"No próprio dia da batalha, as verdades podem ser pinçadas em toda a sua nudez, perguntando apenas;
porém, na manhã seguinte, elas já terão começado a trajar seus uniformes."

(Sir Ian Hamilton)



domingo, 29 de agosto de 2010

MAIS CINCO MINAS DA 2a GUERRA MUNDIAL SÃO ENCONTRADAS EM ALAGOAS

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Apesar dos setenta anos que nos separam, parece que, no Nordeste do Brasil, a 2a Guerra Mundial continua bastante presente.

No dia 11 de maio desse ano, funcionários que trabalhavam em uma obra de saneamento encontraram uma mina marítima enterrada a menos de dois metros de profundidade na areia da praia, no centro de Maragogi-AL.

Três meses após encontrar uma mina marítima enterrada no litoral de Maragogi (135 km de Maceió-AL), a Marinha anunciou que outras cinco minas utilizadas para destruir navios durante a Segunda Guerra Mundial foram localizadas na cidade litorânea.

Das cinco minas, três estão na parte urbana da cidade (sendo duas no centro) e duas enterradas na areia da praia. Há ainda a suspeita de que uma sexta mina esteja enterrada na parte urbana, mas as autoridades não confirmam.


Militares da Polícia Militar de Alagoas removendo a mina encontrada em maio no litoral de Maragogi-AL


Segundo o capitão dos Portos em Alagoas, André Pereira Meire, as minas estão localizadas em áreas de grande concentração de moradores e necessitam de uma grande operação para serem retiradas, transportadas e detonadas em segurança. O trabalho, porém, só deve ser realizado após as eleições de outubro, a pedido da Prefeitura de Maragogi.

"Essas minas foram enterradas por moradores em áreas que, naquela época, há 70 anos, não eram ocupadas. Só que a cidade cresceu e hoje elas estão em áreas urbanas", afirmou.

Segundo Meire, todo o trabalho deve durar 25 dias. Uma equipe do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais virá do Rio de Janeiro para auxiliar no trabalho. "Vários órgãos vão participar dessa operação, como prefeitura, Secretaria de Saúde, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, já que precisaremos interditar uma área de 150 metros de cada uma das minas e, claro, precisamos estar prontos se algo der errado", explicou.

Apesar de não saber se as minas ainda têm potencial explosivo, Meire afirma que a remoção é necessária. "Um raio, por exemplo, pode detonar um artefato explosivo. E vamos supor que, daqui a 15 anos, por exemplo, esse assunto caia no esquecimento e alguém vá escavar e cause uma explosão. Por isso foi decidido, após análise de equipe técnica, que as minas serão retiradas.

Moradores de Maragogi estão assustados. "Fico com receio porque sei que essa bomba pode causar uma grande explosão", disse a comerciante Maria Aparecida, que vende artesanato na orla da cidade.


Primeira mina detonada

No dia 11 de maio desse ano, funcionários que trabalhavam em uma obra de saneamento encontraram uma mina marítima enterrada a menos de dois metros de profundidade na areia da praia, no centro da cidade. Militares do esquadrão antibombas da Polícia Militar foram até o município, retiraram e detonaram a bomba em uma área deserta.

Porém, devido à força dos explosivos, estilhaços da bomba foram arremessados a quase 1 km de distância e atingiram casas, hotéis e estabelecimentos comerciais, que protestaram contra a detonação em uma área próxima aos prédios.  À época, os militares explicaram que escolheram o local por conta da dificuldade em remover a bomba para mais longe. Segundo eles, não havia um lugar completamente seguro para detonação.


Fonte: Uol - Via Correio da Paraíba
 
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

IMAGEM DO DIA - 27/08/2010

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Composição ferroviária destruída no pátio da estação da Mooca, São Paulo, durante a revolução de julho de 1924.


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A QUEDA DE CONSTANTINOPLA (1453)

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Constantinopla era uma das cidades mais importantes do mundo.  Ela funcionava como uma parte para as rotas comerciais que ligavam a Ásia a Europa por terra, além de ser o principal porto nas rotas que vinham e iam entre o Mar mediterrâneo e o Mar Negro. O cisma entre as Igrejas Ortodoxa e Católica manteve Constantinopla distante das nações ocidentais. A ameaça turca fez com que o Imperador João VIII Paleólogo, promovesse um concílio em Ferrara, na Itália, onde as diferenças entre as duas igrejas foram resolvidas rapidamente.


Constantino XI e Maomé II

Com a morte de seu pai João VIII, Constantino assume o trono no ano seguinte. O novo imperador era uma pessoa popular, tendo lutado na resistência bizantina no Peloponeso frente ao exército otomano, no entanto,  seguia a linha de pensamento de seu pai na conciliação das duas igrejas, o que gerava desconfiança não só ao Sultão Murad II - que via tal acordo como uma ameaça de intervenção das potências ocidentais na resistência à sua expansão na Europa -, mas como também ao clero bizantino.

Constantino XI, o último imperador bizantino

Já no ano de 1451, Murad II morre, e seu jovem filho Maomé II faz sua sucessão e,.já no princípio de seu reinado, faz a promessa de não violar o território bizantino, o que fez aumentar ainda mais a confiança de Constantino. Sentindo-se seguro, no mesmo ano o imperador bizantino decidiu exigir o pagamento de uma anuidade para a manutenção de um prícipe otomano que era mantido como refém, em Constantinopla. Ultrajado com a exigência, Maomé II ordenou os preparativos para fazer um cerco total à capital binzantina.


Ataque turco

No dia 6 de abril de 1453 começa oficialmente o cerco à cidade bizantina, quando o grande canhão disparou o primeiro tiro em direção ao vale do Rio Lico. Até então considerada imbatível, em menos de uma semana  a muralha começou a ceder, tendo em vista que ela não foi construída para suportar ataques com canhões. O ataque otomano restrigiu-se apenas a uma frente, o que colaborou prara para que o tempo e a mão-de-obra dos bizantinos fossem suficientes para suportarem o cerco.

Constantinopla e suas defesas na época bizantina

Os turcos evitaram o atque pela costa, tendo em vista que, deste lado, as muralhas eram reforçadas por torres com canhões, o que poderia trazer grandes dificuldades à sua frota. No início do assédio, porém, os bizantinos obtiveram duas vitórias animadoras. No dia 20 de abril os bizantinos avistaram os navios enviados pelo Papa, juntamente com outro navio grego com grãos da Sicília, as embarcações chegaram com êxito ao Corno de Ouro.

Já no dia 22 de abril, o Sultão aplicou um golpe ardiloso nas defesas bizantinas. Impedidos de cruzar a corrente que fechava o Corno de Ouro, o Sultão mandou que contruíssem uma estrada de rolagem ao norte de Pera, por onde os seus navios podessem ser puxados por terra, contornando a barreira.

Com os navios colocados em uma nova frente, os bizantinos logo não teriam soluções para reparar suas muralhas. Sem opção, os bizantinos se viram coagidos a contra-atacar, então, no dia 28 de abril, arriscaram um ataque surpresa aos turcos no Corno de Ouro que, no entanto, não logrou êxito.


O último ataque

No dia 28 de maio as tropas receberam ordens de Maomé II para descansarem e realizarem o ataque final no dia seguinte. Após dois meses de intenso combate, pela primeira vez não se ouviu o barulho dos canhões e das tropas em movimento.

Artilheiros otomanos posicionam um grande canhão diante das muralhas de Constantinopla


Para tentar levantar o moral para o momento decisivo, todas as igrejas de Constantinopla tocaram seus sinos durante todo o dia. Na madrugada do dia 29 de maio de 1453, Maomé II concentrou um ataque concentrado no vale do Lico.

Por aproximadamente duas horas os soldados bizantinos sob o comando de Giustiniani conseguiram resistir ao ataque, mas as tropas já estavam cansadas, e teriam ainda que enfrentar o exército regular de 80 mil turcos.

Um grande canhão conseguiu abrir uma brecha na muralha, pela qual os turcos concentraram o ataque. Tendo chegado a esse ponto, Constantino em pessoa coordenou uma cadeia humana que manteve os turcos ocupados enquanto a muralha era consertada.

Após uma hora de combate intenso, os janízaros, que escalavam a muralha com escadas, ainda não haviam conseguido entrar na cidade. Preocupados com os ataques no Lico, os bizantinos cometeram o erro de deixar o portão da muralha noroeste semi-aberto.


A muralha exterior de Constantinopla sucumbe diante dos canhões otomanos

Com isso, um destacamento otomano conseguiu por ali invadir o espaço entre as muralhas interna e externa. Com o comandante Giustiniani ferido e levado para o navio, os soldados gregos ficaram sem liderança, lutaram desordenadamente contra os disciplinados turcos. Tem-se como momento final quando o Imperador Constantino XI levantou sua espada e partiu para o combate, onde nunca mais foi visto, resultando na queda de Constantinopla.


De acordo com a periodização da História mais corrente no Ocidente, a queda de Constantinopla marcou o fim da Idade Média e o início da Era Moderna.


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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

UNISUL - SEMINÁRIO VIRTUAL



Acompanhe o seminário da Unisul Virtual sobre o tema A evolução do pensamento militar ocidental nas guerras dos séculos XIX e XX, realizado ontem e conduzido pelos professores Karla Leonora Dahse Nunes e Cel Luiz Carlos Carneiro de Paula.

http://unisul.streambrasil.com/ONDEMAND-UV/hist_militar240810.htm


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terça-feira, 24 de agosto de 2010

NOTÍCIA - FELIPE CAMARÃO HOMENAGEADO EM NATAL

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A Prefeitura do Natal lançará nesta terça-feira (24), às 16h, na Praça Sete de Setembro, um Selo e um CD em homenagem a Felipe Camarão, o índio Poti, que nesta data completa 362 anos do seu falecimento. Na ocasião, serão carimbados alguns selos, ato que será acompanhado pelo secretário municipal de Defesa Social, Sérgio Leocádio, representando a prefeita Micarla de Sousa, e pelo general Fernando Maurício Duarte Melo, comandante da Brigada Felipe Camarão.

A Cerimônia Cívica de lançamento do Selo e do CD, programada pelo comando do exército local, também servirá para sensibilizar o povo norte rio grandense, por meio dos seus representantes do Estado no legislativo federal, para que lute pela aprovação do Projeto de Lei do senado nº 565 de 2009. De autoria do senador Marco Maciel, o projeto pede a inscrição dos nomes daqueles que lutaram bravamente na Batalha dos Guararapes, entre eles Felipe Camarão, no Livro de Heróis da Pátria. Uma vez aprovado, o índio Poti passará a ser o primeiro Herói Nacional Norte rio grandense.


Felipe Camarão, pintado por Vítor Meireles


A programação será aberta com o canto do Hino Nacional seguido da apresentação dos hinos do Rio Grande do Norte e da Cidade do Natal, todos com a participação da Banda da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada. Serão realizadas ainda duas apresentações: do Grupo Musical Conexão Felipe Camarão que faz parte da Organização Não Governamental Terra e Mar, e do Dobrado Felipe Camarão cuja origem remonta às músicas militares européias e faz parte do CD. O repertório é formado, além do dobrado, pelo Hino do Município e outras canções militares. O dobrado é de autoria do cabo Elton Jefferson e será executado pela primeira vez.

Os CDs, num total de 300, serão distribuídos com as escolas municipais. O objetivo é fazer com que os hinos que nele constam passem a ser executados em eventos cívicos promovidos ao longo do calendário escolar. A gravação dos referidos CDs foi patrocinada pela Prefeitura do Natal.



FELIPE CAMARÃO

Dom Antônio Felipe Camarão nasceu, provavelmente, na Aldeia Velha (bairro de Igapó), no ano de 1580. Com relação ao seu batismo, Nestor Lima aponta para o dia 13 de junho de 1612. Nesse dia, ao se tornar cristão, o potiguar tomou o nome de Antônio Felipe Camarão, uma homenagem ao santo do dia, Santo Antônio. O segundo nome seria uma homenagem a Felipe IV, rei da Espanha e, finalmente, Camarão, que é a tradução portuguesa do seu nome primitivo em tupi: Poti.

No dia seguinte ao do batizado, Felipe casou com uma de suas mulheres que, na pia batismal, recebeu o nome de Clara. As solenidades de batizado e casamento ocorreram em grande estilo na Capela de São Miguel de Guajeru. Além de grande guerreiro, foi igualmente hábil estrategista. Sua maior vitória foi contra o general Arcizewski, que se sentiu humilhado ao perder para um chefe nativo. São suas as seguintes palavras, transcritas por Antônio Soares, no Dicionário Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte: “Há mais de quarenta anos – disse o general – que não milito na Polônia, Alemanha e Flanders, ocupando sem interrupção postos honrosos, mas só o índio brasileiro Camarão veio abater-me o orgulho”.



Pelo seu desempenho contra os inimigos, o valente chefe potiguar recebeu diversas honrarias, entre elas, o título de Dom, dado por Felipe IV; Brasão de Armas; Capitão-mor e Governador de Todos os índios do Brasil; Comenda dos “Moinhos de Saure”. Seu último combate foi na primeira Batalha dos Guararapes, quando adoeceu e se recolheu ao Engenho Novo de Goiana. Segundo alguns autores, Dom Antônio Felipe Camarão faleceu em 24 de agosto de 1648, sendo sepultado na Várzea, em Pernambuco.


PALÁCIO FELIPE CAMARÃO

O prédio do Palácio Felipe Camarão foi edificado no ano de 1922, pelo construtor Miguel Micussi. A sua inauguração ocorreu no mesmo ano, no dia 7 de setembro, marcando assim o Centenário da Independência do Brasil, na administração do governador Antônio José de Melo e Souza (1920/1924) e do intendente Teodósio Paiva.

A sede da Prefeitura do Natal recebeu o nome de “Palácio Felipe Camarão” através da Lei 359/A, de 1955, em homenagem ao índio Poti, que era o chefe dos Potiguares, tribo que habitava as margens do Rio Potengi.

Fonte: Diário de Natal



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sábado, 21 de agosto de 2010

HISTÓRIA MILITAR NO COLÉGIO MILITAR DO RECIFE

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No último dia 13 de agosto os alunos do Colégio Militar do Recife apresentaram o trabalho interdisciplinar do corrente ano.  Dentre os temas selecionados, coube ao 1° ano do Ensino Médio o trabalho de pesquisa histórica sobre o bicentenário do Brigadeiro Antônio de Sampaio, patrono da Infantaria do Exército Brasileiro.

O 1° ano foi dividido em dez grupos, que estudaram a vida e os feitos militares do Brigadeiro Sampaio ao longo de sua vida militar, desde seu nascimento até sua morte em decorrência dos ferimentos recebidos na Batalha de Tuiuti.

A seguir, algumas fotos da apresentação dos trabalhos pelos alunos do 1° ano do CMR.






PENSAMENTO MILITAR - AS GUERRAS CIVIS



"A guerra com o estrangeiro é uma escoriação no cotovelo; a guerra civil um abcesso que nos devora."


Victor Hugo, escritor e pensador francês

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ARMAS - SUBMETRALHADORA THOMPSON



Famosa graças aos gângsteres e ao cinema americano, a submetralhadora Thompson era uma arma refinada, com coronha e empunhadura de madeira. Utilizada durante a 2ª Guerra Mundial pelo Exército doa EUA e por seus aliados, com modificações para facilitar sua produção, incluindo a substituição do complicado (e sujeito a falhas) carregador tipo tambor, por um carregador reto convencional (modelo M-1A1).

A arma foi projetada pelo Coronel John T. Thompson entre 1917 e 1919 e fabricada pela Auto-Ordnance Corporation. Era uma arma refinada, com coronha e empunhaduras de madeira e acabamento de muita classe. Tal qual suas correspondentes – MP-40 alemã e Sten britânica, a Thompson foi uma das primeiras submetralhadoras (ou metralhadoras de mão). Foi muito usada pelos gângsteres americanos e pelas forças policiais que os combatiam na década de 1930, e ficou eternizada como o símbolo de Al Capone.


Em serviço

As primeiras versões podiam utilizar um carregador tipo tambor, com 50 cartuchos, que permitia dar uma rajada bem maior de tiros, mas era propenso a falhas. Quando os Estados Unidos entraram na 2ª Guerra Mundial foi introduzido o modelo M-1 (e, depois, o seu sucessor, o M-1A1), que possuía um carregador reto convencional de 20 cartuchos, mais seguro, e sua fabricação foi simplificada para facilitar a produção em massa. Houve ainda a Thompson M-1A2, que tinha um carregador para 30 projéteis. Sua munição era o catucho .45 polegadas ACP.

Comando britânico armado com uma Thompson BSA escalando um penhasco durante treinamento na Escócia


Geralmente usada por oficiais e sargentos, além das tropas blindadas, a Thompson foi a submetralhadora padrão do Exército dos EUA e também foi usada pelos britânicos em diversos Teatros de Operações, tais como na África, na Ásia e no Mediterrâneo. No entanto, tinha a desvantagem de apresentar um recuo muito forte, o que dava uma dificultava a estabilidade da pontaria. Chegou a ser modestamente utilizada durante a Guerra do Vietnam.

Fuzileiros navais americanos em ação na ilha de Okinawa, 1945.  O soldado da esquerda dispara sua Thompson contra um abrigo japonês


Como aliado dos EUA na 2ª Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira recebeu uma considerável quantidade de submetralhadoras Thompson, as quais permaneceram em serviço nas décadas posteriores à guerra.

Soldado da Aviação do Exército dos EUA empunhando uma Thompson durante os primeiros anos da Guerra do Vietnã



As Versões da arma

A Thompson foi fabricada em diferentes versões, dentre as quais destacam-se:

Persuader: versão experimental, municiada por fita de munições, desenvolvida em 1918;

Thompson M-1919: versão inicial de produção. Foram produzidas apenas 40 unidades;

Thompson M-1921: primeiro modelo de produção em larga escala, apelidada de "arma antibandido", em virtude de equipar uma grande número de forças policiais dos EUA;

Thompson M-1923: modelo desenvolvido com a intenção de substituir o fuzil-metralhadora Browning Automatic Rifle no Exército dos EUA. Caracterizava-se por disparar a munição .45 Remington-Thompson, mais potente e com maior alcance que a .45 ACP utilizada nas versões anteriores, com guarda-mão horizontal, bipé e suporte para baioneta. O Exército dos EUA decidiu, no entanto, não adotar o modelo;

Thompson BSA: modelo europeu da Thompson, fabricado sob licença pela Birmingham Small Arms Company (BSA) no Reino Unido, a partir de 1926;

Thompson M-1927: versão com capacidade limitada a tiro semi-automático da M-1921. Esta arma não era classificada como submetralhadora, mas sim como carabina semi-automática. Algumas M-1927 foram construídas a partir da substituição de alguns componentes em unidades do tipo M-1921;

Thompson M-1928: primeiro modelo da Thompson adotado pelas forças armadas dos Estados Unidos (com a designação US Submachine Gun, Cal .45, M1928). Consistia na versão M-1921 com uma cadência de fogo inferior, para corresponder às condições da Marinha dos EUA;

Thompson M-1928A1: variação da M-1928, com alterações que incluíam a substitução do punho frontal por um guarda-mão horizontal e a introdução de uma bandoleira militar;

Thompson M-1: variante introduzida em 1942, resultante de uma maior simplificação da M-1928A1, com coronha fixa, cadência de tiro reduzida para 600-700 tiros por minuto e capacidade limitada a carregadores retos. Oficialmente designada US Submachine Gun, Cal .45, M1;

Thompson M-1A1: versão da M-1 com um registro de tiro simplificado, colocado em ambos os lados da caixa da culatra e reforço da alça de mira.


Diferentes versões da submetralhadora Thompson


Características técnicas

Modelo: M-1A1

Calibre: 11,43 mm (.45)
Comprimento: 813 mm (total) / 267 mm (cano)
Peso: 4,74 Kg (com carregador)
Carregador: Pente com 20 ou 30 cartuchos
Cadência de Tiro: 700 tpm
Velocidade Inicial do Projétil: 280 m/s

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

NOTÍCIA - BOMBA DA 2a GUERRA MUNDIAL PROVOCA FECHAMENTO DE AEROPORTO EM MILÃO

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MILÃO (Reuters) - Uma bomba de 227 quilos, resquício da 2a Guerra Mundial, foi localizada e detonada nesta quarta-feira perto do aeroporto de Linate, em Milão, o que provocou o fechamento parcial do local.

Os voos que chegavam foram impedidos de pousar por várias horas, mas as operações depois voltaram ao normal, informou uma porta-voz do aeroporto.

A bomba foi encontrada durante uma obra perto de Linate, a leste de Milão.


 
Moradores das imediações foram removidos da área e as autoridades interromperam o tráfego de trens em uma linha próxima do local onde o explosivo foi achado.

Uma outra bomba, também de 227 quilos, foi encontrada e detonada em 8 de agosto perto de Linate.


Fonte: Reuters

UNIFORMES - SOLDADO POLONÊS, 1944







II Corpo polonês
Monte Cassino, Itália
2ª Guerra Mundial, 1944



O sargento ao lado pertence à  3ª Divisão de Infantaria, subordinada ao II Corpo polonês que tomou parte dos combates em Monte Cassino, na Itália, em maio de 1944.

O graduado exibe um trofeu muito apreciado pelos soldados aliados - uma bandeira nazista capturada. Seu armamento consiste em um fuzil Lee-Enfield Nº 4 Mk I calibre .303.

Em 1944 os poloneses utilizavam uniformes britânicos e eram diferenciados pelas insígnias de postos e unidades próprias dos poloneses, como a ágia nacional polonesa pintada no capacete tipo Tommy.

A COROAÇÃO DE CARLOS MAGNO E O INÍCIO DO IMPÉRIO CAROLÍNGEO

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Por Matthias von Hellfeld



Na noite de 25 de dezembro de 800, Carlos Magno, rei dos francos, foi coroado pelo papa Leão III imperador romano, tornando-se assim um dos mais poderosos soberanos de seu tempo.  Carlos Magno (cerca 747-814) partiu em direção a Roma em novembro de 799. O Papa lhe pedira ajuda, pois não podia mais se defender contra a oposição na cidade. Depois de Carlos Magno ter conseguido acalmar a situação e Leão III ter apaziguado os ânimos através de um juramento de purificação, ambos participaram de uma missa de Natal na Basílica de São Pedro. Naquela noite, os cidadãos romanos e o episcopado presentes assistiram a um espetáculo de dimensões históricas.


Coroação inesperada ?

Segundo o biógrafo da corte Eginardo (cerca 780-840), Carlos Magno teria se ajoelhado em atitude devocional diante do altar e, por trás, o papa Leão III lhe colocou a coroa de imperador romano. O rei franco estaria aparentemente surpreso com a coroação – pelo menos foi essa a ideia que seu biógrafo nos tentou passar. Talvez Carlos Magno tivesse, no entanto, especulado com a ideia de se tornar imperador, já que, afinal de contas, o Papa dependia de uma ajuda secular, que, na Europa, somente o rei dos francos estaria em condições de garantir.

Carlos Magno no dia de sua coroação no ano 800

A coroa mal havia sido colocada na cabeça de Carlos Magno, quando o Papa se ajoelhou e untou os pés do imperador. Nesse exato momento, os clérigos começaram a recitar a litania da coroação e os cidadãos de Roma a aplaudir fortemente. Com essa cerimônia, o rei dos francos tornou-se imperador romano. A região central de seu imenso império englobaria aqueles países que 1.150 anos mais tarde viriam a fundar a Comunidade Econômica Europeia: França, Alemanha, Itália e Estados do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo).


Base do florescimento cultural da França

Imediatamente após a coroação, Carlos Magno introduziu uma moeda, uma escrita e um sistema de pesos e medidas comuns na França. Em Aachen (Aix-la-Chapelle, em francês), o que sobrou de suas construções dá ideia de como aquela cidade deveria se tornar uma "segunda Roma". Carlos Magno não foi somente o grande comandante que cristianizou e modernizou a Europa, mas também impulsionou as ciências. Ele reuniu em torno de si os mais importantes acadêmicos da época e os incumbiu de compilar todo o saber em curso até então, estabelecendo a base do florescimento cultural da França.

Esta "revolução cultural" esteve intimamente ligada ao mestre Alcuíno (735 – 804), um erudito britânico, com quem Carlos Magno já se encontrara em Parma, em 781. Na Escola Palaciana de Aachen, Alcuíno estabeleceu uma biblioteca com trabalhos de autores da Antiguidade. Tais obras foram copiadas em letra "minúscula carolíngia" e arquivadas.


A arquitetura da era carolíngia também se inspirou na Antiguidade. A Capela Palatina de Aachen deveria remeter à "pequena Basílica de Santa Sofia", a igreja de São Sérgio e São Baco, em Constantinopla (atual Istambul). Outras edificações oficiais de sua residência imperial em Aachen eram cópias de construções romanas.


Legado da Antiguidade salvo para a Idade Média

Esse "Renascimento carolíngio" é de fenomenal importância, pois foi através dele que a França tornou-se um elo de ligação entre a Antiguidade e a Europa da Idade Média. A partir daí, a "modernidade medieval" ficou definitivamente influenciada pelas ideias dos mestres da Antiguidade, pela arquitetura romana anterior a Cristo e pelas concepções religiosas de Roma e Constantinopla.

Através dessa interligação da Antiguidade com a Idade Média, Carlos Magno se colocou no mesmo patamar que os grandes heróis. O resgate do legado da Antiguidade foi um processo consciente, porque os acadêmicos partiam da ideia de uma continuidade linear na cultura e na política. Como sua própria cultura era constituída a partir da anterior, era coerente preservar-se o máximo possível das culturas antigas.

Estátua de Carlos Magno em Notre Dame


Carlos Magno também estava convencido da teoria dos "quatro reinos", após cuja queda pairava a ameaça do fim do mundo. Com a transmissão do título imperial ao rei dos francos, o imperador e o império romanos eram mantidos em vida. Com esse translatio imperii, o fim do mundo era (novamente) evitado.

Em termos de concepção política, havia lógica na manutenção e apropriação parcial da cultura, arquitetura, direito, literatura e ciência romanas. Assim, o saber da Antiguidade pôde chegar à Europa medieval. Tudo o que o mundo moderno hoje sabe da Antiguidade deve-se a esse "Renascimento carolíngio", que salvou a herança cultural dos antigos de ser perdida para sempre.

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sábado, 14 de agosto de 2010

IMAGEM DO DIA - 14/08/2010

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Durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), soldado inglês conduzindo cavaleiros franceses capturados em batalha.

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OPERAÇÃO “PAPERCLIP”

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Numa fria manhã de fevereiro de 1945, o major Robert Staver, do Serviço de Inteligência Militar dos Estados Unidos, desceu no aeroporto de Londres com ordens para se apresentar imediatamente ao Comando de Armas e Munições aliado. Pouco depois ele falava com seus superiores quando foi jogado ao chão por uma formidável explosão no prédio vizinho. Staver tinha sido enviado à Inglaterra para aprender tudo sobre bombas voadoras alemãs e estava sendo recebido pouco amistosamente por uma delas.

Mas Staver era um espião arguto, e tinha a sorte ao seu lado. Uma semana depois de sua chegada à Inglaterra as unidades blindadas do III Exército norte-americano entraram em Bonn e capturaram documentos importantes, entre os quais uma lista completa dos principais cientistas que trabalhavam em Peenemünde, a grande base alemã de foguetes.

Uma cópia desta lista foi entregue a Staver, que voou com ela para Washington, levando também a duplicata do secretíssimo “Relatório de Oslo”, um apanhado de informações reunidas na Europa ocupada pelos agentes do MI-5 (o Serviço Secreto do governo britânico). No conjunto aqueles documentos definiam o perfil do enorme esforço da Alemanha nazista para desenvolver versões ainda maiores (capazes de atingir o território dos Estados Unidos), do míssil balístico A-4 (o famoso V-2), com os quais bombardeavam Londres e outras cidades inglesas desde setembro do ano anterior.

Foguete V-2 sendo lançado contra a Inglaterra

A análise do material recolhido por Robert Staver foi suficiente para que o Pentágono enviasse, no dia 2 de abril, ordens expressas ao general Eisenhower para a captura dos planos, dos mísseis e, se possível, dos próprios técnicos de Peenemünde. O relatório de instruções, classificado como absolutamente sigiloso, estava marcado com o nome de código de “Operação Paperclip” (Operação Clipe de Papel).


Como surgiu a operação

Enquanto isto, na enorme e moderníssima estação de pesquisas construídas na foz do Rio Peene, os cientistas alemãs viviam dias de desassossego. Na sua grande maioria não tinham qualquer simpatia pelo governo nazista de Berlim. Sua aventura começara em 1923, quando alguns deles, então simples entusiastas dos foguetes, haviam fundado, em Berlim, a “Associação para Viagens Especiais”. Do Grupo original faziam parte cientistas de renome como Hermann Oberth, Rudolf Nebel e Willy Ley, aventureiros como Max Vallier e jovens entusiastas, como Werner Von Braun.

Dos pequenos foguetes dos anos 1920 eles passaram gradualmente a modelos maiores até que, em 1938, foram “descobertos” pelas autoridades militares alemãs. De uma hora para outra receberam dinheiro, ajuda e prioridades técnicas. Ganharam novas instalações em Peenemünde e continuaram trabalhando. Seu país estava em guerra e, por isto, o interesse governamental era mais que justificado.

Mas, aos poucos, seus planos de lançar engenhos ao espaço foram sendo preteridos por projetos militarmente mais úteis. Em fins de 1944 aperfeiçoaram o foguete balístico A-4, capaz de levar 1.000 kg de explosivos a 350 km da distância. Por ordem de Hitler aquele engenho foi produzido em série e mudou de nome. Passou a se chamar Vergeltungwaffe nº 2, ou V-2.

Os ingleses, que acompanhavam o esforço de longe, decidiram interrompê-lo arrasando as instalações de Peenemünde. Na noite de 18 de agosto de 1943 um total de 150 bombardeiros pesados da Real Força Aérea (RAF) lançaram sobre Peenemünde mil toneladas de bombas, destruindo quase tudo. Hitler, num acesso de raiva, ordenou a dispersão das fábricas de bombas V-2 e os técnicos de Peenemünde ficaram reduzidos a ensaios com novos modelos ainda maiores daquele míssil, capazes de cruzar o Atlântico e chegar a Nova Iorque.


Uma decisão difícil

Estes ensaios avançaram, mas como admitiram mais tarde os técnicos alemães de Peenemünde , “já não tínhamos mais nenhuma fé na causa do Governo de Berlim”. Pior ainda: eles sabiam que tinham-se transformado em personagens suspeitos para a cúpula nazista e, por pouco, alguns deles - dentre os quais Von Braun - não foram fuzilados por ordem de Hitler.

Esta era a situação no dia 3 de abril de 1945 quando o General Walter Dornberger, Von Braun vários dos seus colegas decidiram deixar Peenemünde. Era impossível continuar ali. Oitenta quilômetros a sudeste os canhões russos já bombardeavam Stetin, enquanto a oeste os blindados dos americanos tomavam Bleicherode.

O General Dornberger ( a esquerda) e o cientista Werner von Braun (de braço quebrado) no momento em que se entregam aos americanos dpois de fugirem de Peeneumünde

Sua decisão , porém, não foi unânime. Alguns especialistas importantes, como Halther Frolic, Schenost, Waldman, Erich Ptze (Diretor de Produção dos míssieis), Werner Braun (especialista em motores), Erich Muller, Helmuth Gottrup e a maioria dos técnicos de nível médio optaram por seguir as ordens e ficar em Peenemünde.

Os demais optaram pela saída. Dornberger, Von Braun e 500 dos seus principais colaboradores embarcaram num comboio de caminhões (por falta de gasolina, acionados com álcool de foguete) carregados com toneladas de planos e desenhos e rumaram para o sul. Seu destino: Oberammergau, nos Alpes.

Como o próprio Von Braun escreveu mais tarde, “foi uma decisão difícil de tomar. Na minha mesa de trabalho tinha cinco ordens de Alto-comando para permanecer em Peenemünde. E outras cinco mandando que eu saísse de lá. Todas pediam que os planos e instalações fossem destruídos...”.

Peenemunde foi tomada na semana seguinte pelo 2º Exército Soviético, comandado por Konstantin Rokossowsky. Mas o comboio de Von Braun, cruzando por rodovias sob bombardeiro, conseguiu milagrosamente chegar intacto a Nordhausen, onde um telefonema avisou-os de que os americanos estavam a apenas 20 quilômetros de distância. Von Braun e seus companheiros concordaram que seria uma estupidez perder tantos anos de pesquisa valiosa. Por isso, rumaram para o sul.


Uma presa valiosa

Por ordem de Dornberger 14 toneladas de planos foram escondidos numa caverna em Dorton, depois os cientistas fugiram para Obeyoch, perto da fronteira da Áustria.

Nessa altura, Robert Staver e o agente Charles L. Stewart estavam firmes na busca aos técnicos foragidos. E tinham de andar depressa, já que os russos aparentemente buscavam a mesma coisa, capturando as instalações de mísseis de Rusterort e Carlsberg, nas proximidades de Frischen, e também as de Memel e Erfurt, na Turíngia. Mas chegaram atrasados à linha de montagem das V-2 na firma Mittelwerk, em Nordhausen.

Dias antes, numa verdadeira operação de comandos chefiada pelo Coronel Helger N. Toftoy a 144ª Companhia Motorizada norte-americana “esvaziou” os depósitos de Nordhausen.  Dezenas de mísseis V-2, peças delicadas e toneladas de documentos foram embarcados para o Ocidente em composições ferroviárias. O primeiro trem saiu no dia 22 de maio. Mas o ultimo só partiu no dia 31, horas antes da chegada dos russos. Quando, dias depois, Stalin leu o relatório sobre o acontecido, explodiu “Alguém tem de ser responsabilizado por deixar escapar uma presa tão valiosa...”


Rumo aos EUA

Mas já era tarde. Enquanto em Moscou Joseph Stalin ordenava uma investigação completa, na França o precioso butim tecnológico era embarcado em dezesseis navios cargueiros, rumo aos Estados Unidos. Von Braun (com o braço quebrado em um acidente de automóvel) e seus amigos renderam-se a Charles Steward no dia 5 de maio. Tinham passado as últimas semanas fazendo planos mirabolantes de satélites e vôos à lua, num ambiente paradisíaco de florestas, enquanto a sua volta a Alemanha nazista desmoronava-se nos estertores finais.

Robert Staver, por ordens superiores, levou seus preciosos “hóspedes“ para Paris e depois para Londres, onde eles foram cuidadosamente guardados até viajarem incógnitos para o Novo México com documentos falsos. Von Braun, por exemplo, viajou com o passaporte de Willian Smith.

Von Braun (sentado à direita na foto) apresenta uma maquete do foguete Jupiter C que, em 1958, colocou em órbita o primeiro satélite americano

Nos Estados Unidos a equipe alemã retomou seus laboratórios e instalações e passou a trabalhar para o exército. Gradualmente a vigilância sobre eles foi relaxada e alguns acabaram voltando à Alemanha. Mas a maioria ficou, e deu a sua nova pátria de adoção compensações mais que úteis pelo esforço a eles despendidos. Foram eles que desenvolveram o foguete “Júpiter C” que, em 31 de janeiro de 1958, colocou em órbita o primeiro satélite americano; o foguete “Juno II”, que levou a primeira sonda americana à lua, e os gigantescos foguetes “Saturno”, responsáveis pela primazia americana nos vôos tripulados à lua.

Quando isto aconteceu, os custos da “Operação Paperclip” já tinham sido pagos milhares de vezes.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

DIVULGAÇÃO - III ENCONTRO DE VIATURAS MILITARES DO FORTE DE COPACABANA




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PERSONAGENS DA HISTÓRIA MILITAR – VICE-ALMIRANTE JOHN PASCOE GRENFELL

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* 30/09/1800 - Battersea, Inglaterra

+ 29/03/1869 – Liverpool, Inglaterra


John Pascoe Grenfell foi um militar inglês a serviço do Império Brasileiro. Filho de John G. Grenfell e Sofia, aos onze anos de idade ingressou na Companhia Britânica das Índias Orientais, a serviço da qual fez diversas viagens à Índia. Em 1819 passou a servir como tenente sob as ordens de Thomas Cochrane, participando das lutas da Guerra de Independência do Chile, inclusive o corte do Esmeralda, onde foi gravemente ferido.

Em 1823 acompanhou Cochrane ao Império do Brasil, já no posto de comandante, juntamente com outros oficiais e soldados europeus, para tomar parte nas lutas da Guerra da Independência do Brasil (1822-1823).

Comissionado como primeiro-tenente, partiu do Maranhão, comandando o brigue Maranhão da Marinha do Brasil, e conseguiu a adesão da Província do Pará ao Império. No exercício dessa comissão, fuzilou cinco paraenses no Largo do Palácio, em 17 de outubro de 1823, tendo mesmo chegado a amarrar, à boca de um canhão, o cônego Batista Campos, que, graças à interferência de amigos, foi salvo da morte. De todos os crimes que lhe foram imputados, o mais célebre foi a chamada "tragédia do brigue Palhaço", onde foram vitimados 256 prisioneiros, detidos no porão daquela embarcação no porto de Belém.

Em 1824, deixou o Pará e, embora houvesse ordem de prisão contra ele, conseguiu escapar. Habilidoso, ofereceu mais uma vez os seus serviços ao Imperador, desta vez para combater os revoltosos republicanos da Confederação do Equador, em Pernambuco. Após derrotá-los, retornou ao Rio de Janeiro, onde, julgado em Conselho de Guerra, foi absolvido de seus crimes.

Posteriormente serviu na Guerra Cisplatina em 1826, tendo participado de combates em Buenos Aires, onde veio a perder o seu braço direito. Retornou para a Inglaterra para restabelecer a sua saúde, voltando ao Brasil em 1828. Em 1829 casou-se com Maria Dolores Masini, em Montevidéu, com quem teve vários filhos.

Brigue da Marinha Imperial brasileira

Durante o Período Regencial foi destacado, em 1836, para reprimir a Revolução Farroupilha, no sul do país. Nomeado comandante das forças navais estacionadas no Rio Grande do Sul, comandou a esquadra imperial na Batalha do Fanfa, à frente de dezoito navios de guerra, escunas e canhoneiras. A esquadra bloqueou o lado sul da ilha do Fanfa, no Rio Jacuí, enquanto que as tropas sob o comando de Bento Manuel fechavam o cerco por terra. Ao final da batalha renderam-se ou foram capturadas várias importantes lideranças farroupilhas: Bento Gonçalves da Silva, Tito Lívio Zambeccari, Pedro Boticário, José de Almeida Corte Real, José Calvet, entre outros.

Em 1841 foi nomeado vice-almirante e, em 1846, cônsul geral do Brasil em Liverpool. Retornou ao Brasil quando da Guerra contra Oribe e Rosas, nomeado comandante-em-chefe das forças navais brasileiras na bacia do Rio da Prata, destacando-se na Passagem de Tonelero.

Em 1852 reassumiu as funções de cônsul na Inglaterra, onde veio a falecer, em 1869.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

DOCUMENTO - DIRETIVA DE GUERRA Nº 1 DE ADOLF HITLER

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Reproduzimos, a seguir, a primeira das diretivas de guerra emitidas por Adolf Hitler durante a 2ª Guerra Mundial, ordenando às suas forças o início das operações contra a Polônia.

Assim começou o maior conflito da História ...



Comando-Supremo da Wehrmacht, Berlim, agosto de 1939


Diretiva de Guerra n° 1



1. As possibilidades pacíficas para solucionar os problemas surgidos na fronteira do oeste, onde a situação da Alemanha é intolerável, fracassaram. Portanto, decidi solucioná-la pela força.

2. O ataque à Polônia se realizará de acordo com os planos já fixados. Levar-se-ão em conta as alterações que resultem, no que respeita ao Exército do estado atual de preparação do mesmo. A indicação das tarefas e a ordem das mesmas são as previstas. Data do ataque: 1º de setembro de 1939. Hora: 4:45 horas. As indicações correspondem à operação em Gydnia, baía de Dantzig e ponte Dirschau.

3. No oeste é importante que a responsabilidade pelo começo das hostilidades recaia sobre a Inglaterra e a França. A neutralidade da Holanda e Bélgica, Luxemburgo e Suiça dever ser escrupulosamente respeitada. Por terra: a fronteira do oeste não deve ser cruzada sem minha expressa permissão. No mar: igual ordem.

4. Se a Inglaterra e a França iniciarem as hostilidades contra a Alemanha, a tarefa da Wehrmacht no oeste consiste em conservar as suas forças até a conclusão da vitória da campanha da Polônia. Dentro destes limites, as forças inimigas e os seus recursos militares e econômicos devem ser golpeados até onde seja possível. A ordem de ataque será dada por mim pessoalmente, em qualquer caso. O exército deverá estar pronto para defender a muralha do oeste e prevenir qualquer manobra de flanco por parte das potências do oeste, caso violem o território da Bélgica e Holanda. Ao levar a guerra à Inglaterra, a direção dos ataques da Luftwaffe se concentrará na interrupção do transporte de tropas para a França. Os ataques contra Londres serão decididos por mim pessoalmente.


Adolf Hitler


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FORTE DE SAN MIGUEL

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O Forte de San Miguel localiza-se a cerca de 6 quilômetros a sul da Lagoa Mirim, próxima a Chuy, no Departamento de Rocha, no Uruguai. O forte foi erguido com a função de vigiar a antiga linha raiana denominada como Linha de Castillos Grande, estabelecida pelo Tratado de Madrid em 1750.

O forte situa-se no sopé da serra de San Miguel, a trinta e cinco metros acima do nível do mar. Apresenta planta no formato retangular, com baluartes pentagonais nos vértices, arrematados por guaritas. O perímetro de suas muralhas totaliza trezentos metros.

De menores proporções que a vizinha Fortaleza de Santa Teresa na região, recebeu um acabamento menos acurado devido à inexistência de pedras de granito no local, sendo empregada uma pedra granítica rosada que o caracteriza, em aparelho irregular.

Pátio interno do Forte San Miguel

Dadas as suas reduzidas dimensões, não foi possível construir rampas que unissem os planos superiores dos baluartes, onde se abrem dezoito canhoneiras no total, e o do terrapleno. Em conseqüência, acredita-se que a artilharia tenha sido transportada por força humana pelas escadarias, para as respectivas posições de tiro.

O acesso ao forte era feito por uma ponte levadiça sobre um fosso inundado. No terrapleno, no lado fronteiro à entrada, ergue-se o edifício da Capela. À direita, distribuem-se os edifícios da Cozinha e o Quartel da Tropa. No lado oposto, ficavam o poço, e os edifícios da Casa da Pólvora (Paiol), do Quartel do Comando e do Quartel dos Oficiais, protegidos pelas muralhas, cobertos por telhas em meia água.


Histórico de lutas

A estrutura remonta a uma simples fortificação de campanha, erguida em 1734 por forças espanholas sob o comando do Alferes Esteban del Castillo, com a função de dissuadir a presença portuguesa na região. Esta primitiva estrutura empregava tepes - pedaços de terra cobertos de grama ou ervas, endurecidos pela grande quantidade de enraizamentos. Com o estabelecimento do cerco espanhol à Colônia do Sacramento (1737), esta fortificação de campanha foi abandonada.

Posterirmente foram realizadas obras para um segundo estabelecimento no local, por forças portuguesas, atribuindo-se a sua reconstrução ao engenheiro militar Brigadeiro José da Silva Paes, com a função de posto avançado para monitorar as atividades espanholas na região da serra de São Miguel.

Sua planta apresentava o formato de um polígono retangular em alvenaria de pedra, com dois baluartes nos lados menores, separados por cortinas. Outros autores atribuem a autoria da planta ao arquiteto militar português Manuel Gomes Pereira, substituído mais tarde pelo Capitão Antônio Teixeira Carvalho.

Por volta de 1740, sua planta já evoluíra, apresentando o formato estrelado, com quatro baluartes pentagonais nos vértices em estilo Vauban, com as muralhas e as edificações internas de serviço erguidas em aparelho irregular de alvenaria de pedra.

O Artigo XVIII do Tratado de Madrid (1750), dispunha que Portugal conservava a linha do monte de Castillos Grande, com a sua falda meridional [Sul], e o poderá fortificar mantendo ali uma guarda.

Diante da assinatura do Tratado de El Pardo (1761), que, na prática, anulava o de Madrid, o governador e Capitão-general da capitania do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade (1733-1763), antecipou as consequências do mesmo para a região Sul, que conhecia bem. Assim, ordenou ao governador da Colônia do Rio Grande de São Pedro, Coronel Elói Madureira, o envio imediato de tropas de Laguna para a região, determinando o mesmo ao Tenente-coronel Tomás Luís Osório, comandante das tropas de Cavalaria do Regimento dos Dragões, e do Forte Jesus, Maria, José do Rio Pardo.

O interior do forte San Miguel

Reunindo pouco mais de mil homens, a estratégia portuguesa era a de construir rapidamente uma linha defensiva fortificada, ao Sul do Forte de São Miguel no arroio Chuí, para deter a invasão espanhola em progresso, após a conquista da Colônia do Sacramento, em outubro de 1762, pelo governador de Buenos Aires, D. Pedro de Ceballos, à frente de cerca de três mil homens reunidos em Maldonado. Dada a premência de tempo, apenas foi iniciado o Forte de Santa Teresa em dezembro de 1762, uma fortificação de campanha guarnecida por cerca de quatrocentos homens e artilhada com algumas peças de pequeno calibre, fechando o caminho terrestre na altura do monte de Castillos Grande, conquistado por Ceballos em Abril de 1763.

Prosseguindo a marcha sobre o Rio Grande de São Pedro, Ceballos conquistou em seguida o Forte de São Miguel (Abril de 1763). Na ocasião, os espanhóis procederam-lhe reparos e melhorias. Mais tarde, ante a iminência de uma invasão britânica em 1775, o engenheiro extraordinário D. Bernardo Lecocq, a serviço do Vice-reino do Prata, efetuou obras de reforço na estrutura do forte.

Com o Tratado de Santo Ildefonso (1777), a posse deste forte foi ratificada para a Espanha. Novos reparos foram efetuados pelas mesmas razões de 1775, em 1797. Em 1808, a banda oriental do rio da Prata foi anexada pelo príncipe-regente de Portugal D. João VI. Com a proclamação de independência das Províncias Unidas do Rio da Prata, em 7 de julho de 1816, e as agitações dela decorrentes, a Banda Oriental foi ocupada militarmente por uma força portuguesa de seis mil homens sob o comando do General Carlos Frederico Lecor, que entrou vitorioso em Montevidéu no ano de 1817. A luta prosseguiu até a derrota definitiva dos partidários da independência na batalha de Taquarembó, e a Banda Oriental foi anexada ao Brasil em 1821, com o nome de Província Cisplatina.

A partir de 1825 recomeçaram as lutas pela independência da região, que se arrastaram até 1828. Nesse ano, com o auxílio da diplomacia britânica, a região se tornou independente como República Oriental del Uruguay, em 7 de Agosto de 1828. Pelo Tratado de 15 de Maio de 1852, que estabeleceu a demarcação fronteiriça pela embocadura do arroio Chuí, ambos os fortes - San Miguel e Santa Teresa - permaneceram em território uruguaio.


O editor do BLOG junto às muralhas de San Miguel durante visita em 1993


O forte hoje

Em ruínas desde a Guerra da Independência do Uruguai (1825-1828), a história e a estrutura do forte foram resgatadas por uma comissão composta pelo General Campos, pelo General Baldomir e pelo historiador Horacio Arredondo, a partir de 1928, centenário da independência do Uruguai. A partir de 1933 o forte foi reconstruído de acordo com os planos originais, utilizando-se as técnicas de cantaria e de construção da época, restaurando-se as dependências da Casa do Comando, a Casa da Palamenta, a Capela, a Cozinha e os Quartéis da Tropa. O forte foi declarado como Monumento Nacional em 1937, intensificando-se, a partir de então, o seu processo de recuperação.

Sob a administração do Estado Maior do Exército da República Oriental do Uruguai, a estrutura encontra-se permanentemente aberta à visitação pública, abrigando um Museu de História Militar, onde se destacam a coleção de uniformes históricos das guarnições, e a mostra da evolução dos uniformes históricos daquele Exército. Uma série de aquarelas do artista Emílio Regalía ilustra o material em exibição.

Junto ao forte encontra-se o "Parador San Miguel", que permite a hospedagem neste sítio histórico.


Uniformes históricos do Exército Uruguaio em exposição no museu do forte


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sábado, 24 de julho de 2010

IMAGEM DO DIA - 24/07/2010

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Durante a Guerra Franco-Prussiana (1870-71), canhoneiras prussianas atracadas no Rio Loire

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O MISTERIOSO VOO DE RUDOLF HESS

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Na noite de 10 de maio de 1941, o comodoro Adolf Galland, comandante do grupo de caça JG-26 da Luftwaffe, recebeu um intempestivo chamado telefônico do marechal Goering:
- Deve levantar voo imediatamente com todo o seu grupo! - gritou Goering, do outro lado da linha. - Hess enlouqueceu e está voando para a Inglaterra, num Messerschmitt 110. Precisa derrubá-lo!

Imediatamente Galland transmitiu a seus subordinados ordens para que interceptassem o aparelho de Hess. As esquadrilhas levantaram voo e, durante horas, patrulharam sem resultado o espaço aéreo em torno das costas da Inglaterra, sem achar o rastro do Messerschmitt. A presa tinha conseguido escapar.

Hess, escapulindo com seu avião, ao abrigo da noite, conseguiu alcançar as costas da Escócia e continuou voando para o interior. Finalmente, quando acabou o combustível, lançou-se de paraquedas. O Messerschmitt, sem controle, entrou em vertiginosa picada e foi espatifar-se num campo semeado. Um camponês, armado com um ancinho, foi ao encontro do paraquedista nazista. Hess, que vestia o uniforme de piloto da Luftwaffe, entregou-se sem resistência e se identificou como sendo o Tenente-Aviador “Horn”. Foi conduzido, rapidamente, a Glasgow, onde , finalmente, foi reconhecido pelas autoridades militares.

A notícia da captura de Hess chegou ao conhecimento de Churchill na tarde de 11 de maio. O Duque de Hamilton, com quem o nazista tinha pedido uma entrevista, dirigiu-se para a casa onde estava repousando o primeiro-ministro e comunicou-lhe o extraordinário acontecimento. Churchill ordenou que Hess fosse condignamente tratado como prisioneiro de guerra.

Nessa mesma noite, os funcionários do Foreign Office, entrevistaram-se com Hess e receberam do dirigente nazista uma insólita declaração. Havia viajado para a Inglaterra por sua própria vontade, a fim de atuar como emissário de paz junto aos britânicos. Hitler não tinha participação nenhuma naquilo.

Em Berlim, o Fuhrer ordenou aos seus assessores que anunciassem que Hess havia enlouquecido. A notícia não demorou a ser divulgada por todas as rádios da Alemanha:
“O membro do Partido Nazista Rudolf Hess, apoderou-se recentemente de um avião, contrariando as estritas ordens do Führer que o proibiam de voar, em razão da doença de que sofria, a qual tinha-se agravado nos últimos tempos. No dia 10 de maio, às 6:00, Hess empreendeu um vôo de Ausburg, e até agora não regressou...”

Hitler sem saber, tinha acertado. Em repetidas entrevistas com Hess, os funcionários ingleses comprovaram evidentes sintomas de alteração mental. Ao ser examinado por um médico, Hess confessou os estranhos motivos que o levaram a realizar aquele voo.

Pouco tempo antes, Karl Haushofer, o célebre geopolítico alemão, havia dito a Hess que, em repetidas ocasiões, sua imagem lhe surgira em sonhos pilotando um avião com rumo desconhecido. Hess interpretou estas visões como sendo uma mensagem que lhe assinalava a missão de voar para a Inglaterra como emissário de paz...

Destroços do avião usado por Hess na Escócia

Evidentemente, o chefe nazista não se encontrava em seu perfeito juízo. Apesar disso, sua viagem deu origem a muitas conjecturas em todos os países. A versão mais aceita foi aquela segundo a qual ele teria ido à Inglaterra para acertar um acordo que permitisse a Alemanha concentrar todas as suas forças militares para a invasão da Rússia. Stalin chegou a acreditar nisto, segundo contou Churchill, quando se encontrou com ele em Moscou, em 1944.

Ao final da guerra, Hess foi julgado no Processo de Nuremberg após a guerra por crimes contra a paz e foi condenado à prisão perpétua por insistência da URSS.  Permaneceu preso até a sua morte, em 1987.
 
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