, George Hardings, reclamou do suposto uso do Recife como entreposto para envio de armas da Líbia à Argentina. "Ele me trazia com muita frequência esse tipo de reclamação. Eu reportava isso ao ministro (Ramiro Saraiva Guerreiro) e o assunto ia para a área de inteligência do governo, principalmente para o Serviço Nacional de Inteligência (SNI). Nunca tive um retorno", diz Ricupero.

No entanto, ele afirma ser "pouco plausível" a informação de que o Brasil tinha participação na operação. "Não havia intenção nossa em manter a disputa (nas Malvinas) acesa. Sempre houve muita especulação, mas acho que era fantasia (dos britânicos)." Londres pediu ajuda à Casa Branca para pressionar o Brasil. De acordo com um telegrama de 1° de junho, os americanos sabiam da rota Líbia-Argentina via Recife.




Informantes


Em um telegrama enviado a Londres em 1° de junho de 1982, o embaixador britânico no Brasil dá detalhes sobre um carregamento de armas. Ele fora até Recife "investigar" o caso e constatou que, até aquele momento, dois aviões haviam pousado na cidade, fazendo o trajeto da Líbia à Argentina.

O primeiro havia sido no dia 25 de maio, com registro WAS TC-93. Pilotado pelo "capitão Catiella" e com base em El Palomar, o avião estava vazio e parou apenas para abastecer. Ele seguiria para Trípoli.

O mesmo avião voltaria em 27 de maio. Uma hora depois, decolaria para a Argentina. "A fonte no Recife pôde ver dentro do avião e reportou seis longas caixas de madeira", indica o embaixador. "A fonte" trabalhava no aeroporto e as caixas teriam mísseis Exocet. Outras menores ocupavam o restante do espaço. Tanto para o pouso quanto deco­lagem, o avião usou toda a pista, o que indicaria seu peso.

No dia 28 à noite, mais um voo foi registrado pelos britânicos, dessa vez das Aerolíneas Argentinas e em direção a Trípoli, comandado pelo piloto civil identificado como "Cunivert". O mesmo avião retornaria no dia 30, carregado.

Documentos britânicos lançam suspeitas de que os aviões argentinos transportavam mísseis Exocet da Líbia para a Argentina



No mesmo dia, o embaixador viu a chegada de mais um avião, também das Aerolíneas. Segundo ele, pilotos falaram com o cônsul argentino, enquanto homens armados cuidavam do avião e outros, "nervosos", acompanhavam a situação. Os voos receberam a "autorização do Ministério da Aeronáutica", afirma o diplomata.

Em outro telegrama enviado pelos britânicos em Trípoli, em 1° de junho, diplomatas de Lon­dres confirmam que viram um avião civil argentino na área restrita a militares no aeroporto líbio. Segundo o documento, ele carregava 400 mísseis ERM.

O assunto rapidamente chegaria a Thatcher. No dia 11 de junho, o procurador-geral britânico, Michael Havers, relatou a ela  que havia sido solicitado a dar sua opinião sobre o impacto jurídico que teria uma eventual interceptação dessas aeronaves.

"Um avião voando diretamente de Trípoli para Recife, no Brasil, sem parar para abastecer, não poderia ser interceptado ou forçado para Ascensão (ilha britânica no Atlântico), porque não teria combustível suficiente", explicou. Os britânicos pediram a "ajuda da diplomacia francesa para contatar diretamente Muamar Kadafi e obter informações”. Paris apenas relatou que o dita­dor líbio negou qualquer envolvimento com o tráfico de armas para a Argentina.

Fonte: Estadão

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domingo, 17 de março de 2013

EXPEDIÇÃO BUSCA NAVIO DA INVENCÍVEL ARMADA ESPANHOLA NAUFRAGADO HÁ 425 ANOS

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Os restos de La Ragazzona, o maior navio da Invencível Armada, do rei espanhol Felipe II, está há 425 anos no fundo da Foz de Ferrol, sem que ninguém os tenha procurado nestes quatro séculos.

Uma expedição científica de arqueólogos submarinos pretende encontrar sua localização exata. No dia 8 de dezembro de 1588, a embarcação naufragou após o fracasso da expedição militar para derrubar a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

Um temporal o levou para o litoral quando ia a caminho do porto de La Coruña para ser reparado e acredita-se que se foi a pique na entrada da Foz de Ferrol, próxima a este porto.

Essa é a história da embarcação La Ragazzona, que acabou repousando no fundo da foz galega após ser um dos navios de artilharia de maior capacidade de sua época.

O galeão La Ragazzona, em sua configuração de 1588
 

Um pesquisador da Faculdade de História da Universidade de Santiago de Compostela, David Fernández Abella, lidera agora um projeto de arqueologia submarina para localizar os restos da embarcação, confirmar sua procedência e registrar os restos do navio como patrimônio histórico.

Documentos da época relatam que o La Ragazzona liderava a Esquadra de Levante da Grande Marinha e os historiadores supõem que o monarca espanhol tenha alugado o navio da República de Veneza para aumentar sua frota, conhecida como "Invencível".

Era uma embarcação muito grande para a época, de cerca de 40 metros de comprimento, e com várias fileiras de canhões. Voltou do Canal da Mancha liderado pelas batalhas navais e circunavegou as costas da Irlanda até La Coruña, no noroeste da Espanha, onde tinha que ser reparado.

Sem âncora nem velas, o temporal o arrastou de La Coruña até a costa de Ferrol, uma distância de cerca de 12 quilômetros, onde encalhou entre as rochas e depois afundou.
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 A Invencível Armada espanhola a caminho do desastre


Uma equipe de pesquisadores do departamento de Arqueologia da Universidade de Santiago de Compostela com o apoio da unidade de mergulho das Forças Armadas espanholas e da empresa de arqueologia aquática Argônios, mergulharam nas frias águas da foz para buscar o rastro do navio e provas que permitam descobrir o que restou do galeão.

Os trabalhos, "modestos e autofinanciados", segundo Fernández Abella, começaram na segunda-feira passada e se prolongaram até a última sexta-feira com duas equipes de sete mergulhadores.

Localizaram restos da artilharia - grandes canhões - os quais, com quase toda certeza, pertenceram ao La Ragazzona, embora a cautela científica lhes impeça de confirmar que realmente se trate do famoso navio.

A equipe de arqueólogos não prevê a retirada de nenhuma peça e o trabalho se centra em localizar, estudar e documentar os restos.

Os pesquisadores lamentam não terem descoberto ainda elementos de cerâmica que permitam datar com maior precisão os restos da embarcação, para compará-los com outros da Grande Marinha no litoral da Irlanda.

"Precisamos de tempo para identificar a totalidade dos restos", disse Fernández Abella, que confia que possa provar que correspondem a esse navio. O lugar do naufrágio será então um ponto de interesse arqueológico.

Um acordo entre os ministérios espanhóis de Defesa e Cultura faculta à Marinha a vigilância dos espaços marítimos e a proteção do patrimônio subaquático.


Fonte: Arquivo insólito 


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HOMENAGEM AO SOLDADO DESCONHECIDO - CONVITE

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sexta-feira, 8 de março de 2013

IMAGEM DO DIA - 8/3/2013 - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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A imagem do dia de hoje é uma homenagem a todas as mulheres que sacrificaram ou arriscaram suas vidas nos diferentes conflitos ao longo da História.

Durante a 2ª Guerra Mundial, guerrilheiras iugoslavas pró-Aliados participam de treinamento de combate nas montanhas da Itália (1944)


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segunda-feira, 4 de março de 2013

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – CARLOS XII DA SUÉCIA




* 17/06/1682 – Estocolmo, Suécia

+ 30/11/1718 – Fredrikshald, Noruega




 

Carlos XII da Suécia passou toda a sua vida adulta combatendo na Grande Guerra do Norte, de 1700 a 1721. Sua liderança no campo de batalha e sua modernização do exército tornaram a Suécia uma força militar considerável no início do século XVIII.

Filho mais velho de Carlos XI, nascido em Estocolmo, em 17 de junho de 1682, perdeu a mãe aos onze anos de idade. Tinha apenas 15 anos, em 1697, quando seu pai morreu, deixando-o como monarca absoluto da Suécia. A educação que recebera de seu pai o qualificou muito bem para o cargo; era um excelente cavaleiro, mas inclinado a se arriscar. Carlos também foi adequadamente instruído nas artes militares, e seu pai lhe deixou um exército bem treinado.


Grande Guerra do Norte

Em abril de 1700, foi formada uma coalizão entre a Dinamarca, a Saxônia, a Polônia e a Rússia. Carlos ordenou um ataque contra a Zelândia em agosto e forçou a Dinamarca a sair da guerra. Aos 18 anos de idade, Carlos desembarcou na Livônia, em outubro de 1700, e sitiou os russos em Narva. Em 20 de novembro, liderou sua força de apenas 10.000 homens em uma nevasca, surpreendendo completamente Pedro, o Grande, e seu exército de 70.000 homens. Ao derrotá-los, ele forçou os russos a sair das províncias suecas transbálticas. Em seguida, atacou a Polônia. As vitórias em Polstok, em 1703, e em Fronstadt, em 1706, permitiram-lhe depor Augusto II - rei da Polônia e príncipe-eleitor da Saxônia – e colocar um rei seu no trono. Depois, marchou para a Saxônia.

Enquanto isso, Pedro havia encontrado tempo para reconstruir seu exército e, aos poucos, foi conquistando as províncias suecas no leste do Báltico. Em 1707, Carlos lançou ataques de suas bases polonesas, mas, no ano seguinte, cometeu o erro de invadir a Rússia. Conseguiu um êxito inicial com a vitória na Batalha de Holowczyn, em 4 de julho de 1708. Os russos, então, bateram em retirada, aplicando a tática da terra arrasada. Depois, Carlos tentou se unir aos cossacos ao sul, mas Pedro derrotou os cossacos em outubro de 1708. Também destruiu o comboio de suprimentos sueco em Lesnaya, em 9 de outubro. Carlos retirou-se para a Ucrânia devido ao inverno, perdendo 20.000 homens nesse processo.


Carlos XII recebe a rendição do comandante russo em Narva, 1700


Rumo ao desastre

Na primavera seguinte, enfrentou a escolha de retirar-se para a Polônia ou combater uma força russa mais poderosa. Atacou o acampamento russo em Poltava, em 28 de junho, embora tivesse levado um tiro no pé antes da batalha. Depois de 18 horas de combate, os suecos foram completamente derrotados: apenas Carlos e 1.500 homens escaparam do massacre. A maior parte de seus homens rendeu-se três dias depois, enquanto Carlos e uma pequena escolta fugiram para o sul, rumo ao território dominado pelos turcos.
 
Com a solicitação de Carlos, os turcos declararam guerra contra a Rússia – quatro vezes - , mas o apoio que esperavam da Suécia jamais chegou. Finalmente, os turcos ficaram fartos de seu hóspede indesejado e sitiaram seu acampamento, em Bender, na Moldávia, com o objetivo de entregá-lo a Augusto, que havia retornado ao trono da Polônia.

Estátua de Carlos XII no centro de Estocolmo

 
Em 1714, Carlos escapou e viajou disfarçado pela Hungria e Alemanha até a Pomerânia sueca. Lá, começou um combate de retaguarda, enquanto tentava maquinar alianças com a França e com os jacobitas, os quais estavam se rebelando novamente na Inglaterra, desta vez contra Jorge I, príncipe-eleitor de Hanover.


Últimas ações

Ao retornar à Suécia pela primeira vez em dez anos, Carlos começou a reconstruir o seu exército. Planejou iniciar uma nova ofensiva, invadindo a Noruega dinamarquesa. No outono de 1718, seu exército de 60.000 homens iniciou o cerco de Fredrikshald (atual Halden), Durante o cerco, Carlos foi baleado fatalmente na cabeça, havendo rumores de que havia sido atingido por um de seus próprios homens.

Carlos XII foi sucedido por sua irmã Eleonora, que iniciou as conversações de paz. O Tratado de Nystad, de 1721, garantiu a autonomia da Suécia, mas lhe retirou as suas possessões no Báltico, tornando a Rússia a maior potência da região.
 

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