"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MORRE, AOS 78 ANOS, O GENERAL NORMAN SCHWARZKOPF, O COMANDANTE DA TEMPESTADE NO DESERTO

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O general americano Norman Schwarzkopf, que comandou a coalizão internacional durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, morreu em Tampa, na Flórida, aos 78 anos, informou nesta quinta-feira (27) um oficial americano.

Schwarzkopf ficou conhecido mundialmente em 1990, quando o líder iraquiano Saddam Hussein invadiu o Kuwait e ameaçava a Arábia Saudita, colocando em risco mais de 40% das reservas mundiais de petróleo.

O então presidente americano, George Bush, formou uma coalizão de 32 países para expulsar as forças iraquianas e Schwarzkopf assumiu o comando de 425 mil soldados americanos e de outros 118 mil militares aliados, para dizimar a máquina de guerra de Saddam, mas sem derrubá-lo do poder no Iraque.

George Bush - hoje hospitalizado no Texas - lamentou a morte de Schwarzkopf, "um dos maiores chefes militares de sua geração". "Barbara e eu choramos a perda de um verdadeiro patriota americano e de um dos maiores chefes militares de sua geração".

"Um distinto membro desta longa linhagem proveniente de West Point, o general Norman Schwarzkopf resume a crença no dever, no serviço ao país, na liberdade, nesta grande Nação que defendeu durante as mais exigentes crises internacionais", destacou Bush, 88 anos.

Schwarzkopf, conhecido como "Stormin Norman", morreu justamente na cidade na qual ocupou sua última chefia militar, como titutar do Comando Central dos Estados Unidos.


O Capitão Norman Scharzkopf (a esquerda), socorrendo um soldado sul-vietnamita durante a Guerra do Vietnã


O general Schwarzkopf nasceu em Trenton, Nova Jersey, em 1934, em uma família de militares. Estudou em Teerã, Genebra e Frankfurt, acompanhando as missões do pai, até regressar aos Estados Unidos para seguir carreira militar como oficial de engenharia mecânica formado em West Point.

Com fama de destemido e audacioso, Schwarzkopf ficou conhecido na Guerra do Vietnã por resgatar pessoalmente homens de seu batalhão presos em um campo minado na península de Batangan.

Após a Guerra do Golfo, o general Schwarzkopf recusou o posto de Chefe de Pessoal do Exército e se retirou do serviço ativo, em agosto de 1991. Reformado do Exército, escreveu sua autobiografia, It Doesn´t Take a Hero, publicada em 1992.



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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE FIM DE ANO





A você, que acompanhou o nosso BLOG ao longo do ano, que enviou sugestões ou material para ser publicado, que entrou em contato apresentando suas dúvidas e colaborações, ou que simplesmente visitou a nossa página, o meu muito obrigado. 

Continuaremos em 2013 procurando sempre melhorar o BLOG  HISTÓRIA MILITAR.



RECEITA DE ANO NOVO
Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 

Novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama,
se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) 

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.


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sábado, 22 de dezembro de 2012

IMAGEM DO DIA - 22/12/2012

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No contexto das Guerras Italianas, um oficial de cavalaria espanhol dispara contra um sargento alemão, a serviço da França, durante a Batalha de São Quintino, em agosto de 1557, onde os terços espanhois obtiveram uma significativa vitória contra o exército francês de Henrique II.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

HISTORIOGRAFIA MILITAR

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Estamos atualizando a lista de obras que tratam do tema História Militar na seção Historiografia Militar do nosso BLOG.  Estejam atentos às novidades.

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MARINHA RUSSA ANUNCIA A RECUPERAÇÃO DE SUBMARINOS NUCLEARES AFUNDADOS



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Dois submarinos atômicos afundados, o K-27 e o K-159 da Frota do Norte da Marinha Russa, serão içados e reciclados em terra. Segundo informações de uma fonte do Ministério da Defesa da Rússia ao jornal “Izvéstia”, esse ponto foi incluído no projeto “Estratégia de Desenvolvimento da Zona Ártica da Federação Russa”.

Foi examinado uma série de medidas para limpeza dos mares polares. Além dos submarinos afundados, será dada especial atenção à eliminação de resíduos perigosos de equipamentos militares deixados na Terra de Francisco José (arquipélago polar entre o mar de Barents e o oceano Glacial Ártico), nas ilhas de Novossivirsk, na ilha Beli”, informou a fonte que preferiu não se identificar.

Outra fonte, do Estado Maior da Marinha, disse ao jornal “Izvéstia” que as forças e os recursos técnicos russos não são suficientes para operações de tamanha dimensão. Para erguer embarcações, que se encontram a grandes profundidades, são necessários navios especiais de apoio a mergulhadores, rebocadores, barcas e lanchas com sistema de guindaste. A experiência de içamento do Kursk, 11 anos atrás, mostrou que a Rússia não tem condições de garantir toda a parte técnica sozinha. Na época, os trabalhos básicos foram realizados pela empresa holandesa Mammoet.

Até hoje não temos as embarcações necessárias. Logo após a tragédia do submarino Kursk, a Frota adquiriu da Grã-Bretanha cinco aparelhos Venom, que submergem a grandes profundidades sem piloto, e agora eles serão substituídos por três Gavia islandeses de tecnologia avançada. Eles conseguem realizar operações específicas com seu complexo de instrumentos hidráulicos, como brocas, perfuradores e serras, mas são aparelhos de busca e salvamento, não de içamento”, disse o entrevistado.

Ele explicou que a Frota da Marinha Russa praticamente não possui pessoal especializado para trabalhos em grandes profundidades. Por isso, será necessária a abertura de uma licitação internacional entre empresas especializadas dos EUA, Holanda, França e Coreia do Sul.

O submarino K-159 afundou em 2003 no Mar de Barents, quando era rebocado para desmonte e reciclagem


Um representante da holding Corporação Industrial Reunida considera que os requisitos de içamento do K-27 e do K-159 podem ser atendidos por uma série de empresas russas, inclusive pela Corporação de Construção Naval Reunida. “Porém, ninguém pode dizer o preço e o prazo de realização dos trabalhos sem saber os parâmetros da solicitação. Içar a embarcação inteira é uma coisa, serrá-la no fundo do mar e erguer as partes é outra”, explicou o representante da indústria da defesa.

O submarino K-27 está no fundo do Mar Cáspio desde 1980. O K-159 afundou em 2003 no Mar de Barents, quando o rebocavam para reciclagem. O primeiro, numa profundidade de 75 m, não apresenta grandes dificuldades para içamento, mas a situação do segundo é mais complexa. Ninguém sabe com exatidão a profundidade em que se encontra, algo entre 170 m e 250 m.


Fonte: Gazeta Russa


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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

HEROÍSMO - UMA HOMENAGEM DO BLOG HISTÓRIA MILITAR

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O post a seguir nada tem a ver com o tema do nosso BLOG, mas, como professor e como pai, não poderia deixar de homenagear uma heroína da vida real.  

É comum associarmos atos heroicos a soldados, bombeiros, equipes de resgate, enfim, àqueles que arriscam sua vida para salvar outras pessoas.  Mas desta vez foi diferente.  Nossa heroína é professora, muito jovem ainda, mas suas ações - que lhe custaram a vida - fizeram com que seus alunos (que estavam sob sua responsabilidade) fossem salvos de um inacreditável ato de violência.




A jovem na primeira foto é Carlee Soto, quando recebeu notícias sobre sua irmã, uma professora na Escola Sandy Hook.

A jovem na segunda foto é Victoria Soto, 27 anos, a irmã de Carlee. Victoria estava, aparentemente, escondendo as crianças no arm
ário quando o atirador apareceu. Ela colocou-se na frente das crianças e do atirador, quando levou um tiro e foi morta. 

Quando ela soube que esse homem havia invadido a escola, ela escondeu seus alunos (da primeira série) em armários e cabines, e então falou para o homem que os estudantes estavam no ginásio. Ele matou Victoria, mas nenhum de seus estudantes foi ferido.

Você é uma heroína, Victoria, e ninguém jamais esquecerá o quão incrível você foi, e o que fez por seus estudantes.  Que descanse em paz.







segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

UNIFORMES - OFICIAL DO GOVERNO REFORMADO CHINÊS, 1939

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Governo Reformado Chinês
General de Divisão
Guerra Sino-Japonesa, 1939





O General-de-Divisão ao lado pertence ao Governo Reformado constituído em Nanquim pelos japoneses, em 1938.  Seu posto de general é indicado pela estrela de oito pontas na insígnia de gola.  O uniforme é um modelo japonês para oficiais com a insígnia do governo títere.  O quepe leva a flor esmaltada de cinco pétalas nas cores da antiga bandeira republicana, a qual passou a ser utilizada pelo regime.

O general está armado com uma espada de oficial japonês, o que era padrão para a maioria dos oficiais do governo fantoche.  Outras tropas do Governo Reformado vestiam uma grande variedade de uniformes.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O SOLDADO SANFONEIRO LUIZ GONZAGA - CENTENÁRIO DE NASCIMENTO

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Comemora-se hoje o centenário de nascimento do sanfoneiro Luiz Gonzaga, consagrado como o Rei do Baião.  Além de músico, Luiz Gonzaga pertenceu ao Exército Brasileiro.  A seguir, um pouco dessa história.

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em 13 de dezembro de 1912, no município de Exu (Pernambuco), e faleceu em 2 de agosto de 1989. Foram 76 anos de vida marcados por muita música e obstinação, no intuito de alcançar seus objetivos.

A fim de traçar seu destino, Luiz Gonzaga, aos 17 anos, mudou-se para Fortaleza, onde sentou praça no 23º Batalhão de Caçadores (23º BC), atual Batalhão Marechal Castelo Branco, a 5 de junho de 1930, sendo conhecido pelos colegas de farda como “Recruta 122”.

Logo depois, estourou a Revolução de 1930 nos Estados do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e da Paraíba. Luiz foi transferido para o 22º Batalhão de Caçadores, em João Pessoa, para combater os revoltosos na cidade de Sousa (PB) e, em seguida, movimentado para o 25º Batalhão de Caçadores, em Teresina, para lutar na revolução no interior do Ceará e Teresina.

No Piauí, conseguiu engajamento e foi para o centro-sul do País: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande e, finalmente, Juiz de Fora, no então 10º Regimento de Infantaria, onde ganhou fama no Exército e o apelido de “bico de aço”, pela habilidade como corneteiro.

O Soldado Luiz Gonzaga (o segundo, a partir da esquerda) na banda do 10º Regimento de Infantaria, de Juiz de Fora, já com sua inseparável sanfona


Eu fui soldado durante nove anos e eu sentia naquele meio um engrandecimento muito grande para com a minha pessoa. Eles me chamavam para cantar para eles e eu me apresentava diante de vinte, trinta generais, cantando coisas do sertão, porque militar gosta muito de música que decanta o trabalho, a força, a coragem, a capacidade de desenvolver a terra, tudo que minha música cantava. Uma vez eu cantei para Castello Branco numa festa grande que houve em Fortaleza. No final, ele me cumprimentou e disse: ‘gosto muito de você, Luiz’”, narrou Luiz Gonzaga, no livro da jornalista Regina Echeverria, Gonzaguinha e Gonzagão, Uma História Brasileira.

Em seu livro Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, o autor José de Jesus Ferreira relata alguns trechos marcantes da passagem do sanfoneiro pelo Exército. “Sua permanência nas fileiras do Exército foi pontilhada de constantes movimentações. Nos princípios de julho de 1930, ainda com as insígnias da unidade cearense cingidas na túnica, participou, sob o comando do coronel Pedro Ângelo, de algumas incursões a municípios sertanejos, como Princesa e Cajazeiras, na Paraíba, e Cariri, no Ceará. A partir de outubro daquele ano, com a explosão do movimento revolucionário, liderado pelos Estados do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e da Paraíba, e a consequente deposição do presidente Washington Luís, o pracinha Gonzaga, já militarmente aprimorado, deixou as fronteiras cearenses".

Em 27 de março de 1939, entretanto, recebeu a sua baixa no Exército, depois que foi sancionada uma lei que impedia o reengajamento de cabos e soldados com mais de dez anos de atuação. Por conta disso, partiu rumo ao Rio de Janeiro, com a intenção de poder voltar para casa.

 Luiz Gonzaga ficou no Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro, enquanto aguardava um navio para Pernambuco, e foi aconselhado por um soldado sobre a possibilidade de ganhar dinheiro por sua habilidade.

Em 1940, passou a apresentar-se em programas de rádio como calouro. Com repertório variado, que ia desde músicas estrangeiras, que lhe renderam críticas, às músicas populares brasileiras. Mas foi a partir de suas músicas, algumas compostas em parceria, que o “Lua”, apelido dado pelo então radialista Paulo Gracindo, que o sanfoneiro arretado conseguiu sucesso.  Em 1949, Luiz Gonzaga é consagrado o Rei do Baião, gênero que praticamente introduziu e divulgou no centro-sul do País.

A partir dos anos 80 do século XX, algumas iniciativas foram adotadas no intuito de reconhecer o homem e a arte de Luiz Gonzaga do Nascimento, insigne brasileiro nordestino. O Exército Brasileiro, em 1982, lhe concede a Medalha do Pacificador, em 2001, in memorian, o homenageia com uma placa, com a réplica da corneta usada à época no 23º BC e com a cópia do Boletim de Incorporação pelo Comando Militar do Nordeste, e, em 2006, por proposta do Comando Militar do Nordeste, o Comandante do Exército lhe outorga, post mortem, a Medalha da Ordem do Mérito Militar, que foi entregue a irmã, Francisca Gonzaga.


 Fonte: EB
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CAMPO DOS AFONSOS COMEMORA CEM ANOS

 

 


Foi no Campo dos Afonsos que surgiu a 1ª escola de pilotos do País; de lá também saíram combatentes em décadas de revoluções
 
 
Quando voar ainda era uma aventura em aviões de madeira e tela amarrados com corda de piano e motores de carro para decolar de ruas e pousar em praias, um grupo de amantes da aviação procurava, no Rio, um local para o primeiro campo de aviação do País. A comissão do Aero Club Brasileiro escolheu uma região na zona oeste, propriedade do Ministério da Justiça. Ali, no terreno cedido "a título precário" em 12/12/12, nasceu o Campo dos Afonsos.
 
"Aqui começou a ser delineado o poder aeroespacial do Brasil", diz a cientista política Maria José Machado de Almeida, professora da Universidade da Força Aérea (Unifa). A instituição fica ao lado da Base Aérea dos Afonsos - hoje em uma região urbanizada.
 
Ali foram criados a primeira escola brasileira de aviação militar, o Correio Aéreo Nacional e a primeira unidade aérea (o Grupo Misto de Aviação) e construído o avião M-7, nos anos 1930. Também pelos Afonsos passou boa parte das conspirações e revoluções que agitaram a República brasileira em seus primeiros 70 anos. Dali saíram combatentes dos movimentos de 1922, 1924, 1930, 1932 e 1935.

O Zeppelin chegando ao Campo dos Afonsos

 
Os cem anos do campo foram investigados por pesquisadores do Centro de Memória do Ensino da Unifa, coordenados pela tenente-coronel e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) Maria Luiza Cardoso. Em sua busca pelo passado, os pesquisadores do núcleo localizaram a origem do local na época colonial.
 
Ali, na segunda metade do século 17, surgiu o engenho de cana de Luiz Paredes, um cristão novo (judeu convertido), cuja filha, Inês Paredes, que tivera com uma escrava, casou-se com João Afonso de Oliveira. Assim, o lugar acabou conhecido como Fazenda dos Afonsos. Logo, porém, mudaria de dono. "Em 1713, a Inquisição chegou e fez uma devassa nas propriedades de judeus cristão novos", conta o historiador Gustavo de Mello, do Museu Aeroespacial.
 
A propriedade foi parar com um provedor das Ordens da Candelária e da Santa Casa de Misericórdia. Com o passar dos anos, mudou de donos e parte foi doada para o Ministério da Justiça. Foi lá que, em 12 de dezembro de 1912, foi cedida a área para o campo do Aero Club.
 

O Campo dos Afonsos hoje
 
 
Em uma época em que os aviões despontavam como arma de guerra, os militares logo chegaram aos Afonsos. Em 1914, foi fundada ali a Escola Brasileira de Aviação, criada pelo Exército com apoio de italianos. Em poucos meses, contudo, a experiência fracassou. A unidade foi desativada, mas membros do Aero Club como o tenente Bento Ribeiro e o italiano Ernesto Darioli passaram a ensinar aviação a quem quisesse aprender.
 
Evolução. Iniciada em 1919, a Missão Militar Francesa, de certa forma, encerrou no Brasil a fase da "aviação de arco e flecha", como se diz no meio aeronáutico. Logo após a Primeira Guerra Mundial, os instrutores da França, na nova Escola de Aviação Militar, trouxeram para os brasileiros uma doutrina de uso racional dos aviões. "Havia outras experiências de aviação no Brasil", afirma o pesquisador Mauro Vicente Sales. "Foi no Campo dos Afonsos que ela surgiu de maneira sustentada, com instrução de pilotos, operários e mecânicos."
 
Com os anos, o Campo dos Afonsos virou o primeiro aeroporto do Rio. Em 1925, aviões Breguet 14 da Companhia Latécoère, da França, saíram dali para Buenos Aires, para estabelecer uma linha área postal. Dois anos depois, já com o nome de Aeropostale, passou a operar as comunicações da Europa com o Brasil. Com sede no Campo dos Afonsos, a empresa, depois, passaria a se chamar Air France.
 
Em 24 de maio de 1930, o dirigível LZ-127 Graf Zeppelin chegou ao Campo dos Afonsos. "Quando o Zeppelin pousou aqui pela primeira vez, houve o primeiro engarrafamento da história do Rio", conta Mello.
 

 
Fonte: O Estado de São Paulo

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domingo, 9 de dezembro de 2012

PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR - GENERAL ISIDORO DIAS LOPES



* 30/06/1865 - Dom Pedrito-RS

+ 27/05/1949 - Rio de Janeiro-RJ



Isidoro Dias Lopes nasceu em Dom Pedrito (RS), em 1865.

Militar, entrou para o Exército como voluntário em 1883, fixando-se no 13º Batalhão de Infantaria, sediado em Porto Alegre. Propagandista da República, apoiou, da capital gaúcha, o movimento que pôs fim ao Império. Em 1893, abandonou o Exército para participar da Revolução Federalista, desencadeada no Rio Grande do Sul contra o governo de Floriano Peixoto. Com a derrota dos federalistas, partiu para o exílio em Paris, em 1895.

De volta ao Brasil no ano seguinte, anistiado, retornou ao Exército e estabeleceu-se no Rio de Janeiro, dando seguimento à sua carreira militar. Em 1923, já como general reformado e residindo em São Paulo, deu início às articulações contra o governo de Artur Bernardes. No ano seguinte, escolhido pelos conspiradores como o líder do movimento, viajou pelos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul estabelecendo contatos nos meios militares e elaborou, junto com Joaquim Távora, um plano de ocupação da capital paulista.

Após sucessivos adiamentos, o levante foi finalmente deflagrado no dia 5 de julho de 1924, data escolhida em homenagem ao levante ocorrido dois anos antes no forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, que dera início às rebeliões tenentistas no país. Em São Paulo, os insurretos prenderam os comandantes da Força Pública estadual e da 2ª Região Militar (2ª RM). Os rebeldes contaram, também, com a importante participação do major da Força Pública paulista, Miguel Costa. O presidente do estado, Carlos de Campos, abandonou a cidade, que passou ao controle dos rebeldes. Tropas leais ao governo federal sitiaram, então, a capital paulista, que passou a sofrer violentos bombardeios que atingiram a população civil. Autoridades municipais e representantes da indústria e do comércio buscaram promover negociações entre os rebeldes e o governo federal, mas fracassaram.

No final de julho, Isidoro ordenou a retirada dos rebeldes da capital em direção ao Paraná, onde, meses depois, reuniram-se com as tropas rebeladas no interior gaúcho sob a liderança de Luís Carlos Prestes. Da junção dos dois grupos nasceu a Coluna Prestes, que durante cerca de dois anos percorreu o interior do Brasil em campanha contra o governo de Artur Bernardes. Por contar já nessa época com aproximadamente 60 anos, Isidoro não era o mais indicado para comandar um exército cuja estratégia fundamental de luta seria a guerra de movimento. Por isso, decidiu-se que ele se fixaria na Argentina, de onde organizaria a rede de apoio externo às operações.

Em fevereiro de 1927 - quando os efetivos da Coluna, já desgastados pelo longo período de marcha, internaram-se em território boliviano e encerraram aquela fase da luta -, a maioria dos principais líderes do movimento juntpu-se a Isidoro, em Paso de los Libres, na Argentina, onde estabeleceram o quartel-general revolucionário. Isidoro mantinha grande prestígio entre seus liderados, que, nessa ocasião lhe deram o título de "marechal da revolução". Na prática, porém, a marcha da Coluna havia feito de Prestes um nome reconhecido amplamente como o principal líder revolucionário, dado que nem mesmo Isidoro questionava.


O General Isidoro rodeado por lideranças paulistas no início da Revolução Constitucionalista de 1932


Em 1930, com a derrota eleitoral da Aliança Liberal, coligação oposicionista que havia lançado o nome de Getúlio Vargas para concorrer à sucessão do presidente Washington Luís, a questão da derrubada do governo federal pelas armas voltou à ordem do dia. Isidoro declarou, então, apoio ao movimento. Opondo-se à radicalização defendida por Prestes, declarou não acreditar na capacidade das massas populares de governarem o país. Seu nome foi cogitado para assumir a chefia militar da revolução, mas acabou preterido pelo do general Góes Monteiro. Com a deflagração do movimento, no mês de outubro, dirigiu-se a São Paulo para assumir o comando da 2ª RM em nome dos revolucionários.

Logo nos primeiros meses do novo governo, porém, começou a se indispor com Vargas em torno da questão do comando político do estado de São Paulo. Em janeiro de 1931 escreveu ao presidente criticando o interventor federal João Alberto e o comandante da Força Pública, Miguel Costa. Ainda em 1931, foi substituído do comando da 2ª RM por Góes Monteiro e recusou convite de Vargas para assumir a interventoria federal no Estado do Rio. Passou a defender, então, a volta do país ao regime constitucional, participando das articulações da Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo. Assumiu posição de destaque nesse movimento e acabou deportado para Portugal após a sua derrota. Voltou ao país em 1934, anistiado. Em 1937, já afastado das disputas políticas, criticou o golpe de Vargas que instaurou a ditadura do Estado Novo.

O general Isidoro morreu no Rio de Janeiro, lúcido e forte, em 1949.


Fonte: FGV - CPDOC


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CARTA REVELA PLANOS DE NAPOLEÃO DE EXPLODIR O KREMLIN

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Especialistas dizem que a carta é uma raridade e escrita por meio de códigos

 


Uma carta escrita por Napoleão Bonaparte que continha, por meio de códigos, planos para destruir o Kremlin foi vendida por um preço dez vezes maior que o estimado, totalizando 150 mil libras (US$ 243,5 mil). O documento é de 20 de outubro de 1812. Especialistas dizem que a carta é uma raridade e escrita por meio de códigos que Napoleão utilizava para tentar evitar interceptação. A carta também revela as dificuldades da desastrosa invasão russa por Napoleão.

"Às três horas, na manhã do dia 22, eu vou explodir o Kremlin", diz a carta, delimitando a rota de retirada e orientando os subordinados para enviar provisões para as cidades no oeste. "Minha cavalaria está em farrapos e muitos cavalos estão morrendo", dizia o documento.

Fonte: Agência Estado 


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