"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

HOLLYWOOD E A GUERRA DO VIETNÃ



 

Demorou para o cinema americano se debruçar sobre a guerra que a TV transmitira em todos os seus detalhes mais atrozes. Mas, quando o fez, acrescentou à imagem um dado poderoso: a reflexão que essa distância autorizara


Por Isabela Boscov


É o fim, canta Jim Mossrison, enquanto as pás do ventilador no teto se confundem, no delírio de Martin Sheen, com as hélices dos helicópteros - e a selva que estes sobrevoam explode no fogo do napalm. Em outro lugar qualquer no Sudeste Asiático, uma bala atinge em cheio Willem Dafoe, que cai de joelhos, braços lançados para trás, como um mártir. Christopher Walken, com a alma despedaçada pelo combate, compulsivamente leva a arma à própria têmpora em rodadas de roleta-russa. Em algum ponto dos Estados Unidos, ainda antes do embarque, o recruta Vincent D'Onofrio, enlouquecido pela brutalidade de seu sargento, massacra-o. Tom Cruise, mutilado, na cadeira de rodas, ergue o punho cerrado em protesto. Jon Voight sofre no centro de reabilitação de veteranos. Treat Williams, de farda e cabeleira já aparada, segue em fila para dentro do avião, com pânico no olhar. São imagens tão icônicas, tão perenes, que quase nem e preciso identificar os filmes a que elas pertencem - a obra-prima Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola, em que Sheen empreende uma jornada literalmente ate o coração das trevas em busca de Marlon Brando, o militar brilhante que enlouqueceu e se fez objeto de um culto selvagem; Platoon (1986), em que Oliver Stone recriou suas experiências excruciantes na selva vietnamita; o Franco-Alirador (1978), de Michael Cimino, sobre as feridas incicatrizáveis de um grupo de veteranos; Nascido para Matar (1987), de Stanley Kubrick, em que um sargento transforma um recruta no limite do retardamento mental em assassino (e que traz uma raríssima sequencia de combate urbano no Vietnã); Nascido em 4 de Julho (1989), também de Oliver Stone; Amargo Regresso (1978), de Hal Ashby; e Hair (1979), de Milos Forman, são ilustres entre as dezenas de filmes que compuseram um dos mais brilhantes ciclos do cinema americano - um ciclo bem menos prolífico que o dedicado à 2ª Guerra (este, aliás, não se encerrou nem dá mostras de se encerrar), mas em vários sentidos definitivo. Para Hollywood, a Guerra do Vietnã e o caso raro de tema que resultou não apenas em um conjunto de filmes, mas num apanhado crítico. Caso raro, porque foi ela mesma uma guerra única - insana, quente, úmida; enlameada, desesperada, repleta de atrocidades e drogas, movida a rock, e interminável.

Os Boinas Verdes, estrelado por John Wayne, foi uma exceção de conteúdo patriótico

É intrigante, no entanto, que, com as exceções solitárias de Os Boinas Verdes, de 1968 (estrelado por John Wayne e, portanto, de conteúdo decididamente patriótico), e do documentário Corações e Mentes, de 1974, que ganhou na história a estatura de divisor.de águas, apenas três anos depois de findo o conflito no Vietnã o cinema tenha começado a atacar de frente o assunto. Atacar, no caso, não é força de expressão: Hollywood foi virtualmente unânime na sua condenação da interferência militar dos Estados Unidos no Sudeste Asiático - pela carnificina que acarretou, pela dimensão de insanidade que adquiriu, pela truculenta conscrição de combatentes, pela discutível necessidade de ter sido ela iniciada, pela hostilidade e desprezo com que os veteranos, de volta a casa, se viam recebidos, em contraste com as honrarias dedicadas aos soldados da 2ª Guerra e da Guerra da Coreia. O curioso, no caso, e que desde muito cedo setores representativos do jornalismo e da opinião pública americanos se haviam colocado contra a guerra no Vietnã e protestado com veemência contra seu prosseguimento - por que, então, o cinema teria se demorado tanto até abordá-la?

Quanto mais claro ficava que a guerra no Vietnã era um atoleiro no qual não se encontraria uma vitória. - e, portanto, que ela consistia num sacrifício fútil de vidas -, mais incisiva se tornava sua cobertura. O que a ficção poderia acrescentar às imagens terríveis produzidas pelos fotógrafos e câmeras de TV, do morticínio dos soldados na lama à menina vietnamita nua, em desespero, com a pele desfolhada pelas bombas incendiarias de napalm? Só com a reflexão se poderia avançar em alguma medida sobre esse mosaico que o jornalismo produziu no decurso da guerra - e a reflexão demanda alguma distância. Em 1975, quando a Guerra do Vietnã terminou, os cineastas americanos precisaram de tempo para gestar suas reflexões sobre o conflito que cindira seu país e se revelara o mais desenganador do período de desilusão entre o assassinato de John Kennedy, em 1963, e a renúncia de Richard Nixon, em 1974. Mas usaram esse tempo para legar à sua geração, e às posteriores, imagens e personagens incanceláveis de uma guerra como nenhuma outra.


Fonte: Veja

 
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

IMAGEM DO DIA - 08/02/2012

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Artilharia autopropulsada israelense disparando contra posições sírias nas Colinas de Golã durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973

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FRIEDENREICH - O JOGADOR DE FUTEBOL QUE FOI À GUERRA



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O mais famoso jogador de futebol de sua época no Brasil um dia deixou a bola de lado para ir à guerra. Liderou um batalhão com quase 3.000 outros atletas e foi promovido a 2º tenente. Arthur Friedenreich tinha 40 anos de idade, e vinte de futebol, quando decidiu apoiar a Revolução Constitucionalista de 1932.

Fried, como era conhecido, foi a primeira grande estrela do futebol brasileiro, multicampeão pelo Paulistano. E liderou um movimento dentro da Revolução paulista: o Batalhão Esportivo.

 
Milhares de atletas, não só os jogadores de futebol, uniram-se à causa paulista. Alguns, para isso, abriram mão da participação na Olimpíada de Los Angeles, que aconteceria no mesmo ano.

Friedenreich foi até uma rádio e fez um apelo aos colegas esportistas para que se unissem à causa. Mais: doou suas medalhas e troféus para ajudar a financiar a luta armada contra Getúlio Vargas. 

"Os clubes se envolveram na guerra e liberaram seus atletas. O Campeonato Paulista foi interrompido. A adesão de Friedenreich deu ânimo para a causa", declarou o historiador Eric Lucian Apolinário, que pesquisa o assunto. 

O Batalhão Esportivo desfilando nas ruas de São Paulo antes de partir para a frente de combate


Em 19 de julho de 1932 a "Folha da Noite" contou como os times da capital se envolveram. Era no campo da Floresta, antigo estádio do São Paulo, que os exércitos se reuniam. O Corinthians colocou à disposição seu "Departamento de Educação Physica, todas as suas instalações, tanto a sua sede, como sua praça de esporte". 

O Sírio disponibilizou sua sede para distribuir cartões da mobilização. E o Ipiranga ofereceu seu espaço para a Cruz Vermelha. 

Fried e seu batalhão foram enviados a Eleutério, distrito de Itapira, divisa com Minas Gerais, para se juntarem a outros batalhões no combate. Embarcaram da Estação da Luz no dia 1º de agosto para a batalha. "O famoso Arthur Friedenreich passou garboso, ostentando seus galhões de sargento, tendo recebido uma enorme aclamação de seus prediletos", relata a edição da "Folha da Noite". 


Resistiram durante 25 dias antes de sofrerem um bombardeio aéreo e deixarem o local, conta Apolinário. "Estima-se que havia 55 mil soldados do exército federal e outros 30 mil das policias estaduais, portanto, 85 mil. Do outro lado, 30 mil soldados constitucionalistas, dos quais 10 mil eram voluntários. Não tinham nenhuma experiência militar", conta o historiador Marco Antônio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos e autor de 1932: Imagens de uma Revolução

A Revolução terminou no dia 4 de outubro e deixou um legado para o futebol. No ano seguinte, o Campeonato Paulista se profissionalizou. E os jogadores, que tinham uma imagem marginalizada até então, ganharam mais respeito perante a sociedade. 

 
"Imiteis meu gesto, inscrevendo-vos na Mobilização Esportiva, a fim de que todos juntos defendamos a causa sagrada do Brasil. Tudo por São Paulo num Brasil unido!", declarou Fried em seu discurso às rádios paulistas. 

Fonte: Folha de São Paulo

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CIENTISTAS ENCONTRAM ESQUELETO DO REI RICARDO III

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DNA dos restos mortais bate com uma amostra retirada de um parente vivo distante da irmã do rei


 

Cientistas britânicos afirmam ter encontrado restos mortais de 500 anos do rei da Inglaterra Ricardo III embaixo de um estacionamento na cidade de Leicester.


Os pesquisadores da Universidade de Leicester afirmaram que os testes no esqueleto, cheio de cicatrizes de batalha, desenterrado no ano passado, provam "além da dúvida razoável" que é o rei que morreu na Batalha de Bosworth Field, em 1485. Seus restos mortais ficaram desaparecidos durante séculos. "Ricardo III, o último Rei Plantageneta da Inglaterra foi encontrado", afirmou o secretário adjunto da universidade, Richard Taylor.


O osteologista Jo Appleby disse que o estudo dos ossos forneceu "um caso muito convincente para a identificação de Ricardo III". O DNA do esqueleto bate com uma amostra retirada de um parente vivo distante da irmã do rei.


Ricardo III, último monarca inglês a morrer em batalha, foi retratado em uma peça de William Shakespeare como um usurpador corcunda que deixou um rastro de corpos - incluindo os de seus dois sobrinhos principescos, assassinados na Torre de Londres - em seu caminho para o trono.

O rei Ricardo III, morto na Batalha de Bosworth Field


Muitos historiadores dizem que a imagem é injusta e argumentam que a reputação de Ricardo foi manchada por seus sucessores da Casa de Tudor. Esse é um argumento retomado pela Sociedade Ricardo III, criada para reavaliar a reputação de um monarca insultado.


"Será uma nova era para Ricardo III", afirmou Lynda Pidgeon, funcionária da Sociedade. "Isso certamente vai despertar muito mais interesse. Espero que as pessoas tenham uma mente mais aberta em relação a Ricardo."


Ricardo III foi rei da Inglaterra entre 1483 e 1485, durante uma disputa ao longo de décadas pelo trono conhecida como a Guerra das Rosas. Seu breve reinado registrou reformas liberais, incluindo a introdução do direito à fiança e a retirada de restrições sobre livros e máquinas de impressão.


Seu governo foi desafiado e ele foi derrotado e morto na batalha de Bosworth Field pelo exército de Henrique Tudor, que assumiu o trono como rei Henrique VII.


Durante séculos, a localização do corpo de Ricardo ficou desconhecida. Registros diziam que ele tinha sido enterrado pelos monges franciscanos de Frades Cinzas em sua igreja em Leicester, a 160 quilômetros ao norte de Londres. A igreja foi fechada e desmontada depois que o rei Henrique VIII dissolveu os mosteiros, em 1538, e sua localização, eventualmente, foi esquecida.

Pesquisadora da Universidade de Leicester apresenta imagem do crânio encontrado



Mas, em setembro do ano passado, os arqueólogos à procura de Ricardo desenterraram o esqueleto de um homem adulto, que parecia ter morrido na batalha. Havia sinais de trauma no crânio, devido talvez a um instrumento com lâmina, e uma ponta de seta foi encontrada entre as vértebras da parte superior das costas.


Os restos mortais também exibiam escoliose, que é uma forma de curvatura da coluna vertebral, consistente com relatos da época do aparecimento de Ricardo, embora não com a descrição de Shakespeare dele como um corcunda "deformado, inacabado".


Os pesquisadores realizaram uma bateria de testes científicos, incluindo datação por radiocarbono para determinar a idade do esqueleto. Eles também compararam seu DNA com amostras colhidas de um marceneiro de Londres identificado como um 17º sobrinho bisneto da irmã mais velha do rei.


O prefeito de Leicester, Peter Soulsby, afirmou que o monarca será enterrado na catedral da cidade. 

Fonte: AP

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PENSAMENTO MILITAR

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“Na visão militar, o homem só aprende pela experiência.Se tem pouca oportunidade de aprender pela própria experiência terá então de aprender pela experiência dos  outros. Daí o gosto do militar pelo estudo da História."

(Samuel Huntington, economista e escritor norte-americano)
 

EVOLUÇÃO DA GUERRA NO MAR DURANTE A 1ª GUERRA MUNDIAL


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A 1ª Guerra Mundial, travada entre os anos de 1914 à 1918, dividiu a Europa, que já apresentava um equilíbrio instável por um bom tempo, em duas fortes alianças: de um lado os aliados (Tríplice Aliança ou Entente Cordial) formados pela França, Grã-Bretanha e Rússia; de outro lado os Impérios Centrais, formados pela Alemanha, Áustria-Hungria, Itália e Império Turco-Otomano. A Grande Guerra eclodiu diante de um cenário de salto tecnológico alavancado pela Revolução Industrial, e este avanço de tecnologia foi amplamente utilizado nas armas, equipamentos, meios de transporte e de comunicação. Assim, apareceram grandese espetaculares inovações no ar, na terra e no mar.


Os gigantes de aço

Com a utilização dos grandes encouraçados, também conhecidos por Dreadnoughts, e submarinos a guerra no mar não foi mais a mesma, pois mudanças significativas ocorreram nas táticas e estratégias durante as batalhas da 1ª Guerra Mundial.

Os grandes encouraçados deslocavam mais de 20 mil toneladas, utilizando turbinas à vapor e com velocidades, podendo passar dos 23 nós, uma grande velocidade para a época, além disso, possuíam torres com vários canhões de até 305 mm de calibre, com os tiros ajustados pelos novos telêmetros, além de lançadores de torpedos, sobrepujando todas as outras classes de navios de guerra anteriores, e se tornando o navio com supremacia nas batalhas travadas na 1ª Guerra Mundial.

Também é importante frisar que os encouraçados conseguiam atingir, com seus poderosos canhões, a linha de batalha inimiga, que se encontrava em uma distância bem longa, e com isso havia uma outra vantagem, pois nesta distância as suas fortes couraças eram impenetráveis pela artilharia de menor calibre de seus inimigos. Dessa forma, as marinhas começaram a medir o seu poderio pela quantidade de encouraçados que possuíam. A Alemanha desafiou a Inglaterra na construção de grandes encouraçados, assim, em 1914 já possuía 18 destes supernavios, enquanto os britânicos um total de 28.

Encouraçado HMS Dreadnought

A Marinha Real Britânica tentava atrair a Esquadra de Alto Mar Alemã para um combate decisivo. Embora as batalhas tenham ocorrido nas ilhas Coronel (Oceano Pacífico, 01/11/1914), Falkland (07/12/1914) e Dogger Bank (24/01/1915), somente no final de maio de 1916, próximo à costa da Dinamarca - na região conhecida como Jutlândia - é que finalmente os Dreadnoughts de ambos os lados se enfrentaram em um combate tradicional. Ocorrida entre 31 de maio e 1º de junho de 1916, a batalha envolveu 151 navios ingleses e 99 alemães e seu resultado foi inconcluso: os ingleses tiveram mais perdas - 14 navios e 6.784 homens contra 11 navios e 3.390 baixas dos alemães - mas mantiveram a vantagem tática. Daí até o fim da guerra, nenhum outro combate de superfície ocorreu entre as duas frotas, ficando a armada alemã estacionada em seus portos.

A arma submarina

Dada a impossibilidade de dobrar o inimigo por batalhas terrestres, os ingleses trataram de bloquear as ligações marítimas dos alemães. Esses decretam então a guerra submarina. Em maio de 1915, afundaram o transatlântico "Lusitânia", onde perecem 120 cidadãos americanos, fazendo com que a opinião pública nos Estados Unidos se voltasse contra a Alemanha. No ano de 1916, intensificaram a guerra comercial ordenando o afundamento sumário inclusive de navios neutros que se aproximassem do litoral britânico. Essa medida terminou por levar o Presidente Woodrow Wilson a declarar guerra à Alemanha, em 6 de abril de 1917, e à Áustria-Hungria, em 7 de dezembro do mesmo ano.

Mesmo assim, a campanha submarina germânica foi extremamente bem sucedida, quase levando à Inglaterra ao colapso. Somente com a introdução dos sistemas de comboios, em 1917, é que se conseguiu retomar o abastecimento regular das ilhas britânicas. Ainda assim, as perdas aliadas foram gigantescas. Como comparação, enquanto os aliados perderam um total de 12 milhões e meio de toneladas, as potências dos Impérios Centrais, perderam apenas um total de 263.976 toneladas ao longo de todo o conflito.

Com a criação dos submarinos pode se observar que navegar-se pelos mares, não era mais seguro, nem mesmo para as marinhas mercantes, tudo isso reflexo da mentalidade de guerra total, que se inaugurou com a 1ª Guerra Mundial. Dessa forma, um dos objetivos na guerra, era fazer com que o inimigo perdesse a vontade de lutar, ou não tivesse mais os meios necessários para continuar no combate. Os países da Entente Cordial, devido a presença da Marinha Real Britânica, que sempre dominou os mares devido a sua posição insular, tentaram impor aos países das Potências Centrais um bloqueio, cortando-lhes o envio de matérias primas necessárias ao esforço de guerra, e principalmente o de suas colônias.

Submarino alemão afunda um cargueiro britânico

Quanto ao desenvolvimento dos submarinos, o submarino de casco duplo, basicamente, era um torpedeiro com a propriedade de se esquivar do fogo inimigo e aproximar-se debaixo da água para disparar os seus torpedos. Equipados com motores elétrico e a diesel, suportando profundidades de até 90 metros e armados com os letais torpedos, os submarinos eram poderosos predadores sob as águas.

Para combater os submarinos adotou-se, inicialmente, uma antiga prática que era baseada no choque do casco do contratorpedeiro contra os submarinos quando estes subiam à tona, e apesar de primitiva, mais de 14 deles foram afundados. Além disso, houve uma rápida evolução nos contratorpedeiros, pois além de possuírem baixo calado, que dificultava serem atingidos por torpedos, e da velocidade superior, foram equipados com proas reforçadas para o abalroamento, cargas de profundidade e hidrofones (para identificar alvos submarinos).

Cabe ainda ressaltar que, quanto aos submarinos, pois apesar de recursos tecnológicos muito incipientes, eles representavam um enorme problema para os aliados, ainda que os alemães não tivessem percebido totalmente o seu potencial de utilização estratégica. Mesmo reduzidos a apenas duas bases no Atlântico, os submarinos alemães no final da guerra já haviam afundado cerca de 5.234 navios, um enorme sucesso em relação à Esquadra de Alto-Mar alemã imobilizada em Wilhelmshaven pela frota inglesa.


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domingo, 27 de janeiro de 2013

COINCIDÊNCIA OU QUEIMA DE ARQUIVO ?

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Maior parte dos SEAL que participaram da caçada a Bin Laden estão mortos.


Um mistério ronda o destino dos homens envolvidos na caçada ao terrorista mais procurado pelos EUA. Mais de 20 soldados dos SEAL (unidade de operações especiais da Marinha dos EUA) que participaram da missão se suicidaram ou morreram em combate, em outras missões no Afeganistão.

As mortes cobrem mais da metade da equipe que encontrou e matou o terrorista saudita em Abbottabad, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Entre os mortos está Job Price, de 42 anos, comandante da missão. Ele teria cometido suicídio em 22 de dezembro de 2012.

Job Price, de 42 anos, comandante da missão


Antes disso, em 6 de agosto de 2011, um acidente de helicóptero matou 20 dos soldados participantes da missão. O portal MSNBC trocou o texto da notícia sobre o acidente, negando que os soldados tenham participado da captura e morte de Bin Laden.

O jornal britânico Guardian e alguns blogs americanos noticiaram as mortes e notaram que elas aconteceram justamente com os soldados da Equipe 6 dos SEAL (SEAL Team Six). As Forças Armadas americanas abriram uma investigação para apurar a circunstância das mortes.  Será apenas acidente ou queima de arquivo?


Fonte: Yahoo!


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

NOVO LIVRO SOBRE A GUERRA DO CONTESTADO

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“NEM FANÁTICOS, NEM JAGUNÇOS: reflexões sobre o Contestado (1912 – 2012)” reúne os 21 trabalhos apresentados  e debatidos nas três sessões do Simpósio do Centenário do Contestado: História, Memória, Sociedade e Cultura no Brasil Meridional , ocorridas no ano de 2012 em Florianópolis (UFSC), Federal de Pelotas (UFPEL) e Federal de Chapecó (UFFS). Nos artigos publicados por historiadores, sociólogos, antropólogos e geográfos, oferecemos um amplo quadro de debates e da pesquisa acadêmica mais atualizada sobre o tema. Os  artigos representam as mais atuais pesquisas e abordagens sobre o sangrento conflito do Sul do Brasil ocorrido entre 1912 e 1916. 

Merece destaque o capítulo sobre o emprego do avião na Campanha do Contestado, de autoria do nosso amigo Cláudio Calaza, descortinando o primeiro emprego militar de aeronave em nosso país.

A publicação foi feita pela Editora da Universidade Federal de Pelotas, com apoio da CAPES e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina. 

A edição é limitada e os pedidos podem ser feitos ao Prof Dr. Paulo Pinheiro
Machado (UFSC) pelo e-mail : paulo.pinheiro.machado@ufsc.br
ou pelos tels (48) 3721 9330 e 9185 9055.
 
 
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domingo, 20 de janeiro de 2013

IMAGEM DO DIA - 20/01/2013

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Tropas norte-americanas e mexicanas se enfrentam na batalha de Buena Vista, travada em 23 de fevereiro de 1847, durante a Guerra México-EUA


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A ANARQUIA MILITAR ROMANA (235 d.C. - 284 d.C.)

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Após a morte de Alexandre Severo, o Império Romano submergiu numa profunda crise caracterizada pelo ataque dos bárbaros e pela sucessão anárquica de imperadores. Perante a crise generalizada, o povo fez ouvir o seu grito de resistência à situação difícil, lutando com grande determinação e abrindo caminho para uma lenta recuperação. Mas os alicerces do Império ficariam irremediavelmente abalados e, durante meio século, inúmeros imperadores foram proclamados pelas legiões e depostos pelas mesmas ou pelos seus opositores, após um período variável.

Como imperadores da anarquia militar encontramos:

- Maximino I Trácio (235 d. C.-238 d. C.),
- Gordiano I e II, Balbino e Pupieno (238 d. C.),
- Gordiano III (238 d. C-244 d. C.),
- Filipe I, o Árabe (244 d. C.-249 d. C.), 
- Décio (249 d. C.-251 d. C.),
- Treboniano Galo (251 d. C.-253 d. C.),
- Emiliano (253 d. C.),
- Valeriano (253 d. C.-260 d. C.),
- Galieno (253 d. C.-268 d. C.),
- Macrino, os usurpadores Quieto (260 d. C.-261 d. C.) e Auréolo (268 d. C.),
- Cláudio II o Gótico (268 d. C.-270 d. C.),
- Aureliano (270 d. C.-275 d. C.),
- Tácito (275 d. C.-276 d. C.),
- Probo (276 d.C.- 282 d.C.),
- Caro (283 d. C.),
- Numeriano (283 d. C.-284 d. C.) e
- Carino (283 d. C.-285 d. C.).


Todos morrem assassinados, com a exceção de Décio, que morreu em combate, Valeriano, que morreu em cativeiro com os Persas, e Cláudio II, que morreu de peste.   São várias as motivações dos pretendentes ao trono imperial: uns foram forçados ou pressionados pelas tropas, outros procuraram o lucro e o sentimento de ser todo-poderoso, outros ainda foram motivados por um sentimento de patriotismo.

Verificou-se, no período, um recuo das fronteiras: Valeriano evacuou os Campos Decumates, Aureliano renunciou à Dácia e, no Norte da África, houve um recuo em direção à costa. Ao mesmo tempo os soldados imperiais trataram com violência os cidadãos romanos e instalou-se uma profunda crise econômica, que foi, simultaneamente, causa e consequência de toda a situação.


Imperador Aureliano, restaurador da unidade imperial romana


O Senado perdeu poder e correu o risco de separação do poder imperial. Paradoxalmente, surgiu lentamente nas povoações, que viam no poder imperial e na generosidade de quem o exercia o único recurso, um sentimento de patriotismo romano. Mas o Império não se deixou abandonar à tragédia, resistindo com grande determinação.

Assim, aos poucos, sobretudo durante o reinado de Aureliano, abriu-se um caminho para a recuperação. Aureliano foi o restaurador da unidade imperial e autor de diversas reformas mas foi com Diocleciano (284 d. C.-305 d. C.) que se deu o restabelecimento do poder do Império, depois dos esforços empreendidos pelos seus antecessores e conterrâneos Ilírios (desde Cláudio II Gótico, em 268-270).


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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ENCONTRADA FOTO RARA DA BOMBA ATÔMICA DE HIROSHIMA

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Uma foto rara mostrando uma nuvem em forma de cogumelo, causada pela bomba atômica de Hiroshima, foi descoberta, divulgou o curador do Memorial da Paz, na semana passada.

Acredita-se que a imagem em preto e branco tenha sido tirada meia hora após o bombardeio no dia 6 de agosto de 1945, a cerca de 10 quilômetros a leste do epicentro.

"A existência deste registro já era conhecida nos livros de história, mas esta é a primeira vez que a fotografia original foi descoberta", explicou o curador do Memorial da Paz de Hiroshima ao destacar a raridade de uma foto que registra “a nuvem de cogumelo dividida em dois".

A foto foi encontrada no meio de artigos relacionados à bomba atômica, que estão sob a guarda da escola primária Honkawa na cidade de Hiroshima.

As imagens mais conhecidas após a explosão da bomba são aéreas e foram tiradas por militares americanos. O bombardeiro americano B-29, apelidado de "Enola Gay", lançou a bomba atômica, sob o codinome "Little Boy", transformando a cidade no oeste do Japão em um inferno nuclear.

A bomba matou um número estimado de 140 mil pessoas no momento em que a 2ª Guerra Mundial já estava próxima do fim.  Três dias depois, uma segunda bomba atômica, com o codinome de "Fat Man", foi despejada na cidade de Nagasaki, tirando outras 70 mil vidas.

Fonte: AFP


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